Netter Atlas de Anatomia Ortopédica
CAPÍTULO 5: Antebraço
CAPÍTULO 5
Antebraço
Anatomia Topográ ca
Osteologia
Radiologia
Trauma
Articulações
Túneis
Outras Estruturas
Pequenos Procedimentos
História da Doença Atual
Exame Físico
Músculos
Nervos
Artérias
Distúrbios
Distúrbios Pediátricos
Acessos Cirúrgicos
ANATOMIA TOPOGRÁFICA
ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA
Olécrano Extremidade proximal da ulna. A sensibilidade
dolorosa pode indicar fratura
Cabeça do rádio Extremidade proximal do rádio. A sensibilidade
dolorosa pode indicar fratura
Tendão do m. Marco anatômico para a via de acesso palmar ao
exor radial do * punho. O pulso radial é exatamente lateral ao
carpo tendão
Tubérculo dorsal Tubérculo dorsal na parte distal do rádio. “Farol
(de Lister) do punho.” O tendão do ELP passa ao seu redor
Processo Extremidade distal proeminente da ulna.
estiloide da ulna Sensibilidade dolorosa pode indicar fratura
Tendão do m. Não está presente em todas as pessoas. Pode ser
palmar longo usado para enxertos tendíneos
“Tabaqueira Local de palpação do escafoide. A sensibilidade
anatômica” dolorosa pode indicar fratura do escafoide
* Nota da Revisão Cientí ca: O termo “punho” será mantido em razão de sua aplicação corriqueira na prática clínica, apesar de não constar na Terminologia Anatômica. O termo correspondente correto deveria ser “região radiocarpal”.
OSTEOLOGIA
RADIOLOGIA
TRAUMA
ARTICULAÇÕES
PUNHO
GERAL
• O punho é uma região complexa, compreendendo 3 articulações
principais: 1. Radiocarpal (parte distal do rádio/“TFCC” até a leira
proximal), 2. Articulação radiulnar distal (ARUD), 3. Mediocarpal
(entre as leiras do carpo)
• Outras articulações: pisopiramidal e intercarpal “múltipla” (entre 2
ossos adjacentes na mesma leira)
• A leira proximal não possui inserções musculares, é considerada o
“segmento intercalado” e responde às forças transmitidas. Os ossos da
leira distal estão intimamente interligados e agem como uma única
unidade em um punho normal
• Amplitude de movimento
Flexão de 65°-80° (40% art. radiocarpal, 60% art. mediocarpal);
extensão de 55°-75° (65% art. radiocarpal, 35% art. mediocarpal)
Desvio radial: 15°-25°; desvio ulnar: 30°-45° (55% art. mediocarpal,
45% art. radiocarpal)
• Tipos de ligamentos
Extrínsecos: conectam a parte distal do antebraço (rádio e ulna) ao
carpo
Intrínsecos: conectam os ossos do carpo entre si (i. e., origem e
inserção do ligamento, ambos dentro do carpo)
Interósseos: ligamentos que unem os ossos do carpo dentro da
mesma leira (proximal ou distal)
Mediocarpais/intercarpais: ligamentos que conectam os ossos carpais
entre as leiras proximal e distal
• Os ligamentos palmares são mais fortes e mais desenvolvidos; a
maioria é intracapsular
LIGAMENTOS FIXAÇÕES FUNÇÃO/COMENTÁRIO
ARTICULAÇÃO RADIOCARPAL
Ligamentos Extrínsecos – Palmares
Super ciais
Radioescafocapitato Rádio ao carpo Mistura-se com o LUC
Radioescafoide Processo estiloide para formar a margem
(LRE) do rádio até o distal do espaço de
Radiocapitato (LRC) escafoide Poirier
Rádio ao corpo do Estabiliza o polo capitato proximal
Forma um fulcro ao
redor do qual roda o
escafoide
Radiossemilunar Face anterior (volar) Mistura-se com o
longo (LRSL) do rádio ao ligamento interósseo
semilunar semilunar-piramidal
palmar
Ulnocapitato (LUC) Ulna/TFC ao Mistura-se com o LREC
capitato lateralmente. Margem
distal do espaço de
Poirier
Profundos
Radiossemilunar Porção distal do Resistente e vertical.
curto (LRSC) rádio ao semilunar Impede a lux. na
hiperextensão
Ulnossemilunar (LUS) TFC ao semilunar O LUS e o LUP se
misturam com o LUC
para ajudar a
estabilizar a ARUD
Ulnopiramidal (LUP) TFC ao piramidal O LUS e o LUP são
considerados por
alguns como parte do
“TFCC”
Radioescafossemilunar Rádio à articulação “Ligamento de Testut”,
ES um feixe neurovascular
para a articulação ES
Ligamentos Extrínsecos – Dorsais
Radiocarpal dorsal Rádio ao Também conhecido
(LRCD) semilunar/piramidal como
Feixe super cial Rádio ao piramidal “radiossemilunar- Feixe profundo Rádio à articulação piramidal” (LRSP);
semilunar-piramidal principal estabilizador
dorsal
Os dois feixes
geralmente são
indistinguíveis
As bras inserem-se no
semilunar e/ou no
ligamento semilunar-
piramidal
• Espaço de Poirier: ponto fraco no sentido palmar (“volar”) onde
ocorrem as luxações perissemilunares (entre a margem proximal do
LREC e LUC, distalmente, e a margem distal do LRSL, proximalmente)
• Não existe um ligamento colateral ulnar verdadeiro no punho. O
músculo EUC e a bainha propiciam alguma sustentação colateral ulnar
• Os ligamentos extrínsecos palmares profundos podem ser facilmente
observados durante a artroscopia do punho; os super ciais são de difícil
visualização
• O LUC, o LUS e o LUP formam o complexo ligamentar ulnocarpal
LIGAMENTOS FIXAÇÕES FUNÇÃO/COMENTÁRIOS
LIGAMENTOS INTRÍNSECOS
Articulação Mediocarpal
Palmar
Piramidal-hamato- Piramidal para: Porção medial/“ulnar” do
capitato (LPHC) Hamato ligamento arqueado
Piramidal- Capitato Ligamento curto e
hamato (LPH) resistente
Piramidal- Frequentemente
capitato (LPC) con uente com a parte
do ligamento
ulnocapitato (LUC)
Escafocapitato Escafoide até o Estabiliza a parte distal do
(LEC) capitato escafoide. Parte radial do
ligamento arqueado
Dorsal
Intercarpal dorsal Do piramidal para Sustentação dorsal
(LICD) o primária
trapézio/trapezoide
Escafotrapezio- Do escafoide para o Sustentação lateral
trapezoidal (LETT) (“radial”) e da articulação
escafotrapezoidal
trapézio/trapezoide
Articulações Interósseas
FILEIRA PROXIMAL: 2 articulações. Os ligamentos possuem a forma
de “C” com os ramos dorsal e palmar e uma porção membranácea entre
eles. A membrana impede a comunicação entre as articulações
radiocarpal e mediocarpal. Não aumenta a estabilidade.
1. Articulação escafossemilunar (ES): o escafoide confere uma força de
exão ao semilunar. Arco de movimento durante a ADM: escafoide
> semilunar.
2. Articulação semilunar-piramidal (SP): o piramidal confere uma
força de extensão ao semilunar, o qual sofre resistência pelo semilunar-piramidal
Escafossemilunar Escafoide até o As bras dorsais são mais
(ES) semilunar fortes. Ruptura:
instabilidade, (“DISI”) As bras palmares são
mais frouxas e permitem a
rotação do escafoide
Semilunar- Semilunar ao As bras palmares são
piramidal (SP) piramidal mais fortes. A ruptura
(com lesão do LRCD) leva
à instabilidade do carpo
(“VISI”)
FILEIRA DISTAL: 3 articulações conforme abaixo. Os fortes ligamentos
interósseos mantêm a leira distal movimentando-se como uma
unidade
Trapeziotrapezoidal Do trapézio ao Cada ligamento possui 3
Trapezoidecapitato trapezoide partes (palmar, dorsal,
Capitato-hamato Do trapezoide ao profunda/interóssea). Os
capitato ligamentos da leira Do capitato ao distal são mais fortes dos
hamato que os da leira proximal.
O lig. capitato-hamato é o
ligamento mais forte da
leira distal.
“Articulação Pisopiramidal”
Piso-hamato Do pisiforme ao Insere-se no hâmulo do
hamato hamato; parte do canal de
Guyon
Pisometacarpal Do pisiforme à base Auxilia na exão do FUC
do 5º metacarpal
(V)
TÚNEIS
ESTRUTURA COMPONENTES COMENTÁRIOS
TÚNEL DO CARPO
“Ligamento carpal Fixações: • Teto do túnel do carpo;
transverso” (LCT, Medial: pode comprimir o nervo
retináculo dos músculos pisiforme e mediano
exores) hamato O “ligamento carpal
Lateral: transverso” é incisado na
escafoide e liberação do túnel do
trapézio carpo
• O túnel é mais estreito
no hâmulo do hamato
Margens Teto: • Ver acima
“ligamento • Principalmente capitato
carpal e o trapezoide transverso”
Assoalho: • O hâmulo do hamato
ossos centrais forma a parede medial
do carpo • O trapézio é a principal
Parede estrutura da parede medial:
pisiforme e
hamato
Parede lateral:
trapézio e
escafoide
Conteúdo Tendões: FSD • 9 tendões dentro do
(4), FPD (4), túnel do carpo FLP • Comprimido na Nervo: síndrome do túnel do
mediano carpo
• O ramo motor tenar do nervo mediano pode sair sob, através ou distal
ao “ligamento carpal transverso”
• Uma artéria mediana persistente ou um músculo aberrante pode
ocorrer no túnel e pode provocar a síndrome do túnel do carpo
TÚNEL ULNAR/“CANAL DE GUYON”
Margens Assoalho: • Pode ser liberado
“ligamento simultaneamente com o
carpal túnel do carpo transverso” • Contínuo com a fáscia
Teto: do antebraço “ligamento • O feixe neurovascular
carpal está sob o ligamento piso-
palmar” hamato Parede • A fratura pode provocar
medial: compressão do nervo pisiforme
Parede lateral:
hâmulo do
hamato
Conteúdo Nervo ulnar • Divide-se no canal em
Artéria ulnar ramos profundo e
super cial
• Termina como arco
super cial ao redor do
hamato
• As fraturas (consolidação viciosa) ou as massas (p. ex., cistos
ganglionares nº 1) podem comprimir o nervo ou a artéria ulnar dentro
do canal
OUTRAS ESTRUTURAS
PEQUENOS PROCEDIMENTOS
ETAPAS
ASPIRAÇÃO/INFILTRAÇÃO NO PUNHO
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Palpar a articulação radiocarpal dorsalmente, encontrar o tubérculo
dorsal (do rádio) (de Lister) e o espaço ulnar relacionado a ele
3. Preparar a pele sobre a região dorsal do punho (sabão
antisséptico/iodo)
4. Anestesiar localmente a pele (um quarto do tamanho do local)
5. Aspiração: inserir uma agulha de calibre 20 no espaço ulnar ao
tubérculo dorsal (do rádio) (de Lister)/ELP/ERCC e lateral ao ED,
aspirar
In ltração: inserir uma agulha de calibre 22 no mesmo espaço,
aspirar para ter certeza de que não atingiu nenhum vaso, em seguida injetar 1-2 mL de preparação local ou local/esteroide dentro da articulação radiocarpal
6. Fazer curativo no local da in ltração
7. Se houver suspeita de infecção, enviar o líquido para coloração por
Gram e cultura
INFILTRAÇÃO NO TÚNEL DO CARPO/BLOQUEIO DO NERVO
MEDIANO
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Pedir ao paciente para apertar a ponta do polegar com a ponta do
dedo mínimo; o tendão do m. palmar longo (PL) irá fazer protrusão
(10%-20% não possuem esse músculo). O nervo mediano está abaixo
do PL, imediatamente medial ao FRC dentro do túnel do carpo
3. Preparar a pele sobre a superfície palmar (“volar”) do punho (sabão
antisséptico/iodo)
4. Anestesiar localmente a pele (um quarto do tamanho local)
5. Inserir a agulha de calibre 22 ou menor no punho até o PL na prega
formada pela exão em ângulo de 45°. Aspirar para ter certeza de
que a agulha não atingiu nenhum vaso. In ltrar 1-2 mL de
anestésico local ou de preparação de anestésico local/esteroide
6. Fazer curativo no local da in ltração
BLOQUEIO DO PUNHO
Quatro nervos separados são bloqueados. Com base na anestesia
necessária, pode ser realizado um bloqueio completo ou parcial:
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Preparar a pele sobre cada marco anatômico (sabão
antisséptico/iodo)
3. Nervo ulnar: palpar o tendão do FUC imediatamente proximal à
prega palmar do punho. Inserir a agulha sob o tendão do FUC. Aspirar
para ter certeza de que a agulha não atingiu a artéria ulnar (o nervo é
medial à artéria). In ltrar 3-4 mL de anestésico local no espaço dorsal
ao tendão do FUC
4. Ramo dorsal (cutâneo) do nervo ulnar: palpar a parte distal da
ulna/processo estiloide. Fazer um “botão anestésico” subcutâneo na
região dorsal e medial do punho, imediatamente proximal ao processo
estiloide da ulna
5. Ramo super cial do nervo radial: bloquear no processo estiloide do
rádio por meio de um “botão anestésico” subcutâneo na região
dorsolateral do punho
6. Nervo mediano: bloquear no túnel do carpo conforme descrito acima
7. Ramo palmar (cutâneo) do nervo mediano: fazer um “botão
anestésico” sobre a região palmar (“volar”) do punho
• Os bloqueios do ramo super cial do nervo radial e do mediano são
efetivos para lesões do polegar, indicador e na maioria das lesões do
dedo médio
• Os bloqueios do nervo ulnar e do ramo dorsal são usados para as
lesões do dedo mínimo. Muitas lesões do dedo anular requerem
bloqueio completo do punho
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
EXAME FÍSICO
EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
INSPEÇÃO
Deformidade Ossos e tecidos Fraturas, luxações: antebraço e
macroscópica moles punho
Edema Especialmente Cisto sinovial
dorsal ou radial Trauma (fratura/luxação), infecção
Difusa
Atro a Perda de Compressão do nervo periférico (p.
músculo ex., STC)
PALPAÇÃO
Alterações Quente, Infecção, gota
cutâneas avermelhada Comprometimento neurovascular
Fria, seca
Processos Palpar cada um A sensibilidade dolorosa pode
estiloides do separadamente indicar fratura
rádio e da
ulna
Ossos carpais Fileiras Sensibilidade dolorosa na
proximal e “tabaqueira anatômica”: fratura do
distal escafoide; sensibilidade dolorosa no
Fileira proximal semilunar: doença de Kienböck Pisiforme Dissociação escafossemilunar
Sensibilidade dolorosa: artrite
pisopiramidal ou tendinite do FUC
Tecidos 6 Sensibilidade dolorosa sobre o 1º
moles compartimentos compartimento: doença de De
extensores Quervain dorsais Sensibilidade dolorosa indica a “TFCC”: distal lesão do “TFCC” ao processo Compartimentos rmes/tensos
estiloide da ulna = síndrome compartimental.
Compartimentos
EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexionar e Flexionar (no Normal: exão 80°, extensão 75°
estender sentido da
palma),
estender no
sentido oposto
Desvio No mesmo Normal: radial 15°-25°; ulnar
radial/ulnar plano que a 30°-45°
palma
Pronar e Flexionar o Normal: supinação de 90°;
supinar cotovelo em pronação 80°-90° (apenas 10°-15°
90°, rodar o no punho; a maioria do punho movimento ocorre no cotovelo)
NEUROVASCULAR
Sensitivo
Nervo cutâneo Região lateral O dé cit indica a lesão do
lateral do do antebraço nervo/raiz correspondente
antebraço (C6)
Nervo cutâneo Região medial O dé cit indica a lesão do
medial do do antebraço nervo/raiz correspondente
antebraço (T1)
Nervo cutâneo Região O dé cit indica a lesão do
posterior do posterior do nervo/raiz correspondente
antebraço antebraço
Motor
Nervo radial Extensão do Fraqueza = Lesão do ERLC/C ou
(C6-C7) punho contra do nervo/raiz correspondente
resistência
NIP (C6-C7) Desvio ulnar Fraqueza = Lesão do EUC ou do
contra nervo/raiz correspondente resistência
Nervo ulnar Flexão do Fraqueza = Lesão do FUC ou do
(C8) punho contra nervo/raiz correspondente
resistência
Nervo mediano Flexão do Fraqueza = Lesão do FRC ou do
(C7) punho contra nervo/raiz correspondente
resistência
Nervo mediano Pronação contra Fraqueza = Lesão do m.
(C6) resistência pronador redondo ou do
nervo/raiz correspondente
Musculocutâneo Supinação Fraqueza = Lesão do m. bíceps
(C6) contra braquial ou do nervo/raiz
resistência correspondente
Re exo
C6 Braquiorradial Hipoativo/ausência indica a
radiculopatia correspondente
Pulsos
Radial, ulnar Diminuídos/ausentes = lesão ou
comprometimento vascular
(realizar o teste de Allen)
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICA CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
TESTES ESPECIAIS
Compressão Pressão manual Reprodução dos sintomas (p. ex.,
carpal de sobre o nervo formigamento, dormência):
Durkan mediano no túnel do compressão do nervo mediano
carpo (teste mais sensível para a
síndrome do túnel do carpo
[STC])
Teste de Flexionar ambos os Reprodução dos sintomas (p. ex.,
Phalen punhos por 1 formigamento): compressão do
minuto n. mediano (STC)
Tinel Percutir a região Reprodução dos sintomas (p. ex.,
palmar (“volar”) do formigamento): compressão do
punho (túnel do n. mediano (STC) carpo/LCT)
Finkelstein Flexionar o polegar Dor no 1º compartimento dorsal
em direção à palma, (tendões do ALP/ECP) sugere a
desviar o punho no tenossinovite de De Quervain
sentido ulnar
“Tecla de Estabilizar a ulna e Frouxidão ou subluxação
piano” realizar a translação (estalido) indica a instabilidade
do rádio no sentido da ARUD dorsal e “volar”
Watson Empurrar Um estalido ou pancada
(desvio do dorsalmente sobre o (subluxação do escafoide sobre a
escafoide) polo distal do margem da parte distal do rádio)
escafoide, trazer o é positivo para a instabilidade
punho do desvio carpal (dissociação ulnar para o desvio escafossemilunar) radial
Teste de Ocluir manualmente A demora ou a ausência do
Allen as artérias radial e “retorno da cor” da palma e dos
ulnar, fechar a mão dedos sugere o e, em seguida, comprometimento arterial da
liberar apenas uma artéria liberada artéria
MÚSCULOS: ORIGENS E INSERÇÕES
PARTE PROXIMAL DA ULNA PARTE PROXIMAL DO RÁDIO
ANTERIOR
Origens
M. exor super cial dos dedos (1 M. exor super cial dos dedos (1
cabeça) cabeça)
M. pronador redondo
M. supinador
M. exor profundo dos dedos
Inserções
M. braquial M. bíceps braquial
M. supinador
PARTE PROXIMAL DA ULNA PARTE PROXIMAL DO RÁDIO
POSTERIOR
Origens
M. exor ulnar do carpo Nenhum
M. exor profundo dos dedos
M. supinador
Inserções
M. tríceps braquial M. bíceps braquial
M. ancôneo M. supinador
ESTRUTURA RELAÇÃO
RELAÇÕES
Nervo/artéria Passa sob o FSD, sobre o ápice do FPD, medialmente
ulnar (ulnar) à artéria
Nervo radial Passa sob o tendão/músculo braquiorradial,
(ramo lateralmente (radial) à artéria
super cial)
Artéria radial É lateral (radial) ao tendão e músculo FRC
Nervo mediano É lateral (radial) ao nervo ulnar, passa entre o FPD e
FLP para dentro do túnel do carpo
Nervo Perfura proximalmente o músculo supinador, passa
interósseo entre o ALP e o ELP, ao longo da membrana
posterior (NIP) interóssea
ESTRUTURA CONTEÚDO
COMPARTIMENTOS
Anterior
Super cial Pronador redondo (PR), exor radial do carpo (FRC),
Médio palmar longo (PL), exor ulnar do carpo (FUC)
Profundo Flexor super cial dos dedos (FSD)
Flexor profundo dos dedos (FPD), exor longo do polegar (FLP), pronador quadrado (PQ)
Posterior
Super cial Ancôneo, extensor dos dedos (ED), extensor do dedo
Profundo mínimo (EDM), extensor ulnar do carpo (EUC)
Supinador, abdutor longo do polegar (ALP), extensor curto do polegar (ECP), extensor longo do polegar (ELP), extensor do indicador (EI)
“Móvel”
Braquiorradial, extensor radial longo do carpo (ERLC), extensor radial curto do carpo (ERCC)
FASCIOTOMIAS
Incisão Libera todo o compartimento anterior
anterior
(palmar)
Incisão Libera todo o compartimento posterior e o
posterior compartimento móvel
(dorsal)
NERVOS
PLEXO BRAQUIAL
Fascículos Medial e Lateral
Nervo mediano (C[5]6-T1): na região anterior do antebraço, sob a
aponeurose do músculo bíceps braquial (bicipital) *, entre as 2 cabeças
do * m. pronador redondo. O NIA (nervo interósseo anterior)
rami ca-se e, em seguida, passa sob o * arco do FSD, depois
sobre/entre o FPD e o FLP para dentro do * túnel do carpo. O ramo
cutâneo palmar divide-se 5 cm proximalmente ao punho e passa
abaixo/com o FRC e o PL. O ramo “recorrente motor” divide-se
depois (50%), sob (30%) ou através (20%) do “ligamento carpal
transverso” (LCT)
Sensitivo: Nenhum (no antebraço, ver Mão)
Motor: • Compartimento anterior
M. pronador redondo (PR)
M. exor radial do carpo (FRC)
M. palmar longo (PL)
M. exor super cial dos dedos (FSD)
Nervo interósseo anterior (NIA): rami ca-se proximalmente, depois
faz trajeto ao longo da membrana interóssea com a artéria interóssea
anterior, entre o FLP e o FPD
Sensitiva: Região palmar (“volar”) da cápsula do punho
Motor: • Compartimento anterior – exores profundos
M. exor profundo dos dedos (FPD) para o 2º(3º dedos M. exor longo do polegar (FLP)
M. pronador quadrado (PQ)
* Local com grande potencial para compressão do nervo
PLEXO BRAQUIAL
Fascículo Posterior
Nervo radial (C5-T1): entra no antebraço entre o m. braquiorradial
(BR) e o braquial, em seguida divide-se nos ramos profundo e
super cial. O ramo super cial passa sob o BR até o primeiro espaço
intermetacarpal. Ele pode ser comprimido sob o * tendão do BR. É
lateral à artéria radial. O ramo profundo perfura o m. supinador, em
seguida transforma-se no NIP
Sensitivo: Região posterior do antebraço: por meio do nervo cutâneo
posterior do antebraço
Motor: Ancôneo
• “Compartimento móvel”
M. braquiorradial (BR)
M. extensor radial longo do carpo (ERLC)
Nervo Interósseo Posterior do Antebraço (NIP): passa além da
artéria radial recorrente* (arcada de Henry) e do ERCC, através da
arcada do m. supinador (de Frohse) * (parte proximal), para dentro
do m. supinador, além de sua * margem distal, em seguida ao longo da
membrana interóssea sob o ED e entre o ALP e o ELP
Sensitivo: Região posterior na cápsula do punho (no 4º
compartimento dorsal)
Motor: • “Compartimento móvel”
M. extensor radial curto do carpo (ERCC)
• Compartimento posterior – extensores super ciais
M. supinador
M. extensor dos dedos (ED)
M. extensor do dedo mínimo (EDM)
M. extensor ulnar do carpo (EUC)
• Compartimento posterior – extensores profundos
M. abdutor longo do polegar (ALP)
M. extensor curto do polegar (ECP)
M. extensor longo do polegar (ELP)
M. extensor do indicador (EI)
* Local com grande potencial para compressão do nervo
PLEXO BRAQUIAL
Fascículo Lateral
Musculocutâneo (C5-C7): sai entre o m. bíceps braquial e o braquial,
puramente sensitivo, passa nos tecidos subcutâneos acima do m.
braquiorradial
Sensitivo: Região lateral do antebraço: por meio do nervo cutâneo
lateral do antebraço
Motor: Nenhum (no antebraço)
FASCÍCULO MEDIAL
Nervo Cutâneo Medial do Antebraço (C8-T1): rami ca-se
diretamente do fascículo, passa por via subcutânea anteriormente ao
epicôndilo medial para dentro da região medial do antebraço
Sensitivo: Antebraço medial
Motor: Nenhum
Ulnar (C[7]8-T1): passa posteriormente ao epicôndilo medial dentro
do * túnel cubital, em seguida através da aponeurose/cabeças do
FUC *, depois passa sobre o FPD (sob o FSD) até o punho. Os ramos
dorsal e palmar (cutâneos) dividem-se 4-5 cm proximalmente ao
punho; depois, o nervo passa para dentro do túnel ulnar (canal de
Guyon*), onde se divide nos ramos profundo (motor) e super cial
(sensitivo)
Sensitivo: Nenhum (no antebraço)
Motor: • Compartimento anterior
M. exor ulnar do carpo (FUC)
M. exor profundo dos dedos (FPD) para o (3º), 4º
5ºdedos
* Local com grande potencial para compressão do nervo
ARTÉRIAS
TRAJETO RAMOS
ANTEBRAÇO
Artéria Radial
Passa sobre o m. pronador redondo, Recorrente radial (arcada de
sobre o FSD e FLP e lateralmente ao Henry)
FRC Ramos musculares
Artéria Ulnar
Passa sob a cabeça ulnar do m. Recorrente ulnar – ramo
pronador redondo, sobre o FPD, anterior
lateral e adjacente ao nervo ulnar Recorrente ulnar – ramo
posterior
Interóssea comum
Interóssea anterior
Interóssea posterior
Recorrente interóssea
Ramos musculares
PUNHO
Artéria Radial
Lateral ao tendão do FRC, curva-se Ramo carpal Profundamente
dorsalmente, sob os tendões do ALP e palmar aos tendões
ECP, entre as 2 cabeças do 1º Ramo carpal dos mm.
músculo interósseo dorsal, até a dorsal exores
região palmar, terminando no arco Ramo Profundamente
palmar profundo palmar aos tendões
super cial dos mm.
Ramo extensores
palmar Anastomosa-se
para o com o arco
escafoide palmar
super cial
Ramo dorsal Supre 25% do
para o escafoide escafoide (parte distal)
Arco Supre 75% do palmar escafoide profundo (parte
proximal)
Ramo terminal
da artéria
radial na mão
Artéria Ulnar
No “ligamento carpal transverso” Ramo carpal Profundo aos
(LCT), dentro do túnel ulnar (canal de palmar tendões dos
Guyon), divide-se nos ramos palmares Ramo carpal mm. exores
profundo e “super cial” dorsal Profundo aos
Ramo tendões dos
palmar mm. profundo extensores Arco Anastomosa-se
palmar com o arco
super cial palmar
profundo
Ramo terminal
da artéria
ulnar
• Teste de Allen: ocluir as artérias radial e ulnar no punho. O paciente
deve comprimir a mão fechada. Libere a pressão em uma artéria e
veri que a perfusão da mão. Repita com a outra artéria. O teste
con rma a permeabilidade dos arcos/vasos
DISTÚRBIOS
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
INSTABILIDADE CARPAL
Instabilidade Carpal, Dissociativa (ICD)
Instabilidade dentro de HDA: trauma, dor +/ Tratamento
uma leira carpal; dois − estalido agudo/inicial:
tipos principais: EF: diminuição da 1. Fratura: RAFI
1. Instabilidade do ADM +/−, dor na do escafoide
segmento intercalado “tabaqueira 2. Ligamento:
dorsal (DISI) anatômica” ou no reparação ou
Devido à ruptura do intervalo ES/SLP +/ reconstrução do
ligamento −, teste de Watson ligamento ES ou escafossemilunar (ES) + (DISI) ou teste de SLP com xação ou à Regan + (VISI) por pino fratura/pseudartrose do RX: incidências do 3. Capsulodese escafoide punho e com o punho Tratamento
Deformidade: escafoide fechado crônico/tardio:
exionado, semilunar
estendido DISI: intervalo ES 1. Fusão
Pode levar à artrite ETT >3 mm, ângulo limitada (p. ex.,
ou ao CAES do punho ES >70°, “sinal fusão ETT para
2. Instabilidade do do anel” DISI)
segmento intercalado VISI: arcos carpais
palmar (“volar”) (VISI) rompidos
Devido à ruptura do RM: pode con rmar a
ligamento semilunar- lesão do ligamento piramidal (também
requer a lesão do
ligamento radiocarpal
dorsal)
Instabilidade Carpal, Não Dissociativa (ICND)
• Instabilidade entre as HDA: queda/trauma 1. Conservador:
leiras do carpo ou hiperfrou- imobilização
• Variações mediocarpais xidão ligamentar; com
ou radiocarpais estalido/batida tala/aparelho
• Associada à EF: sensibilidade gessado (esp.
hiperfrouxidão dolorosa, mediocarpal)
generalizada ou a trauma instabilidade 2. Artrodese
dos ligamentos (p. ex., RX: avaliar fraturas e (fusão)
translação ulnar na translação carpal Mediocarpal
articulação radiocarpal) ou estática Radiocarpal
dos ossos (p. ex., fratura da Fluoroscopia:
parte distal do rádio) translação carpal
dinâmica
Instabilidade Carpal, Combinada (ICC)
• Instabilidade tanto dentro HDA: queda/trauma, 1. RAFI dos
de uma leira, quanto dor ossos com
entre leiras EF: sensibilidade reparação
dolorosa,
• Luxação perissemilunar instabilidade primária dos
mais comum RX: ruptura dos arcos ligamentos
• Lesão do arco maior = do carpo, 2. Tardia:
lesão transóssea anormalidade do artrodese
• Lesão do arco menor = semilunar (ângulo
lesão ligamentar e/ou posição)
DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
DEFORMIDADE DE MADELUNG
• Deformidade da parte HDA: dor nos punhos e Assintomático:
distal do rádio deformidade observação
• A lesão da “ se” EF: deformidade e cabeça e/ou
ulnar “volar” provoca da ulna proeminente modi cação
o aumento da RX: deformidade da parte da atividade
distal do rádio (inclinação
inclinação radial e e declive aumentados) e Sintomático:
“volar” do rádio subluxação dorsal da ulna osteotomia
• Idades 6-12; mulheres radial +/−
> homens recesso ulnar
MÃO EM CLAVA RADIAL (HEMIMELIA RADIAL)
• Falha da formação HDA/EF: arqueamento do 1. ADM do
(parcial ou completa: antebraço, desvio radial da cotovelo
estágios I-IV) do rádio mão (nenhuma
• Associada a síndromes RX: rádio curto ou cirurgia,
(TAR, VATER) ausente, ulna arqueada quando
rígido)
2.
Centralização
da mão (1 ano
de idade)
ACESSOS CIRÚRGICOS
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