Netter Atlas de Anatomia Ortopédica
CAPÍTULO 3: Ombro
CAPÍTULO 3
Ombro
Anatomia Topográ ca
Osteologia
Radiologia
Trauma
Articulações
Pequenos Procedimentos
História da Doença Atual
Exame Físico
Músculos
Nervos
Estruturas Neurovasculares
Artérias
Distúrbios
Distúrbios Pediátricos
Acessos Cirúrgicos
ANATOMIA TOPOGRÁFICA
ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA
Articulação Sítio incomum de infecção ou luxação
esternoclavicular
(EC)
Clavícula Osso subcutâneo: osso comumente fraturado
Articulação Local comum de “luxação do ombro” ou doença/dor
acromioclavicular degenerativa articular
(AC)
Acrômio Marco anatômico do ombro (especialmente para
in ltrações, p. ex., subacromial)
M. deltoide O músculo pode ser testado para avaliar a função
motora do nervo axilar
M. trapézio Local comum de dor; a atro a resulta em uma
escápula lateralmente alada
M. serrátil A atro a/paralisia resulta em uma escápula
anterior medialmente alada
M. peitoral maior Pode se romper de sua inserção umeral, resultando
em um defeito na prega axilar
Veia cefálica Localiza-se no intervalo deltopeitoral
Espinha da Mais proeminente com a atro a dos músculos
escápula supra/infraespinal (paralisia do nervo
supraescapular)
Ângulo inferior Pode car “alada” medial ou lateralmente na
da escápula presença de atro a muscular (paralisias nervosas)
Osteologia
RADIOLOGIA
TRAUMA
ARTICULAÇÕES
LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS
COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO
Geral
• O ombro é formado por 4 articulações separadas. O movimento do
ombro é um movimento combinado de todas as 4 articulações: 1.
Articulação esternoclavicular. 2. Articulação do ombro (glenoumeral). 3.
Articulação acromioclavicular. 4. “Articulação escapulotorácica”
• A articulação do ombro é a que possui a maior amplitude de movimento
do corpo
Flexão: 0°-170°
Extensão: 0°-60°
Abdução: 0°-170°/180°
Rotação medial: até a região torácica da coluna vertebral Rotação lateral: até 70°
• Proporção 2:1 de movimento da articulação do ombro
(glenoumeral)/articulação escapulotorácica durante a abdução do ombro
• Articulação inerentemente instável com amplo potencial de ADM.
Estabilizadores estáticos e dinâmicos fornecem estabilidade articular
Estáticos: cavidade glenoidal, lábio articular, congruência articular,
ligamentos glenoumerais e cápsula articular, pressão intra-articular negativa
Dinâmicos: músculos/tendões do “manguito rotador”, tendão do m.
bíceps braquial, estabilizadores escapulares (músculos periescapulares), propriocepção
• A cavidade glenoidal “rasa” gera mínima estabilidade óssea, mas é
aprofundada/estabilizada pelo lábio articular brocartilagíneo
• O lábio articular serve como um “para-choque” para a subluxação
umeral, bem como local de xação para as estruturas
capsuloligamentares. A instabilidade articular pode ser resultado das
rupturas/desinserções do lábio articular com perda do “para-choque” e
consequente frouxidão ligamentar
• “Manguito rotador”: inserção con uente “em ferradura” de 4 tendões de
músculos estabilizadores que se inserem na parte proximal do úmero
(tubérculos maior e menor). Músculos do MR mantêm a cabeça do úmero
acomodada na cavidade glenoidal durante todos os movimentos
ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR
Articulação selar (diartrose dupla). Única xação verdadeira da
extremidade superior ao esqueleto axial. ADM: a clavícula realiza até 50°
de rotação na articulação sobre o esterno xo
Cápsula articular Reveste a articulação Estabilizador secundário
Esternoclavicular Da extemidade esternal Estabilizador primário da
da clavícula até o articulação esterno esternoclavicular
Ligamentos anterior e Posterior mais forte; posterior luxação anterior mais
comum
Costoclavicular Da parte inferior da Ligamento
clavícula até a esternoclavicular mais
cartilagem costal forte
Interclavicular Entre as extremidades Estabilizador secundário
esternais da clavícula
Disco articular Disco intra-articular Disco brocartilagíneo
dentro da articulação
ARTICULAÇÃO ESCAPULOTORÁCICA
A articulação não é uma articulação verdadeira. A escápula desliza/roda
ao longo da parte posterior das costelas (II-VII). Vários músculos
(incluindo o serrátil anterior e o trapézio) estão envolvidos. Proporção
de 2:1 do movimento da art. do ombro (glenoumeral) em relação ao
movimento escapulotorácico durante a exão e abdução
LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS
ARTICULAÇÃO DO OMBRO (GLENOUMERAL)
Articulação esferóidea. Inerentemente instável estabilizada por fatores de
restrição dinâmicos e estáticos
Ligamentos Glenoumerais
Superior Margem Resiste à translação inferior e
(LGUS) anterossuperior da RL na adução do ombro
cavidade Resiste à translação posterior
glenoidal/lábio em 90° de exão glenoidal até a porção
proximal do tubérculo
menor
Médio Margem Resiste contra a translação
(LGUM) anterossuperior da anteroposterior em 45° de
cavidade abdução glenoidal/lábio Fator de restrição secundária
glenoidal (inferior ao para a translação e RL em
LGUS) para a região adução medial do tubérculo Complexo de Buford: menor espessamento do LGUM e
ausência de lábio glenoidal
anterior/superior
Inferior Ligamento mais importante, forma a “tipoia” que
(LGUI) enrijece em abdução e RL (banda ant.)/RM (banda post.)
• Banda Parte anterior da Resiste à translação anterior
anterior cavidade e inferior em abdução e RL;
(LGUIA) glenoidal/lábio deve estar
glenoidal (posição de 3 tensionado/“desviado” na horas) até a porção instabilidade anterior ou IMD
inferior do colo do
úmero
• Banda Parte posterior da Resiste à translação posterior
posterior cavidade na RM e 90° de exão
(LGUIP) glenoidal/lábio
glenoidal (posição em 9
horas) até a parte
inferior do colo do
úmero
Outros
Coracoumeral Base do processo Com o LGUS, resiste à
(LCU)) coracoide até os translação inferior em
tubérculos menor e adução; faz parte da polia que
maior (em ambos os estabiliza o tendão do m. lados do sulco bíceps braquial na articulação
intertubercular) e sulco
Lábio Circunferencialmente Fibrocartilagem: aprofunda a
glenoidal preso à cavidade cavidade glenoidal, promove
glenoidal maior área de contato,
aumentando a estabilidade;
local de inserção de alguns
ligamentos GU
Cápsula Reveste a articulação Mantém a pressão intra-
articular articular negativa; é na
posteriormente
• Ligamentos glenoumerais: espessamentos discretos da porção anterior e
inferior da cápsula articular que geram estabilidade para a articulação.
Não existem ligamentos posterior ou superiormente
• Intervalo rotador: espaço triangular entre a margem anterior do m.
supraespinal e a margem superior do m. subescapular
Conteúdo: LGUS, LCU e tendão do m. bíceps braquial, parte
anterossuperior da cápsula da articulação do ombro (glenoumeral)
O tensionamento desse intervalo pode diminuir a translação inferior na
adução/“sinal do sulco” em um ombro instável
• Polia do bíceps: o LGUS, LCU e o m. subescapular formam uma polia
anterior para manter o tendão do m. bíceps braquial localizado na
articulação/sulco intertubercular
LIGAMENTO FIXAÇÕES COMENTÁRIOS
ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR
Articulação plana (diartrose). Movimento muito limitado (5° de rotação).
Local comum de lesão e/ou degeneração dolorosa
Cápsula articular Reveste a Estabilizador fraco, mas
articulação su ciente sob cargas
rotineiras
Acromioclavicular Espessamento da Fornece estabilidade
parte superior da anteroposterior e cápsula articular estabilidade axial É lesionado
(em algum grau) em todas as
separações AC
Coracoclavicular Base do processo Fornece estabilidade vertical
coracoide até a para a clavícula na parte inferior da articulação AC clavícula
Conoide Inserção Maior resistência contra carga
posteromedial na vertical do que o trapezoide
clavícula
Trapezoide Inserção Resiste contra carga axial
anterolateral na sobre o ombro ( bras mais
clavícula oblíquas)
Disco articular Na articulação, Interposto para amortecer
entre a clavícula e parcialmente a articulação
o acrômio incongruente
OUTRAS ESTRUTURAS
Coracoacromial Extremidade do Componente chave do arco
processo coracoacromial; impede a
coracoide até as migração do úmero no ombro
partes anterior e com de ciência do “manguito
inferior do rotador” acrômio
Transverso superior Cruza a incisura Nervo supraescapular passa
da escápula da escápula abaixo do ligamento, a
artéria supraescapular passa
acima dele
Transverso do Tubérculo menor Estabiliza o tendão do m.
úmero até o tubérculo bíceps braquial dentro do
maior (cruza o sulco intertubercular sulco Face lateral do intervalo intertubercular) rotador
PEQUENOS PROCEDIMENTOS
ETAPAS
INFILTRAÇÃO DA ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Palpar a clavícula distalmente à articulação AC (sulco)
3. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre a articulação AC
4. Fazer a anestesia local da pele
5. Usar uma agulha de calibre 25, inseri-la no sulco verticalmente (ou
com uma leve inclinação lateral para medial) e na articulação. Você deve
sentir um “estalo/diminuição da resistência” conforme a agulha entra na
articulação. In ltrar 2 mL de preparação de anestésico
local/corticosteroide 1:1 (a articulação pode acomodar < 2 mL de
líquido). Uma protuberância subcutânea indica que a ponta da agulha
está sobre a cápsula articular da articulação AC
6. Fazer curativo no local da in ltração
INFILTRAÇÃO DO ESPAÇO SUBACROMIAL
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Palpar o acrômio: de nir suas margens (esp. margem lateral e o canto
posterolateral)
3. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre a margem acromial
4. Fazer a anestesia local da pele
5. Pressionar o acrômio com o dedo (com luva estéril), inserir a agulha
sob o acrômio (lateral ou posterior) com leve inclinação cefálica. Aspirar
para assegurar que não é um vaso, depois in ltrar 5 mL da preparação;
se estiver na articulação, uirá facilmente. Usar: a. in ltração
diagnóstica: somente anestésico local; b. in ltração terapêutica:
anestésico local/corticosteroide
6. Fazer curativo no local da in ltração
INFILTRAÇÃO GLENOUMERAL
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Palpar a região posterior do ombro a procura do “ponto mole”
(geralmente 2 cm para baixo, 1 cm medial ao canto posterolateral do
acrômio). Também palpar o processo coracoide na face anterior do ombro
3. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre o “ponto mole” na
região posterior do ombro
4. Anestesiar a pele sobre o “ponto mole”. Com luvas estéreis, palpe o
“ponto mole” e o processo coracoide
5. A seguir, inserir a agulha no “ponto mole” e direcioná-la para o
processo coracoide. Se a agulha atingir o osso, ela deve ser redirecionada
(cavidade glenoidal: mover lateralmente; úmero: mover medialmente).
Aspirar para assegurar que não é um vaso. In ltrar a preparação
(anestésico local +/− corticosteroide) na articulação (deve uir
facilmente se estiver no espaço articular)
6. Fazer curativo no local da in ltração
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
APLICAÇÃO
PERGUNTA RESPOSTA
CLÍNICA
1. Idade Idoso Ruptura do
“manguito
rotador”,
impacto, artrite
(OA), capsulite
adesiva (ombro
congelado),
fratura de úmero
(após queda)
Jovem Instabilidade,
ruptura de lábio
articular, lesão
AC, osteólise da
parte lateral da
clavícula, impacto
em atletas
2. Dor
a. Início Aguda Fratura, luxação,
ruptura do
“manguito
rotador”, lesão
acromioclavicular
b. Localização Crônica Acima da articulação Impacto,
AC artrite/DAD,
ruptura do
“manguito
rotador”
Artrose/separação
da articulação AC
c. Ocorrência Dor noturna Clássica para
ruptura do MR, tumor (raro)
d. Piora acima da cabeça Ruptura do
Exacerbação/alívio Melhora acima da cabeça “manguito
rotador”, impacto
Radiculopatia
cervical
3. Rigidez Sim Osteoartrite (OA),
capsulite adesiva
4. Instabilidade “Desliza para dentro e para Luxação (>90%
fora” anterior), esp. em
abdução e RL (p.
ex., arremessos),
subluxação,
ruptura do lábio
articular
5. Trauma Impacto direto Lesão Queda sobre a
acromioclavicular (AC) mão
hiperestendida
Luxação
glenoumeral
(subluxação;
fratura)
6. Uso acima da cabeça Ruptura do
Ocupação/atividade Levantamento de peso “manguito
Atleta: tipo arremessador rotador” Trabalho manual por longos Osteólise (parte períodos lateral da
clavícula) Ruptura
MR/impacto
(interno),
instabilidade
(nadadores) Artrite (OA)
7. Sintomas Torpor/formigamento/“peso” Síndrome do
neurológicos des ladeiro
torácico, lesão do
plexo braquial
8. HPP Cardiopulmonar/GI Dor irradiada
para o ombro
EXAME FÍSICO
EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
INSPEÇÃO
Ambos os ombros devem estar descobertos para uma inspeção e exame
apropriados do ombro
Simetria Compare os dois Separação acromioclavicular,
lados luxação, atro a muscular
Atro a Perda do Ruptura de MR, compressão
contorno/massa nervosa (p. ex., m. muscular supraescapular)
Deformidade Luxação Lesão acromioclavicular
grosseira superior (separação)
Deformidade Luxação anterior Luxação anterior (articulação
grosseira do ombro/glenoumeral)
Deformidade Braço de Ruptura do tendão do m.
grosseira “Popeye” bíceps braquial (geralmente
da extremidade proximal da
cabeça longa)
PALPAÇÃO
Articulação AC Sentir a Dor indica lesão/doença
extremidade da acromioclavicular, clavícula instabilidade da parte lateral
da clavícula, separação AC
Tendão do m. Sentir o Dor indica bursite e/ou
supraespinal acrômio, abaixo ruptura do tendão do m.
do sulco supraespinal (“manguito
acromioumeral rotador”)
Tubérculo maior Proeminência na Dor indica tendinite do
parte lateral da “manguito rotador”, ruptura
cabeça do ou fratura úmero
Tendão do m. bíceps Sentir o tendão Dor indica tendinite do m.
braquial/sulco no sulco bíceps braquial
intertubercular intertubercular
EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão para a frente Braços ao lado do corpo 0-160°/180° normal
elevados para a frente
Extensão Braços ao lado do corpo 0-60° normal
para trás
Abdução Braços para os lados 0-160°/180° normal
Rotação medial Colocar o polegar nas Meio do tórax (T
costas, anotar o nível VII) normal,
comparar lados
Rotação lateral 1. Cotovelo ao lado do 30°-60° normal
corpo, rotação lateral dos RL diminuída na
antebraços capsulite adesiva
2. Abduzir o braço a 90°,
rotação lateral para cima
• Ruptura do “manguito rotador”: ADM ativa diminuída, ADM passiva “ok”. Capsulite adesiva: ADM ativa e passiva diminuídas • RL aumentada pode indicar uma ruptura do m. subescapular
EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
NEUROVASCULAR
Sensitivo
Nervo supraclavicular Parte superior Dé cit indica lesão do
(C4) do ombro/ nervo/raiz correspondente
área
clavicular
Nervo axilar (C5) Parte lateral Dé cit indica lesão do
do ombro nervo/raiz correspondente
Nervo segmentar T2 Axila Dé cit indica lesão do
nervo/raiz correspondente
Motor
N. raiz espinal Encolhimento Fraqueza = Lesão do m.
acessório (NC XI) do ombro trapézio ou do nervo
correspondente
contra a
resistência
N. supraescapular Abdução Fraqueza = Lesão do m.
(C5-C6) contra a supraespinal ou do nervo/raiz
resistência correspondente
Rotação Fraqueza = Lesão do m. lateral contra infraespinal ou do nervo/raiz
a resistência correspondente
N. axilar (C5) Abdução Fraqueza = Lesão do m.
contra a deltoide ou do nervo/raiz resistência correspondente
Rotação Fraqueza = Lesão do m. lateral contra redondo menor ou do a resistência nervo/raiz correspondente
Nervo dorsal da Encolhimento Fraqueza = Lesão do m.
escápula (C5) do ombro levantador da
escápula/romboide ou do
nervo/raiz correspondente
Nervo toracodorsal Adução contra Fraqueza = Lesão do m.
(C7-C8) a resistência latíssimo do dorso ou do
nervo/raiz correspondente
Nervo peitoral lateral Adução contra Fraqueza = Lesão do m.
(C5-C7) a resistência peitoral maior ou do nervo/raiz
correspondente
Nervo subescapular Rotação Fraqueza = Lesão do m.
superior/inferior (C5- medial contra subescapular ou do nervo/raiz
C6) a resistência correspondente
Nervo torácico longo Protração da Fraqueza = Lesão do m. serrátil
(C5-C7) escápula anterior ou do nervo/raiz
correspondente
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICA CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
TESTES ESPECIAIS
Impacto/Manguito Rotador
Sinal do impacto Flexionar para Dor indica síndrome do
(teste de Neer) frente > 90° impacto
Teste Hawkins Flexionar para Dor indica síndrome do
frente 90°, depois impacto RM
M. Braço pronado, Dor ou fraqueza indicam
supraespinal/Teste elevação contra ruptura do “manguito
de Jobe resistência no plano rotador” (m. supraespinal)
escapular (parcial ou de toda a
espessura)
Queda do braço Elevação > 90°, Incapacidade de manter a
tentar manter exão (braço cai) indica
ruptura do m. supraespinal
Sinal do retardo RL do ombro, Incapacidade de manter a
da RL (lag sign) paciente mantém RL indica ruptura do m.
infraespinal
Sinal do RL contra a Fraqueza indica ruptura do
Corneteiro resistência em leve “manguito rotador”
abdução
envolvendo o m. infraespinal
Teste de Mão atrás do dorso Fraqueza indica ruptura do
afastamento da (nas costas), m. subescapular
mão no dorso empurrar para trás
(teste de Gerber)
Teste de Elevar a mão do Incapacidade de manter a
afastamento da dorso, paciente mão afastada do dorso
mão do dorso com mantém indica ruptura do m.
queda subescapular
Pressão do ventre Mão no ventre, Fraqueza indica ruptura do
(sinal de empurrar na direção m. subescapular
Napoleão) do ventre
M. Bíceps Braquial/Parte Superior do Lábio
Compressão ativa 90° de exão Dor com a exão contra
(O’Brien) anterior, 10° de resistência, maior em
adução, exão pronação indica ruptura contra resistência; LSAP; também pode sugerir
em pronação, depois doença/lesão da articulação
em supinação AC
Manivela 90° de abdução, Dor indica ruptura LSAP
carga axial, rotação
Teste de Flexão contra Dor indica lesão ou tendinite
velocidade (speed) resistência no plano do m. bíceps braquial
escapular
Teste de Yergason Cotovelo em 90°, Dor indica tendinite do m.
supinação contra bíceps braquial resistência
Instabilidade
Teste da Abdução, rotação Dor ou apreensão indicam
apreensão lateral instabilidade anterior
Relocação Abdução, RL, força Alívio da dor/apreensão
posterior sobre o indica instabilidade braço anterior
Carga e desvio Carga axial, Aumento da translação
translação anterior e indica instabilidade anterior
posterior ou posterior
Teste de Jerk Decúbito dorsal, Dor/apreensão/translação
adução, 90° de indicam instabilidade
exão anterior, posterior
empurra
posteriormente
Sinal do sulco Tração inferior sobre O aumento do sulco
o braço aduzido acromioumeral (sulco sob a
parte lateral do acrômio)
indica instabilidade inferior
Outros
Adução com os Aduzir os braços Dor na articulação AC indica
braços cruzados à cruzando-os no lesão/doença AC (p. ex.,
frente do corpo corpo artrose)
Escápula alada Empurrar uma A escápula alada indica
parede paralisia nervosa ou
fraqueza muscular
Teste de Adson Palpar o pulso Torpor ou formigamento
radial, rodar o sugestivo de síndrome do
pescoço para o des ladeiro torácico mesmo lado
Teste de Wright Extensão do braço, Torpor ou formigamento
rotação do pescoço sugestivo de síndrome do
para o lado oposto des ladeiro torácico
Teste de Spurling Flexão Reprodução dos sintomas
lateral/compressão indica lesão/doença na
axial do pescoço região cervical
MÚSCULOS: ORIGENS E INSERÇÕES
ESPAÇO/INTERVALO MARGENS ESTRUTURAS
Espaço triangular M. redondo menor Artéria circun exa da
M. redondo maior escápula M. tríceps braquial
(cabeça longa)
Espaço M. redondo menor Nervo axilar
quadrangular M. redondo maior Artéria circun exa
M. tríceps braquial posterior do úmero
(cabeça longa) Artéria umeral
Úmero (margem
medial)
Intervalo triangular M. redondo maior Nervo radial
M. tríceps braquial Artéria braquial
(cabeça longa) profunda M. tríceps braquial
(cabeça curta)
NERVOS
NERVOS CRANIANOS
Ponte espinal do n. acessório (NC XI): cursa sobre o m. levantador da
escápula
Sensitivo: nenhum
Motor: m. trapézio
m. esternocleidomastóideo
PLEXO CERVICAL
Nervo supraclavicular (C2-C3): 3 partes: anterior, média, posterior
Sensitivo: sobre o m. trapézio, clavícula e m. deltoide (parte superior do
ombro)
Motor: nenhum
PLEXO BRAQUIAL
Raízes
Nervo dorsal da escápula (C3-C5): perfura o m. escaleno médio,
localizado abaixo do m. levantador da escápula
Sensitivo: nenhum
Motor: m. levantador da escápula
mm. romboides maior e menor
Nervo torácico longo (C5-C7): cursa na superfície anterior do m. serrátil
anterior com a artéria torácica lateral
Sensitivo: nenhum
Motor: serrátil anterior
Tronco Superior
Nervo supraescapular (C5-C6): passa por baixo do ligamento na
incisura da escápula e inerva o m. supraespinal; em seguida, passa através
da incisura espinoglenoidal (onde pode ser comprimido) para a fossa
infraespinal (inerva o m. infraespinal)
Sensitivo: cápsula articular do ombro
Motor: m. supraespinal
m. infraespinal
Nervo subclávio (C5-C6): desce posteriormente à clavícula
Sensitivo: nenhum
Motor: m. subclávio
PLEXO BRAQUIAL
Fascículo Lateral
Nervo peitoral lateral (C5-C7): nomeado pelo fascículo, cursa
medialmente ao nervo peitoral medial com a artéria peitoral
Sensitivo: nenhum
Motor: m. peitoral maior (parte clavicular)
m. peitoral menor (via ramo para o n. peitoral medial)
Raiz lateral do nervo mediano
Fascículo Medial
Nervo peitoral medial (C5-C7): nomeado pelo fascículo, cursa
lateralmente ao nervo peitoral lateral
Sensitivo: nenhum
Motor: m. peitoral menor
m. peitoral maior (parte esternal)
Raiz medial do nervo mediano
Fascículo Posterior
Nervo subescapular superior (C5-C6)
Sensitivo: nenhum
Motor: m. subescapular, parte superior
Nervo toracodorsal (C7-C8): Cursa com a artéria toracodorsal abaixo do
músculo latíssimo do dorso
Sensitivo: nenhum
Motor: m. latíssimo do dorso
Nervo subescapular inferior (C5-C6)
Sensitivo: nenhum
Motor: m. subescapular, parte inferior
m. redondo maior
Nervo axilar (C5-C6): imediatamente inferior à cápsula articular. Cursa
posteriormente com a artéria circun exa posterior do úmero através
do espaço quadrangular; depois inclina-se anteriormente por
aproximadamente 5 cm distal ao acrômio. Pode ser lesionado nas
luxações glenoumerais e nos acessos laterais.
Sensitivo: parte lateral da extremidade proximal do braço: via n.
cutâneo lateral superior do braço
Motor: m. deltoide via ramo profundo
m. redondo menor: via ramo super cial
ESTRUTURAS NEUROVASCULARES
PLEXO BRAQUIAL
• O plexo braquial é um complexo de nervos entrelaçados que inervam o
ombro e o membro superior
• É derivado das raízes anteriores de C5-T1 (variações: C4 [pré- xado], T2
[pós- xado])
• Subdivisões: ramos (raízes), troncos, divisões, fascículos e ramos
• Os ramos saem entre os músculos escalenos anterior e médio e cursam
com a artéria subclávia na bainha axilar
• Os ramos e troncos são supraclaviculares. Existem 2 nervos provenientes
dos ramos e 2 nervos provenientes dos troncos (superior)
• As divisões ocorrem abaixo (posteriormente à) da clavícula. As divisões
anteriores inervam os músculos exores. As divisões posteriores inervam
os músculos extensores
• Os fascículos e os ramos terminais são infraclaviculares. Os fascículos
são nomeados tendo em vista sua relação com a artéria axilar
• Os ramos terminais dos fascículos são nervos periféricos que inervam a
região do ombro e o membro superior
• As lesões do plexo braquial podem ser parciais ou completas. As lesões
afetam todos os nervos distais ao local da lesão (p. ex., paralisia de Erb:
C5-C6)
ARTÉRIAS
TRAJETO RAMOS COMENTÁRIOS/SUPRIMENTO
ARTÉRIA SUBCLÁVIA
Ramos oriundos da Tronco 3 outros ramos para o
aorta (esq.) ou do tireocervical pescoço
tronco Artéria Passa sobre o ligamento
braquiocefálico supraescapular transverso superior da
(dir.), entre os escápula até os músculos do
anterior e médio Ramo infraespinal Passa ao redor da incisura com o plexo espinoglenoidal com o n. músculos escaleno manguito rotador
braquial supraescapular
Dorsal da Divide-se ao redor do escápula músculo levantador da
escápula
ARTÉRIA AXILAR
Continuação da a. I. Torácica Para os músculos serrátil
subclávia depois da superior anterior e peitorais
1ª costela. Passa II. Possui 4 ramos
através da axila em Toracoacromial Pode ser lesionada nas
direção ao braço, Ramo clavicular fraturas de clavícula ou
tornando-se a Ramo acromial durante a cirurgia
artéria braquial na Ramo deltóideo Com o ligamento
margem inferior do Ramo peitoral coracoacromial em risco na
músculo redondo Torácica lateral descompressão subacromial
maior III. Subescapular Com a veia cefálica, em risco
Circun exa da no acesso clavipeitoral
escápula (deltopeitoral)
Toracodorsal Cursa com o nervo peitoral
Circun exa lateral anterior do úmero Cursa com o nervo torácico
Ramo ascendente longo para o m. serrátil
Artéria anterior
arqueada Possui 2 ramos principais
Circun exa Vista posteriormente no
posterior do espaço triangular úmero Cursa com o nervo
toracodorsal. Utilizada para retalhos
Suprimento primário da
cabeça do úmero (via ramos ascendentes)
Lesão (p. ex., fraturas do colo
anatômico) leva à
osteonecrose
Supre a maior parte da
cabeça do úmero, também os tubérculos
Vista no espaço quadrangular com o nervo axilar
A artéria axilar é dividida em 3 partes pelas margens do músculo peitoral menor (1ª proximal, 2ª posterior, 3ª distal) A primeira parte (I) possui 1 ramo, a segunda parte (II) tem 2 ramos e a terceira parte (III), 3 ramos
DISTÚRBIOS
DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
DEFORMIDADE DE SPRENGEL
• Escápulas pequenas HDA: os pais • Leve: observação
(hipoplásicas) e altas, notam • Sintomática: ressecção
osso omovertebral anormalidade de do osso omovertebral,
conecta a região cervical pescoço/escápula distalização da escápula
da coluna vertebral EF: o pescoço com transferência
(processo espinhoso) à parece curto; muscular, +/−
escápula geralmente há osteotomia da clavícula
• Associada à síndrome diminuição da para proteger o plexo
de Klippel-Feil, escoliose, ADM (esp. braquial
doença renal abdução)
RX: procurar por osso
omovertebral
ACESSOS CIRÚRGICOS
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