Netter Atlas de Anatomia Ortopédica
CAPÍTULO 9: Perna/Joelho
CAPÍTULO 9
Perna/Joelho
Anatomia Topográ ca
Osteologia
Radiologia
Trauma
Articulações
Pequenos Procedimentos
História da Doença Atual
Exame Físico
Origens e Inserções
Músculos
Nervos
Artérias
Distúrbios
Distúrbios Pediátricos
Acessos Cirúrgicos
ANATOMIA TOPOGRÁFICA
ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA
Trato iliotibial Sua fraqueza pode causar dor na região lateral do
joelho e/ou dor na coxa
Músculo Sua atro a pode indicar uma lesão e/ou contribuir
quadríceps para a dor no joelho
femoral
Tendão do Pode romper com sobrecarga excêntrica. Defeitos são
músculo palpados aqui
quadríceps
femoral
Patela Sensibilidade dolorosa pode indicar fratura; edema
pode ser bursite pré-patelar
Ligamento da Pode romper com sobrecarga excêntrica. Defeitos são
patela palpados aqui
Retináculo da Os ligamentos femorais da patela são palpados aqui.
patela Eles podem ser lesionados na luxação da patela. A
prega (plica) pode também ser palpada aqui
Linha articular Sensibilidade dolorosa neste local pode indicar
comprometimento dos meniscos
Tuberosidade da Sensível (dolorido) na doença de Osgood-Schlatter
tíbia
Isquiotibiais e Inserção dos músculos mediais da região posterior da
bolsa sinovial coxa. Pode desenvolver bursite. Local de retirada de
tendões dos músculos do “jarrete” para uso cirúrgico
Tubérculo do Inserção do trato iliotibial
trato iliotibial
(de Gerdy)
Fossa poplítea O pulso da artéria poplítea pode ser palpado aqui
Compartimentos Estarão rmes ou tensos na síndrome do
musculares compartimento. Mais comum anteriormente
OSTEOLOGIA
ALINHAMENTO DO MEMBRO INFERIOR
De nições
Eixo anatômico Linha traçada ao longo do eixo do fêmur
do fêmur
Eixo anatômico Linha traçada ao longo do eixo da tíbia
da tíbia
Eixo mecânico Linha traçada entre o centro da cabeça do fêmur e a
do fêmur fossa intercondilar
Eixo mecânico Linha traçada entre o centro do joelho e o centro da
da tíbia “mortalha” do tornozelo
Eixo do joelho Linha traçada ao longo da face inferior de ambos os
côndilos do fêmur
Eixo vertical Linha vertical, perpendicular ao solo
Ângulo lateral Ângulo formado entre o eixo do joelho e o eixo do
distal do fêmur fêmur lateralmente
Ângulo medial Ângulo formado entre o eixo do joelho e o eixo da
da tíbia tíbia
Relações
Eixo do joelho Paralelo ao solo e perpendicular ao eixo vertical
Eixo mecânico Média de 6° do eixo anatômico
do fêmur Aproximadamente 3° do eixo vertical
Eixo mecânico Normalmente o mesmo que o eixo anatômico da tíbia,
da tíbia exceto quando a tíbia tem uma deformidade
Ângulo lateral 81° do eixo anatômico do fêmur
distal do fêmur 87° do eixo mecânico do fêmur
Ângulo medial 87° do eixo mecânico da tíbia
proximal da
tíbia
RADIOLOGIA
TRAUMA
ARTICULAÇÕES
JOELHO
Estrutura
• Compreende 3 articulações separadas
Articulações femorotibiais medial e lateral (2) – articulações condilares
(gínglimo). Os côndilos do fêmur articulam-se com as faces articulares superiores correspondentes da tíbia (“platô tibial”)
Articulação patelofemoral (1) – articulação selar. A patela articula-se
com a face patelar do fêmur
• Três compartimentos no joelho: medial, lateral e patelofemoral
• A cápsula articular circunda a articulação inteira (todas as 3
articulações/compartimentos) e estende-se proximalmente na bolsa
sinovial suprapatelar
A cápsula possui um revestimento sinovial que também cobre os
ligamentos cruzados (tornando-os intra-articulares, porém extrassinoviais)
• Cartilagem articular (hialina) (colágeno tipo II) cobre os côndilos do
fêmur, a face articular superior da tíbia (“platô tibial”), a face patelar do
fêmur e as faces articulares da patela
• Os meniscos estão interpostos nas articulações femorotibiais medial e
lateral para: 1. proteger a cartilagem articular, 2. dar suporte ao joelho
• O eixo do joelho (linha traçada entre a região de suporte de peso dos
côndilos medial e lateral do fêmur) é paralelo ao solo
O eixo mecânico do fêmur é 3° valgo em relação ao eixo vertical,
permitindo ao côndilo medial do fêmur, maior, alinhar-se com o côndilo lateral do fêmur paralelo ao solo
O eixo mecânico da tíbia é 3° varo em relação ao eixo vertical (87° ao
eixo do joelho)
Cinemática
• Inerentemente uma articulação instável. A morfologia óssea confere
pouca estabilidade. A estabilidade é primariamente fornecida por
estabilizadores estáticos e dinâmicos. (Estabilizadores dinâmicos podem
compensar quando os estabilizadores estáticos são lesionados [p. ex.,
ruptura completa ou parcial do ligamento cruzado anterior])
Medial: Estático – ligamento colateral tibial (LCT) (parte super cial e
profunda), ligamento poplíteo oblíquo (LPO)
Dinâmico – músculos semimembranáceo, vasto medial, cabeça
medial do gastrocnêmio, tendões dos músculos da “pata de ganso”
Lateral: Estático – ligamento colateral bular (LCF), trato iliotibial
(TIT), ligamento poplíteo arqueado
Dinâmico – músculos poplíteo, bíceps femoral, cabeça lateral do
gastrocnêmio
• Não é uma articulação simples do tipo gínglimo. O joelho possui 6 graus
de movimento:
Extensão/ exão, rotação medial/lateral, varo/valgo, translação
anterior/posterior, translação medial/lateral, compressão/distração
• Flexão e extensão são os movimentos primários do joelho
Flexão é a combinação de “rolar” e “deslizar” do fêmur sobre a tíbia em
várias proporções dependendo do grau de exão
Rolamento: translação uniforme do ponto de contato tibiofemoral e do
eixo articular. O rolamento predomina no início da exão
Deslizamento: translação do ponto de contato tibiofemoral sem
movimento do eixo articular. O aumento do deslizamento é necessário para uma exão profunda
Os ligamentos cruzados controlam a função de rolar/deslizar. O
ligamento cruzado posterior pode, sozinho, manter essa função (p. ex., o ligamento cruzado posterior retendo uma artroplastia total de joelho)
Movimento normal: extensão/ exão: - 5° a 140°. 115° são necessários
para sair de uma cadeira; 130° são necessários para correr com velocidade
• RL/RM: cerca de um total de 10° através do arco de movimento. A tíbia
realiza rotação medial durante o balanço ( exão), e rotação lateral (via)
em extensão num movimento conhecido como “screw home”
Mecanismo de “screw home”: ampla rotação lateral do côndilo medial
do fêmur em extensão total, tensionando os ligamentos cruzados e estabilizando o joelho no apoio
O músculo poplíteo roda medialmente a tíbia para “travar” o joelho,
afrouxando os ligamentos cruzados que permitem ao joelho iniciar a
exão
• Outros movimentos: translação medial/lateral: mínima em joelhos
normais
Translação anterior/posterior: dependente da lassidão dos tecidos,
geralmente dentro de 2 mm do lado contralateral em joelhos normais
Varo/valgo: aproximadamente 5 mm de afastamento lateral ou
medialmente quando o joelho normal é pressionado
LIGAMENTOS FIXAÇÃO FUNÇÃO/COMENTÁRIO
JOELHO
Articulação Femorotibial – Estruturas Anteriores
Ligamento Da face posteromedial Restritor primário para a
cruzado do côndilo lateral do translação anterior da tíbia;
anterior fêmur à região anterior restritor secundário para o
(LCA) da eminência varo (em extensão) e rotação
intercondilar da tíbia medial
Feixe Tenso no joelho em exão,
anteromedial frouxo na extensão
Feixe Tenso no joelho em extensão,
posterolateral frouxo na exão
Ligamento Conecta ambos os Estabiliza os meniscos; pode
transverso do cornos anteriores dos ser rompido/lesionado
joelho meniscos à tíbia
Outras Estruturas
Ligamento Da região articular Resíduo sinovial. Cobre
mucoso distal do fêmur à anteriormente o ligamento
(prega/“plica” região anterior da face cruzado anterior (LCA); pode
anterior) articular superior da ser necessário debridá-lo para
tíbia uma visualização total
Corpo adiposo Posterior ao ligamento Coxim para o ligamento da
infrapatelar da patela, anterior à patela. Pode tornar-se
fossa intercondilar brótico ou encarcerado,
causando dor no joelho
(síndrome de Ho a)
Ver articulação patelofemoral para outras estruturas anteriores
LIGAMENTOS FIXAÇÕES COMENTÁRIOS
JOELHO
Articulação Femorotibial – Estruturas Posteriores
Ligamento Da face lateral (na fossa Restritor primário para
cruzado intercondilar) do côndilo a translação posterior
posterior (LCP) medial do fêmur à região da tíbia
posterior e proximal da Restritor secundário
tíbia (abaixo da linha da para o varo, valgo e
articulação) rotação lateral.
Feixe Fixação anterior sobre o Tenso na exão do
anterolateral côndilo do fêmur, xação joelho, frouxo na
lateral sobre a tíbia extensão
Feixe Fixação posterior sobre o Tenso na extensão do
posteromedial côndilo do fêmur, xação joelho, frouxo na exão
medial sobre a tíbia
Ligamentos Da região posterior do Presença inconstante.
meniscofemorais menisco lateral para o Raramente os dois estão
côndilo medial do fêmur presentes e/ou ligamento cruzado
posterior
Ligamento Anterior ao ligamento Contribui para a função
meniscofemoral cruzado posterior do LCP e estabiliza o
anterior (de menisco
Humphrey)
Ligamento Posterior ao ligamento Contribui para a função
meniscofemoral cruzado posterior do LCP e estabiliza o
posterior (de menisco
Wrisberg)
Ligamento Fixação na inserção do Tensiona a região
poplíteo músculo posterior da cápsula
oblíquo (LPO) semimembranáceo na articular quando o
região posterior da tíbia; músculo
xa-se posteriormente ao semimembranáceo
ligamento colateral bular contrai; considerado
e à cápsula articular parte do “canto
posteromedial”
LIGAMENTOS FIXAÇÕES FUNÇÃO/COMENTÁRIO
JOELHO
Articulação Femorotibial – Estruturas Laterais e Posterolaterais
Primeira Camada – Super cial
Trato iliotibial 3 inserções: 1. Estabiliza o joelho
tubérculo de Gerdy, lateralmente – “ligamento
2. patela e ligamento anterolateral acessório”.
da patela, 3. tubérculo Posterior na exão (rotação
supracondilar lateral da tíbia), anterior na
extensão
Músculo bíceps As duas cabeças Estabilizador lateral,
femoral inserem-se na cabeça também roda a tíbia
da fíbula, lateral ao lateralmente ligamento colateral
bular
Segunda Camada – Média
Ligamento Da região lateral do Pode ser necessário a
patelofemoral fêmur à margem liberação se estiver
lateral lateral da patela encurtado causando a
inclinação da patela e lesão
da cartilagem articular
lateral
Retináculo Da fáscia do músculo
lateral da patela vasto lateral à tíbia e à
patela
Terceira Camada – Profunda
LÂMINA
SUPERFICIAL
Ligamento Do epicôndilo lateral à Restritor primário para a
colateral região medial da sobrecarga em varo,
bular (LCF) cabeça da fíbula também resiste à rotação
lateral
Ligamento Da cabeça da fíbula à Presença incostante; também
fabelo bular fabela, geralmente é chamado de “ligamento
com o ligamento colateral curto” poplíteo arqueado
LÂMINA
PROFUNDA
Músculo Insere-se anterior e Resiste à rotação lateral da
poplíteo e distal à origem do tíbia, varo e translação
tendão ligamento colateral posterior
lateral
Ligamento Da junção Restritor estático primário
popliteo bular musculotendínea do para a rotação lateral
(LPF) poplíteo à cabeça da
fíbula
Cápsula Do fêmur à tíbia. Reforçada por outras
articular Estende-se 15 mm estruturas; resiste ao varo e à
abaixo da linha de rotação lateral articulação
Ligamento Parte lateral: da Presença inconstante, forma
poplíteo cabeça da fíbula à de Y: duas partes. A parte
arqueado região posterior do lateral cobre o músculo
fêmur poplíteo, dando suporte Parte medial: região posterolateral ao joelho posterolateral do
fêmur em conjunto
com o ligamento
poplíteo oblíquo
Outros
Menisco lateral Para a região lateral Fornece concavidade à
da face articular região lateral da face superior da tíbia (parte articular superior da tíbia
lateral do “platô que é convexa tibial”) via ligamento
coronário
Cabeça lateral Sua origem está sobre Adiciona suporte dinâmico à
do músculo a região posterior do região posterolateral do
gastrocnêmio côndilo lateral do joelho
fêmur
• A artéria inferior lateral do joelho passa entre a lâmina super cial e a
lâmina profunda da terceira camada do canto posterolateral
• O ligamento colateral bular, o músculo poplíteo e o ligamento
popliteo bular são as estruturas mais consistentes e são o foco da
reconstrução cirúrgica
• A maioria das estruturas posterolaterais age como estabilizadores para
as forças em varo e rotação lateral. Elas também são estabilizadores
secundários para a translação posterior
• O complexo “arqueado” refere-se às estruturas de estabilização
posterolateral incluindo: ligamento colateral bular, ligamento poplíteo
arqueado, músculo poplíteo e cabeça lateral do músculo gastrocnêmio
LIGAMENTOS FIXAÇÃO FUNÇÃO/COMENTÁRIO
JOELHO
Articulação Femorotibial – Estruturas Mediais
Primeira Camada – Super cial
Sartório Torna-se uma camada Reveste outros tendões
fascial na inserção da na inserção da “pata de
“pata de ganso” ganso”
Fáscia lata Fáscia profunda da coxa Mistura-se com o
que continua até o retináculo (anterior) e a
joelho cápsula (posterior)
Segunda Camada – Média
Ligamento Do epicôndilo medial Restritor primário para
colateral tibial do fêmur à tíbia as forças em valgo
(parte super cial) (profundamente à “pata (especialmente em 30°)
de ganso”) Estabilizador Ampla inserção que secundário para a está 5-7 cm abaixo da translação anterior e
linha da articulação rotação medial
Fibras oblíquas do Do tubérculo do adutor Estabilizador estático
LCT (ligamento (posterior ao LCT) à contra valgo. Frouxo na
oblíquo posterior região posterior da exão, mas tenso
[LOP]) tíbia, corno posterior do dinamicamente devido
menisco medial e ao músculo cápsula articular semimembranáceo
Ligamento Da região medial da Estabilizador estático
patelofemoral patela ao epicôndilo primário contra a
medial medial do fêmur lateralização da patela;
pode ser necessário
reparo/reconstrução
após luxação
Retináculo medial Contínuo com a fáscia Pode também ser
da patela do músculo vasto para lesionado na
a tíbia e patela subluxação lateral da
patela
Semimembranáceo Insere-se na região Fornece suporte
posteromedial da tíbia posteromedial
Terceira Camada – Profunda
Ligamento Insere-se no menisco Estabiliza o menisco.
colateral tibial medial e na face Também conhecido
(parte profunda) articular superior da como “ligamento
Fibras tíbia 2 conjuntos de capsular medial” ou
meniscofemorais bras: “ligamento capsular do
Do fêmur ao Fibras meniscotibiais terço médio”
menisco Da tíbia ao menisco
Cápsula articular
Cápsula Do fêmur à tíbia, Reforçada por outras
estende-se 15 mm estruturas abaixo da articulação posteromediais
Outros
Menisco medial Fixado rmemente à O corno posterior é
região medial da face estabilizador secundário
articular superior da para a translação tíbia via ligamentos anterior. Torna-se o
coronários primeiro no ligamento
cruzado anterior
Cabeça medial do Origina-se na região Fornece algum suporte
músculo posteromedial do fêmur dinâmico adicional
gastrocnêmio
• Os tendões dos músculos grácil e semitendíneo estão entre a 1ª e 2ª
camada e agem como estabilizadores dinâmicos secundários medialmente
• O LOP é uma con uência da 2ª e 3ª camadas de tecido que são
indistintas na face posteromedial do joelho
MENISCO
Estrutura
• Discos de brocartilagem interpostos na articulação femorotibial entre
os côndilos do fêmur e a face articular superior da tíbia (“platô tibial”).
Possuem forma triangular em corte transversal – mais espesso na
periferia, estreitando-se em direção ao centro culminando em uma
margem na
• Histologicamente, é composto por colágeno (principalmente do tipo 1,
também tipos 2, 3, 5 e 6), células ( brocondrócitos), água,
proteoglicanos, glicoproteínas e elastina
• Três camadas vistas microscopicamente:
1. Camada super cial: padrão de bras colágenas trançadas 2. Camada de superfície: padrão de bras colágenas aleatoriamente
orientadas
3. Camada média (mais profunda): bras orientadas
circunferencialmente (longitudinalmente). Essas bras dissipam forças circulares. Fibras radiais: essas bras agem como um laço para prender as bras circunferenciais
• Suprimento vascular das artérias superior medial do joelho, superior
lateral do joelho, inferior medial do joelho, inferior lateral do joelho. Elas
formam o plexo perimeniscal na membrana sinovial/cápsula articular. A
porção periférica (10%-30% medialmente, 10%-25% lateralmente) é
vascular via vasos do plexo perimeniscal. Três zonas:
Zona vermelha: 3 mm da junção capsular (a maior parte das lacerações
irá cicatrizar)
Zona vermelha/branca: 3–5 mm da junção capsular (algumas
lacerações irão cicatrizar)
Zona branca: >5 mm da junção capsular (a maior parte das lacerações
não irá cicatrizar)
Os ⅔ avasculares no centro do menisco recebem nutrição da sinóvia
(líquido sinovial)
• Menisco medial: forma de C, menos móvel, rmemente xado à tíbia
(via ligamentos coronários) e à cápsula articular (via parte profunda do
ligamento colateral tibial) no segmento central
• Menisco lateral: circular, mais móvel, xações periféricas frouxas, não
xado ao hiato poplíteo (onde o tendão do músculo poplíteo é intra-
articular)
Função
1. Transmissão de carga e absorção de choques: os meniscos absorvem
50% (em extensão) ou 85% (em exão) das forças que atravessam a
articulação femorotibial. A transmissão desta carga ao menisco ajuda a
proteger a cartilagem articular
2. Congruência da articulação e estabilidade: os meniscos criam
congruência entre os côndilos curvos e a face articular superior da tíbia
plana, o que aumenta a estabilidade. Os meniscos (especialmente o corno
posterior do menisco medial) também agem como estabilizadores
secundários para a translação (especialmente nas de ciências
ligamentares do joelho)
3. Lubri cação da articulação: os meniscos ajudam a distribuir a
sinóvia sobre as faces articulares
4. Nutrição da articulação: os meniscos absorvem e, então, liberam
nutrientes da sinóvia para a cartilagem
5. Propriocepção: terminações nervosas fornecem o “feedback” sensitivo
para a posição da articulação
LIGAMENTOS FIXAÇÕES FUNÇÃO/COMENTÁRIO
JOELHO
Articulação Patelofemoral
Função
• Composta pelo tendão do músculo quadríceps femoral, pela patela, pelo
ligamento da patela e por ligamentos adicionais estabilizadores da patela
• O mecanismo extensor (do joelho) é a função principal desta articulação.
A patela aumenta o braço de movimento do eixo da articulação,
aumentando a vantagem mecânica e a tração do músculo quadríceps
femoral na extensão
• A estabilidade da patela na face patelar é resultado da morfologia óssea
e dos estabilizadores estáticos e dinâmicos. Um côndilo lateral do fêmur
hipoplásico ou crista patelar, uma tróclea plana ou o aumento do ângulo
“Q” podem predispor à luxação da patela
• A patela inicia o acoplamento na tróclea aos 20° de exão e é totalmente
acoplada aos 40°. O ponto de articulação move-se proximalmente com o
aumento da exão. A faceta ímpar (mais medial) da patela articula-se em
toda exão
• As forças de reação articulares podem ser muito altas nesta articulação:
3 × o peso corporal ao subir escadas, 7 × o peso corporal em exão
máxima. A cartilagem articular é de até 5 mm (mais espessa no corpo)
para acomodação destas altas forças
Estrutura
Tendão do Do músculo quadríceps Pode romper-se com
músculo femoral ao polo superior contração excêntrica
quadríceps da patela (geralmente >40 anos)
femoral
Ligamento da Do polo inferior da Pode romper-se com
patela patela à tuberosidade da contração excêntrica
tíbia (geralmente >40 anos)
Ligamentos Dos epicôndilos do Estabilizadores primários
patelofemorais fêmur às regiões da patela (especialmente o
Medial, lateral medial/lateral da patela ligamento patelofemoral
medial)
Ligamentos Da face articular Estabilizador menor da
patelotibiais superior da tíbia (“platô patela
(medial e tibial”) às regiões
lateral) medial/lateral da patela
Ligamentos Da patela à periferia dos Estabilizador secundário
patelomeniscais meniscos da patela
(medial e
lateral),
Retináculos da Insere-se na tíbia e no Estabilizador menor da
patela (medial fêmur patela
e lateral)
Outros
• A posição da patela pode ser avaliada em radiogra as em per l (30° de
exão) com índice de Insall (comprimento [diagonal] da
patela/comprimento do ligamento da patela). O índice normal é 1,0 (0,8
a 1,2), >1,2 indica patela baixa, <0,8 indica patela alta
• Estabilizadores dinâmicos: músculos quadríceps femoral, adutor magno,
trato iliotibial e músculos vasto medial e vasto lateral
• Ligamento patelofemoral medial: restritor primário para a luxação
lateral (mais comum)
LIGAMENTOS FIXAÇÕES FUNÇÃO/COMENTÁRIO
ARTICULAÇÃO TIBIOFIBULAR (proximal)
Ligamento Da cabeça da Mais largo e forte do que o ligamento
tibio bular fíbula à região posterior
anterior anterolateral da
tíbia
Ligamento Da cabeça da Mais fraco que o ligamento anterior
tibio bular fíbula à região
posterior posterolateral
da tíbia
Outros
Membrana Da região lateral Membrana brosa rme separando o
interóssea da tíbia à região compartimento anterior do posterior. É
medial da fíbula rompida na fratura de Maisonneuve
• Esta articulação tem movimento mínimo. A luxação ou ruptura desta
articulação indica trauma de alto impacto na região do joelho
• Para a sindesmose tibio bular (“articulação tibio bular distal”),
consulte o Capítulo 10, Tornozelo/Pé
PEQUENOS PROCEDIMENTOS
PASSOS
INFILTRAÇÃO
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Colocar o paciente em posição sentada com o joelho etido e pendente
3. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre a região anterior do
joelho
4. Preparar a seringa com uma mistura de anestésico local/corticoide em
uma agulha de calibre 21/22
5. Palpar o “ponto macio” entre a margem do ligamento da patela, a face
articular superior da tíbia (“platô tibial”) e o côndilo do fêmur
6. Pode-se anestesiar localmente a pele sobre o “ponto macio”
7. Horizontalmente inserir a agulha no “ponto macio”, visando
aproximadamente 30° à linha mediana em direção à fossa intercondilar.
Se a agulha acertar o côndilo, redirecioná-la mais centralmente na fossa
intercondilar
8. Aspirar suavemente para con rmar que você não está no interior de
um vaso
9. In ltrar a solução no interior do joelho. O líquido deve uir facilmente
10. Remover a agulha e fazer curativo no local da in ltração
ASPIRAÇÃO/ARTROCENTESE
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Colocar o paciente em posição supina (decúbito dorsal) com o joelho
completamente estendido
3. Palpar as margens da patela e do côndilo do fêmur
4. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre esta área
5. Inserir a agulha, geralmente de calibre 21 ou 18 (para uido espesso),
horizontalmente no interior da bolsa suprapatelar no nível do polo
superior da patela
6. Aspirar o uido para o interior da seringa (pode-se usar várias seringas
se necessário)
7. Comprimir gentilmente o joelho para “escoar” o uido da bolsa para a
aspiração
8. Remover a agulha e fazer curativo no local da in ltração
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
QUESTÃO RESPOSTA APLICAÇÃO CLÍNICA
1. Idade Jovem Trauma: lesões ligamentares ou
Meia-idade, idoso meniscais, fratura
Artrite
2. Dor
a. Início Aguda Trauma: fratura, luxação, lesão
de tecidos moles
(ligamentos/meniscos),
bursite/artrite séptica
b. Crônica Artrite, infecção,
Localização tendinite/bursite, esforço
repetitivo, tumor
Anterior Ruptura ou tendinite do tendão
do músculo quadríceps femoral
ou do ligamento da patela,
bursite pré-patelar, disfunção
patelofemoral
Posterior Ruptura de menisco (corno
posterior), cisto de Baker, lesão do ligamento cruzado
posterior
Lateral Ruptura de menisco (linha
articular), lesão do ligamento
colateral, artrite, síndrome do
trato iliotibial
Medial Ruptura de menisco (linha
articular), lesão do ligamento
colateral, artrite, bursite da
“pata de ganso”
Tumor, infecção
c. Dor noturna Etiologia da dor provavelmente
Ocorrência Com atividade da articulação
3. Rigidez Sem bloqueio Com Artrite, efusão (trauma,
bloqueio/travamento infecção) Corpos livres,
ruptura de menisco
(especialmente em “alça de
balde”), artrite, prega (plica)
sinovial
4. Edema Intra-articular Infecção, trauma (OCD, lesão
Extra-articular meniscal, lesões do LCA e LCP,
Agudo (pós-lesão) fratura) Agudo (sem lesão) Lesão do ligamento colateral,
bursite, contusão, entorse
Agudo (horas): lesão do LCA;
subagudo (dia): lesão meniscal,
OCD
Infecção: bursite pré-patelar,
articulação séptica
5. Falseio e colapso Lesão de ligamento cruzado ou
Instabilidade Falseio e dor colateral/lesão do mecanismo
extensor
Subluxação/luxação da patela,
prega (plica) patológica, OCD
6. Trauma Mecanismo: valgo Lesão do LCT (+/− tríade
Força em varo maldita: lesão do LCT, LCA e Flexão/posterior menisco medial) Torção Lesão do LCF ou canto Estalo posterolateral Nenhum Lesão do LCP (p. ex., lesão no
“painel do automóvel”)
Sem contato: lesão do LCA; com contato: vários ligamentos
Lesão de ligamento cruzado
(especialmente o LCA),
fratura osteocondral, ruptura
de menisco
Etiologia degenerativa ou
sobrecarga
7. Atividade Esportes de Ligamentos cruzados (LCA nº
agilidade/contato 1) ou ligamento colateral Corrida, ciclismo etc. Etiologia patelofemoral Agachamento Ruptura de menisco Caminhada A distância que o individuo é
capaz de deambular equivale à
severidade da doença artrítica
8. Sintomas Dormência, Doença neurológica, trauma
neurológicos formigamento (considerar etiologia espinal
lombar)
9. Sistêmico Febre, calafrios Infecção, articulação séptica,
tumor
10. Histórico Várias articulações Artrite reumatoide, gota etc.
de artrites envolvidas
EXAME FÍSICO
APLICAÇÃO CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
EXAME TÉCNICA/ACHADOS
DIFERENCIAL
INSPEÇÃO
Marcha Força compressiva Pode indicar lesão/insu ciência do
em varo LCF ou do canto posterolateral
Alinhamento O mau alinhamento pode originar
patelar sintomas patelofemorais
Marcha de joelho A tensão do tendão do calcâneo ou
etido dos músculos posteriores da coxa
(“isquiotibiais”) pode levar a
sintomas patelofemorais
Anterior Alinhamento do O alinhamento normal do joelho é
joelho clinicamente neutro
(radiogra camente 6° valgo).
Avaliar com suporte de peso.
Variações podem ser por
desenvolvimento ou pós-traumáticas
Geno valgo (bater Pode predispor à DAD do os joelhos) compartimento lateral, instabilidade
da patela/mau alinhamento patelar
Geno varo (perna Pode predispor à DAD do torta) compartimento medial,
incompetência ligamentar
Ângulo Q Ângulo da espinha ilíaca
anterossuperior ao ponto mediano
central da patela e à tuberosidade
da tíbia. NormaI: masculino ≤10°,
feminino ≤15°; o aumento do
ângulo predispõe à subluxação
patelar, sintomas patelofemorais
Edema Pré-patelar: bursite pré-patelar
(in amatória ou séptica); efusão
intra-articular: artrite, infecção,
trauma (hemartrose): fratura intra-
articular, ruptura de menisco,
ruptura de ligamento
Tuberosidade da Pode ser resultado da doença de
tíbia aumentada Osgood-Schlatter (especialmente em
adolescentes)
Posterior Massa Cisto de Baker
Lateral Alinhamento do Avaliar com suporte de peso
joelho
Recurvado Possível lesão do LCP
Posição da patela Melhor avaliada radiogra camente
com índice de Insall (ver articulação
patelofemoral)
Patela alta Patela alta: pode predispor à
instabilidade patelar
Patela baixa Patela baixa: geralmente pós-
traumática ou pós-cirúrgica
(possível artro brose)
Musculatura Quadríceps A atro a pode resultar de lesão,
femoral condições pós-operatórias ou
neurológicas
Vasto medial A atro a do m. vasto medial ( bras
oblíquas) pode contribuir para
sintomas patelofemorais
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICAS/ACHADOS CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
PALPAÇÃO
Estruturas Patela Sensibilidade dolorosa no polo
ósseas distal: tendinite (joelho saltador)
Tuberosidade da tíbia Sensibilidade dolorosa com doença
de Osgood-Schlatter
Tecidos Tendão do músculo Defeito: ruptura de tendão;
moles quadríceps femoral sensibilidade dolorosa: tendinite
Ligamento da patela Defeito: ruptura de tendão;
sensibilidade dolorosa
(especialmente na inserção):
tendinite (joelho de saltador)
Compressão da fossa Patela utuante (derrame intercondilar articular): artrite, trauma, infecção
Bolsa pré-patelar Bolsa edemaciada indica correlação
com bursite
Bolsa anserina Sensibilidade dolorosa indica
bursite
Retináculo/prega Espesso, prega (plica) macia é (plica) patológica
Linha articular medial Sensibilidade dolorosa: ruptura de e LCT menisco medial ou lesão do LCT
Linha articular lateral Sensibilidade dolorosa: ruptura de e LCF menisco lateral ou lesão do LCF
Trato Dor ou endurecimento é patológico
iliotibial/côndilo
lateral do fêmur
(região anterolateral
do joelho)
Fossa poplítea Massa consistente com cisto de
Baker, aneurisma poplíteo
Compartimentos da Compartimento rme ou tenso:
perna (anterior, síndrome do compartimento posterior, lateral)
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICA/ACHADOS CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Flexão/extensão Posição supina Normal: exão de 0 a
(decúbito dorsal): do 125°-135°, extensão de 0 a
calcanhar até as 5°-15° nádegas em linha reta Contratura de exão:
comum em OA/DAD Extensor tardio (di culdade
nos 20° nais): fraqueza do
músculo quadríceps femoral
Diminuição da extensão
com efusão
Notar o alinhamento da O mau alinhamento da
patela, dor e crepitação patela leva à dor na região
anterior do joelho
Rotação medial Estabilizar o fêmur, Normal 10°-15° rotação
e rotação lateral rodar a tíbia medial/lateral
da tíbia
NEUROVASCULAR
Sensitivo
Nervo Região medial da perna Dé cit indica lesão do
femoral/safeno nervo/raiz nervosa
(L4) correspondente
Nervo bular Dé cit indica lesão do
comum (L5) nervo/raiz nervosa
correspondente
N. cutâneo sural Região lateral da parte
lateral proximal da perna
N. bular Região lateral da parte
super cial distal da perna
Nervo tibial Dé cit indica lesão do
(S1) nervo/raiz nervosa
correspondente
N. cutâneo sural Região posterolateral
medial da parte proximal da
perna
Nervo sural Região posterolateral Dé cit indica lesão do
da parte distal da perna nervo/raiz nervosa
correspondente
Motor
Nervo femoral Extensão do joelho Fraqueza = lesão do m.
(L2-L4) quadríceps femoral ou do
nervo/raiz nervosa
Isquiático: tibial Flexão do joelho Fraqueza = lesão da cabeça
(L4-S3) curta do músculo bíceps
femoral ou do nervo/raiz
Fibular comum Flexão do joelho Fraqueza = lesão da cabeça
(L4-S3) longa do músculo bíceps
femoral ou do nervo/raiz
nervosa
Nervo tibial Flexão plantar Fraqueza = lesão dos mm.
(S1) TP, FLH, FLD ou do
nervo/raiz nervosa
Nervo bular Flexão dorsal do pé Fraqueza = lesão do m. TA
(profundo) (L4) ou do nervo/raiz nervosa
Nervo bular Flexão dorsal do hálux Fraqueza = lesão do ELH
(super cial) ou do nervo/raiz nervosa
(L5)
Outros
Re exo (L4) Patelar Hipoativo/ausência indica
radiculopatia de L4
Hiperativo pode indicar
condição mielopática do
neurônio motor inferior
Pulso Poplíteo A diminuição do pulso pode
ser resultado de um trauma
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICA CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
TESTES ESPECIAIS
Articulação Patelofemoral
Desvio da patela Deslocar a patela Dividir a patela em 4
medialmente e quadrantes. A patela
lateralmente deve deslocar 2
quadrantes em ambos os
sentidos. Mobilidade
reduzida indica
retináculo tenso
Apreensão da patela Joelho relaxado, Dor/apreensão de
empurrar a patela subluxação: lateralmente instabilidade patelar ou
lesão no retináculo
medial/ligamento
patelofemoral medial
(LPFM)
Sinal do “J” De uma posição de Desvio lateral da patela
exão, realiza-se na extensão completa:
ativamente uma síndrome patelofemoral
extensão do joelho
Compressão/crepitação Com o joelho Dor: condromalacia,
da patela estendido, estimula- OCD, artrite
se os quadrantes, patelofemoral/DAD da
comprimindo a patela patela
Meniscos
Sensibilidade dolorosa Palpar ambas as Exame de maior
na linha articular linhas articulares sensibilidade para
lesão meniscal quando
doloroso (ver página
309)
McMurray Joelho em Estalido ou dor sugere
exão/varo/rotação lesão meniscal medial
lateral e, em
seguida, estender
Joelho em Estalido ou dor sugere
exão/valgo/rotação lesão meniscal lateral
medial e, em
seguida, estender
Compressão de Apley Prono (decúbito Dor ou estalido indicam
ventral), joelho à lesão meniscal 90°, compressão e
rotação
Ligamento Cruzado Anterior
Lachman Flexão do joelho Frouxidão indica lesão
entre 20°-30° e do LCA. Exame de maior
traciona-se a tíbia sensibilidade para anteriormente ruptura do LCA. Grau 1:
0–5 mm, 2: 6–10 mm, 3:
>10 mm; A: bom, B:
sem ponto- nal
Gaveta anterior Flexão de joelho à Frouxidão/deslocamento
90° e traciona-se a anterior: lesão do LCA
tíbia anteriormente
Pivot shift Supino (decúbito Estalo com o joelho em
dorsal), joelho em exão indica lesão do
extensão, rotação LCA (Se o LCA está medial, provocar de ciente, a tíbia inicia
uma força em valgo o movimento subluxada
na parte proximal da e reduz com a exão,
tíbia e, em seguida, causando o estalo.)
exionar o joelho
ORIGENS E INSERÇÕES
APLICAÇÃO
EXAME TÉCNICA CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
TESTES ESPECIAIS
Ligamento Cruzado Posterior
Gaveta Joelho exionado a Deslocamento posterior: lesão
posterior 90°, pressão posterior LCP
sobre a tíbia
Translação Supino (decúbito Deslocamento posterior da
posterior dorsal), quadril a 45°, tíbia em relação ao fêmur
joelho a 90°, observar (pela gravidade) indica lesão
lateralmente LCP
Contração do Supino (decúbito A tíbia subluxada
m. quadríceps dorsal), joelho a 90°, posteriormente desloca-se
contração do m. anteriormente se o LCP estiver
quadríceps lesionado
Pivot shift Supino (decúbito Estalo com o joelho em
reverso dorsal), exão do extensão indica lesão do LCP
joelho a 45°, RL, (Se o LCP está lesionado, a
aplicar uma força em tíbia estará subluxada valgo na parte posteriormente e será reduzida
proximal da tíbia e, em no momento da extensão, seguida, estender o causando o estalo.) joelho
Ligamentos Colaterais
Estresse em Força lateral sobre o Frouxidão em 30° – lesão do
valgo joelho a 30° e, em LCT; 0° – lesão do LCT e do
seguida, a 0° ligamento cruzado
Estresse em Força medial sobre o Frouxidão em 30° – lesão do
varo joelho a 30º e, em LCF; 0° – lesão do LCF e do
seguida, a 0° ligamento cruzado
Outros
Rotação Prono (decúbito Rotação lateral aumentada em
lateral em ventral), RL de ambos 30°: lesão do complexo do
prono a 30° e os joelhos a 90° e, em canto posterolateral (CPL); em
90° (Dial) seguida, a 30° (pode 90° lesão do CPL e LCP
ser realizado em
supino)
Recurvato Supino, membros Recurvato, varo e rotação
rotação inferiores estendidos, medial do joelho indicam
lateral erguer os pés (pernas) lesão do CPL (+/– LCP)
pelos dedos
Slocum Joelho a 90°, RM da Desvio: lesão anterior e lateral
tíbia a 30°, força (LCA e CPL) anterior Desvio: lesão anterior e medial
Joelho a 90°, RL da (LCA, LCT, LPO) tíbia a 30°, força
anterior
Gaveta Joelho a 90°, RL da Frouxidão indica lesão do
posterolateral tíbia a 15°, força canto posterolateral e/ou LCP
posterior
Gaveta Joelho a 90°, RM da Frouxidão indica lesão do LCP
posteromedial tíbia a 30°, força e do ligamento medial (LCT,
posterior LPO)
MÚSCULOS
COMPARTIMENTO MÚSCULOS ESTRUTURAS
NEUROVASCULARES
COMPARTIMENTOS (4)
Anterior Tibial anterior (TA) Nervo bular profundo
Extensor longo do Artéria e veias tibiais hálux (ELH) anteriores Extensor longo dos
dedos (ELD)
Fibular terceiro
Lateral Fibular longo Nervo bular super cial
Fibular curto
Posterior (parte Gastrocnêmio Nenhuma
super cial) Sóleo
Plantar
Posterior (parte Tibial posterior (TP) Nervo tibial
profunda) Flexor longo do hálux Artéria e veias tibiais
(FLH) posteriores Flexor longo dos dedos Artéria e veias bulares
(FLD)
Poplíteo
FASCIOTOMIAS
Anterolateral Centralizada sobre o septo intermuscular entre os
compartimentos anterior e lateral
Posteromedial Centralizada sobre a margem posterior da tíbia entre
as partes super cial e profunda do compartimento posterior
NERVOS
PLEXO LOMBAR
Divisão Posterior
Safeno (L2-L4): ramo do nervo femoral, dirige-se para a perna
posteromedialmente, super cial à fáscia do músculo sartório (em risco no
acesso medial direto, p. ex., no acesso ao menisco medial). Em seguida,
ele emite o ramo infrapatelar (em risco no acesso anteromedial e pela
linha média, p. ex., na reconstrução do ligamento cruzado anterior) e
descende pela região medial da perna
Sensitivo: Região infrapatelar: via ramo infrapatelar
Região medial da perna: via ramos cutâneos mediais da perna
Motor: Nenhum (na perna)
PLEXO SACRAL
Divisão Anterior
Tibial (L4-S3): descende entre as cabeças do músculo gastrocnêmio para
o interior da perna, posterior ao músculo tibial posterior (no
compartimento posterior – parte profunda) em direção ao tornozelo
imediatamente posterior ao maléolo medial entre os tendões do FLH e
FLD
Sensitivo: Parte proximal da região posterolateral da perna: via nervo
cutâneo sural medial
Motor: • Compartimento posterior (parte super cial)
M. plantar
M. gastrocnêmio
M. sóleo: via nervo para o m. sóleo
• Compartimento posterior (parte profunda)
M. poplíteo: via nervo para o m. poplíteo M. tibial posterior (TP)
M. exor longo dos dedos
M. exor longo do hálux
PLEXO SACRAL
Divisão Posterior
Fibular comum (L4-S2): surge da divisão do nervo isquiático na parte
distal da região posterior da coxa, com trajeto posteroinferior ao músculo
bíceps femoral, ao redor do colo da fíbula (pode ser comprimido ou
lesionado); em seguida, divide-se em 2 ramos
Sensitivo: Parte proximal da região lateral da perna: via nervo cutâneo
sural lateral
Motor: Nenhum (antes de se dividir)
Fibular profundo: segue no compartimento anterior da perna com a
artéria tibial anterior, posterior ao músculo tibial anterior sobre a
membrana interóssea
Sensitivo: Nenhum (na perna)
Motor: • Compartimento anterior
M. tibial anterior (TA)
M. extensor longo do hálux
M. extensor longo dos dedos
M. bular terceiro
Fibular super cial: segue no compartimento lateral da perna, cruza
anteriormente 12 cm acima do maléolo lateral (lesionado no acesso
lateral do tornozelo, p. ex., redução aberta e xação interna do
tornozelo) para o dorso do pé; em seguida, divide-se em 2 ramos
Sensitivo: Região anterolateral da perna
Motor: • Compartimento lateral
M. bular longo (FL)
M. bular curto (FC)
Outro
Sural: formado a partir do n. cutâneo sural medial (nervo tibial) e do n.
cutâneo sural lateral (nervo bular), segue subcutaneamente na porção
posterolateral da perna, cruza o tendão do calcâneo (de aquiles) 10 cm
acima da inserção e, em seguida, em direção à região lateral do
calcanhar.
Sensitivo: Porção posterolateral distal da perna
Motor: Nenhum
ARTÉRIAS
TRAJETO RAMOS COMENTÁRIO/IRRIGAÇÃO
ARTÉRIA POPLÍTEA
Inicia no hiato dos adutores e Superior Artéria superior lateral do
segue pela fossa poplítea, lateral e joelho em risco durante a
posterior ao LCP (pode ser superior liberação lateral
lesionada aqui); em seguida, medial do
divide-se próximo ao músculo joelho
poplíteo Inferior Artéria inferior lateral do
lateral e joelho separa inferior ligamentos/estruturas medial do laterais da 3ª camada do joelho joelho
Artéria Irriga o LCA, o LCP e a média do membrana sinovial joelho
Artérias Ramos terminais da tibiais artéria poplítea
anterior e posterior
• Todas as quatro artérias do joelho anastomosam-se ao redor do joelho e
da patela
ARTÉRIA TIBIAL ANTERIOR
Passa entre os mm. tibial Recorrente Irriga e anastomosa-se no
anterior e ELD dentro do tibial joelho
compartimento anterior e anterior
localiza-se na membrana Ramo Irriga a cabeça da fíbula e
interóssea juntamente com o circun exo a região lateral do joelho
nervo bular profundo bular
Maleolar Irriga a região anterior do
lateral e maléolo medial
Dorsal do Ramos terminais no pé
pé
• Irriga os músculos do compartimento anterior da perna
ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR
Segue com o nervo tibial na Recorrente Irriga e anastomosa-se no
parte profunda do tibial joelho
compartimento posterior, posterior
posteriormente ao músculo Artéria Irriga o compartimento
tornozelo, onde situa-se entre Ramos Para os músculos dos os tendões do FLD e FLH perfurantes tibial posterior até o bular lateral
posterior ao maléolo medial musculares compartimentos posteriores
(sua pulsação é palpada aqui)
Maleolar Irriga a região posterior
medial do maléolo medial
Ramos Irriga a região medial do
calcâneos calcâneo/calcanhar
mediais
Plantar Ramos terminais no pé
lateral e
medial
• Irriga os músculos das partes super cial e profunda do compartimento
posterior da perna
ARTÉRIA FIBULAR
Ramo da artéria tibial Ramos Irriga a região posterior
posterior, segue entre os maleolares do maléolo lateral
músculos tibial posterior e laterais
exor longo dos dedos no Ramos Irriga a região lateral do
compartimento posterior calcâneos calcâneo/calcanhar
• Irriga os músculos do compartimento lateral da perna
• Veja os músculos das páginas 315-319 para imagens adicionais das
artérias
DISTÚRBIOS
ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO
Informações Gerais
• Objetivos: 1. Clínico: aliviar a dor, manter a independência pessoal,
permitir a realização de atividades da vida diária (AVD) e recreação; 2.
Cirúrgico: restaurar o alinhamento mecânico, restaurar a linha articular,
equilíbrio dos tecidos moles (p. ex., ligamentos colaterais)
• Procedimento comum, com altos índices de satisfação para o
procedimento primário. Reavaliações também são cada vez mais comuns.
Avanços nas técnicas e materiais estão melhorando a sobrevida do
implante; este procedimento já está disponível para os pacientes mais
jovens
Materiais e Modelos
Materiais
• Componente femoral: cobalto-cromo comumente usado para a superfície
articular do fêmur com haste de titânio
• Componente tibial/platô: não se articula com o componente femoral.
Geralmente é feito de titânio
• Introdução da bandeja tibial: articula com o componente femoral; feito
de polietileno (“UHMWPE” – polietileno de peso molecular ultra alto)
Polietileno (PE) tem boa durabilidade, mas produz partículas
microscópicas que podem levar a afrouxamento do implante e falha
Polietileno deve ter, pelo menos, 8 mm de espessura, cross-linked para
uma melhor durabilidade, e esterilizado em ambiente inerte (sem O2)
Design congruente (não plano) melhora a taxa de durabilidade e
rolamento (aumento da exão do joelho)
Moldagem por compressão direta é a técnica de produção preferida
• Cimento: metilmetacrilato
Modelos de próteses
• Não constrita: 2 tipos. Esses são os mais comuns para procedimentos
cirúrgicos primários com deformidade mínima
Retenção do cruzado posterior (LCP) (“RC”): preserva o rolamento
femoral para aumentar a exão do joelho, mas aumenta o desgaste do PE
Substituição do cruzado posterior (LCP) (“estabilização posterior”)
(“EP”): provê o rolamento mecânico, mas pode luxar. Indicado para patelectomia, artrite in amatória, LCP incompetente (p. ex., ruptura prévia do LCP etc.)
• Constrita (não “articulada”): usada para de ciência moderada do
ligamento (LCT/LCF). Usa uma xação central para fornecer estabilidade
• Constrita (“articulada”): usada para de ciência ligamentar global. Tem
altas taxas de desgaste e falha
• Outra: modelos de suporte móvel estão disponíveis
Fixação
• Cimento. Mais comum
• Biológica. Técnicas de crescimento ósseo. Teoricamente tem vida mais
longa, mas tem maior risco de falha
Indicações
• Artrite do joelho
Etiologias comuns: osteoartrite (idiopática, pós-traumática), artrite
reumatoide, osteonecrose
Sintomas clínicos: dor no joelho, piora com atividade, piora gradual ao
longo do tempo, diminuição da capacidade de ambulação
Achados radiográ cos: evidência radiográ ca relevante de artrite do
joelho
OSTEOARTRITE ARTRITE REUMATOIDE
1. Estreitamento do espaço 1. Estreitamento do espaço
articular articular
2. Esclerose 2. Osteoporose periarticular
3. Cistos subcondrais 3. Erosões articulares
4. Formação de osteó tos 4. Anquilose
• Falha do tratamento conservador: AINE, modi cação da atividade, perda
de peso, sioterapia, órteses (p. ex., órtese para restrição de carga
medial), auxílio na ambulação (p. ex., bengala na mão contralateral),
in ltrações (corticosteroides, viscossuplementação)
Contraindicações
• Absolutas: articulação neuropática, infecção, disfunção do mecanismo
extensor, paciente clinicamente instável (p. ex., doença cardiopulmonar
severa). O paciente pode não sobreviver ao procedimento
• Relativas: pacientes jovens e ativos. Esses pacientes podem desgastar as
próteses muitas vezes em suas vidas
Alternativas
• Considerações: idade, nível de atividade, nível de saúde geral
• Osteotomia: pacientes relativamente jovens com patologia
unicompartimental
Joelho valgo/DAD do compartimento lateral: varo femoral distal –
gerando osteotomia
Joelho varo/DAD do compartimento medial: valgo tibial proximal –
gerando osteotomia
• Artroplastia unicompartimental: patologia unicompartimental
• Artrodese/fusão: trabalhadores jovens com patologia unilateral isolada
(p. ex., coluna vertebral, quadril e tornozelo normais)
ARTROPLASTIA TOTAL DE JOELHO
Procedimento
Acessos
• Incisão mediana com artrotomia parapatelar medial é a mais comum
• Incisões minimamente invasivas também estão sendo utilizadas.
Equipamentos especiais são frequentemente necessários para as incisões
pequenas
Passos
• Cortes ósseos
Corte do fêmur e da tíbia perpendicular ao eixo mecânico. Pode usar
uma referência intramedular (fêmur/tíbia) ou extramedular (tíbia); isto irá restabelecer o alinhamento mecânico
O osso retirado do fêmur e da tíbia deve ser igual ao que será
substituído pelo implante para manter/restaurar o alinhamento articular
• Implante – implantes de teste são inseridos primeiro para testar a
adequação dos cortes ósseos
Os implantes devem ser ajustados da melhor forma possível ao osso
natural
Fêmur posicionado a 3° de rotação lateral para acomodar um corte de
osso perpendicular da parte proximal da tíbia (tipicamente em 3° de varo)
Eixo femoral determinado de 3 formas: 1. eixo epicondilar, 2. eixo
condilar posterior, 3. eixo AP – perpendicular à face patelar
• Balanço
Plano sagital: o objetivo é realizar exão e extensão em intervalos
iguais. Pode ser necessário cortar mais osso ou adicionar mais implante
Plano coronal: os tecidos moles são a preocupação primária. A regra é
liberar o lado côncavo da deformidade
Deformidade em varo: liberar o lado medial: 1. LCT, parte profunda, 2.
inserção posteromedial da cápsula/semimembranáceo, 3. LCT, parte super cial
Deformidade em valgo: liberar o lado lateral: 1. cápsula lateral, 2a.
trato iliotibial (tensionado em extensão), 2b. m. poplíteo (tensionado em exão), 3. LCF
Teste do polietileno: o joelho deve ser estabilizado e bem equilibrado
com o polietileno de teste em posição
• Implantação nal dos componentes
Complicações
• As complicações patelofemorais são as mais comuns: síndrome
patelofemoral, dor patelofemoral, fratura patelar
• Artro brose: pode responder primeiro (<6 semanas) à manipulação sob
anestesia
• Falha no mecanismo extensor: ruptura ou avulsão do ligamento da
patela (di culdade para reparar/reconstruir); fratura patelar
• Infecção: diagnosticada com exames laboratoriais e aspiração. A
prevenção é essencial: antibióticos perioperatórios, técnica
preparada/planejada meticulosamente etc. Tratamento: agudo/subagudo:
irrigação e desbridamento com troca do PE. Posteriormente: revisão dos
estágios 1 e 2
• Afrouxamento: mais comum com xação biológica. Também causada
pelas partículas microscópicas do desgaste do polietileno
• Lesão neurovascular
Nervo bular comum: especialmente após a correção mecânica do
eixo de um joelho valgo (o nervo é estirado)
Artéria superior lateral do joelho: pode ser identi cada e cauterizada
• Complicações médicas: trombose venosa profunda (TVP) e embolia
pulmonar (EP) são conhecidos riscos da ATJ A pro laxia deve ser
iniciada
• Fratura periprotética
Fêmur: implante estável – haste ou dispositivo de ângulo xo; implante
instável – substituir com haste mais longa que passe no local da fratura
DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
JOELHO VARO (GENO VARO)
• Normal HDA: os pais relatam a • Fisiológico:
( siológico): 0-2 deformidade observação
anos de idade EF: joelho varo unilateral • Infantil: <3 anos de
• Patológico ou bilateral idade: órtese; >3
(doença de RX: ângulo metadia sial anos de idade:
Blount): 2 tipos da tíbia (AMDT): <9° é osteotomia
Infantil: <3 normal, >16° é • Adolescente:
anos de idade, patológico/de Blount hemiepi siodese ( se obesidade,
deambulação aberta) ou osteotomia
precoce ( se fechada)
Adolescente:
início insidioso
>8 anos de
idade
JOELHO VALGO (GENO VALGO)
• Normal HDA: os pais relatam a • Fisiológico:
( siológico): 2-5 deformidade observação
anos de idade EF: joelho valgo unilateral • Patológico:
• Patológico: ou bilateral hemiepi siodese ou
tumores ósseos RX: alinhamento na osteotomia
Metabólico: radiogra a: em adultos
osteodistro a normais, o valgo é de 6° renal
Outros: trauma,
infecção
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
ARQUEAMENTO DA TÍBIA
Arqueamento Posteromedial
• Convexidade HDA: deformidade • Arqueamento
congênita da tíbia presente ao nascimento resolve-se com o
• Idiopática, EF: o pé se apresenta em crescimento
unilateral exão dorsal (calcâneo • Resultante
• Corrige a valgo), a perna é arqueada discrepância de
deformidade, mas a
discrepância do RX: arqueamento da tíbia comprimento da
comprimento da e fíbula perna
perna geralmente Leve: elevar o
continua calçado
Severo:
hemiepi siodese
Arqueamento Anterolateral/Pseudartrose Congênita da Tíbia
• Arqueamento da HDA/EF: deformidade da •
tíbia, etiologia perna e impotência Jovens/arqueamento
desconhecida funcional. Perna arqueada, da tíbia: órtese de
• Associada à +/– de sinais de contato total
neuro bromatose neuro bromatose (p. ex., • Pseudartrose: haste
• Arqueamento manchas “café com tibial/ xação
anterolateral pode leite”) externa e enxerto
levar à pseudartrose RX: revela arqueamento ósseo
ou pseudartrose • Amputação: se o
tratamento cirúrgico
falhar
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER
• Tração da HDA: adolescente com dor Sintomas
apó se/osteocondrose no joelho, piora após desaparecem com
da tuberosidade da atividade o fechamento da
tíbia (2º centro de EF: tuberosidade da tíbia apó se (durante a
ossi cação) edemaciada e sensível à adolescência)
• Esforço repetitivo de palpação • Modi cação da
mecanismo extensor RX: mostra centros de atividade/restrição
(p. ex., em atletas ossi cação da tuberosidade • Gesso/órtese se
[mais comum]) os sintomas forem
da tíbia, +/– ossi cação severos heterotópica • Excisão dos
ossículos não
fundidos
TORÇÃO TIBIAL
• Rotação medial HDA: 1-2 anos de idade, • Terá resolução
congênita da tíbia tropeços frequentes, “pé de espontânea
• Associada à pombo” • Órteses não
diminuição do espaço PE: marcha com o pé em promovem
intrauterino e outros rotação medial, pé benefícios
“problemas de negativo para o ângulo da • Osteotomia
acondicionamento” coxa, ângulo de progressão supramaleolar se a
• Causa mais comum medial do pé, rotação deformidade
de marcha com o pé medial do eixo persistir até o nal
em rotação medial transmaleolar com a da infância
coxa/patela apontando
para a frente
ACESSOS CIRÚRGICOS
OceanofPDF.com