Lemúria, terra da luz: acessando os registros akáshicos
Capítulo 4 Millie
Capítulo 4
Millie
Na manhã seguinte a visita ao templo budista, resolvemos retornar à praia de Waikiki também conhecida como Kuhio beach park, que carinhosamente apelidamos de "cercadinho ", por causa do muro de pedras que circunda aquele trecho do mar formando uma piscina natural como se fosse um cercado.
Ao chegar no cercadinho nos instalamos bem debaixo de um coqueiro para aproveitar a sombra, embora fosse bem cedo, já dava para sentir bastante calor e o sol prometia vir com tudo.
Tentei não ficar ansiosa e decidir relaxar e curtir o dia de férias, ainda estava assimilando as vivências do dia anterior. Foi aí quando eu estava deitada, completamente relaxada, que ouvi uma voz muito suave que dizia em inglês:
Come back to the past.... (Volte para o passado...) Eu ouvi a mesma frase três vezes.
Eu na hora pensei - será que eu estou doida? Que voz é essa? De onde veio? Minha cabeça começou a trabalhar, tentando encontrar uma resposta racional para o que eu estava ouvindo. A voz repetia - Come back to the past (volte para o passado)! Era uma voz doce e suave , um voz feminina , muito delicada , eu naquele momento decidi "guardar meu racional dentro da bolsa " e entrei em relaxamento profundo , me permitindo ir para onde aquela voz me levaria , foi quando eu desdobrei, e me vi em um lugar lindo , era um lugar familiar , eu já havia visto esse lugar antes no meu trabalho em desdobramento , era um campo com uma relva muito verde e flores , o dia era de sol , perto desse campo havia um bosque e no coração deste bosque tinha um gazebo , aquelas construções com um telhado trançado , não sei exatamente o nome certo, era todo branco e compunha aquela cena lindamente , o gazebo era a alma do bosque . Eu não via pessoas, tudo muito calmo e harmonioso. Eu já havia visto esse mesmo gazebo antes durante meu trabalho de sintonização com uma cliente muito querida que com o passar do tempo se tornou minha amiga, foi durante um sintonização que eu estava realizando para ela que eu vi esse lugar que me foi informado que era na antiga civilização de Mu, conhecida como Lemuria, eu a vi lá, andando neste bosque lemuriano. Vou chamar esta minha cliente e amiga de Geórgia, este não é o nome verdadeiro dela, mas para que sua identidade possa ser preservada estarei a chamando assim aqui, então quando eu ouvi a voz doce e suave repetindo aquela mesma frase " volte para o passado " foi para o bosque que eu fui, me vi novamente naquele lugar lindo na Lemuria, que eu nem me lembrava mais pois já faziam uns anos que eu tive aquela experiência trabalhando. Eu me dirigi ao gazebo onde eu via que tinha uma mulher me esperando, quando cheguei lá era a Geórgia vestida com uma roupa muito antiga, muito leve, um vestido simples e ao mesmo tempo impactante, um tecido fino e branco, levemente drapeado com mangas compridas mas tudo muito harmonioso e combinava com aquela paisagem. Eu me aproximei dela e logo fui perguntando sem nenhuma cerimônia:- Por que você está aparecendo para mim com o rosto da Geórgia? - Porque é um rosto familiar para você, que você confia. Disse ela calmamente.
- Qual seu nome? Por que não mostrar seu próprio rosto? - continuei eu a questionar.
- Eu não tenho nome, também não tenho rosto, mas pode me chamar de Millie (pronunciasse Míli) será mais fácil para você - Disse ela. Nesse momento fiquei mais intrigada ainda, não tem rosto? Não tem nome? Fiquei sem entender nada e continuei a perguntar.- Como? Não tem rosto, nem nome? Como pode ser? Eu estava realmente confusa.
- Eu não tenho mais rosto, nem corpo, sou uma consciência, faço parte de um coletivo de consciências que viveram na civilização de Mu (conhecida como Lemuria), há muito tempo neste planeta, hoje estamos na sexta dimensão e não temos mais corpo. Respondeu ela com tranquilidade e continuou:
- Estamos aqui porque queremos ajudar vocês neste momento de transição, já passamos por isso há muito tempo e podemos ajudar. Eu levei uns segundos para digerir aquelas informações, consciência? Coletivo de consciências? Sem corpo, nem rosto? Cheguei até a questionar a mim mesma, seu eu estava ficando maluca, eu me comunico com espíritos desde a minha infância, com o tempo fui aprendendo a lidar com isso, mas todo mundo que eu tive contato até hoje tinha um rosto, um nome, um corpo, mesmo que de energia. Entrar em contato com uma consciência que não precisa mais disso era algo totalmente novo que eu jamais tinha vivenciado antes. Internamente eu sabia que ela era real , porque era uma energia muito diferente , a presença dela passava uma paz , uma tranquilidade muito grande , é um energia muito sutil, muito diferente do que eu estava acostumada , naquele momento as informações já tinham chegado ao limite para mim, eu precisava digerir tudo que ouvi , voltei do desdobramento e fui dar um mergulho no mar , muito feliz e me sentindo abençoada pela nova porta que se abria , uma porta multidimensional que representava novas curas , novos aprendizados , novos conhecimentos, novas oportunidades para evoluir , eu só precisava de um tempo para assimilar tudo que ouvi e estar pronta para aprender com ela o que quer que ela estivesse disposta a me ensinar , realmente ter um nome para eu chamar , um rosto para eu imaginar, me ajudou muito , embora eu saiba que ela somente se apresentou desta forma para facilitar meu entendimento , eu não tenho evolução suficiente para conversar com uma luz sem rosto , sem corpo , sem nome , quem sabe um dia eu chegou lá rs, mas por enquanto poder chamar ela pelo nome de Millie , já ajuda bastante, mesmo sabendo que ela é uma consciência .
De uma forma estranha, eu me sentia muito segura naquela praia, como se eu estivesse em solo sagrado, eu me entregava ao desdobramento do mesmo jeito e com a mesma confiança que eu fazia isso no Céu (espaço na minha casa dedicado ao meu trabalho e práticas espirituais)) e na casa espírita que eu trabalho, são lugares onde me sinto 100% segura. Eu não tinha explicação, apenas me sentia assim, naquele pequeno pedaço de praia tão especial, que estava nos proporcionando momentos inesquecíveis, o Cris sentia o mesmo. Enquanto eu estava desdobrada, ele dormiu profundamente ao meu lado e disse pra mim:
- Essa praia tem alguma coisa muito estranha e especial, nunca dormi em uma praia antes, mas aqui eu apago! Disse ele surpreso. A sensação que nós dois tivemos foi de termos passado por um tratamento espiritual, uma sensação muito boa. O nosso querido cercadinho tornou - se um lugar muito especial para nós, nos sentimos muito abençoados pela oportunidade de viver esses momentos.
Como eu poderia imaginar que algo assim fosse acontecer? Nunca! Foi uma surpresa! Nossas suspeitas havia sido confirmadas, a praia de Waikiki carinhosamente chamado de cercadinho realmente tinha uma energia diferente, algo que não podíamos ver com os olhos físicos, mas podíamos sentir com todo nosso Ser.
Depois desse primeiro contato, decidi dar um tempo e apenas aproveitar a praia como todas as pessoas, haveria tempo para me encontrar com ela novamente. Fiquei me perguntando se sentiria a presença dela ao longo do dia, ou no hotel, mas não senti nada, tudo no mais absoluto silêncio, entendi que o lugar onde nos encontraríamos era no cercadinho, eu precisava voltar lá e ver o que mais poderia acontecer, o que ela iria me dizer, mal podia esperar para voltar àquela praia tão especial e mágica.
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