Incidente em Roswell
Mais ou menos na mesma época, Fletcher…
Mais ou menos na mesma época, Fletcher Pratt, escritor e historiador militar de renome, iniciou nova onda de boatos na imprensa declarando que no início de 1950 obtivera "de fontes sigilosas" a informação de que um disco voador se espatifara na terra e corpos com vaga aparência humana, de cerca de noventa centímetros de altura, haviam sido encontrados nos destroços.
Esta nova referência a um incidente similar ao de Roswell foi, naturalmente, negada com a habitual veemência pelos círculos oficiais. Contudo, é bom não esquecer que Fletcher Pratt era um historiador militar de renome, com o cuidado de todo historiador pelo máximo de correção nos informes, e que hesitaria, portanto, em aceitar de fonte inafiançável uma notícia em torno de um caso surpreendente. Pratt conhecia também (que saiba o autor) as exigências da segurança militar e, embora a princípio convicto da correção de sua fonte, poderia mais tarde ter sido persuadido a abandonar o assunto no interesse dessa mesma segurança. De qualquer modo, a agitação gerada pela suposta captura de um OVNI parece ter resultado em contínua vigilância desses objetos pela Força Aérea, com relatórios que se contam aos milhares, e culminado finalmente no chamado Relatório Condon de 1969 (projeto da Força Aérea encomendado à Universidade do Colorado). O Relatório determinou, segundo os comunicados à imprensa, que apenas 10%
de todos os aparecimentos de OVNI investigados pareciam resistir a qualquer explicação lógica. (Um exame mais rigoroso do próprio relatório, porém, sugere que o verdadeiro número de aparecimentos carentes de explicação razoável fica mais próximo dos 30%.) Seja como for decidiu-se (usando o Relatório Condon como desculpa) que o esforço e as despesas de investigação da Força Aérea não justificavam, aparentemente, o prosseguimento do projeto (no caso, o Projeto Livro Azul) destinado a pesquisar publicamente os OVNI’s. Resultado em parte das recomendações do Condon (que de fato parece ter sido um tanto manipulado antecipadamente pela Força Aérea), o Livro Azul foi cancelado a 17 de dezembro de 1969, e a Força Aérea, após 22 anos, deixou de manifestar qualquer interesse pelo fenômeno OVNI.
Um aspecto particularmente interessante da investigação da Força Aérea relativa aos OVNI’s, nos anos da existência do Livro Azul, foi o regulamento 200-2, instituído em agosto de 1953, contendo minuciosa informação para o pessoal militar sobre como lidar com OVNI’s, incluindo páginas de verificações e diagramas que permitem à
testemunha fornecer uma descrição. Entre as instruções referentes ao aparecimento de OVNI (que oficialmente não existem, mas eis o que se deve fazer quando são encontrados) incluem-se algumas diretivas particularmente pertinentes, dirigidas aos co mandantes de bases, com relação à divulgação de informes ao público em geral. RFA 2002, parágrafo 9:
Em resposta às indagações locais é permissível informar sobre os OVNI’s os representantes da imprensa quando o objeto é
positivamente identificado como um artefato conhecido... Quanto aos objetos inexplicáveis, apenas o fato de que a ATIC (Air Technical Intelligence Command, ou seja, Comando de Informação Técnica Aérea) analisará os dados deve ser divulgado, devido aos muitos fatores desconhecidos envolvidos...
Era o caso de se pensar que se o Major MarceI, o Tenente Haut e o comandante da Base de Roswell, o Coronel Blanchard, tivessem gozado da vantagem de possuir um RFA 200-2 para consulta e orientação, nenhuma agitação pública referente ao Incidente Roswell teria ocorrido.
Desde 1947 os OVNI’s têm sido vistos anualmente por milhares de pessoas no mundo inteiro e são acusados de provocar o desaparecimento de navios e aviões no Triângulo das Bermudas, da captura e lavagem cerebral de seres humanos, de interferir em sistemas elétricos e de comunicação, de participar de lutas à base de revólver de raios versus metralhadora, e combates com foguetes em diversos países. (Os terráqueos foram derrotados.) É preciso lembrar em especial, portanto, que uma das primeiras notícias dos tempos modernos, a suposta queda de um OVNI no Novo México, foi a mais extraordinária de todas as visitações, e ocorreu num raio de cento e cinqüenta quilômetros de uma base aérea militar.
De qualquer modo, já que os processos de segurança referentes aos OVNI’s não haviam sido suficientemente firmados em 1947, o incidente teve ampla divulgação antes de ser abafado. Como inúmeras outras legendas, possui, ao que parece, extraordinário poder de sobrevivência, tendo sido repetidamente ressuscitada, conforme veremos, por pedido presidencial direto. Além do mais, testemunhas do incidente e outras secundárias - pessoas que falaram diretamente com as testemunhas - vivem ainda e recordam detalhes com extraordinária nitidez. Uma conferência de suas lembranças indica concordância geral nos diferentes aspectos dos primeiros relatos do disco caído. Disco, ou seja lá o que realmente era.
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Testemunhas falam - A Cidade recorda
BARNEY BARNETT, residente em Socorro, Novo México, engenheiro civil trabalhando na conservação do solo para o governo federal, foi uma das primeiras testemunhas a chegar ao local onde caiu o disco voador, na manhã de 3 de julho de 1947.
Quando moravam no Novo México, Barney e sua mulher Ruth tornaram-se muito amigos de L. W. "Vern" Maltais e sua esposa, Jean Swedmark Maltais. Vern estava "em missão junto aos militares" nessa época.
Em fevereiro de 1950, durante uma visita que os Maltais fizeram a Socorro, Barnett contou aos amigos uma história extraordinária. Antes de contá-Ia, porém, recomendou-Ihes que não a repetissem. Barnett alegava ter visto pessoalmente um disco voador espatifado na região de Socorro. Vira também corpos de seres inumanos. Logo em seguida a área fora isolada e corpos e destroços removidos por militares.
Embora três décadas se tenham passado depois que Barnett contou a estranha história aos Maltais, eles a recordam muito bem, principalmente por ter sido sublinhada por inúmeros aparecimentos de OVNI’s no Novo México naquela época. Os Maltais elogiaram o caráter de Barnett. Era mais velho que eles, muito conservador e bastante seguro de si. Decididamente, não era do tipo que espalha boatos. Recorda o casal que Barnett declarou sem rodeios ter visto o objeto no chão. Segundo os Maltais, o engenheiro contou-Ihes o seguinte:
Eu estava em missão, trabalhando nas cercanias de Magdalena, Novo México, certa manhã, quando a luz, incidindo em um grande objeto metálico, atraiu-me a atenção. Pensando que um avião tivesse caído ali durante a noite, dirigi-me ao local, que ficava a cerca de quilômetro e meio, em uma extensão plana e desértica. Ao chegar percebi que não se tratava absolutamente de um avião, e sim de um objeto em forma de disco metálico. Teria entre sete metros e meio e nove de diâmetro. Enquanto olhava para aquilo, tentando descobrir do que se tratava aproximaram-se algumas pessoas vindas de outra direção e puseram-se a olhar também. Disseram-me mais tarde que pertenciam a uma equipe de pesquisa arqueológica de uma universidade do leste (a Universidade da Pensilvânia) e que também haviam julgado a princípio tratar-se de um desastre de avião. Espalharam-se pela área, examinando os destroços.
Notei que rodearam alguns corpos caídos no chão. Creio que havia outros (mortos) no aparelho, que era uma espécie de artefato metálico em forma de disco. Não era muito grande. Parecia feito de um metal que lembrava o nosso aço inoxidável. O aparelho fora destroçado por explosão, ou impacto.
Tentei aproximar-me para ver como eram os corpos. Estavam todos mortos, na medida em que eu podia verificar. Havia alguns no interior e outros fora do aparelho. Os que estavam fora haviam sido lançados a distância pelo impacto. Pareciam humanos, mas não o eram. Tinham cabeça redonda, completamente calva, e olhos pequenos, estranhamente afastados um do outro. Os seres eram muito pequenos pelos nossos padrões, a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo. As roupas eram inteiriças, de cor cinzenta. Não vi zíperes, cintos ou botões. Pareciam do sexo masculino e eram vários. Achava-me bastante próximo para tocar um deles, mas não o fiz - fui afastado antes de poder examiná-Ios melhor. Enquanto eu observava os corpos, um militar aproximou-se num caminhão com motorista e assumiu o controle da situação. Disse que o Exército estava se encarregando do caso e que todos deviam se afastar. Outros militares se aproximaram e isolaram a área. Recebemos ordem de sair dali e não falar a ninguém sobre o que víramos... que era nosso dever de patriotas permanecer calados...
A Sra. Maltais interrompeu o marido a essa altura para acrescentar:
Barnett contou que estava no campo quando viu o objeto e que havia outras pessoas com ele. Creio que disse que as pessoas com quem conversou no local pertenciam à Universidade da Pensilvânia. Faziam escavações naquela região do Novo México e só se interessaram pelo objeto por se acharem no local quando este se despedaçou. O objeto era um artefato metálico em forma de disco. Os seres eram pequenos pelos nossos padrões; as cabeças, desproporcionalmente grandes em relação ao corpo, se comparadas às cabeças humanas. Lembro-me bem de que haviam recomendado a Barnett não contar coisa alguma e ele se mantivera calado por vários anos, até que, em 1950, nos contou sua experiência. Éramos amigos íntimos, talvez seus melhores amigos.
Barnett disse que os seres eram do "sexo masculino". Não mencionou mulheres. Eram vários, mas não me lembro de tê-Io ouvido mencionar o número. Repetiu diversas vezes que os olhos eram pequenos e estranhamente espaçados.
O objeto foi logo removido do local do desastre, transportado num grande caminhão. A pessoa que dirigia a operação pediu aos espectadores que se afastassem. Entre eles se achava o pessoal da Universidade da Pensilvânia. Todos receberam ordem de sair do local e não comentar o assunto com ninguém, porque fazê-Io seria falta de patriotismo.