Lemúria, terra da luz: acessando os registros akáshicos

Capítulo 17 A história de Milhat

Capítulo 17

A história de Milhat

 

Eu seguia colocando em prática todas as minhas energias e meu foco na minha mudança interior e reservar um tempo para as práticas de desdobramento com o quartzo lemuriano. Bem no meu intimo sabia que precisava partir de mim a iniciativa, Millie estava somente aguardando o momento ideal e isto dependia de mim mesma, elevar minha frequência, meditar, ficar em silencio para que eles pudessem me auxiliar, possibilitando acessar aquelas memórias daquele tempo tão longínquo. Novamente alcancei a frequência necessária, foi quando novos arquivos começaram a abrir e naquele momento eu comecei a ver, a ter acesso a uma parte que eu não vivi, foi a partir desta memória que eu passei a entender muitas coisas e também nossa profunda ligação, mais uma vez uma nova etapa da vida da Lemuria descortinava e comecei assistir a tudo como um filme, só que desta vez eu estava acessando outros registros akashicos e o que vi foi o seguinte:

Era uma manhã iluminada em Mu, aos pés da montanha sagrada, no coração daquele continente tão especial, todos os sacerdotes e sacerdotisas do círculo sagrado já estavam reunidos no pátio principal para saudar o grande sol central, representado pelo sol que trazia vida, luz e energia para todo o planeta Terra. Essa era uma tradição muito antiga mantida desde tempos imemoriais quando ainda viviam em solo terrestre os primeiros seres que colonizaram aquela região, eram irmãos de outras estrelas, da constelação das plêiades, que povoaram o planeta junto com os Sirianos e Arcturianos, nossos ancestrais estelares. A vida humana em nosso planeta está diretamente relacionada principalmente com esses três povos que há centenas de milhares de anos, muito antes que jamais se poderia imaginar, em muitos pontos diferentes do globo terrestre, participaram da programação divina, sendo os agentes físicos que trabalharam para que a vida humana pudesse existir neste planeta, portanto podemos dizer que eles são nossos ancestrais cósmicos. Eles retornaram ao seu planeta de origem, mas deixaram seus descendentes e também seus preciosos ensinamentos que foram mantidos por muitas culturas diferentes e que se mantém vivos até hoje. Mu foi um desses lugares.

Todos os sacerdotes e sacerdotisas já estava prontos para o singelo ritual matinal de adoração ao sol, eles formavam um círculo ao redor da Grã sacerdotisa do templo que se chamava Alana, uma das últimas descendentes diretas das plêiades, sua mãe era plêiadiana, vinda diretamente da estrela mãe como era chamada carinhosamente por todos seus descendentes a estrela principal da constelação das plêiades também conhecida como Alcyone.

Todos já estavam posicionados em seus lugares mas faltava uma a chegar , era Milhat a neta da Grã sacerdotisa Alana, sua melhor amiga e companheira fiel Anike foi procurá-la imediatamente , todos já estavam em seus lugares , a Grã sacerdotisa no meio representando o sol central , as sacerdotisas mulheres ao redor dela formando um círculo e os sacerdotes homens formando outros anel ao redor das sacerdotisas , pouco antes do ritual começar Milhat chega com sua companheira Anike no último segundo e o breve ritual foi conduzido com muita paz e tranquilidade . Logo que terminou as duas amigas irmãs começaram a conversar:- Milhat, você tem que ficar mais atenta, prestar atenção às nossas tarefas, se eu não fosse te chamar você não iria participar do ritual da manhã e você sabe como isso é importante! São os primeiros raios de sol, a bênção do grande sol central para nosso amado planeta, precisamos estar lá sempre para receber e demonstrar toda nossa gratidão! Disse Anike de forma carinhosa mas firme.

Milhat olhava para ela mas seu pensamento estava longe, como se não estivesse ouvindo nada do que ela dizia.

Milhat! Você ouviu o que eu disse? Olha pra mim e repita o que eu falei.

 

- Claro que ouvi, você disse que eu tenho que ter mais atenção e você está coberta de razão, realmente preciso ficar mais atenta, se não fosse por você, minha avó ficaria muito chateada comigo, ela vive se preocupando com o meu destino. Disse Milhat apreensiva.

- Eu também me preocupo com você minha irmã querida, seu gosto pelo isolamento me preocupa, nós todos por nosso propósito divino vivemos isolados aos pés da nossa amada montanha sagrada, falamos pouco, estudamos muito, meditamos e praticamos todas as tarefas que o sacerdócio nos oferece, mas ainda assim temos nossos momentos de socialização, como nossos rituais, mas você parece que está sempre fugindo de nos encontrar! Não te entendo, não estas feliz? Quantos do nosso povo não adorariam ter este propósito divino e ser uma aspirante do círculo sagrado e futuramente uma sacerdotisa consagrada? Essa é a maior dádiva que um lemuriano pode receber, servir ao Criador no grande templo de cura do universo no pico da montanha sagrada, no lugar mais alto do planeta, onde as energias são mais sutis e estamos mais próximos do Sol e de suas benéficas influências. Nosso sentimento é e deve ser sempre de gratidão pela oportunidade de servir ao Criador, a MU a terra Mãe, terra da luz e a seu amado povo tão bondoso e gentil.

Milhat ficou olhando para Anike falar, enquanto ela falava seus olhos brilhavam e transbordavam amor, era visível a felicidade que ela sentia, a alegria de estar vivendo seu propósito divino.

Anike chegou ao círculo ainda jovem, foi encaminhada direto da escola da consciência onde após o treinamento que todos os jovens lemurianos recebem, foi comunicada que ela tinha habilidades e dons que indicavam sua vocação ao sacerdócio e assim foi direcionada ao círculo sagrado, o núcleo sacerdotal mais recluso e respeitado de toda civilização da Lemuria, onde viviam os descendentes da estrela mãe. Foi assim que Anike conheceu Milhat, ao chegar no círculo por volta de 15 anos de idade, conheceu a menininha que brincava nos jardins das casas dos sacerdotes, essa menininha era Milhat, neta da suma sacerdotisa, por ser mulher e já desde cedo demonstrar habilidades extra sensoriais e curativas foi criada pelas sacerdotisas e sacerdotes do círculo. Os sacerdotes não se casavam , mas tinham o direito de ter companheiros e companheiras , as crianças que nasciam dessas uniões passavam os primeiros anos de suas vidas no círculo , eram observadas e se houvesse indícios de habilidades e dons extra-sensoriais elas permaneciam lá para já serem educadas e recebiam o treinamento para se tornarem sacerdotisas /sacerdotes , se não apresentassem na infância essas características , aos cinco anos de idade eram conduzidas aos familiares mais próximos para a vida comum , mas podiam visitar seus pais e mães sempre que quisessem , na Lemuria nada era proibido , nada era obrigatório , tudo havia um porquê, um motivo e todos eram importantes para o todo . Todos formavam uma grande família cósmica, onde o importante era viver o proposito divino, não importa onde ele estivesse, o camponês não era mais importante que o sacerdote, ou vice versa, para o lemuriano cada um tinha uma programação a cumprir e o importante era estar alinhado à esta programação divina. Anike se afeiçoou muito a Milhat que era bem mais nova que ela, cuidava dela como de uma irmã menor, Milhat também se afeiçoou a Anike como uma irmã mais velha, um pouco mãe, já que a educação dela era compartilhada por todas as sacerdotisas, sob os olhares atentos de sua avó Alana.

O tempo foi passando, Anike já era uma sacerdotisa consagrada, já tinha por volta dos 35 anos, Milhat ainda era mais jovem tinha em torno de 23 anos e ainda estava em treinamento, mas faltava pouco para completar e se aproximava a hora dela fazer sua peregrinação se tornar uma caminhante. A peregrinação era parte final do treinamento dos sacerdotes e sacerdotisas do círculo , eles deixam o círculo sagrado que era como uma vila, uma pequena cidade aos pés da montanha sagrada , bem no centro do continente , onde seu santuário mais importante residia no topo da montanha e só os sacerdotes consagrados trabalhavam lá e de lá condiziam a essência dos ensinamentos espirituais e também tratamentos de cura e regeneração que aconteciam no grande templo de cura do universo, como era chamado , mas que o povo conhecia como templo da beleza divina . Quando o aspirante já estava na parte final de seu treinamento era chegada a hora da peregrinação , onde ele saia sozinho caminhando pelo continente , visitando lugares distantes ,vilas, campos, cidades e até mesmo o litoral , levando consigo os aprendizados que recebeu e colocando em prática suas habilidades de cura , premonição e orientação espiritual como por exemplo a leitura dos registros akashicos conhecida pelo povo como leitura de alma , todos os sacerdotes eram treinados para acessarem os registros akashicos e por isso podiam prever os acontecimentos que ainda estavam por vir , tudo isso de forma gratuita e desprovida de qualquer interesse pessoal . O povo os chamavam de caminhantes, era obrigação de todo caminhante atender aos pedidos que fossem dirigidos a eles espontaneamente, e eles não podiam oferecer, somente aceitar. As pessoas, em troca e por respeito e consideração ofereciam abrigo, alimento e provisões para a jornada, todos ficavam felizes de poder contribuir de alguma forma para os sacerdotes e aspirantes e também de terem a oportunidade de receber um tratamento, uma cura, uma orientação ou até mesmo informações do que estava por vir. O treinamento de Milhat já estava chegando nesse momento, Anike já tinha passado por isso. O caminhante quando cumpria seu período de peregrinação recebia telepaticamente uma mensagem do círculo o chamando para retornar e logo após sua chegada no círculo ele recebia a consagração que o admitia formalmente como sacerdote/sacerdotisa do círculo , a partir deste momento ele poderia escolher como preferia exercer sua função , isto é , continuar a vida reclusa do círculo ou viver em peregrinação em contato com o povo , levando luz , tratamento por onde passasse, podendo retornar ao círculo sempre que quisesse , ou quando fosse chamado pela Grã sacerdotisa , todos tinha a liberdade de escolher, o importante era estar em sintonia com o propósito divino. 

 

- Milhat está chegando a hora de sua peregrinação, estou muito feliz por você! Disse Anike muito animada.

- Obrigada querida irmã, por suas boas energias me abençoando, mas não me sinto assim, gostaria de poder ficar aqui e não sair nunca, só de pensar que terei que trilhar caminhos, passar por cidades, me causa grande desconforto. Disse Milhat apreensiva 

-Não pode ser! Nunca vi isso antes, todos amam esse momento especial do treinamento! É a fase final antes da consagração. Mas não fique assim, pense que se não for do seu propósito divino, você irá peregrinar e quando for chamada de volta poderá continuar aqui e não sair mais se não quiser, é só por um período, eu também fiz esta escolha, cumpri meu tempo de peregrinação e na minha consagração senti que meu lugar era aqui. Você terá a mesma oportunidade, sem falar que será uma experiência maravilhosa, estar em contato com nosso amado povo, levar luz, curas, tratamentos, orientações, realizar as leituras de alma, tudo isso faz parte do nosso trabalho, nosso propósito divino, estar em sintonia com ele só traz alegria e felicidade. Falou Anike muito entusiasmada.

 

Milhat sorriu para alegrar a amiga irmã, mas por dentro estava triste e apreensiva, seu coração não conseguia sentir assim, algo a assustava e ela não conseguia entender o que, ela não queria ir, queria ficar lá, no único lar que conheceu desde que nasceu, o círculo sagrado.- Preciso conversar com minha avó, ela poderá me ajudar a entender o que se passa comigo. Pensou consigo mesma, mas não compartilhou seus sentimentos com Anike, ela estava tão feliz, não queria deixar ela preocupada.

As duas seguiram para seus afazeres e não conversaram mais sobre o assunto.

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