Não Se Apega, Não

Isabela Freitas · Capítulo 5 de 13

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Não Se Apega, Não

4. Se você se apega muito ao passado, está destinado a revivê-lo todos os dias

Eu preciso não precisar de nada. É isso, só isso. Eu passei toda a minha adolescência procurando no outro aquilo que eu deveria ter em mim mesma. Um porto seguro. Qual é? Eu deveria ser o meu próprio porto seguro! Esse lance de se sentir segura com outra pessoa é balela, aliás, você até pode se sentir segura com outra pessoa, o que não quer dizer que ela tenha a obrigação de ser o seu porto seguro.

Se eu me sentisse bem comigo mesma não me importaria nem um pouco quando o Evandro enfiou a língua na boca daquela garota-do-nariz-torto-horrorosa na minha frente. Se eu me importei, por mais que eu negue, é porque eu esperava algo dele. Talvez mais consideração, respeito ou, sendo menos exigente, apenas uma noite de beijos loucos. E apaixonados. E quentes, nossa, eles eram quentes. Foco, Isabela, foco.

A questão toda é que não podemos acusar o outro de não nos oferecer aquilo que já deveríamos ter. A outra pessoa não tem obrigação alguma de suprir aquilo que falta em você, isso é problema seu. Antes de nos relacionarmos com alguém devemos ter tudo aquilo de que precisamos na bagagem, que, a propósito, deve ser duplamente checada. Se eu fosse contar os itens essenciais que devemos ter conosco eu diria que são cinco:

Amor-próprio.

Autoconfiança.

Honestidade.

Realização pessoal.

Felicidade.

E o que em nós eles conseguem mudar quando nos relacionamos com alguém? Bem, tudo.

 

AMOR-PRÓPRIO

Não adianta negar, nós estamos sempre idealizando “a pessoa perfeita” em nossos pensamentos. Eu, por exemplo, sempre procurei um homem que me protegesse de todo o mal que houvesse no mundo, aquele que seria o meu “herói”, o meu escudo. Aquele que me faria sentir segura em um abraço. Procurei por todos os cantos, insisti que esse cara existia. Ah, existia. Ele tinha de existir. Foi preciso muito mais do que várias histórias de amor arruinadas para que eu percebesse que ele existia, sim. Ele estava estampado no reflexo do meu espelho todos os dias.

A pessoa perfeita para mim... sou eu. Surpresa! Eu sou uma garota de classe média no auge da juventude. Toco piano, sei falar inglês fluentemente, arranho no espanhol. Curso Direito, quero estudar Publicidade e pretendo ser uma grande escritora. Sou maluca por animais de estimação e sinto vontade de adotar todos os cachorros e gatos que vejo abandonados pela rua. Sou romântica, mas não muito. Gosto de pequenos gestos, nada de declarações escandalosas de amor. Não como frutas, legumes, nem verduras (por mais que tente) e sou viciada em Coca-Cola Zero. Já fiz balé, jazz, sapateado, e sou apaixonada por tudo que inspira a arte. Escuto música na maior parte do meu dia e compro mais livros do que consigo realmente ler. Assisto a dez séries ao mesmo tempo e me perco em meio a tantas histórias. Quando saio, gosto de fazer novos amigos. Sou expansiva. Sincera. Um pouco chata também, diria até implicante. É isso. Agora me diz, devo eu achar alguém que me complete? O que é completar?

Completar: v.t. Acabar, levar o trabalho a bom termo; terminar, concluir.

Integralizar, integrar.

Então, peraí, eu sou uma metade? Sou 50% de alguma coisa? Incompleta? Algo que precisa de conclusão? O que existe não está de bom tamanho? O simples fato de eu ser quem sou não basta? Preciso de alguém que supra o que está faltando? Ora, o que está faltando? O que há para ser completado? Besteira. Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo, eu nem gosto de laranja!

Pessoas não são laranjas pela metade, muito menos panelas sem tampa. São pessoas, 100%, ou, pelo menos (tirando aqueles pedaços do coração que podem ter ficado espalhados por aí), somos 99%. De carne, osso e sentimentos. Mais sentimentos do que tudo. E precisamos aprender a amar esse emaranhado de sentimentos, pensamentos e inseguranças que somos. É difícil, claro que é. Até porque não existe nada mais complicado do que amar alguém que você conhece por inteiro, conhece todos os pensamentos, defeitos, manias e passado. Olhar para si mesmo é algo insuportável.

Sabe aqueles dias em que você tem certeza de que está com uma aparência horrorosa, porque dormiu mal ou passou a noite em claro fazendo um trabalho para a faculdade? Então você evita todos os espelhos e nem arrisca uma espiadela nos reflexos dos carros da rua... É isso. Gostamos de evitar olhar para nós mesmos porque temos medo do que vamos encontrar. Inseguranças, problemas, marcas, traumas, saudades que cortam o peito, arrependimentos? Tem de tudo um pouco por aqui. Como amar a si próprio, mesmo não sendo perfeito conforme gostaríamos de ser?

O processo é lento. Primeiro temos de nos aceitar como somos fisicamente, ou fazer algo para mudar aquilo de que não gostamos. Sorriso no rosto, foco no objetivo. Minha avó sempre dizia uma frase muito sábia: “Não há nada que a persistência não consiga. Para ela nada é impossível”. E é verdade. Podemos ser o que quisermos ser, desde que lutemos por isso.

Nunca nos achamos bonitas o suficiente, magras o suficiente, altas o suficiente. E eu te pergunto: pra quê? Suficiente pra quem? Pra conquistar alguém? Você precisa ser alta e magra pra arrumar um namorado? Não. As pessoas são diferentes, e todas elas, repito, todas, acham alguém que goste delas do jeitinho que são. Nunca vi uma pessoa morrer sozinha por ser feia; ou não ter amigos por não ser bonita o suficiente. Isso não existe.

Vamos esquecer o estereótipo de “perfeição” que nos é imposto todos os dias. As atrizes de televisão são pessoas normais, acreditem. Estão duvidando? Joguem no Google o nome da atriz que você tanto venera junto a “+antes da fama”. É deprimente, ou, melhor dizendo, é até inspirador. O “perfeito” não existe. Porque a “perfeição” é uma variável. Ao amar cada pedacinho do seu ser, você acaba se tornando perfeita para si e, consequentemente, para o mundo. Esse é o segredo daquelas mulheres imponentes que andam por aí com o nariz empinado como se nada mais importasse. É que, realmente, não importa. Elas se bastam. E não porque são lindas, altas ou magras. Porque se amam. E o amor-próprio explode como uma supernova, iluminando todos à sua volta.

É impossível falar de amor-próprio e não me lembrar de uma amiga que tive na escola. Essa amiga não era a mais bonita do colégio, não mesmo. Baixinha, com alguns quilinhos a mais, dentes cercados por um aparelho que ela se orgulhava de possuir e cabelos encaracolados. Fugia do clichê da garota alta, magra, de cabelos lisos, que sempre aparece nos filmes hollywoodianos. Acontece que a Bia era o maior sucesso entre os garotos. Era engraçada, bem-humorada, sensual e misteriosa. Bia foi o motivo de eu chorar e espernear pedindo um aparelho pro meu pai.

— Mas pai, eu pre-ci-so de um aparelho. A Bia lá da sala tem um e é LINDO! — choramingava.

— Filha, os seus dentes são perfeitos. Só usa aparelho quem precisa corrigir algum problema — ele explicava, paciente.

Meu pai é dentista, ora, ele podia muito bem colocar um aparelho em mim sem que eu precisasse, né?

— E daí? Eu quero um aparelho para poder usar as borrachinhas coloridas iguais às da Bia. Por favor, pai!

— Já disse que não vou colocar aparelho nenhum nos seus dentes — e encerrava o assunto.

Eu não entendia qual era o segredo da Bia, só podia ser o aparelho. Aquele aparelho colorido com borrachinhas, que alternavam entre rosa, preto, até verde, amarelo e azul na época da Copa, tinha algum mistério. E realmente tinha. Mas eu só fui entender alguns anos depois. A Bia se amava. Profunda e intensamente. Não era o aparelho que chamava a atenção das pessoas, e sim o seu amor-próprio.

Aquele que não se ama procura no outro um amor incondicional que deveria existir dentro de si mesmo. Aquele que se ama se basta. Estar ao lado de alguém é apenas o simples fato de possuir uma boa companhia para desfrutar os seus dias. E, quem sabe, doar um pouco do amor que já existe no próprio coração.

 

AUTOCONFIANÇA

Como confiar no outro quando não confiamos em nós mesmos? Como acreditar no outro quando não acreditamos nas nossas próprias palavras? Como dizer ao outro tudo aquilo que sentimos sem medo de parecer um completo tolo? Autoconfiança. A autoconfiança é a chave para colocar o amor-próprio em prática.

Vamos ao exemplo. Aposto que você já se relacionou com uma pessoa extremamente ciumenta, daquelas que não podem te ver olhando para o lado que já começam a desconfiar. Olhando para onde? Para quem? Vai ao supermercado? Por quê? O caixa é bonito? Saiu com as amigas para quê? Para flertar com os homens do bar? Ciúmes é insegurança, é falta de autoconfiança. A pessoa não confia em si mesma, como confiar no outro? É impossível. Gostamos de apontar nos outros os nossos defeitos. Se você arriscou uma olhadela com segundas intenções para o garoto da sua classe, por que o outro também não faria igual? Se você não se acha bonito o suficiente, por que o outro acharia? Se você não se considera uma boa companhia, por que o outro desejaria estar a seu lado? São questões que vêm de dentro para fora e afetam todos os que estão ao seu redor. Infelizmente.

Nós devemos ter mais autoconfiança, isso é um dos requisitos básicos para o sucesso em um relacionamento. Quantas vezes você perdeu oportunidades por se achar inadequado? Quantas vezes deixou de falar o que realmente sentia por medo de não parecer o certo? Quantas vezes perdeu pessoas por receio de pedir que elas ficassem? Quantas vezes se reprimiu por se sentir inferior a algo ou alguém? Inúmeras. Nós, seres humanos, somos assim... desconfiados, céticos, diria até reprimidos. Até o momento em que passamos a confiar naquilo que somos e sentimos vontade de gritar isso ao mundo. Aquele que sabe do que é capaz pode conquistar qualquer coisa.

 

HONESTIDADE

Você é honesto consigo mesmo? É? Tem certeza? Posso ver os pontos de interrogação se formando em sua cabeça neste exato minuto. Quase ninguém consegue ser 100% honesto consigo mesmo. Portanto, fique tranquilo, que o barco está cheio e com excesso de passageiros. Estamos sempre tentando tapar o sol com a peneira, embora a gente saiba que ele vai queimar da mesma forma.

Eu, por exemplo, passei a vida inteira fingindo ser alguém que nunca fui. Era meu mecanismo de defesa, eu gostava de parecer insensível a qualquer sentimento. Isso me fazia bem, até certo ponto. O problema de fingir ser o que não conseguimos ser é que, no fim do dia, ainda resta o espelho para encarar. E o espelho não nos deixa mentir. Podemos forçar sorrisos, personalidades, felicidade, sentimentos... o coração, porém, grita por honestidade. O coração gosta de sinceridade, de ser aquilo para o qual foi predestinado.

Eu fingia, e fingia bem. As pessoas me julgavam feliz e honesta comigo mesma, e apenas aqueles poucos que conseguiam fazer com que eu baixasse minha guarda sabiam quem eu era realmente. Por trás de toda a casca de garota durona, existia uma menininha com medo do amor. Eu não chorava ao terminar relacionamentos, mas chorava com comerciais de margarina. Dizia não acreditar no amor, mas assistia compulsivamente a filmes românticos. Fracassava em todos os meus relacionamentos e jurava de pés juntos não me importar com isso, mas os olhos brilhavam todas as vezes em que via um casal de velhinhos desfrutando uma tarde no parque enquanto andava de mãos dadas. Dizia “dane-se” ao perder pessoas, mas remoía a saudade dentro do peito todos os dias, que, em seguida, se arrastavam. Eu sentia, e sentia muito. E isso era motivo suficiente para que quisesse ser uma pessoa diferente daquela que estava predestinada a ser. Eu não queria chorar em casamentos nem sonhar com amores de arrancar o coração. Eu queria ser indiferente a sentimentos, não sentir tanto, não sofrer tanto.

O que eu não sabia é que fugir de si mesmo é uma questão de tempo. Um dia a estrada termina desembocando em uma rua sem saída, lotada de espelhos. E é chegada a hora de se encarar nos olhos e assumir diante do mundo o que realmente se é.

Eu sou uma mulherzinha, é isso. Não falei alto o suficiente? EU SOU UMA MULHERZINHA. Daquelas que queriam que príncipes encantados fossem reais e sonham (sim, eu ainda sonho, qual o problema?) ser uma princesa da Disney esquecida. Sei lá. Vai que eu sou uma filha perdida da realeza europeia? Foi assim com Anastacia.

Gosto de assistir a desenhos animados porque sei que eles terão finais felizes. Escuto Taylor Swift escondida das pessoas. Fico em estado de nervos todas as vezes em que preciso sair de casa e as minhas roupas resolvem sumir. Ou, no pior dos casos, encolher. Digo tudo quando não digo nada. Tenho a mania irritante de morder os lábios sempre que estou pensando. Demoro a responder às mensagens porque nunca sei o que responder. E se ele me achar oferecida demais? E se ele achar que eu não estou nem aí? Eu tô aí, aqui, eu tô. Mas nunca sei como expressar da melhor forma.

Também nunca soube a diferença entre tudo ou nada. Ou sou muito, ou não sou. Durmo abraçada com bichinhos de pelúcia. Gosto de tardes ensolaradas e sonho com os dias em que as passarei a seu lado. Seja lá quem você for. Noites frias, sou apaixonada por noites frias. De preferência em frente a uma lareira. Do seu lado, de novo, querido rapaz sem nome. Sou sagitariana com ascendente em Capricórnio, seja lá o que isso signifique, mas deve ser algo parecido com: apenas uma garota que vive no mundo da lua, exagera em tudo e quer viver a vida aos extremos. Tenho vontade de sentir emoções profundas, sejam quais forem, tristeza, alegria, dor. Desde que consumam meu coração e me preencham por completo, eu me sinto bem. Porque eu gosto de sentir o fogo da vida queimando no peito. Sonho demais, penso demais, escrevo demais. E, ah, eu também queria que minha vida fosse como um filme. E que a trilha sonora fosse recheada de bandas como Lifehouse, OneRepublic e The Script.

Tá vendo só porque eu fugia tanto de me encarar como realmente sou? É difícil ser uma mulherzinha nos dias de hoje. Mulherzinhas têm o coração despedaçado em milhões de partes e fica difícil juntar os cacos, já que apenas um toque pode abrir a ferida novamente. Mulherzinhas são enganadas porque mulherzinhas acreditam sempre no melhor das pessoas. Mulherzinhas sempre acham que tudo vai dar certo, como elas sonham e desejam que dê, mas mulherzinhas esquecem que as decepções estão aí em todas as partes. Disfarçadas de pessoas que querem o seu bem. Mulherzinhas precisam aprender a se tornar mulheres. E é o que estou tentando fazer. Me aceitar como sou, porém amadurecer a ponto de não cair nas armadilhas do caminho.

É isso. Precisamos ter coragem de encarar o espelho e ver quem realmente somos, e o que queremos ser. Honestidade começa de dentro para fora. Só se tem um relacionamento sincero e honesto quando se é honesto consigo mesmo.

 

REALIZAÇÃO PESSOAL

Ok. Antes que me entendam mal, eu não acho que uma pessoa precise ser rica, bem-sucedida e ter quatro carros na garagem para ser feliz em um relacionamento. Não é isso. Realização pessoal nada tem a ver com condição financeira. Ou até tem. Depende de quem está em jogo. Falando por mim, o que me faria sentir completamente realizada?

Ver os meus amigos felizes. Dar orgulho aos meus pais. Lembrar às pessoas ao meu redor quanto as estimo, o tempo todo. Escrever muitos livros. Descobrir todos os dias uma música nova. Me mudar para a Irlanda e morar em uma casinha aconchegante de frente para uma linda paisagem. Me casar com alguém que eu ame. Ter filhos que serão os motivos do meu sorriso. Envelhecer ao lado daquele com quem eu me casar. Cuidar das pessoas que eu amo até o fim dos meus dias. Ganhar dinheiro suficiente para que eu possa ajudar os animais de rua. E só.

Isso é um resumo das coisas que eu mais desejo alcançar na vida, coisas essas que, se se realizarem, farão de mim a mulher mais feliz do planeta. O que é quase impossível de acontecer, é claro. No entanto, ainda confio que pelo menos algumas delas se realizarão e eu serei a mulher mais feliz do planeta. Da mesma forma.

Quando tudo dá errado em nossa vida, tendemos a querer procurar um culpado. Tem de existir. A culpa é de quem? Deus? Destino? Macumba das garotas que não vão com a sua cara? Do seu namorado, que não fez nada para evitar que você se decepcionasse? Não. A culpa é da vida, isso mesmo. Da vida. A vida acontece todos os dias, independentemente do que você deseje ou queira. Mesmo que você se feche para o mundo, ela ainda vai acontecer. O sol nascerá, a tarde cairá, o céu se cobrirá de estrelas e a lua iluminará. E o que tiver de acontecer, vai acontecer. Mesmo que você compre uma máquina do tempo e volte as vezes que julgar necessárias para consertar todas as burradas que fez no passado. Vai acontecer.

Você sabe por quê? Porque precisamos de decepções para amadurecer. Sem elas, nada seríamos. É como se a cada decepção nos fosse dado um frasco de vida, e cada vez que nos machucamos temos mais vontade de viver. Se não existissem as dores do mundo, seríamos todos frágeis, fracos, feito papéis que se rasgam facilmente com qualquer puxão. Então, que venham as decepções, as quedas, as feridas abertas, as cicatrizes, o sangue espalhado pelo chão. Que eu seja demitida do emprego, desista da faculdade, perca amizades que julgava verdadeiras e me apaixone pela pessoa errada diversas e repetidas vezes. Mas que eu nunca perca minha vontade de viver e de me realizar. Que eu nunca desista daquilo em que acredito e daquilo com que sonho. Que as decepções não me impeçam de voar alto.

Essa é a realização pessoal da qual eu falo. Pessoas que insistem em manter um sorriso no rosto mesmo quando tudo vai de mal a pior. Pessoas que não se fazem de coitadas e continuam remando contra a maré. Pessoas que sofrem 364 dias durante o ano, todavia sonham com o único dia em que serão felizes. São essas pessoas que você tem de manter por perto. Seja essa pessoa.

Ninguém precisa ter a seu lado alguém que se faz de vítima o tempo todo. Todos nós somos vítimas, porém poucos continuam seguindo em frente e se tornam vitoriosos.

 

FELICIDADE

Ser feliz é o resultado de tudo isso que eu disse. Com o amor-próprio, se adquire a autoconfiança. A autoconfiança leva à necessidade de honestidade para consigo mesmo. Assim, lutar pela realização pessoal se tornará um objetivo de vida. Pronto. Agora é só estampar um sorriso no rosto e agradecer todos os dias em que acorda a chance de poder mudar sua vida para melhor.

Agora dá para entender a importância desses cinco itens na bagagem antes de nos relacionarmos com alguém? Se você não tem nenhum deles dentro de você, vai acabar cobrando que o outro supra aquilo que te falta. E começar um relacionamento recheado de expectativas só pode acabar de uma forma: com decepções.

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E em meio a todos esses pensamentos, tive de voltar à realidade, onde tudo que existia era uma festa que tocava músicas das quais eu não gostava, uma gente que olhava pra mim como se eu fosse uma qualquer, atitudes que nada condiziam com o que eu considerava o mínimo de respeito e... hã? O que era aquilo ali no meio da pista? A Marina estava beijando o... MEU EX-NAMORADO?????