Lemúria, terra da luz: acessando os registros akáshicos
Capítulo 18 A conversa
Capítulo 18
A conversa
No dia seguinte, Milhat foi buscar ajuda com a avó, pedir uma orientação, logo após a refeição do meio dia Milhat se dirigiu a avó e perguntou:- Querida avó, podemos conversar? Estou precisando muito de sua ajuda, algo me atormenta e não sei exatamente o motivo, o que é, preciso muito de sua ajuda. Disse Milhat quase sussurrando.
- Claro minha filha, vamos dar um passeio, o dia está lindo e você vai contar tudo que passa no seu coração. Disse Alana com muita tranquilidade. As duas começaram a caminhar e aos poucos Milhat foi abrindo o coração e falando de seus medos, daquela angústia que sentia toda vez que pensava que estava chegando a hora da peregrinação, também falou de sua vontade de não ir, de ficar lá, da falta de alegria de se afastar do círculo. Alana ouviu tudo sem interromper, deixou ela colocar para fora todos seus tormentos, aflições e inquietações e quando ela terminou, ela falou carinhosamente para a neta:
Milhat minha filha, não se aflija, a peregrinação faz parte do treinamento de todo sacerdote ou sacerdotisa lemuriana, você sabe por que? O motivo da peregrinação? Porque o conhecimento e a sabedoria existem para serem compartilhados. Do que adiantaria se nós permanecêssemos aqui acumulando as dádivas divinas somente para nós mesmos? O Criador é um Pai amoroso que cuida de todos seus filhos, através de seus filhos, tudo que ensinamos aqui, tudo que aqui é aprendido, só tem um sentido, que é ser compartilhado com todos. A cada um e dado um proposito divino, todos os propósitos são importantes, a função do propósito divino é ser compartilhado, o agricultor compartilha sua colheita, o construtor constrói casas, o professor ensina aos alunos e assim por diante. Todo aquele que não compartilha seu proposito divino, se afasta de sua função primordial, isto é se afasta do divino que existe dentro dele mesmo. O propósito divino dos sacerdotes e sacerdotisas do círculo é levar a cura, orientações e ajudar as pessoas a compreenderem seu próprio propósito divino, essa é nossa contribuição, é nosso compromisso assumido muito antes de nascermos.
Não temas seu propósito divino, viva ele de todo seu coração e confie no Criador que tudo sabe, ele te conduzirá segura pela jornada. Você só estará em risco se tentar se afastar da divindade que existe dentro de você, se parar de seguir seu coração e deixar que o medo tome conta, isso é a única coisa que pode te desviar do proposito, o medo é um sentimento nocivo, que só faz mal e nos afasta do Criador. Ouça a voz do seu coração que é a bússola que te aproxima do propósito divino e alcançará a paz que tanto almejas, independentemente de onde estejas, aqui ou em outro lugar.
Você está indo muito bem, tem demonstrado muitas habilidades nos trabalhos de cura e especialmente em acessar os registros akashicos, é visível a sua facilidade, portanto não existe dúvida que você está no lugar certo para exercer o propósito. Só falta agora você entregar ao Criador suas preocupações e deixar que ele te conduza segura pela jornada da vida. Terminou de falar Alana, sob profunda inspiração divina. A conversa havia se tornado uma aula, uma oportunidade de compreender o funcionamento da vida e de como devemos lidar com as situações que se apresentam.
Milhat agradeceu a avó e ambas voltaram juntas para a cidade sagrada, o vilarejo aos pés da montanha.
Se sentindo mais calma, Milhat prometeu a avó que iria refletir sobre o assunto é ouvir mais o coração, pediu licença é retornou as suas tarefa diárias se sentindo mais leve e dizendo para si mesma: esse é meu propósito, que eu possa exerce-lo da melhor forma possível! Mas algo ainda a afligia bem lá dentro do coração, uma pontinha de medo ainda vivia dentro dela, quando esse pequenino sentimento veio à tona, ela imediatamente afastou se lembrando das palavras de sua avó e disse em voz alta - chega de sentir isso! Eu vou cumprir minha missão! Depois o sentimento sumiu e ela retornou alegremente aos seus afazeres. A data da peregrinação se aproximava e ainda tinha muito a ser feito, muito a ser treinado até chegar o grande dia que todos os jovens sacerdotes partiriam para a etapa final do treinamento.
Um misto de medo e ansiedade envolvia Milhat, uma lado ela queria muito ir e viver o propósito divino, mas lá no fundinho ainda sentia o medo e a angústia sem motivo aparente. Ela resolveu silenciar e seguir em frente, seguindo os conselhos da avó, procurando não pensar mais nisso e simplesmente cumprir seu papel.
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