Marilia de Dirceo
As liras que um juiz de Vila Rica escreveu para Maria Doroteia Joaquina de Seixas, chamando-se a si próprio Dirceu e a ela Marília. Depois veio a Inconfidência Mineira, a prisão, o degredo para Moçambique, e o casamento nunca se fez. É por isso que estes versos de pastor arcádico, cheios de rebanhos e de fontes que nunca existiram, se leem hoje como uma carta de amor interrompida por uma condenação. O nosso exemplar é a primeira parte, impressa em Lisboa na tipografia de J.F.M. de Campos em 1824, catorze anos depois da morte do autor, e o ano da primeira edição não vem no livro.
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