Netter Atlas de Anatomia Ortopédica

Jon C. Thompson · Capítulo 15 de 18

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Netter Atlas de Anatomia Ortopédica

CAPÍTULO 8: Coxa/Quadril

CAPÍTULO 8

 

Coxa/Quadril

 

Anatomia Topográ ca

Osteologia

Radiologia

Trauma

Articulações

Pequenos Procedimentos

História da Doença Atual

Exame Físico

Origens e Inserções

Músculos

Nervos

Artérias

Distúrbios

Distúrbios Pediátricos

Acessos Cirúrgicos

 

ANATOMIA TOPOGRÁFICA

ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA

Crista ilíaca Local comum de contusões da crista ilíaca

Local comum de retirada para enxerto ósseo autólogo

Trocanter Sua sensibilidade dolorosa pode indicar

maior bursite trocantérica

Túber Fraturas de avulsão (tendões dos músculos

isquiático posteriores da coxa/isquiotibiais ou bursite

podem ocorrer aqui

Trato iliotibial Pode ser pressionado sobre o trocanter maior

do fêmur criando a síndrome do quadril em ressalto

Seu encurtamento pode causar dor na região lateral do joelho ou da coxa

Músculo Sua atro a pode indicar uma lesão e/ou

quadríceps contribuir para a dor no joelho

femoral

• Vasto lateral

• Vasto medial

• Reto femoral

• Vasto

intermédio

(não mostrado)

Tendão do Pode romper com contrações excêntricas. Seu

músculo defeito é sentido aqui

quadríceps

femoral

Fossa poplítea O pulso da artéria poplítea pode ser palpado

aqui

 

OSTEOLOGIA

GRUPO COMENTÁRIO

OSTEOLOGIA DA PARTE PROXIMAL DO FÊMUR

• A epí se proximal do fêmur compreende diversos grupos de

trabéculas ósseas que suportam a cabeça e o colo

• A presença ou a ausência destes grupos auxilia na determinação

da presença e graus de osteopenia na epí se proximal do fêmur

• O desalinhamento das trabéculas ósseas determina o tipo da

fratura desviada do colo do fêmur

Grupo Da região superior da cabeça do fêmur para a

compressivo região medial do colo, a substância óssea

primário esponjosa (osso trabecular) mais forte, suporta o

peso do corpo

Grupo de Da região inferior da cabeça do fêmur à região

tensão lateral do córtex

primário

Grupo Orientado ao longo das linhas de estresse na

compressivo epí se proximal do fêmur

secundário

Grupo de Orientado ao longo das linhas de estresse na

tensão região lateral da epí se proximal do fêmur

secundário

Grupo Orientado ao longo das linhas de estresse no

trocantérico interior do trocanter maior

maior

Triângulo Área com relativamente poucas trabéculas no

de Ward interior do colo do fêmur

 

ALINHAMENTO DA PARTE DISTAL DO FÊMUR

De nições

Eixo Linha traçada ao longo do eixo do fêmur

anatômico

Eixo mecânico Linha traçada entre o centro da cabeça do

fêmur e a linha intercondilar

Eixo do joelho Linha traçada ao longo da face inferior de

ambos os côndilos do fêmur

Eixo vertical Linha vertical, perpendicular ao solo

Ângulo lateral Ângulo formado entre o eixo do joelho e o eixo

do fêmur do fêmur

Relações

Eixo do joelho Paralelo ao solo e perpendicular ao eixo

vertical

Eixo mecânico Média de 6° do eixo anatômico

Aproximadamente 3° do eixo vertical

Ângulo lateral 81° em relação ao eixo anatômico do fêmur

do fêmur 87° em relação ao eixo mecânico do fêmur

 

RADIOLOGIA

TRAUMA

ARTICULAÇÕES

LIGAMENTOS FIXAÇÕES COMENTÁRIOS

QUADRIL

• A articulação do quadril é do tipo esferóidea. Ela apresenta

estabilidade intrínseca devido aos ossos, ligamentos e estruturas

musculares

Lábio do Ao longo da margem do Aprofunda o

acetábulo acetábulo exceto encaixe,

inferiormente aumenta a

cobertura da

cabeça do

fêmur; pode

ser lacerado (causa de dor

no quadril)

Transverso do Da região anteroinferior Cobre a

acetábulo para a região incisura do

posteroinferior do acetábulo na

acetábulo região central

inferior do

acetábulo

Da cabeça do Da fóvea da cabeça do Há uma

fêmur fêmur para a incisura do pequena

acetábulo artéria para a

cabeça do

fêmur no

interior deste

ligamento

Cápsula Do acetábulo ao colo do Tem alguns

articular fêmur discretos

Iliofemoral (2 Superior: EIAS/ílio para o espessamentos

faixas/bandas) trocanter maior (ligamentos)

Pubofemoral Inferior: Ílio para a linha Também Isquiofemoral intertrocantérica/trocanter conhecido

menor como Ramo anterior do púbis “ligamento em

para a linha Y de Bigelow”;

intertrocantérica provê forte

Região posterior do suporte acetábulo para a região anterior, superior do colo do fêmur resiste à

extensão

Previne a

hiperextensão

do quadril,

suporte

inferior da articulação

Largo, um

ligamento

relativamente

fraco (suporte

posterior

mínimo). Não

provê uma

cobertura

posterior

completa da

articulação, de

lateral para

posterior o

colo é

extracapsular

 

PEQUENOS PROCEDIMENTOS

PASSOS

 

INFILTRAÇÃO/ASPIRAÇÃO DO QUADRIL

1. Perguntar ao paciente sobre alergias

2. Colocar o paciente em posição supina (decúbito dorsal),

palpar o trocanter maior

3. Prepar a pele sobre o lugar da in ltração (sabão

antisséptico/iodo)

4. Anestesia local da região (um quarto do tamanho do local)

5. Anterior: encontrar o ponto de intersecção entre a linha

vertical abaixo da EIAS e a linha horizontal do trocanter maior.

Inserir uma agulha espinal de calibre 20 (de 3 polegadas)

ligeiramente para cima em direção medial ao ponto Lateral:

inserir uma agulha espinal de calibre 20 (de 3 polegadas)

superior e medial ao trocanter maior até atingir o osso (a agulha

deve estar no interior da cápsula articular, a qual se estende

para baixo do colo do fêmur). Pode-se movimentar a agulha

para cima do colo dentro da articulação

6. In ltrar (ou aspirar) o anestésico local ou local/esteroide

dentro da articulação. (O líquido deve uir facilmente se a

agulha estiver dentro da articulação)

7. Fazer curativo na região da in ltração

INFILTRAÇÃO NA BOLSA TROCANTÉRICA

1. Perguntar ao paciente sobre alergias

2. Colocar o paciente em decúbito lateral, palpar o trocanter

maior

3. Prepar a pele sobre a região lateral da coxa (sabão

antisséptico/iodo)

4. Inserir uma agulha de calibre 20 (pelo menos 1 1/2 polegada;

3 polegadas em pacientes grandes) na coxa até o osso no ponto

de maior sensibilidade. Retirar a agulha (1-2 mm) de forma que

ela esteja fora do osso e somente na bolsa. Aspirar para ter

certeza de que a agulha não esteja em um vaso

5. In ltrar a anestesia local ou local/corticosteroides no interior

da bolsa. Pode-se redirecionar a agulha levemente para in ltrar

em uma bolsa septada

6. Fazer curativo na região da in ltração

 

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

APLICAÇÃO

 

PERGUNTA RESPOSTA

CLÍNICA

1. Idade Jovem Trauma, doenças

Meia-idade, idoso do

desenvolvimento

Artrite, fraturas

2. Dor

a. Início Aguda Trauma,

Crônica (fratura,

luxação),

infecção

Artrite, lesão do

lábio do

acetábulo

b. Localização Região lateral da Bursite,

quadril/coxa compressão do

Nádegas/região NCFL, síndrome

posterior da coxa do ressalto do

Região quadril inguinal/região Considerar medial da coxa etiologia espinal Região anterior da Etiologia coxa acetabular ou da

articulação do

quadril

(comumente não

é da coluna

vertebral)

Patologia da

parte proximal

do fêmur

c. Ocorrência Deambulação/suporte Etiologia da

de peso/movimento articulação do

À noite quadril (i.e., não

é da

pelve/coluna

vertebral)

Tumor, infecção

3. Ressalto Com deambulação Síndrome do

ressalto do

quadril, corpos

livres, artrite

4. Deambulação Bengala, muleta, O uso (e

assistida andador frequência)

indica a

severidade da

dor e da

condição

5. Tolerância para Redução da atividade Menor distância

atividade e distância percorrida percorrida e

menos

atividades

realizadas =

mais grave

6. Trauma Queda, AVA Fratura, luxação,

lesão do lábio do

acetábulo

7. Uso repetitivo Fratura de

Atividade/trabalho estresse do

fêmur

8. Sintomas Dor, dormência, Compressão do

neurológicos formigamento NCFL, etiologia

espinal (p. ex.,

radiculopatia)

9. Histórico de Múltiplas articulações Doença

artrites envolvidas in amatória

sistêmica

EXAME FÍSICO

 

EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

INSPEÇÃO

Pele Manchas, Trauma

feridas Fratura, luxação Deformidades

evidentes

Posição Encurtamento, Fratura do colo de

rotação lateral fêmur; fratura Adução, intertrocantérica rotação medial Luxação posterior

Abdução, Luxação anterior rotação lateral Contratura do quadril

Flexão em exão

Marcha

Antálgica (dolorosa) Diminuição da Joelho, tornozelo,

Balanço fase de apoio calcanhar (esporão),

(Trendelenburg) Inclinação médio pé, dor nos

Balanço lateral (sobre o dedos do pé

lado que Fraqueza do músculo

suporta o peso) glúteo médio Inclinação Fraqueza do músculo

posterior glúteo máximo (mantendo o

quadril

estendido)

PALPAÇÃO

Estruturas ósseas Trocanter Dor/bolsa palpável:

maior/bolsa infecção/bursite, sinovial tendinite do músculo

glúteo médio

Ressalto: trato

iliotibial pode se

sobrepor ao trocanter

maior

Trocanter Ressalto: o tendão do

menor músculo psoas pode

se sobrepor ao

trocanter menor

 

EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

AMPLITUDE DE MOVIMENTO

Flexão Supino (decúbito Normal: 120°-135°

dorsal): joelho no Excluir contratura

peito em exão (ver

Teste de Thomas Testes Especiais, p.

263)

Extensão Prono (decúbito Normal: 20°-30°

ventral): levantar

a perna da maca

Abdução/adução Supino (decúbito Normal: Abdução:

dorsal): perna 40°-50°, Adução:

para 20°-30° lateral/medial

Rotação Sentado: pé para Normal: Rotação

medial/lateral lateral/medial medial: 30°,

Prono (decúbito Rotação lateral: 50°

ventral): exão Normal: Rotação

da perna e do medial: 30°, joelho para Rotação lateral: 50°

dentro/fora

NEUROVASCULAR

Sensitivo

Nervo genitofemoral Região O dé cit indica

(L1-L2) anteromedial lesão do nervo/raiz

proximal da coxa correspondente

Nervo obturatório Região O dé cit indica

(L2-L4) inferomedial da lesão do nervo/raiz

coxa correspondente

Nervo cutâneo Região lateral da O dé cit indica

femoral lateral (L2- coxa lesão do nervo/raiz

L3) correspondente

Nervo femoral Região O dé cit indica

anteromedial da lesão do nervo/raiz

coxa correspondente

Nervo cutâneo Região posterior O dé cit indica

femoral posterior (S1- da coxa lesão do nervo/raiz

S3) correspondente

Motor

Nervo obturatório Adução da Fraqueza = lesão

(L2-L4) coxa/quadril do grupo dos

músculos adutores

ou do nervo/raiz

Nervo glúteo superior Abdução da coxa Fraqueza = lesão

(L5) do músculo glúteo

médio ou do

nervo/raiz

Nervo femoral (L2- Flexão do quadril Fraqueza = lesão

L4) Extensão do do músculo

joelho iliopsoas ou do

nervo/raiz

Fraqueza = lesão

do músculo

quadríceps femoral

ou do nervo/raiz

Nervo glúteo inferior Extensão do Fraqueza = lesão

(L5-S2) quadril do músculo glúteo

máximo ou do

nervo/raiz

Nervo isquiático:

Nervo tibial (L4-S3) Flexão do joelho Fraqueza = lesão

da cabeça longa do

músculo bíceps

femoral ou do

nervo/raiz

Nervo bular (L4-S2) Flexão do joelho Fraqueza = lesão

da cabeça curta do

músculo bíceps

femoral ou do

nervo/raiz

Outros

Re exo Nenhum

Pulso Femoral

 

EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

TESTES ESPECIAIS

Teste de impacto Posição supina Dor pode ser

(decúbito indicativa de impacto

dorsal): exão, femoroacetabular adução,

rotação medial

do quadril

Patrick (FABROL) Flexão, Positivo se doloroso.

ABdução, Patologia da ROtação articulação sacroilíaca

Lateral do ou da articulação do

quadril, então quadril abduzir mais

( gura 4)

Teste de rolagem Posição supina Dor no quadril é

(decúbito condizente com artrite

dorsal),

quadril

estendido:

rotação

medial,

rotação lateral

Stinch eld Suspender a Dor é positivo para

perna patologia de quadril

estendida

contra

resistência

Sinal de Thomas Posição supina Se a coxa oposta se

(decúbito levantar da mesa, há

dorsal), joelho contratura em exão

em direção ao

peito

Ober Decúbito Quadril estendido e

lateral: exão aduzido; se car em

e abdução do abdução, há quadril contratura do trato

iliotibial

M. piriforme Decúbito Dor no quadril/pelve

lateral: adução indica síndrome do

do quadril piriforme

(comprimindo o nervo

isquiático)

90-90 perna Flexão do Maior que 20° de

estendida quadril e exão após a extensão

joelho 90°, total do joelho = extensão do encurtamento dos joelho músculos posteriores

da coxa (isquiotibiais)

Ely Posição prona Se o quadril exiona

(decúbito enquanto o joelho é

ventral): exionado, há

exão passiva encurtamento do

do joelho músculo reto femoral

Comprimento da EIAS ao Uma diferença de

perna maléolo medida de mais de 1

medial cm é positivo

Meralgia parestética Pressão medial Reprodução de dor,

na EIAS ardor e dormência =

compressão do nervo

cutâneo femoral

lateral

 

Ver Capítulo 7, Pelve, para o teste de Trendelenburg

EXAME/OBSERVAÇÃO TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA

TESTES ESPECIAIS

Ortolani (pediátrico) Quadris em Um “estalo” indica que

90°, abduzir o(s) quadril(is) os quadris estava(m) luxado(s) e

agora foi(ram)

reduzido(s)

Barlow (pediátrico) Quadris em Um “estalo” indica que

90°, força o(s) quadril(is) está(ão)

posterior agora luxado(s),

devendo ser reduzido(s)

com o teste de Ortolani

Galeazzi (pediátrico) Posição Qualquer discrepância

supina na altura do joelho: 1.

(decúbito Luxação do quadril 2.

dorsal): Encurtamento do fêmur

exionar os

quadris e

joelhos

 

ORIGENS E INSERÇÕES

MÚSCULOS

ESTRUTURA RELAÇÕES

COMPARTIMENTOS

Anterior M. quadríceps femoral: vasto lateral, vasto

intermédio, vasto medial, reto femoral

Posterior Mm. bíceps femoral (cabeças longa e curta),

semitendíneo, semimembranáceo e nervo

isquiático

Medial Mm. adutor magno, adutor longo, adutor curto,

grácil, artéria e veia femorais

FASCIOTOMIAS

Incisão Liberação do compartimento anterior e do

lateral compartimento posterior

Incisão Liberação do compartimento medial

medial

 

NERVOS

PLEXO LOMBAR

Divisão Anterior

N. obturatório (L2-L4): sai pelo canal obturatório, divide-se em

ramos anterior e posterior. Pode ser lesionado pelos afastadores

colocados atrás do ligamento transverso do acetábulo

Sensitivo: Região inferomedial da coxa: via ramo cutâneo do

nervo obturatório

Motor: M. grácil (ramo anterior)

M. adutor longo (ramo anterior)

M. adutor curto (ramos anterior/posterior) M. adutor magno (ramo posterior)

PLEXO LOMBAR

N. genitofemoral (L1-L2): perfura o músculo psoas, localiza-se

sobre a face anteromedial do músculo psoas e divide-se em dois

ramos

Sensitivo: Ramo femoral: região anterior da parte proximal da

coxa (sobre o trígono femoral)

Ramo genital: escroto/lábios

Motor: Nenhum (na coxa)

Divisão Posterior

N. cutâneo femoral lateral (NCFL) (L2-L3): cruza

inferiormente a EIAS (pode ser comprimido na ou perto da

EIAS)

Sensitivo: Região lateral da coxa

Motor: Nenhum

N. femoral (L2-L4): localiza-se entre o músculo psoas maior e o

músculo ilíaco; ramos no trígono femoral. O nervo safeno segue

sob o músculo sartório

Sensitivo: Região anteromedial da coxa – via ramos cutâneos

anterior/intermédio

Motor: M. psoas

M. pectíneo

M. sartório

• M. quadríceps femoral

M. reto femoral

M. vasto lateral

M. vasto intermédio

M. vasto medial

PLEXO SACRAL

 

N. isquiático: um único nervo com duas partes distintas; ele se

divide na parte distal da coxa em nervos tibial e bular comum

Divisão Anterior

N. tibial (L4-S3): desce (como isquiático) na região posterior da

coxa profundamente aos músculos isquiotibiais e super cial ao

músculo adutor magno

Sensitivo: Nenhum (na coxa)

Motor: M. bíceps femoral (cabeça longa)

M. semitendíneo

M. semimembranáceo

Divisão Posterior

N. bular comum (L4-S2): desce (como isquiático) na região

posterior da coxa profundamente aos músculos isquiotibiais e

super cial ao músculo adutor magno

Sensitivo: Nenhum (na coxa)

Motor: M. bíceps femoral (cabeça curta)

N. cutâneo femoral posterior (NCFP) (S1-3): passa através do

forame isquiático maior, medial ao nervo isquiático

Sensitivo: Região posterior da coxa

Motor: Nenhum

 

ARTÉRIAS

ARTÉRIA RAMOS COMENTÁRIO

Obturatória Ramos anterior e Passa através do forame

posterior obturado

ARTÉRIA FEMORAL

No trígono femoral, atravessa o canal dos adutores (sob o

músculo sartório, entre os músculos vasto medial e adutor

longo), então passa posteriormente pelo hiato dos adutores e

torna-se a artéria poplítea, posteriormente à parte distal do

fêmur e ao joelho

Artéria A. circun exa ilíaca Irriga os tecidos

femoral super cial super ciais do abdome

A. epigástrica Irriga os tecidos super cial super ciais do abdome

A. pudenda externa Irriga os tecidos super cial e profunda subcutâneos da região

A. femoral profunda púbica e escroto/lábios

A. descendente do maiores do pudendo

joelho Suprimento sanguíneo

Ramo articular primário para a coxa.

Ramo safeno Ver abaixo

Anastomose (no joelho)

que supre o joelho

Artéria A. circun exa femoral Irriga o colo do fêmur,

femoral medial sob o m. quadrado

profunda A. circun exa femoral femoral

lateral Irriga o colo do fêmur

Ramo ascendente Forma uma anastomose

Ramo transverso no colo do fêmur Ramo descendente Para o trocanter maior

Ramos Em risco no acesso perfurantes/musculares anteromedial para o

quadril

Irriga o corpo (diá se)

do fêmur e os músculos

da coxa

ARTÉRIA TRAJETO COMENTÁRIO/IRRIGAÇÃO

ARTÉRIAS DO COLO DO FÊMUR

Femoral Profunda

Circun exa Entre os músculos Principal suprimento

femoral pectíneo e psoas, e sanguíneo para a cabeça

medial então posterior ao do fêmur no adulto

colo do fêmur sob o Principal contribuinte músculo quadrado para o anel/anastomose

femoral extracapsular

Circun exa Profunda aos Suprimento sanguíneo

femoral músculos sartório e menos signi cativo para a

lateral reto femoral cabeça do fêmur no adulto

Ramo Ascende Principal contribuinte

ascendente anteriormente ao para o anel/anastomose

colo do fêmur extracapsular

Ramo Através da parte Fornece suprimento

transverso proximal do fêmur parcial para o trocanter

ao trocanter maior maior

Ramo Sob o músculo reto Está em risco no acesso

descendente femoral anterolateral do quadril

Primeira Ramo ascendente Pode contribuir para o

artéria anel/anastomose

perfurante extracapsular

Anel extracapsular – formado na base do colo do fêmur

primariamente de ramos da artéria circun exa femoral medial e

da artéria circun exa femoral lateral

Ramos Do anel, Irriga o trocanter maior

laterais lateralmente em

direção ao

trocanter maior

Artérias Extracapsulares ao Ramos do anel

ascendentes longo do colo do extracapsular

do colo fêmur Continuação intracapsular

Artérias Intracapsulares ao das artérias do colo

retinaculares longo do colo do Formam um segundo anel

fêmur intracapsular na base da

cabeça do fêmur

Anel arterial intracapsular subsinovial – formado na base da

cabeça do fêmur

Artérias Entra no osso na Formará anastomoses

epi siais margem da face intraósseas

Artérias articular na região A artéria epi sial lateral

epi siais posterossuperior do supre a maior parte da

laterais colo do fêmur região de suporte de

peso da cabeça do fêmur

Artéria Obturatória

Ramo Através do Suprimento mínimo para a

acetabular ligamento da cabeça do fêmur no adulto

Artérias cabeça do fêmur à Anastomose com as

epi siais fóvea artérias epi siais laterais mediais Ramos terminais

interósseos

Outras Artérias

Artérias Podem contribuir para o

glúteas anel/anastomose

superior e extracapsular

inferior

 

Suprimento sanguíneo da cabeça do fêmur na criança: 0-4 anos: artéria circun exa femoral medial, artéria circun exa femoral lateral e ramo acetabular da artéria obturatória; 4-8 anos: principalmente a artéria circun exa femoral medial, menor contribuição da artéria circun exa femoral lateral e do ramo acetabular da artéria obturatória; mais de 8 anos: a artéria circun exa femoral medial é predominante

 

DISTÚRBIOS

ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL

Informações Gerais

• Objetivos: alívio da dor, manutenção da independência pessoal,

permitir a realização de atividades da vida diária (AVD)

• Procedimento comum com altos níveis de satisfação para um

procedimento primário; revisões também estão se tornando mais

comuns

• Avanços nas técnicas e nos materiais estão melhorando a vida

útil dos implantes; este procedimento está disponível para

pacientes jovens

Materiais

• Componente acetabular (acetábulo) e componente femoral

(fêmur). Geralmente são feitos de titânio. Hastes de aço

inoxidável ou cromo-cobalto podem ser muito duras (i.e., módulo

incompatível) e causar stress shielding

• Superfícies de suporte: revestimentos acetabulares e

implantes de cabeça de fêmur. Revestimentos de polietileno e

cabeças de fêmur de cromo-cobalto geralmente são mais comuns.

Cerâmica e metal também são usados

Polietileno de ultra-alto peso molecular: boa superfície, mas

altas taxas de desgaste e restos conduzem ao afrouxamento asséptico. A modelagem de compressão direta é o método de fabricação preferido. Esterilização com irradiação em ambiente não oxigenado promove cross-linking. Polietileno altamente cross-linked tem taxas de desgaste muito melhores

Cromo-cobalto: liga de “supermetal”. Usado comumente para

superfícies de suporte femoral com forro de polietileno. Implantes de metal sobre metal estão disponíveis. Partículas de restos são muito pequenas, criando respostas histocíticas menores. A carcinogênese é um interesse teórico

Cerâmica (alumina): excelente taxa de desgaste, mas frágil

(pode fraturar). Pode ser usada com forro de polietileno ou superfícies de apoio de cerâmica

Técnicas

• Dois tipos de xação: 1. Cimentada, 2. Não

cimentada/biológico

Cimentada: metilmetacrilato. Mais frequentemente usado em

pacientes idosos. Fornece xação estática imediata, sem potencial de remodelação. O cimento resiste à compressão melhor do que à tensão. Assim, os implantes femorais se comportam melhor do que as superfícies de suporte acetabulares com essa xação. Técnicas de cimentação de terceira geração: pressurização, haste revestida, centralizador/restritor, preparação do canal, capa de 2 mm

Não cimentada/ xação biológica: usada em pacientes

jovens (popularidade crescente). Crescimento ósseo – o osso cresce sobre ou dentro do implante. Possui potencial de remodelação e fornece xação dinâmica. Não é uma boa escolha em quadris pós-irradiados

• A xação NÃO é imediata, necessita de uma xação inicial para

dar estabilidade: 2 técnicas

Press Fit: implantar 1-2 mm maior que o osso. A forma da

prótese permite “hoop stress” que fornece uma xação inicial enquanto o osso cresce sobre ele ou no seu interior

Pré-moldados: o implante e o osso são do mesmo tamanho.

Parafusos são usados para prover a xação inicial enquanto o osso cresce sobre ele ou no seu interior

• Porosidade ideal e tamanho do poro: 50-150 micrômetros. A

área da superfície de crescimento varia

• Implante de “padrão-ouro” atual: componente acetabular não

cimentado (crescimento no interior) e haste femoral de aço

cimentada. As tendências estão mudando, e mais componentes

femorais não cimentados e superfícies de suporte alternativas

estão sendo usadas com mais frequência

• O tamanho da cabeça afeta a estabilidade (a maior é mais

estável) e o desgaste (cabeça maior = desgaste volumétrico

maior). 28 mm é o tamanho ideal

Indicações

• Artrite do quadril

Etiologias comuns: osteoartrite, artrite reumatoide,

osteonecrose, anterior à doença pediátrica do quadril

Sintomas clínicos: dor no quadril/região inguinal, piora com a

atividade, piora gradualmente com o tempo, decréscimo da capacidade funcional

Achados radiográ cos: radiogra as apropriadas que

evidenciem a artrite do quadril devem estar presentes

Osteoartrite Artrite reumatoide

1. Estreitamento do espaço 1. Estreitamento do espaço

articular articular

2. Esclerose 2. Osteoporose periarticular

3. Cistos subcondrais 3. Erosões articulares

4. Formação de osteó tos 4. Anquilose

Falha do tratamento conservador: AINE, modi cação de

atividade, perda de peso, sioterapia, bengala (na mão

contralateral), in ltrações

Outros: fraturas (p. ex., colo do fêmur com doença degenerativa

articular do quadril), tumores, distúrbios de desenvolvimento (p.

ex., displasia de desenvolvimento do quadril DDQ etc.).

Contraindicações

• Absoluta

Articulação neuropática

Infecção

Paciente clinicamente instável (p. ex., doença cardiopulmonar

grave). O paciente pode não sobreviver ao procedimento

• Relativa

Pacientes jovens e ativos. Estes pacientes causarão desgaste na

prótese muitas vezes durante suas vidas

Alternativas

• Considerações: idade, nível de atividade, estado geral de saúde

• Osteotomia: femoral ou pélvica: geralmente realizadas em

pacientes jovens

• Artrodese/fusão: trabalhadores jovens com doença unilateral

isolada (i.e., coluna vertebral, joelho, tornozelo, quadril

contralaterais normais)

Procedimento

• Acessos

Acessos posterior, lateral e anterolateral

Minimamente invasivo, uma e duas incisões de acesso estão se

tornando mais comuns

• Passos

Acetábulo: remover o lábio do acetábulo e osteó tos, escarear

a margem cortical, implantar componente acetabular (35°-45°de inclinação coronal, 15°-30° de anteversão)

Fêmur: deslocar a cabeça, cortar o colo, remover a cabeça,

encontrar e abrir o canal (lateralizar se necessário) – a haste não pode estar em varo, implantar a haste, testar a cabeça e o colo. Implantar a cabeça/colo apropriado e revestir o

acetábulo

Complicações

• Infecção: diagnóstico com exames laboratoriais e aspiração. A

prevenção é primordial: antibióticos perioperatórios, preparação

meticulosa/técnicas planejadas etc. Aguda/subaguda: irrigação e

debridamento com troca do polietileno. Tardia: um ou dois

estágios de revisão

• Afrouxamento: o paciente queixa-se frequentemente de dor ao

levantar/iniciar atividades. Linhas radiolucentes são vistas em

radiogra as simples. Mais frequentemente causadas por

osteólise. A osteólise é causada por resposta de macrófagos a

partículas de desgaste (de tamanho submícron) (geralmente

polietileno)

• Luxação: pode ser decorrente de mau alinhamento dos

componentes (fêmur ou acetábulo) ou lesão de tecidos

moles/disfunção. Decréscimo no acesso posterior quando os

rotadores laterais curtos são reinseridos durante o fechamento

• Lesões neurovasculares

Nervo isquiático: divisão bular (resultando em pé caído) em

risco de vigorosa retração no acesso posterior

Nervo femoral: com vigorosa retração no acesso anterolateral Vasos obturatórios: sob o ligamento transverso do acetábulo,

lesionados com afastadores ou parafuso de implante no quadrante anteroinferior

Vasos ilíacos externos: em risco se o parafuso de implante

estiver localizado no quadrante anterossuperior (o quadrante posterossuperior é seguro)

Artéria circun exa femoral medial: sob o músculo quadrado

femoral, em risco no acesso posterior se o músculo estiver

abaixado

• Ossi cação heterotópica: geralmente em pacientes predispostos.

Pode causar diminuição da ADM. Uma dose de radioterapia pode

prevenir isso

• Complicações clínicas: a trombose venosa profunda (TVP) e a

embolia pulmonar (EP) são riscos conhecidos na artroplastia

total de quadril. A pro laxia deve ser iniciada

• Fratura periprostética do fêmur

Implante estável: RAFI(placas, cabos, +/– enxerto ósseo) Implante instável: substituição com haste longa que passa pelo

local da fratura

 

DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS

DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL (DDQ)

• Desenvolvimento HDA: geralmente não Obter e manter

anormal do quadril observada pelos pais. redução

resultando em +/– fatores de risco concêntrica:

luxação, subluxação EF: Barlow (luxação), 0-6 meses:

ou frouxidão do + Ortolani aparelho de

quadril (redução), +/– teste Pavlik

• A maioria de de Galeazzi e 6-24 meses:

frouxidão capsular decréscimo da redução

e posicionamento; abdução fechada,

forma teratológica RX: útil após os 6 espica

irredutível vista em meses (cabeça do gessada;

síndromes fêmur começa a se redução

neuromusculares ossi car). Olhar para aberta se a

congênitas ou a posição no redução

doenças acetábulo. Múltiplas fechada

• Fatores de risco: linhas radiográ cas falhar

sexo feminino, ajudam a avaliar o 2-4 anos:

parto pélvico, quadril redução

primeiro Ultrassonogra a: aberta com

nascimento, útil no neonato. ou sem

histórico familiar, Ângulo alfa > 60° é osteotomia

diminuição das normal femoral

condições do > 4 anos:

espaço uterino osteotomia

• Diagnóstico acetabular,

precoce e quadris

tratamento são teratológicos

essenciais precisam de

tratamento

aberto

COMPLICAÇÕES: osteonecrose da cabeça do fêmur: pode ocorrer

durante a redução ou de um posicionamento não anatômico pós-

redução

ANTEVERSÃO DO FÊMUR

• Rotação medial do HDA: geralmente 1. A maioria se

fêmur, anteversão presente dos 3-6 anos resolve

espontaneamente

não diminui EF: fêmur em rotação 2. Osteotomia

adequadamente medial (RM>65°), derrotatória se

• Causa nº 1 de pé patela apontando persistir após os

em rotação medial medialmente, marcha 10 anos de idade

com pé em rotação (principalmente

medial estética)

 

DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO

DOENÇA DE LEGG-CALVE-PERTHES

• Osteonecrose HDA: meninos • Objetivos: 1. Aliviar

idiopática da (4:1), geralmente 4- os sintomas dolorosos;

cabeça do fêmur 8 anos. Claudicação 2.

• A cabeça do com dor no quadril, Manutenção/obtenção

fêmur deve ser coxa ou joelho. da ADM total; 3.

revascularizada, Sem trauma Conter a cabeça do

podendo

demorar entre 2- EF: diminuição da fêmur dentro do

5 anos para ADM acetábulo

estar completa. (especialmente • Tração, redução do

• O prognóstico rotação medial e suporte de peso

é bom com abdução) • ADM: repouso,

início < 6 anos RX: AP/per l do tração, +/– terapia

e mínimo quadril: esclerose • Osteotomia: femoral

envolvimento do em estágios iniciais. ou acetabular,

pilar lateral “Sinal crescente” geralmente é

• Classi cação indicativo de reservada para

de Catterall e colapso pacientes idosos

Herring subcondral/fratura

• Resultados RM: mostrará

ruins nos necrose inicial

quadris com quando o RX

osteoartrite de simples é ainda

adultos normal

EPIFISIÓLISE

• Deslocamento HDA: 10-16 anos, • Parafuso de xação

(“deslizamento”) obeso, claudicação, percutânea in situ

da epí se dor no quadril ou • Um parafuso

proximal do joelho, +/– canulado é o padrão-

fêmur através da suporte de peso ouro

lâmina epi sial EF: Diminuição da • O deslizamento

• Classi cação: ADM progressivo ainda

Estável: capaz (especialmente pode ocorrer

de suportar rotação medial), • A redução forçada

peso; Instável: rotação lateral do NÃO é recomendada

quadril com

incapaz de exão, marcha • Colocação pro lática

suportar peso antálgica (se capaz de pino do lado

• Associada à de suportar peso) contralateral é

obesidade, RX: AP/per l: comum e indicado

doenças renais e AMBOS os quadris,

da glândula mostrarão o

tireoide deslizamento; a

• A epí se linha de Klein deve

geralmente ca intersectar com a

posterior ao epí se. Graduação

colo, mas em porcentagem da

permanece no epí se que deslizou:

acetábulo Grau 1: <33%,

Grau 2: 33%-50%,

Grau 3: >50%

COMPLICAÇÕES: osteonecrose (50% em deslizamentos

instáveis), condrólise, osteoartrite inicial

SINOVITE TRANSITÓRIA

• Efusão HDA: idades de 2-5 • Aspiração do quadril

asséptica do anos, sob anestesia com

quadril de causa Homem>mulher, uoroscopia se EF e

desconhecida início de LABS indicarem

• Pode ser claudicação infecção

causada por insidiosa • O quadril séptico

síndrome EF: diminuição da requer incisão,

pósviral ou uso ADM drenagem e

excessivo (especialmente antibióticos

• Causa comum abdução), marcha • A sinovite transitória

de dor no antálgica é solucionada em 2-

quadril e de RX: excluir outra 10 dias

claudicação doença de quadril • Observação,

• Diagnóstico de LABS: hemograma, repouso, +/– AINE

exclusão, excluir VHS e hemocultura

quadril séptico Ultrassonogra a:

avalia por efusão

(se houver suspeita

de quadril séptico)

 

ACESSOS CIRÚRGICOS

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