Lemúria, terra da luz: acessando os registros akáshicos

Capítulo 15 De volta ao presente

Capítulo 15

De volta ao presente

 

Abri meus olhos assustada , tirei o cristal lemuriano da minha testa, me levantei rapidamente e um turbilhão de pensamentos começaram a surgir na minha cabeça , de alguma forma eu tinha acessado memórias muito antigas , comecei a ver tudo como um filme e conforme eu ia vendo eu ia sentindo todas as emoções , a alegria de estar no campo com minha melhor amiga , a vergonha de ter omitido para minha família uma informação importante , a alegria de estar na escola da consciência , a tristeza de saber que não iria ficar lá , a raiva que senti da Malóra , tudo aconteceu muito rápido , o tempo que passei em relaxamento desdobrada não chegou a 1h de duração , mas para mim parecia uma eternidade , as memórias estavam muito fortes na minha cabeça , eu fiquei muito confusa e para piorar ainda sentia a revolta de não ter ficado na escola, e lá bem no fundinho do meu coração , ainda culpava a Malóra , eu tinha total consciência que eu era a única responsável pelos meus atos , mas lá dentro ainda sentia um descontentamento , que loucura ! Como eu ainda poderia sentir isso? Já haviam se passado tantas vidas. Tanto tempo! Como eu ainda poderia me sentir assim? 

Foi quando me lembrei que o sistema Havaiano de cura chamado Ho’oponopono ensina que armazenamos memórias dentro de nós e que o tempo não existe, é apenas uma ilusão da matéria. O Ho’oponopono ensina que precisamos purificar, deletar essas memórias, zerar nosso banco de dados interior, para que possamos viver somente por inspiração divina. Na maioria das vezes construímos nossas vidas baseadas nas memórias que vamos armazenando, memórias da infância, do que passamos e também de nossas vidas passadas e construímos nossa realidade física baseada nessas informações. Infelizmente nem todas as memórias que armazenamos são positivas e muitas vezes atraímos para nossas vidas situações e relacionamentos que são nocivos baseados nessas memórias, por isso a importância de purificar essas memórias para que possamos viver de inspiração divina, desta forma seremos muito mais felizes, pois o Deus que existe em nós só quer o nosso Bem.

É claro que ninguém conscientemente quer que algo dê errado ou diz assim: "Eu não sou feliz no meu relacionamento porque tenho memórias armazenadas de que relacionamentos são difíceis e trazem sofrimento “. A questão é que independente do nosso Eu consciente, essas memórias ficam armazenadas no nosso subconsciente e não temos acessos a elas, na verdade nós sem querer " reencenamos" o mesmo drama, a mesma memória, revivendo as mesmas emoções. Por isso o caminho da libertação é deletar essas memórias do nosso subconsciente e assim construirmos uma nova realidade, mais alegre, leve e feliz.

A chave para a felicidade está dentro de nós mesmos. Depois de ter lembrado do que aconteceu na Lemuria, fiquei me perguntando qual a memória que eu estava reencenando? Qual o padrão que eu estava repetindo? De alguma forma eu sentia que aquela vida passada da Lemuria tinha um peso muito grande na minha realidade atual, que eu estava repetindo padrões vividos naquela época e que agora eu estava tendo a oportunidade de entender, resgatar e purificar essas memórias para que eu pudesse cada vez mais viver pela inspiração divina. O Ho'oponopono com certeza é uma ferramenta preciosa para que a gente possa entender o nosso funcionamento interior, os nossos três " Eus “, o Superconsciente (Eu divino), o consciente (Ego/ personalidade) e o subconsciente (a criança interior) a nossa harmonia depende da relação destes três Eus, que existem dentro de nós. Um depende do outro, ao mesmo tempo que cada um tem vontade própria. Aprender sobre o Ho’oponopono, é aprender como eles se relacionam e isso é fundamental para nossa cura interior.

As peças do quebra cabeças da minha vida na Lemuria estavam começando a se encaixar e muito devagar a fazer sentido. Mas muitas perguntas ainda estavam no ar, o que aconteceu com a Malóra depois da conversa? O que eu fiz depois que retornei para casa? Eu ainda não sabia dizer, essas memórias ainda não tinham sido liberadas, foi nesse momento que senti a presença da Millie e ela me perguntou:

- Pra que a pressa?

Ela disse somente isso rs, mas eu entendi, tudo tinha seu tempo e hora certa, eu teria acesso ao resto da história, mas que devia ter paciência e aguardar o momento certo.

Não senti mais nada depois disso. Voltei as atividades normais e deixei fluir, eu precisava digerir tudo que havia visto e sentido, eu precisava de um tempo. Na hora certa, quando eu estivesse pronta, eu veria o resto, no meu coração eu tinha essa certeza. Era preciso confiar na espiritualidade superior e eu confiava.

Os dias foram passando e "algumas fichas começavam a cair na minha cabeça”, o caminhante havia dito que um dia a escola da consciência viria até a mim, como? Quando? Onde estava a Millie nisso tudo? Ainda tinha muito a ser revelado, muitas peças a serem encaixadas! O processo era lento, vagaroso, era preciso ter paciência e resignação. E a Malóra? Ela estava encarnada? Eu conheço ela? Ainda vou conhecer? O que aconteceu depois? Quanto mais respostas começavam a aparecer, mais perguntas eu tinha, ainda havia muito a ser esclarecido, muito a ser compreendido, mas eu estava feliz, mais uma nova oportunidade preciosa de resgate se abria para mim, uma vida num passado remoto, uma nova chance, uma cura, uma libertação, agradeci muito a Deus por esta nova porta se abrindo.

Depois fiquei pensando comigo mesma , nossa como eu fiz besteira nas vidas passadas , como errei e prejudiquei a tantas pessoas , se a evolução é um escola , eu fui uma aluna muito rebelde , mas Deus sempre teve muita paciência comigo , foi preciso milhares de anos para que eu pudesse resgatar esse passado, amadurecer espiritualmente , Atlântida e agora Lemuria , a princípio me senti envergonhada pelo passado , mas depois entendi que todos passamos por isso e faz parte de nosso processo evolutivo.

Sempre é tempo de mudar, de resgatar nosso débitos, de viver e praticar o bem, é tudo que Deus quer de nós, perdão, amor, caridade e felicidade. Ninguém resgata pela tristeza nem pelo sofrimento, isso é fruto da nossa mente e de nossas memórias que nos atormentam, Deus só quer que sejamos felizes e amemos uns ao outros, mas quem está na escola somos nós, somos nós que precisamos passar pelas etapas da evolução e aprendermos a cultivar o amor dentro de nós, tudo se resume ao que armazenamos dentro de nós, nunca é com os outros, e sempre conosco mesmo.

Levei muito tempo para entender isso, desde a Lemuria até aqui, isso só mostra que não importa quanto tenhamos que nascer, morrer e renascer, faremos isso quantas vezes forem necessárias até que sejamos puro amor. Sei que ainda falta muito para mim, mas sinto que estou mais perto rs.

Que mistérios ainda vou descobrir? O que mais eu fiz de errado? Meu coração me diz que ainda tem muito a ser desvendado e que eu estou pronta para ver o passado, entender e me perdoar a mim mesma, essa é a minha maior vontade.

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