Netter Atlas de Anatomia Ortopédica

Jon C. Thompson · Capítulo 9 de 18

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Netter Atlas de Anatomia Ortopédica

CAPÍTULO 2: Coluna Vertebral

CAPÍTULO 2

 

 

Coluna Vertebral

 

Anatomia Topográ ca

Osteologia

Radiologia

Trauma

Articulações

História da Doença Atual

Exame Físico

Músculos

Nervos

Artérias

Distúrbios

Distúrbios Pediátricos

Acessos Cirúrgicos

 

ANATOMIA TOPOGRÁFICA

ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA

Plexo braquial Bloqueio nervoso entre os músculos

escalenos, comumente utilizado para os

procedimentos das extremidades

superiores

M. Contraído em torcicolos

esternocleidomastóideo

M. trapézio Músculo grande; espasmo muscular do

m. trapézio é uma causa comum de dor

no pescoço e na região alta do dorso

Músculos romboides Uso excessivo e espasmo comumente

causam dor na região alta do dorso

Processo espinhoso de A “vértebra proeminente” é um ponto

C VII anatômico facilmente palpável

Crista ilíaca Área de contusão da crista ilíaca

Região comum para retirada de enxerto ósseo autólogo

Músculo eretor da Uso excessivo e espasmo são causas

espinha comuns de lombalgia

Espinha ilíaca Área para retirada de enxerto ósseo em

posterossuperior procedimentos posteriores da coluna

vertebral

Articulação sacroilíaca Degeneração ou lesão desta articulação

pode causar lombalgia

Cóccix Extremidade distal da coluna vertebral

(“osso da cauda”), que pode ser

fraturada durante uma queda

 

OSTEOLOGIA

INFORMAÇÕES GERAIS

• 33 vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais

(fundidas), 4 coccígeas (fundidas)

• Vértebras formam uma coluna vertebral funcional

• Teoria das três colunas de Denis: a coluna vertebral é dividida

em três segmentos

Anterior: LLA e 2/3 anteriores dos corpos vertebrais e do anel

broso (ânulo)

Médio: LLP e terço posterior dos corpos vertebrais e do anel

broso (ânulo)

Posterior: pedículos dos arcos vertebrais, lâminas dos arcos

vertebrais, processos espinhosos e ligamentos

• Curvaturas da coluna vertebral: curvaturas normais

Lordose cervical

Cifose torácica

Lordose lombar

Cifose sacral

Regiões da Coluna Vertebral

Cervical C I-C II: funcionam como ossos únicos que

permitem a estabilização do osso occipital na coluna vertebral e a rotação da cabeça.

Movimentos: rotação e exão/extensão

Torácica Relativamente rígida devido às articulações

com as costelas. Movimentos: rotação;

exão/extensão (mínimas)

“Toracolombar” Transição da orientação das faces articulares

dos processos articulares, de semicoronais para sagitais. Os segmentos são móveis. Área mais comum de lesões na região inferior da coluna vertebral

Lombar Maiores vértebras. Região comumente afetada

por dor. Contém a cauda equina. Movimentos:

exão/extensão; rotação (mínima)

Sacral Não há movimento. É o centro da pelve

Vértebras

• Ossos com formas únicas que sustentam a musculatura axial e

protegem a medula espinal e as raízes dos nervos espinais

Corpo vertebral Presença de cartilagem articular em ambas as

(centro) faces intervertebrais (superior e inferior).

Articula-se com os discos intervertebrais e

torna-se maior distalmente

Arco vertebral Constituído por pedículos e lâminas.

Desenvolve-se de dois centros de ossi cação que se fundem. Defeitos no processo de fusão causam a espinha bí da. Os arcos vertebrais formam o canal vertebral para a medula

espinal

Processos Espinhosos: áreas de inserção para ligamentos

Transversos: áreas de inserção para as costelas e os ligamentos

Forames Vertebrais: medula espinal/cauda equina

Intervertebrais: locais de saída das raízes dos nervos espinais

 

NÍVEL ESTRUTURA CORRESPONDENTE

C II-C III Mandíbula

C III Osso hioide

C IV-C V Cartilagem tireóidea

C VI Cartilagem cricóidea

C VII Vértebra proeminente

T III Espinha da escápula

T VII Processo xifoide; ângulo inferior da escápula

T X Umbigo

L I Cone medular (extremidade da medula espinal)

L III Bifurcação da aorta

L IV Crista ilíaca

RADIOLOGIA

TRAUMA

ARTICULAÇÕES

LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS

ARTICULAÇÃO ATLANTOCCIPITAL

• Articulação entre os côndilos occipitais convexos e as faces

articulares superiores côncavas do atlas (C I). Essa articulação é

horizontal (especialmente em crianças) e permite a rotação;

entretanto, é inerentemente instável horizontalmente. ADM:

exão/extensão 25°; inclinação lateral 5° (cada lado); rotação 5°

(cada lado)

Cápsula Envolve a Tecido frouxo confere mínima

articular articulação estabilidade

(côndilo e face

articular)

Membrana Arco anterior Continuação do LLA

atlantoccipital do atlas até a

anterior margem

anterior do

forame magno

Membrana Porção Estabilizador primário.

tectória posterior do Continuação do LLP (limita a

áxis até a extensão) margem

anterior do

forame magno

Membrana Arco posterior Homólogo do ligamento

atlantoccipital do atlas até a amarelo

posterior margem

posterior do

forame magno

ARTICULAÇÃO ATLANTOAXIAL (C I-C II)

• Existem três articulações: Articulação atlantoaxial mediana (tipo

trocóidea): entre o dente do áxis e o arco anterior do atlas.

Articulações atlantoaxiais laterais [2] (planas): entre as faces

articulares do atlas e do áxis, permitindo rotação. ADM:

exão/extensão 20°; inclinação lateral 5° (cada lado); rotação 40°

(cada lado). Fornecem 50% da capacidade de rotação cervical

Cápsula Envolve as Cápsula frouxa permite

articular articulações rotação

das facetas

laterais

Ligamento Possui 3 componentes e situa-

cruciforme do se anteriormente à membrana

atlas tectória

Ligamento Porção É o ligamento mais forte,

transverso posterior do mantendo o atlas e o áxis

do atlas dente do áxis unidos. IAO < 3 mm. Lesões

(LTA) até o arco resultam em instabilidade

anterior do entre C I-C II. atlas

Fascículo Dente do áxis Posterior ao ligamento do

longitudinal até a margem ápice do dente, estabilizador

superior anterior do secundário.

forame magno

Fascículo Dente do áxis Estabilizador secundário

longitudinal até o corpo do

inferior áxis

Ligamentos Dente do áxis Fortes ligamentos

alares até os côndilos estabilizadores que limitam a

occipitais rotação e a inclinação

lateral. Lesões resultam em instabilidade C I-C II.

Ligamento do Dente do áxis Ligamento delgado que

ápice do até a margem fornece mínima estabilidade

dente anterior do

forame magno

Parte mais Corpo do áxis Estabilizadores secundários

profunda até os côndilos

(acessória) da occipitais

membrana

tectória

LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS

 

ARTICULAÇÃO INTERVERTEBRAL

Vértebras adjacentes são unidas por um complexo de articulações

menores, ligamentos, músculos e estruturas que os conectam

• Um disco intervertebral localiza-se entre os corpos vertebrais

(exceto entre C I-C II e entre os segmentos sacrais fundidos)

• Articulações dos processos articulares (pares) conectam os

elementos posteriores. A orientação delas é que determina o

movimento intervertebral

• As “articulações uncovertebrais” (de Luschka) proveem

estabilidade entre os corpos vertebrais da coluna cervical

Disco Corpos vertebrais Anel broso

intervertebral adjacentes provê a forte

união entre os

corpos vertebrais

adjacentes

Ligamento Porções anteriores de Ligamento forte e

longitudinal corpos vertebrais espesso. Resiste à

anterior (LLA) adjacentes e discos hiperextensão

intervertebrais

Ligamento Porções posteriores de Fraco, limita a

longitudinal corpos vertebrais hiper exão.

posterior (LLP) adjacentes e discos Ocorre herniação

intervertebrais (ao dos discos longo de toda a coluna intervertebrais ao

vertebral) redor deste

ligamento

A membrana

tectória é a

continuação

superior do LLP

Ligamento Lâmina anterior do Forte, de cor

amarelo arco vertebral (da amarelada, não é

vértebra superior) para uma estrutura a lâmina posterior do longa e contínua

arco vertebral (da Sua hipertro a

vértebra inferior) pode contribuir

para a compressão

de raízes dos

nervos espinais

Ligamento nucal Protuberância occipital Continuação do

para o arco posterior ligamento de C I e processos supraespinal espinhosos de C II-C VI

Ligamento Processos espinhosos Forte. Sua

supraespinal dorsais de C VII continuação

superior é o

ligamento nucal

Ligamentos Entre os processos Fracos. Sofrem

interespinais espinhosos rupturas nas

lesões

ligamentares por

exãodistração

Ligamentos Entre os processos Ligamentos fracos

intertransversários transversos que adicionam

pouco suporte

Ligamentos Processo transverso de Podem sofrer

iliolombares L V para o ílio avulsão em

fraturas pélvicas

(p. ex., fratura

vertical por

cisalhamento)

LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS

ARTICULAÇÃO DOS PROCESSOS ARTICULARES

(ZIGOAPOFISIAIS)

Articulações pares (dir. e esq.) entre os processos articulares

superiores e inferiores das vértebras adjacentes

• A orientação muda de semicoronal (região cervical) para sagital

(região lombar), permitindo/determinando o movimento daquele

segmento

• O processo articular inferior é anterior e inferior (região

cervical) e anterior e lateral (região lombar) ao processo articular

superior

• A inervação da articulação é feita pelos ramos posteriores de

dois níveis de raízes de nervos espinais adjacentes

• Alterações hipertró cas na doença degenerativa podem causar

compressão da raiz do nervo espinal

Cápsula Envolve os Estrutura fraca que provê

articular processos pouco suporte. Pode

articulares hipertro ar nas doenças

degenerativas e estreitar os

forames intervertebrais

“Disco Dentro da Pode ser lesionado ou

meniscoide” articulação, entre degenerar, transformando-se

os processos em uma fonte de dor articulares

DISCOS INTERVERTEBRAIS

Estabilizam e mantêm a coluna vertebral, ancorando os corpos

vertebrais adjacentes. Permitem a exibilidade e

absorvem/distribuem energia

• Os discos perfazem 25% da altura da coluna vertebral. A

degeneração dos discos com o passar da idade resulta na perda da

altura total da coluna

Anel broso Fortes xações nas • Duas camadas: 1. bras

placas terminais externas do anel: bras dos corpos densas de colágeno tipo 1; 2. vertebrais bras mais internas do anel:

adjacentes (por brocartilagem, bras mais

meio das bras frouxas, de colágeno tipo 2

mais externas do • As bras são orientadas anel) obliquamente para resistirem

às cargas tensivas

• Camada externa inervada;

rupturas em suas bras

podem causar dores nas

costas (esp. L)

Núcleo Contido dentro do • Massa gelatinosa composta

pulposo anel broso de água, proteoglicanos e

colágeno tipo 2 • Resiste às cargas

compressivas (mais altas

quando nos sentamos

inclinados para frente)

• O conteúdo de água e

proteoglicanos diminui com o envelhecimento

• Pode sofrer herniação para

fora do anel broso e

comprimir as raízes dos

nervos espinais (L4-L5 nº 1)

LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS

“ARTICULAÇÕES UNCOVERTEBRAIS”

• Articulações (fendas) “de Luschka”: “articulação” na região

cervical da coluna vertebral entre o unco do corpo nas placas

terminais superiores côncavas do corpo vertebral inferior e a

porção articular da placa terminal inferior convexa do corpo

vertebral superior adjacente

• Cartilagem articular nesta articulação pode degenerar e

contribuir para o desenvolvimento de espondilose cervical

ARTICULAÇÕES COSTOVERTEBRAIS

Articulação entre a cabeça da costela e a vértebra torácica (corpo

vertebral e processo transverso)

Cápsula articular Envolve a cabeça Suporte fraco para a

da costela e a articulação articulação

Ligamento intra- Cabeça da costela Profundo ao lig. radiado

articular da para o corpo da cabeça da costela

cabeça da costela verterbral/disco

intervertebral

Ligamento Cabeça da costela Em forma de leque,

radiado da cabeça para os corpos reforça a articulação

da costela vertebrais e o anteriormente

disco

intervertebral

Ligamento Processo Ligamento

costotransversário transverso para a costotransversário

costela superior xa-se ao

processo transverso da

vértebra superior

OUTROS

Forame intervertebral: Limites: superior e inferior: pedículos dos

arcos vertebrais; anterior: corpo vertebral e discos intervertebrais

(unco do corpo na região cervical da coluna vertebral); posterior:

face articular e cápsula articular. Osteó tos, discos intervertebrais,

faces articulares hipertro adas e o ligamento amarelo podem

estreitar o forame intervertebral HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

 

PERGUNTA RESPOSTA APLICAÇÃO CLÍNICA

1. Idade Jovem Lesões nos discos

intervertebrais,

espondilolistese

Meia-idade Luxação/compressão,

herniação do núcleo

pulposo (HNP), doença

degenerativa do disco

intervertebral (DDD)

Idoso Estenose do canal

vertebral, disco

intervertebral herniado,

DDD, espondilose

2. Dor

a. Radiada (disparo) Radiculopatia (HNP)

Característica Difusa, sem irradiar Compressão cervical ou

lombar

b. Unilateral vs. Unilateral: HNP;

Localização bilateral bilateral: doença

sistêmica ou metabólica,

lesão ocupando o espaço

Pescoço Espondilose cervical,

compressão cervical ou

distensão muscular

Braços (+/− Espondilose cervical (+/

irradiação) − mielopatia), HNP

Lombar DDD, compressão

lombar, distensão

muscular,

espondilolistese

Pernas (+/− HNP, estenose do canal

irradiação) vertebral

c. Ocorrência Dor noturna Infecção, tumor

Em atividade Geralmente de etiologia

mecânica

d. Alívio Braços elevados Disco intervertebral

cervical herniado (HNP)

Posição sentada Estenose da coluna

(alívio da estenose)

e. Extensão do dorso Estenose da coluna

Exacerbação (descendo escadas),

DAD/hipertro a dos

processos articulares

3. Trauma Acidente de trânsito Estiramento cervical

(cinto de segurança) (chicote), fraturas

cervicais, lesões

ligamentares

4. Atividade Esportes (lesão por “Queimações/agulhadas”

estiramento) (especialmente no

futebol americano),

fraturas

5. Sintomas Dor, dormência, Radiculopatia,

neurológicos formigamento neuropatia, síndrome

Espasticidade, da cauda equina desorientação Mielopatia Sintomas de Síndrome da cauda intestino e bexigas equina

6. Queixas Febre, perda de Infecção, tumor

sistêmicas peso, suores

noturnos

 

EXAME FÍSICO

EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

INSPEÇÃO

Marcha Inclinar-se para Estenose da coluna

frente vertebral Base alargada Mielopatia

Alinhamento Mau alinhamento Luxação, escoliose,

hiperlordose,

hipercifose

Postura Cabeça inclinada Luxação, espasmo,

Pelve inclinada espondilose, torcicolo

Perda da curvatura

lordótica: espasmo

Pele Paciente despido Manchas café com leite:

possivelmente

neuro bromatose

Manchas vinho do

porto: possivelmente

espinha bí da

PALPAÇÃO

Estruturas ósseas Processos Sensibilidade focal:

espinhosos fratura; deslocamento;

luxação;

espondilolistese

Tecidos moles Articulações dos Sensibilidade:

processos osteoartrite, luxação

articulares na Sensibilidade: fratura

região cervical ou contusão Cóccix, exame via Sensibilidade difusa:

retal distensão muscular; Músculos ponto de gatilho: paravertebrais espasmo

AMPLITUDE DE MOVIMENTO

Flexão/extensão: Queixo no Normal: Flexão: queixo

cervical peito/cabeça para a 3-4 cm do peito;

trás extensão 70°

Flexão/extensão: Tocar os dedos dos Normal: 45°-60° em

lombar pés com as pernas exão, 20° a 30° em

estendidas extensão

Flexão lateral: Levar a orelha em Normal: 30°-40°em cada

cervical direção ao ombro direção

Flexão lateral: Inclinar-se para Normal: 10°-20° em

lombar cada lado cada direção

Rotação: Estabilizar os Normal: 75° em cada

cervical ombros e fazer a direção

rotação

Rotação: lombar Estabilizar a pelve Normal: 5°-15° em cada

e fazer a rotação direção

 

EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

NEUROVASCULAR

Região Cervical

Sensitivo

C5 Porção lateral do Dé cit indica uma

ombro compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

C6 Polegar Dé cit indica uma

compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

C7 Dedo médio Dé cit indica uma

compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

C8 Dedo anular e mínimo Dé cit indica uma

compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

T1 Antebraço (área ulnar) Dé cit indica uma

e mão compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

Motor

C5 M. deltoide: abdução Fraqueza indica uma

resistida compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

C6 M. bíceps braquial: Fraqueza indica uma

exão resistida do compressão/lesão da raiz

cotovelo do nervo espinal cervical

correspondente

C7 M. tríceps braquial: Fraqueza indica uma

extensão resistida do compressão/lesão da raiz

cotovelo do nervo espinal cervical

correspondente

C8 Mm. intrínsecos: Fraqueza indica uma

abdução resistida dos compressão/lesão da raiz

dedos do nervo espinal cervical

correspondente

T1 Fraqueza indica uma

compressão/lesão da raiz

do nervo espinal cervical

correspondente

Re exos

C5 M. bíceps braquial Re exo hipoativo/ausente

indica radiculopatia de C5

C6 M. braquiorradial (BR) Re exo hipoativo/ausente

indica radiculopatia de C6

C7 M. tríceps braquial Re exo hipoativo/ausente

indica radiculopatia de C7

Radial Percutir o tendão do Braquiorradial hipoativo e

inervado BR no antebraço distal exão dos dedos

hiperativa: mielopatia

Ho man’s Beliscar o dedo médio Patológico se a articulação

(DM) com articulação interfalângica do polegar

interfalângica distal exionar: mielopatia em exão

Pulsos

Braquial, radial e ulnar Diminuído/ausente =

lesão ou comprometimento

vascular

 

EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

NEUROVASCULAR

Região Lombar

Sensitivo

L3 Parte anterior e Dé cit indica uma

medial da coxa compressão/lesão da raiz do

nervo espinal lombar

correspondente

L4 Parte medial da Dé cit indica uma

perna e tornozelo compressão/lesão da raiz do

nervo espinal lombar

correspondente

L5 Dorso do pé e 1º Dé cit indica uma

espaço compressão/lesão da raiz do

interdigital nervo espinal lombar

correspondente

S1 Planta e região Dé cit indica uma

lateral do pé compressão/lesão da raiz do

nervo espinal lombar

correspondente

S2-S4 Sensibilidade Dé cit indica uma

perianal compressão/lesão da raiz do

nervo espinal lombar

correspondente

Motor

L3-L4 M. quadríceps Fraqueza indica uma

femoral: extensão compressão/lesão da raiz do

do joelho nervo espinal lombar

correspondente

L4 M. tibial anterior: Fraqueza indica uma

exão dorsal (FD) compressão/lesão da raiz do

do tornozelo nervo espinal lombar

correspondente

L5 M. extensor longo Fraqueza indica uma

do hálux: FD do compressão/lesão da raiz do

hálux nervo espinal lombar

correspondente

S1 M. gastrocnêmio: Fraqueza indica uma

exão plantar compressão/lesão da raiz do

(FP) do tornozelo nervo espinal lombar

correspondente

S2-S4 M. esfíncter do Fraqueza indica uma

ânus: compressão compressão/lesão da raiz do do ânus nervo espinal lombar

correspondente

Re exos

L4 Ligamento da Re exo hipoativo/ausente indica

patela (“re exo radiculopatia de L4 patelar”)

S1 Tendão do Re exo hipoativo/ausente indica

calcâneo radiculopatia de S1 (“re exo do

tornozelo”)

S2-S3 M. Re exo hipoativo/ausente indica

bulbocavernoso radiculopatia de S2-S3 ou choque

medular

Babinski Passar uma Hálux movimenta-se para cima:

caneta ao longo neurônio motor da fáscia plantar superior/mielopatia

Clônus Flexionar e Múltiplos movimentos de

do estender contração e relaxamento:

tornozelo rapidamente o neurônio motor

tornozelo superior/mielopatia

Pulsos

Tibial posterior e Diminuído/ausente = lesão ou

dorsal do pé comprometimento vascular

 

EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

TESTES ESPECIAIS

Região Cervical

Spurling Carga axial, Dor irradiada indica

depois exionar e compressão da raiz do nervo

rodar lateralmente espinal o pescoço

Distração Força de tração Alívio dos sintomas indica

para cima compressão do forame da raiz

do nervo espinal

Kernig Em posição Dor nas pernas (ou irradiação

supina, exionar o de dor) indica irritação

pescoço meníngea/infecção

Brudzinski Em posição Redução da dor com o joelho

supina, exionar o exionado indica irritação

pescoço, quadril meníngea

exionado

Região Lombar

Perna Flexionar o Quando os sintomas se

estendida quadril até surgir reproduzem (dor que irradia

a dor e faça para baixo do joelho) indicam

dorsi exão do pé radiculopatia

Perna Posição supina: >20° de exão = mm.

estendida exionar o quadril isquiotibiais encurtados: fonte

90/90 e o joelho a 90°, de dor

estender o joelho

Bowstring Elevar a perna, Dor radicular com pressão

(corda de exionar o joelho, poplítea indica o nervo

arco) pressionar a isquiático como causa

região poplítea

Raiz Sentado: tracionar Paciente com dor “ciática”

sentada o paciente e arqueará o corpo para trás

(sinal de estender quando o joelho for estendido

“sacudir”) passivamente o

joelho

Inclinar-se De pé, inclinar-se Assimetria do dorso

para a pela cintura (escápulas/costelas) é

frente indicativa de escoliose

Hoover Posição supina: A pressão deveria ser sentida

mãos embaixo dos embaixo do calcanhar oposto.

calcanhares, Ausência de pressão indica

paciente eleva pouco esforço, e não uma uma das pernas fraqueza real

Sinais de A presença destes sinais indica patologia não

Waddell orgânica: 1. Resposta exagerada; 2. Dor ao mínimo

toque; 3. Localização não anatômica da dor; 4. Sinal de sacudir negativo com resultado positivo no teste da perna estendida

 

MÚSCULOS

CAMADA CONTEÚDO COMENTÁRIOS

CAMADAS DE FÁSCIAS

M. Músculo super cial Altamente vascularizado,

platisma no deve ser dividido para ter

acesso à coluna cervical

Lâmina Reveste o m. Faz-se uma incisão nesta

super cial esternocleidomastóideo fáscia em procedimentos

da fáscia cervicais anteriores

cervical

Lâmina Reveste a glândula Retirada da bainha

pré- tireoide e a traqueia carótica para ter acesso à

traqueal região cervical da coluna

da fáscia vertebral

cervical

Bainha Artéria carótida, veia Mantida intacta e utilizada

carótica jugular interna, nervo para retrair estruturas

vago (NC X) lateralmente, a menos que

seja necessário o acesso às

estruturas contidas na

bainha

Lâmina Recobre o LLA e o Camada de fáscia mais

pré- músculo longo do profunda, somente precisa

vertebral pescoço ser incisionada para se

da fáscia obter acesso aos corpos

cervical vertebrais e aos discos

intervertebrais

NERVOS

TRATO FUNÇÃO COMENTÁRIO

MEDULA ESPINAL

• Estende-se do tronco encefálico até o cone medular (término em

L I) dentro do canal vertebral, no qual está protegida

• O lamento terminal e a cauda equina (raízes dos nervos

espinais lombares e sacrais) continuam no canal vertebral

• Apresenta um revestimento em camadas (membranas): dura-

máter, aracnoide-máter e pia-máter

• É formada por múltiplos tratos e colunas ascendentes (sensitivas)

e descendentes (motoras)

• Apresenta-se mais alargada nas regiões cervical e lombar da

coluna vertebral, onde as raízes formam plexos para inervarem as

extremidades superiores e inferiores

• Raízes dos nervos espinais pares (direita e esquerda) emergem de

cada nível vertebral. As raízes dos nervos espinais são formadas

por componentes anteriores (motores) e posteriores (sensitivos)

• Suas lesões podem ser completas ou incompletas (veja pág. 42

para lesões da medula espinal)

Vias Descendentes (Motoras)

Trato Inervação por Menor via motora,

corticospinal neurônios lesionada na síndrome da

anterior motores – medula anterior

movimento

voluntário

Trato Inervação por Via motora principal,

corticospinal neurônios lesionada na síndrome de

lateral motores – Brown-Sequard

movimento

voluntário

Vias Ascendentes (Sensitivas)

Trato Sensibilidade ao Trato lesionado na

espinotalâmico toque síndrome medular anterior

anterior

Trato Sensação de dor Trato lesionado na

espinotalâmico e de temperatura síndrome de Brown-Sequard

lateral

Colunas Propriocepção e Normalmente são

dorsais sensação preservadas, mas podem ser

vibratória lesionadas na síndrome

medular posterior

 

NERVOS ESPINAIS

• Os nervos espinais são formados por uma raiz anterior (motora)

e uma raiz posterior (sensitiva). Há 31 pares de nervos espinais

(direitos e esquerdos)

• Os corpos celulares dos nervos sensitivos encontram-se nos

gânglios sensitivos dos nervos espinais das raízes posteriores. Os

corpos celulares dos nervos motores encontram-se no corno

anterior da medula espinal

• As raízes dos nervos espinais deixam a coluna vertebral através

dos forames intervertebrais (abaixo dos pedículos dos arcos

vertebrais); (os nn. C1-C7 saem acima dos níveis de suas

vértebras, os nn. C8-L5 saem abaixo dos níveis de suas vértebras

[C7 sai por cima e C8 sai por baixo da vértebra C VII])

• Os nervos espinais podem ser comprimidos por discos

intervertebrais herniados, osteó tos e tecidos moles hipertro ados

(ligamento amarelo, cápsula da articulação dos processos

articulares). Na região lombar da coluna vertebral, o nervo

“transverso” geralmente é afetado, enquanto a raiz do nervo

espinal que passa pelo forame intervertebral normalmente não

sofre compressão (exceto na compressão lateral a distância)

• Os nervos espinais lombares e sacrais formam a cauda equina no

canal vertebral antes de a deixarem

• Os nervos espinais dividem-se em dois ramos: anterior e

posterior. Os ramos posteriores inervam estruturas locais

(musculatura do pescoço e do dorso, pele sobrejacente, cápsulas

articulares etc.). Os ramos anteriores contribuem para a formação

dos plexos (p. ex., cervical, braquial, lombossacral), tornando-se

nervos periféricos para as extremidades

• Geralmente nos referimos aos ramos anteriores dos nervos

espinais como “raízes nervosas”. Essas raízes juntam-se para

formar os diversos plexos

PLEXO CERVICAL

Ramos ventrais de C1-C4 (atrás da v. jugular interna e do m.

esternocleidomastóideo)

Nervo occipital menor (C2-C3): Nervos supraclaviculares

emerge da margem posterior do (C3-C4): dividem-se em 3

m. esternocleidomastóideo ramos: nn. supraclaviculares

mediais, intermédios e

laterais

Sensitivo: região superior atrás da Sensitivo: sobre a clavícula, m.

orelha trapézio e m. deltoide

Motor: nenhum Motor: nenhum

Nervo auricular magno (C2- Alça cervical (C1-C3): as

C3): saída inferior ao nervo raízes superior (C1-C2) e

occipital menor; ascende no m. inferior (C2-C3) formam a

esternocleidomastóideo alça

Sensitivo: Sobre a glândula Sensitivo: nenhum

parótida e atrás da orelha

externa

Motor: nenhum Motor: m. omo-hióideo; m.

esterno-hióideo;

m. esternotireóideo

Nervo cervical transverso (C2- Nervo frênico (C3-C5): no

C3): saída inferior ao nervo escaleno anterior, por dentro

auricular magno, depois, em do tórax, entre a artéria e a

direção à região anterior do veia subclávias

pescoço

Sensitivo: pericárdio e parte mediastinal da pleura

Sensitivo: região (trígono) Motor: diafragma

cervical anterior

Motor: nenhum

 

ARTÉRIAS

TRAJETO RAMOS COMENTÁRIO/IRRIGAÇÃO

ARTÉRIA SUBCLÁVIA

Seus ramos deixam a Artérias Principal suprimento

aorta (esquerda) ou o vertebrais arterial da região cervical

tronco (dir. e esq.) da coluna vertebral e da

braquiocefálico medula espinal

(direito), entre os Tronco Possui 4 ramos primários

músculos escalenos tireocervical

(anterior e médio) A. cervical Seus ramos correm junto

ascendente ao nervo frênico, nos

músculos escalenos

anteriores

A. cervical A artéria vertebral cruza o

transversa trígono cervical lateral

(escalenos etc.)

A. cervical Deixa o tronco profunda costocervical e faz

anastomose com a artéria

occipital

ARTÉRIA VERTEBRAL

Entra nos forames Artéria A artéria única da linha

transversários de C espinal mediana supre os 2/3

VI até C I, depois anterior anteriores da medula

corre em um sulco no espinal

atlas; em seguida, Artérias 2 artérias pareadas

dirige-se ao tronco espinais suprem o terço posterior

encefálico para posteriores da medula espinal

formar a artéria Ascendente Suprimento sanguíneo

basilar anterior primário do dente do áxis

Ascendente Suprimento sanguíneo posterior primário do dente do áxis

A. medular Contribui para a artéria

segmentar espinal anterior anterior

A. medular Contribui para as artérias

segmentar espinais posteriores posterior

 

Lesão ou infarto das artérias espinais anterior ou posterior pode resultar em síndrome medular anterior/central ou posterior

TRAJETO RAMOS COMENTÁRIO/IRRIGAÇÃO

ARTÉRIA INTERCOSTAL POSTERIOR (TORÁCICA)/ARTÉRIA

LOMBAR

Artérias pares Ramo Para os corpos vertebrais

(dir. e esq.) ventral

deixam a aorta e Ramo Para os elementos posteriores e

 

posteriormente Ramos Suprimento sanguíneo da ao longo dos espinal correm dorsal para a medula espinal

 

(entre as costelas vertebrais na região A. “ Artéria de Adamkiewicz” — torácica) radicular corpos vertebrais nervos espinais e corpos medula espinal, raízes dos artéria medular ímpar

anterior (geralmente à esq. de T X-T XII)

(a. que con ui para a artéria medular espinal anterior, suprindo segmentar primariamente a porção anterior toracolombar da medula maior) espinal. Sua lesão pode resultar

em isquemia/paralisia medular

RAMOS ESPINAIS

Ramos deixam o A. Corre na raiz anterior e faz

ramo dorsal e radicular anastomose com a artéria

entram pelos anterior espinal anterior

forames A. Corre na raiz posterior e faz

intervertebrais radicular anastomose com a artéria

posterior espinal posterior

Ramo Supre os corpos vertebrais e pós- dura-máter central

Ramo Supre as lâminas dos arcos pré- vertebrais e os elementos laminar posteriores

ARTÉRIA ESPINAL ANTERIOR

Artéria ímpar na Ramos Suprimento sanguíneo da região

linha mediana centrais central da medula espinal

que supre os 2/3 (do sulco)

anteriores da Plexo Supre os 2/3 periféricos da

medula espinal arterial medula espinal

pial

ARTÉRIA ESPINAL POSTERIOR

Artérias pares Estas artérias têm suprimento

(dir. e esq.) sanguíneo oriundo das artérias

suprem o terço medular posterior e radicular

posterior da

medula espinal

DISTÚRBIOS

DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS

DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO

MIELODISPLASIA

• Desenvolvimento HDA: pode ser • Deve ser

incompleto da medula diagnosticada na individualizado

espinal (defeito no vida intrauterina para cada

fechamento do tubo EF/RX: com base no paciente

neural) defeito: • Pode precisar

• 4 tipos (dependendo 1. Espinha bí da de ajuda

da gravidade) 2. Meningocele ambulatorial

• Associada à alfa- 3. e/ou uso de

fetoproteína (AFP) Mielomeningocel órteses

materna elevada e • Equilíbrio

• Ácido fólico 4. Raquitismo muscular

diminuído no período Sintomas/exames (liberação)

pré-natal baseados no nível • Deformidades

• Associada a diversas funcional mais baixo individuais

deformidades (coluna (L IV intata permite Escoliose:

vertebral, quadris, deambulação) maioria

joelhos e pés) necessita de

• Frequentemente fusão

associada à alergia ao Quadris:

látex mantê-los

contidos

Pés: liberados

ou com

artrodese

ESCOLIOSE

• Inclinação lateral e HDA: paciente ou • Triagem

rotação da coluna pais podem notar escolar é

vertebral assimetria no dorso; e ciente

• Tipos: pode ser observada • Congênita:

I. Congênita na escola; +/− dor; progressão e

(vértebras sinais neurológicos necessidade de anormais) raros cirurgia

II. Idiopática: nº 1, EF: deformidade dependem do

frequente grave ou abrupta da tipo e da

Infantil < 3 coluna, teste de gravidade

anos meninos inclinar-se para a • Idiopática: > meninas frente +; raros depende da

Juvenil: 3-10 achados curva e da idade

anos neurológicos <25°:

Adolescente: nº (aumentados em observação

1, meninas curvas de 25°-40°: colete > meninos, convexidade >40°: fusão dir. > esq. esquerda) espinal

III. Neuromuscular: RX: radiogra as • Tipo juvenil

associada a panorâmicas: usar o frequentemente distúrbios método de Cobb precisa de fusão neuromusculares para determinar o •

• Progressão da curva ângulo Neuromuscular:

avaliada por: Filmes dobrados são normalmente

Magnitude da curva: usados para requer fusões

RX (ângulo de determinar a mais extensas, Cobb) exibilidade da tanto anteriores

Maturidade curva/deformidade como posteriores

esquelética: usar

estágio de Risser

• Classi cações: King e

Moe, Lenke

TORCICOLO

• Cabeça inclinada, HDA: pais notam a • Excluir

queixo rodado para o deformidade, +/− qualquer outro

lado oposto “caroço” no pescoço distúrbio

• Contratura do (no ECM) • Fisioterapia:

músculo EF: cabeça inclinada alongamento do

esternocleidomastóideo e em rotação, +/− ECM

(ECM) “caroço” no ECM, • Pode ser

• Etiologia assimetria cranial necessário um

desconhecida e/ou facial capacete para o

• Associado à posição RX: coluna crânio

intrauterina vertebral/quadris: • Se persistir,

• Associado a outros raramente há outras tratamento

distúrbios deformidades cirúrgico

• Pode ocorrer

desenvolvimento

anormal dos

olhos

 

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