Lemúria, terra da luz: acessando os registros akáshicos

Capitulo 19 A jornada

Capitulo 19

A jornada

 

O grande dia havia chegado e Milhat se preparava para partir. O Sol raiava suave na linha do horizonte e todos estavam presentes para o ritual matinal, logo em seguida os jovens sacerdotes e sacerdotisas retornaram ao alojamento para os últimos preparativos, estavam todos prestes a partir, apenas aguardando a benção da Grã sacerdotisa. Cada um tinha a liberdade de seguir por uma direção diferente, o caminho era solitário, uma jornada interior com momentos de socialização. Milhat já tinha decidido ir até o litoral do continente, ela queria ver o mar, obra divina do Criador, estava feliz que o tão esperado dia havia chegado. Recebeu a bênção de sua avó, como todos os outros e partiu rumo ao desconhecido, sabendo que a peregrinação duraria tempo suficiente para colocar em prática todo seu treinamento o qual havia tanto se dedicado e demonstrado tantas habilidades, especialmente aquelas em relação ao acesso do registro akashico. As sacerdotisas em geral na Lemuria, usavam um cabelo mais comprido, até o meio das costas, muitas lemurianas tinham lindos cabelos negros e brilhantes e pele morena como seus ancestrais , porém também existiam lemurianos loiros de pele muito alva e olhos azuis, muito altos e longilíneos , magros, embora tivessem uma aparência frágil , eram muito fortes e resistentes, a fragilidade era um ilusão, a herança genética plêiadiana era visível , ainda que já estivessem na quarta geração, não havia nenhum tipo de segregação, todos viviam unidos , um só povo , um só coração , os plêiadianos eram os ancestrais estelares da civilização lemuriana e seus descendentes eram considerados lemurianos . Milhat antes de partir, resolveu cortar os cabelos bem curtos, não queria ter trabalho, não saberia quando chegaria a uma cidade e onde encontraria abrigo, por este motivo tentou simplificar ao máximo. Por ser descendente direta do povo das Plêiades, era muito alta , com a pele muito clara, grandes olhos azuis e cabelos loiros e bem curtos, usava uma túnica branca de algodão ,calças bem folgadas do mesmo tecido e sandálias confortáveis , olhando para ela de cabelos curtos, não dava para dizer se era homem ou mulher, sua aparência era indefinida , mas isso não a incomodava , o importante era a praticidade , estar o mais simples possível , levava com ela uma bolsa de pano atravessada no corpo que continha alguns alimentos , água e também ervas curativas , algumas ferramentas e utensílios para colher e preparar os remédios naturais , dentro da bolsa tinha outra muda de roupa igual à que estava vestindo e somente isso. Se precisasse de algo mais, encontraria pelo caminho, os caminhantes sempre contavam com a hospitalidade do povo que supria suas necessidades sempre que necessário.

Anike veio se despedir da amiga irmã, Anike era completamente diferente, morena de longos cabelos negros brilhantes, sempre trançados impecavelmente, estatura mais baixa do que Milhat, dava para notar por sua constituição física e cor dos cabelos que era descendente dos sirianos, ela emanava tamanha firmeza e força que pareciam da mesma altura.

Plêiades e Sirius foram os principais povos que colonizaram o continente lemuriano

 Ela se dirigiu a Milhat e disse sorrindo:

Minha querida irmã de jornada, estou muito feliz por você! Finalmente chegou o grande dia, a peregrinação é uma fase importantíssima, que o Criador esteja sempre contigo guiando seus passos e que a divindade que existe em você manifeste seu propósito divino. Aguardarei seu retorno na certeza do nosso reencontro! Disse ela emocionada.

Assim seja irmã querida, você que sempre foi e é uma mãe para mim, farei o meu melhor e espero retornar assim que for possível. Respondeu Milhat.- Assim seja minha querida! Eu estarei aqui esperando por você, para darmos continuidade ao trabalho e nosso propósito divino. Vá em paz, semeie o Bem por onde passar, estaremos esperando por você. Concluiu Anike.

Milhat então seguiu em frente e sua peregrinação assim começou, o que estava à espera dela? Por onde iria passar? A que lugares iria conhecer? Quantas pessoas cruzariam seu caminho? Tudo ainda era um mistério que aos poucos seria desvendado, naquele momento ela só tinha uma certeza, de que precisava ir e assim ela foi caminhado serena e silenciosa pelos caminhos da Lemuria, o continente Mãe, a terra da luz. Anike ficou assistindo sua partida, acompanhando a amiga com o olhar até perde-la de vista e depois voltou para suas tarefas, a vida continuava e cada uma tinha suas obrigações a cumprir.

 

Milhat seguia tranquila, toda Lemuria era cortada por estradas que conectavam as cidades e vilarejos a cidade sagrada (vilarejo) que ficava bem no centro do continente aos pés da montanha sagrada. Na cidade sagrada moravam os sacerdotes e sacerdotisas do círculo, presidido pela Grã sacerdotisa Alana, avó de Milhat que trabalhava no grande templo de cura do universo no topo da montanha. Chegar até lá era um subida íngreme de alto grau de dificuldade, só era autorizado a entrada no templo os sacerdotes e sacerdotisas já consagrados. A Grã sacerdotisa ia com frequência para lá, mas ela não subia a montanha como os outros, ela se Transportava para lá, essa habilidade era um dos pré requeridos para ser uma Grã sacerdotisa de Mu. Sua elevação moral, gentileza, bondade e também habilidades extra sensoriais se faziam necessárias para desempenhar esse papel satisfatoriamente. Para os lemurianos isso era algo natural e fazia parte da vida, já que todos somos feitos de energia e através das habilidades desenvolvidas era possível abrir portais e utiliza-los sempre para o Bem Maior.

Todas as estradas da Lemuria, conectavam pontos diferentes a cidade sagrada, de modo que todos tinham acesso, embora só iam até lá quando eram chamados ou por algum motivo importante, sempre respeitando o trabalho dos sacerdotes que sustentavam a frequência vibratória do continente.

Milhat seguia por uma destas estradas, ia parando nos vilarejos os quais passava e sempre que percebiam a presença dela, muitos vinham dar as boas-vindas e pedir ajuda, alguns precisavam de tratamento, outros pediam para ela fazer uma leitura de alma (acessar o registro akashico) e ela sempre atendendo aos pedidos de todos. Com o tempo ela foi percebendo que realmente a peregrinação era importante, estar perto das pessoas, se sentir útil, aos poucos Milhat foi gostando do trabalho e o medo e a angústia que antes existiam foram desaparecendo aos poucos e dando lugar a uma alegria que só o trabalho no Bem pode proporcionar, a alegria de viver o propósito divino, embora as vezes não se sentisse pronta, ainda precisava acreditar mais em si mesma, no seu próprio potencial. A hospitalidade do povo, o carinho e o amor que recebia como caminhante tocou demais o coração dela. Era a primeira vez que ela convivia com outras pessoas, visitava outras cidades, tudo era novo, tudo era diferente, a cada dia ela estava mais envolvida com a missão. Seguindo sua jornada, escolheu uma pequena estrada em direção a uma parte menos povoada, era uma região de agricultores, mais afastada, a cidade mais próxima ficava a umas 3h a pé.

Ela pensou consigo mesma: ficar um pouco sozinha em silêncio vai me fazer bem, vou seguir por aqui, isso me dará um descanso até a próxima cidade.

Estava ela caminhando calmamente pela estrada que cortava lindos campos floridos e plantações de grãos, quando de longe avistou duas crianças, eram dias meninas que aparentavam uns 12 anos de idade mais ou menos, ela continuou a caminhar como se não tivesse percebido nada. As meninas iam se aproximando cada vez mais, até o momento que uma delas lhe dirigiu a palavra e disse:

 

“Bom dia, paz e Bem. Você é um caminhante certo? - Sim (respondeu Milhat) 

- Você poderia ler nossas almas?

- Só posso ler a quem me pede, assim é a lei do livre arbítrio.- Então você pode fazer a minha leitura? Disse uma das meninas - Você tem certeza criança? - respondeu Milhat- Sim tenho, respondeu a menina com firmeza - Tem algum bosque por aqui que possamos ir ao gazebo? - Sim tem, é bem perto, só nos seguir por favor.”

 

Milhat seguiu as duas meninas e nesse momento a vida destas três lemurianas mudariam para sempre, as meninas eram Malóra e Malena....

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