Netter Atlas de Anatomia Ortopédica
CAPÍTULO 10: Tornozelo/Pé
CAPÍTULO 10
Tornozelo/Pé
Anatomia Topográ ca
Osteologia
Radiologia
Trauma
Articulações
Outras Estruturas
Pequenos Procedimentos
História da Doença Atual
Exame Físico
Marcha
Origens e Inserções
Músculos
Nervos
Artérias
Distúrbios
Distúrbios Pediátricos
Acessos Cirúrgicos
ANATOMIA TOPOGRÁFICA
ESTRUTURA APLICAÇÃO CLÍNICA
Músculos do Lesão do nervo bular comum causa
compartimento fraqueza e pé caído
anterior
Músculo Rupturas/lesões musculares ocorrem na
gastrocnêmio junção musculotendínea
Tendão do Perda do contorno e/ou defeito ocorre
calcâneo (de quando o tendão se rompe
aquiles)
Calcanhar valgo Visto melhor posteriormente; o calcanhar
deve estar numa posição em valgo
Maléolos medial e Edema indica lesão do tornozelo: fratura
lateral ou entorse
Arco longitudinal Perda do arco indica pé plano: congênito
do pé ou adquirido
Planta Local de muitas úlceras; local de dor na
fascite plantar
Cabeça do 1º osso A cabeça mostra-se proeminente e dolorida
metatarsal (I) no hálux valgo/joanete
1ª articulação Local comum de gota. A articulação vai
metatarsofalângica estar hiperemiada e edemaciada
Articulações Dedos em martelo fazem com que essas
interfalângicas articulações sejam proeminentes
proximais dorsalmente
OSTEOLOGIA
RADIOLOGIA
TRAUMA
ARTICULAÇÕES
LIGAMENTOS FIXAÇÕES COMENTÁRIOS
SINDESMOSE TIBIOFIBULAR (PARTE DISTAL)
Sindesmose Sustentação Lesionada na frat. de
primária/básica Weber C e entorses “altas”
do tornozelo do tornozelo
Tibio bular Região anterior Ligamento oblíquo, forte.
anterior (LTFA) da tíbia A avulsão produz
(“tubérculo fratura/fragmento de ant.”) à parte “Tillaux” distal da fíbula
Tibio bular Região Mais fraco; origina-se na
posterior (LTFP) posterior da parte posterior do maléolo
tíbia à parte
distal da fíbula
Parte transversa Parte inferior e Dá sustentação posterior à
profunda do mortalha do tornozelo LTFP
Ligamento Parte lateral da Espessamento distal forte
interósseo (LIO) tíbia à parte da membrana interóssea
medial da
fíbula
Se a sindesmose se romper, a mortalha do tornozelo alarga. A
fíbula (com o tálus rmemente xado a ela) sofre desvio lateral
TORNOZELO
A articulação talocrural (tornozelo) é do tipo gínglimo
(“dobradiça”). Ela permite basicamente os movimentos de exão
plantar e de exão dorsal. ADM: FD 20°, FP 50°
Cápsula articular Tíbia e fíbula Proporciona grau variável
ao tálus de sustentação ao
tornozelo
Lateral Maléolo lateral LTFA e LTFP são
ao: espessamentos capsulares
Talo bular Colo do tálus Resiste à translação
anterior (LTFA) anterior. Nas entorses do
tornozelo, é o 1º ligamento a ser lesionado
Calcaneo bula Calcâneo Localiza-se profundamente
r (LCF) aos tendões dos músculo
bulares. Resiste à
inversão. É o 2º ligamento lesionado nas
entorses do tornozelo
Talo bular Tálus (processo Forte. Raramente se
posterior (LTFP) posterior) rompe. Fixa-se no
“tubérculo lateral do
processo posterior”
Medial: Origina-se no maléolo
ligamento medial (MM)
colateral medial
(deltóideo) (4
partes)
Deltóideo Colículo Resiste à eversão do
super cial anterior do MM tornozelo
a:
Parte tibiotalar Tálus Ligamento fraco. Pode
anterior (anteromedial) causar impacto
Parte Tuberosidade Restrição à migração
tibionavicular do navicular medial da cabeça do tálus
Parte Sustentáculo do Parte mais forte do
tibiocalcânea tálus ligamento colateral medial
(“deltóideo super cial”),
resiste ao valgo
Deltóideo
profundo
Parte tibiotalar Colículo Resiste à rotação lateral e
posterior posterior do à migração lateral
MM a: Praticamente horizontal;
Tálus medial e parte mais forte do tubérculo ligamento colateral medial
medial
LIGAMENTOS COMENTÁRIOS
INTERTARSAIS
Articulação Talocalcânea (Subtalar)
Articulação com 3 faces articulares. Permite a inversão/eversão
(p. ex., caminhar em superfícies irregulares), assim como a
rotação.
Extrínseco • • Sustentação primária da
Intrínsecos Calcaneo bular articulação talocalcânea
• Talocalcâneo (subtalar). Também é o interósseo principal suporte da • “Cervical” articulação talocrural
• Forte estabilizador no seio
do tarso. Lesão pode ser
causa de instabilidade
crônica
• Estabilizador secundário
menos resistente. Também
no seio do tarso
Espessamentos • Talocalcâneo • Tubérculo medial ao
medial sustentáculo do tálus.
Proporciona uma
sustentação mínima
capsulares • Talocalcâneo • Profundamente ao lig.
lateral calcaneo bular.
Proporciona uma
sustentação mínima
Outros • Retináculo • Muitas inserções no seio
inferior dos mm. do tarso
bulares
Luxações: reduções fechadas podem ser bloqueadas pelo: ECD
(luxação medial) ou pelo tendão do TP (luxação lateral)
Articulação Transversa do Tarso/“Mediotársica” (de
Chopart)
Duas articulações: 1. talocalcaneonavicular, 2.
calcaneocubóidea. Movimento: abdução/adução. Função
depende da posição do pé/art. talocalcânea (subtalar):
Eversão – as articulações estão paralelas; permitem o
movimento ( exível); ocorre ao início da fase de apoio/“batida do calcanhar”
Inversão – articulações não paralelas; nenhum movimento
(articulação imóvel torna o pé uma alavanca rígida); ocorre ao nal da fase de apoio/“saída dos dedos”
Articulação Talonavicular
Articulação do tipo esferóidea, altamente congruente.
Cabeça convexa do tálus com a parte côncava do osso navicular
(“acetábulo do pé”)
Calcaneonavicular plantar • Forte sustentação plantar
(“mola”) para cabeça do tálus; do
Talonavicular sustentáculo do tálus ao
Calcaneonavicular navicular
• Sustentação dorsal
• Metade do ligamento
bifurcado
Articulação Calcaneocubóidea
Calcaneocubóideo • Metade do ligamento
Calcaneocubóideo dorsal bifurcado
Calcaneocubóideo plantar • Sustentação dorsal,
(“plantar curto”) resistência mínima
Plantar longo • Forte sustentação plantar;
do sustentáculo do tálus ao
cuboide (região plantar)
• Cruza várias articulações,
com várias inserções
O tendão do músculo bular longo também cruza essa
articulação e aumenta a sustentação
OUTRAS ARTICULAÇÕES INTERTARSAIS
Cada uma dessas articulações possui ligamentos dorsais,
plantares e interósseos que têm o nome da articulação
correspondente
Cuboideonavicular • Essas articulações são
Cuneonavicular pequenas, têm pouco
Intercuneiforme movimento ou pouca
Cuneocubóidea relevância clínica
• Os ligamentos plantares
são os mais fortes
LIGAMENTOS COMENTÁRIOS
OUTRAS ARTICULAÇÕES
Articulações Tarsometatarsais (de Lisfranc)
Articulações planas. Constituem o arco transverso do pé. Base do
2º MT é o “ponto-chave”
Intermetatarsal • Entre as bases do 2º e 5º MT.
Nenhum ligamento entre o 1º e
2º MT
De Lisfranc (cuneometatarsal • Estabilizador primário da
interósseo): cuneiforme articulação. Avulsão do
medial à base do 2º MT ligamento = sinal de “ eck”
Tarsometatarsal dorsal, • Ligamentos plantares são os
plantar, interósseo mais fortes
Articulações Metatarsofalângicas
Articulação elipsóidea
Colateral • Forte sustentação medial e
lateral; limita varo e valgo
Plantar (lâmina) • Sustentação primária. Origem
frouxa no colo MT e inserção
forte na F1
• Lesionado (avulsão do MT) em
lesões por hiperextensão/“turf toe” • Sesamoides aderidos ao
ligamento plantar (lâmina) (no
tendão do FCH)
Metatarsal transverso • Entre as cabeças dos
profundo metatarsais. Pode comprimir o
nervo = neuroma de Morton
• O 1º/2º ligamento também
xa-se ao sesamoide lateral e o
estabiliza
Intersesamóideo • Passa entre os dois ossos
sesamoides, estabilizando-os
Tendões dos músculos • Inserções tendíneas na F1
abdutor e adutor do hálux aumentam a estabilidade medial
e lateral da articulação
Articulações Interfalângicas
Articulação do tipo gínglimo
Cápsula articular • Dá sustentação primária
Colateral e plantar (lâmina) • Sustentações medial, lateral e
plantar adicional
OUTRAS ESTRUTURAS
ESTRUTURA FUNÇÃO COMENTÁRIO
Retináculo Cobre os tendões, Parte distal da
superior dos nervos e vasos do fíbula até a face
músculos compartimento anterior medial da tíbia
extensores do tornozelo
Retináculo Circunda e recobre Em forma de “Y”;
inferior dos tendões etc. do do calcâneo até o
músculos compartimento anterior maléolo medial e
extensores no pé ao navicular
Retináculo dos Cobre os tendões do Maléolo medial até
músculos compartimento o calcâneo; teto do
exores posterior túnel do tarso
Retináculo Cobre os tendões e Superior: maléolo
superior e bainhas do lateral ao calcâneo
inferior dos compartimento lateral Inferior: retináculo
músculos na região posterior do inferior dos mm.
bulares pé extensores até o
calcâneo
Aponeurose Sustenta o arco In amada: fascite
plantar (“fáscia longitudinal do pé plantar; pode
plantar”) desenvolver
nódulos
PEQUENOS PROCEDIMENTOS
ETAPAS
ARTROCENTESE DO TORNOZELO
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Colocar o pé em exão plantar, palpar o maléolo medial e o
sulco entre ele e o tendão do músculo tibial anterior
3. Preparar a pele sobre a articulação do tornozelo (sabão
antisséptico/iodo)
4. Anestesiar a pele localmente (área com tamanho de
aproximadamente 2 cm)
5. Inserir agulha calibre 20 perpendicularmente no
sulco/articulação do tornozelo (medialmente ao tendão,
inferiormente à face articular inferior da tíbia, lateralmente ao
maléolo medial). Uma distração leve do tornozelo pode ajudar a
penetrar na articulação. Aspirar líquido. Em caso de suspeita de
infecção, enviar o líquido para coloração de Gram e cultura.
Como alternativa, pode-se in ltrar na articulação. O líquido deve
uir com facilidade se a agulha estiver na articulação
6. Fazer curativo no local da aspiração/in ltração
BLOQUEIO DO TORNOZELO
Cinco nervos distintos são bloqueados. Com base na anestesia
necessária, pode-se realizar um bloqueio parcial ou completo.
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) circunferencialmente
em torno do tornozelo, imediatamente acima e abaixo dos
maléolos
3. Preparar uma seringa com agulha calibre 22 a 25 e anestésico
local
4. Nervo bular super cial: in ltrar até formar um botão
anestésico de pelo menos 3-4 cm anterolateralmente no
tornozelo do maléolo lateral à linha mediana do pé
5. Nervo bular profundo: palpar os tendões dos músculos TA
e ELH. Inserir agulha entre os tendões até o osso, em seguida
recuá-la um pouco. Aspirar para certi car-se de que a agulha
não está na artéria tibial anterior. In ltrar 2-3 mL de
anestésico local
6. Nervo safeno: formar um botão anestésico de pelo menos 2-3
cm anteromedialmente no tornozelo, anteriormente ao maléolo
medial
7. Nervo tibial: palpar pulso da artéria tibial posterior, o FLH
(se possível) e o tendão do calcâneo (de aquiles) atrás do
maléolo medial. Inserir a agulha posteriormente à artéria,
anteriormente ao tendão FLH/calcâneo (aquiles) até o osso; em
seguida, recuá-la ligeiramente. Aspirar para certi car-se de que
a agulha não está na artéria tibial posterior. Recuá-la um
pouco do osso e in ltrar 2-3 mL
8. Nervo sural: formar um botão anestésico subcutâneo
posterolateralmente no tornozelo de pelo menos 2-3 cm, entre o
maléolo lateral e o tendão do calcâneo (de aquiles)
9. Fazer curativo em cada local de in ltração
BLOQUEIO DIGITAL
1. Perguntar ao paciente sobre alergias
2. Preparar a pele (sabão antisséptico/iodo) sobre o dorso da
parte proximal do dedo e o(s) espaço(s) interdigital(is)
adjacente(s)
3. Preparar a seringa com anestésico local sem epinefrina e
agulha calibre 25
4. Inserir a agulha ao longo das margens medial e lateral da
falange proximal até a superfície plantar. Aspirar para ter certeza
de que a agulha não atingiu nenhum vaso. In ltrar lentamente
enquanto retira a agulha dorsalmente. 2-3 mL de anestésico local
de cada lado devem ser su cientes. Formar um botão anestésico
dorsalmente na parte proximal do dedo pode melhorar o
bloqueio
5. Tomar cuidado para não in ltrar líquido demais nesse
espaço fechado
6. Fazer curativos nos locais de in ltração
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL
APLICAÇÃO
PERGUNTA RESPOSTA
CLÍNICA
1. Idade Jovem Entorse, fraturas
Meia-idade-idoso Lesões por uso
excessivo, artrite,
gota, hálux valgo,
dedo em martelo
2. Dor
a. Início Aguda (menos Fratura, entorse,
comum) luxação
Crônica A maioria dos
transtornos no
pé/tornozelo é
crônica; corredores
Após entorse do OCD talar, tornozelo subluxação de
tendões bulares
ou ruptura de
tendão, fratura do
processo lateral
(tálus), lesão NFS
b. Localização Tornozelo Fratura,
osteoartrite,
instabilidade,
tendinite do
tendão do m. tibial
posterior
Região posterior Fratura, bursite
do pé retrocalcânea,
tendinite do
tendão do calcâneo
(“aquiliana”),
artrite
Planta Fascite plantar,
compressão de
nervos, úlcera,
metatarsalgia
Região média do Osteoartrite do pé tarso, fratura (de
Lisfranc), DTTP
(disfunção do
tendão do m. tibial
posterior)
Região anterior do Fraturas,
pé metatarsalgia,
neuroma de
Morton, dedos em
martelo
1ª AMTF Hálux valgo, hálux
rígido,
sesamoidite, frat.,
dedo de turfe, gota
Bilateral Considerar doença
sistêmica, AR,
CMT
c. Ocorrência Dor matinal Fascite plantar
(melhora com o
alongamento)
Associada à Lesões do tipo uso
atividade excessivo e
desgaste: frat. de
estresse, tendinite,
bursite
3. Rigidez Sem bloqueio Entorse do
tornozelo, AR,
osteoartrite
Com bloqueio Corpo livre
4. Edema Sim Entorse com
fratura, artrite,
gota
5. Trauma Consegue Entorses,
sustentar peso contusões, fraturas
de menor
gravidade
Não consegue Fratura: tornozelo,
sustentar peso tarsal, metatarsal
Queda Fratura do
calcâneo, fratura
do “pilão” tibial
6. Esportes, Tendinite do
Atividade/ocupação movimentos tendão do calcâneo
repetitivos (“aquiliana”),
lesões por excesso
de uso (p. ex., frat.
de estresse)
Ficar em pé o dia Lesões por excesso
inteiro de uso: tendinite,
bursite
7. Tipo de calçado “Sapato de bico Hálux valgo
no” (joanete, mais
apertado/estreito comum em
mulheres)
8. Sintomas Dor, dormência, Síndrome do túnel
neurológicos formigamento do tarso,
neuropatia
diabética, outras
compressões de
nervos
9. História da Manifestações no Diabetes melito,
doença sistêmica pé gota, doenças
vasculares
periféricas, AR,
síndrome de Reiter
EXAME FÍSICO
EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO
CLÍNICA/DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
INSPEÇÃO
Pé Vista anterior Hálux valgo (joanete), dedos
(sustentação em martelo, outras
de peso) deformidades (pé torto
congênito, MT aducto)
Vista posterior Valgo discreto é normal;
deformidade de Haglund vista
na tendinite do tendão do
calcâneo (“aquiliana”)
Valgo aumentado: disfunção do
m. tibial posterior, coalisão
tarsal, pé planovalgo
Alinhamento varo: doenças
neurológicas (p. ex., Charcot-
Marie-Tooth)
Vista medial Pé plano (“pé chato”):
disfunção do m. tibial
posterior, coalisão tarsal, pé
planovalgo pediátrico
Pé cavo (arco do pé alto):
doenças neurológicas (p. ex.,
Charcot-Marie-Tooth)
Pé (sem Vista Úlceras (esp. em diabéticos),
SPe) inferior/plantar calosidades, lesões por
transferência (calosidade sob
cabeça do 2º MT)
Edema Tornozelo Entorse, fratura
Pé: Dorsal Fraturas, contusões Medial
Difuso
Disfunção do m. tibial
posterior
Considerar etiologia
cardiovascular
Pele Cor Palidez pode indicar doença
Pelos vascular; congestão pode
indicar insu ciência venosa
Diminuição dos pelos pode
indicar doença vascular
periférica
Calçados “Sapato de bico Associada ao hálux valgo (esp.
no” em mulheres)
Desgaste Pode indicar um desvio do
anormal alinhamento (p. ex., pé plano
ou cavo) ou uma disfunção (p.
ex., pé caído)
EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
PALPAÇÃO
Estruturas ósseas 1ª articulação MTF Joanete, dor: hálux
(MT e cabeça) rígido, sesamoides,
dedo de turfe, gota
Outra articulação Dor: metatarsalgia,
MTF (MT) doença de Freiberg,
frat., joanete do
alfaiate (cabeça do 5º
MT)
Ossos Sensibilidade dolorosa
tarsais/(mediopé) sugere fratura,
osteoartrite, luxação
Calcâneo/calcanhar Dor: fratura; posterior:
bursite (deformidade
de Haglund); plantar:
esporão, fascite
plantar; medial:
compressão de nervo
Maléolos Dor indica fratura,
lesão da sindesmose
na perna
Tecidos moles Pele Fria: doença vascular
periférica
Edema:
trauma/infecção vs. insu ciência venosa
Entre cabeças dos Dor: neuroma metatarsais
Ligamentos mediais Dor sugere entorse do
do tornozelo tornozelo (ligamento
colateral medial)
Tendões (no Dor indica tendinite,
maléolo medial) ruptura
Ligamentos laterais Dor sugere entorse do
do tornozelo tornozelo: LTFA, LCF,
LTFP (raro)
Tendões bulares Dor indica tendinite,
(maléolo lateral) ruptura,
luxação/subluxação
Tendão do Dor: tendinite; defeito
calcâneo (de sugere ruptura do aquiles) tendão do calcâneo
(de aquiles)
AMPLITUDE DE MOVIMENTO
Talocrural Estabiliza Normal: exão
(tornozelo): articulação subtalar 50°/extensão 25°
exão
dorsal/ exão
plantar
Talocalcânea Estabiliza a tíbia Normal: inversão
(subtalar): 5°-10°/eversão 5°
inversão/eversão
Transversa do Estabiliza o Normal: adução
tarso: calcanhar/região 20°/abdução 10°
adução/abdução posterior do pé,
aplicar estresse em
abdução/adução
Hálux:
AMTF: Estabiliza o pé, Normal: exão
exão/extensão exão/extensão 75°/extensão 75°;
diminuídas no hálux
rígido
AIF: Estabiliza o pé, Normal: exão
exão/extensão exão/extensão 90°/extensão 0°
Movimentos combinados; pronação: exão dorsal, eversão, abdução; supinação: exão plantar, inversão, adução
EXAME TÉCNICA APLICAÇÃO CLÍNICA
NEUROVASCULAR
Sensitivo
N. safeno (L4) Região medial Dé cit indica lesão do nervo
do pé (cutâneo ou raiz correspondente medial)
N. tibial (L4- Planta (plantar Dé cit indica lesão do nervo
S1) med. e lat.) ou raiz correspondente
N. bular Dorso do pé Dé cit indica lesão do nervo
super cial ou raiz correspondente
N. bular 1º espaço Dé cit indica lesão do nervo
profundo (L5) interdigital ou raiz correspondente
dorsal
N. sural (S1) Região lateral Dé cit indica lesão do nervo
do pé ou raiz correspondente
Motor
N. bular Inversão/ exão Fraqueza = lesão do m.
profundo (L4) dorsal do pé tibial anterior ou do
nervo/raiz correspondente
N. bular Extensão Fraqueza = lesão do m.
profundo (L5) ( exão dorsal) extensor longo do hálux
do hálux ou do nervo/raiz
correspondente
N. tibial (S1) Flexão plantar Fraqueza = lesão do m.
do pé gastrocnêmio ou do
nervo/raiz correspondente
N. bular Eversão pé Fraqueza = lesão dos
super cial músculos bulares ou do
nervo/raiz correspondente
Re exos
S1 Re exo Hipoativo/ausente indica
aquiliano radiculopatia de S1
Neurônio Re exo de Dedos do pé voltados para
motor superior Babinski cima indicam transtorno do
neurônio motor superior
Pulsos A. dorsal do pé Pulsos diminuídos =
(no dorso do trauma/comprometimento
pé) vascular, doença vascular
A. tibial periférica posterior
(posterior ao
maléolo
medial)
TESTES ESPECIAIS
Thompson Decúbito Ausência de exão plantar
ventral: do pé indica ruptura do
comprimir tendão do calcâneo (de panturrilha aquiles)
Gaveta Estabilizar Testa os ligamentos laterais
anterior tíbia, exão (esp. LTFA). Aumento da
plantar do pé, frouxidão indica lesão do
força anterior ligamento sobre o
calcanhar
Inclinação Estabilizar Testa os ligamentos laterais
talar tíbia, exão (esp. LCF). Aumento da
dorsal do pé, frouxidão indica lesão do
inversão do pé ligamento.
Estresse/tensão Estabilizar Testa os ligamentos
em rotação tíbia, rotação colateral medial
lateral lateral do pé (“deltóideo profundo”) e
sindesmótico. A frouxidão indica lesão do
ligamento
Estresse/tensão Estabilizar Testa o ligamento colateral
em eversão tíbia, eversão medial (“deltóideo
do pé super cial”). Aumento da
frouxidão indica lesão do
ligamento
Aperto Comprimir a Dor pode sugerir uma lesão
parte distal da da sindesmose (entorse ou
tíbia/fíbula ruptura completa)
Elevação do Em pé, elevar- Calcanhar em varo.
calcanhar se apoiando-se Ausência de varo na DTTP e
nos dedos do nas deformidades xas. pé Incapacidade de efetuar
elevação de apenas um
calcanhar indica DTTP
Blocos de Região lateral Varo exível da parte
Coleman do pé e do posterior do pé: tornozelo
calcanhar passa a valgo ou à posição
sobre um neutra quando suportado
bloco; 1º raio por um bloco. Varo xo da
ca livre parte posterior do pé:
tornozelo permanece em
varo sobre o bloco
Sinal de Tinel Batidas leves Parestesias/formigamento
sobre o nervo indicam compressão do posteriormente nervo tibial (no túnel do
ao maléolo tarso) medial
Compressão Comprimir o Dor (ou
pé nas cabeças dormência/formigamento):
dos MT neuroma interdigital
(neuroma de Morton)
MARCHA
CICLO DA MARCHA
Geral
Interação complexa de vários músculos e articulações em ambas
as extremidades inferiores para produzir a propulsão do corpo
De nições
Marcha: maneira pela qual uma pessoa caminha
Passo: da batida do calcanhar de um dos pés à batida do
calcanhar do pé oposto
Passada: da batida do calcanhar de um dos pés à batida do
calcanhar subsequente do mesmo pé
Fases
Apoio (62%): parte da marcha em que o pé está em contato com
o solo. Pode ser subdividida em 3 (ou 5) subcategorias:
• Fase inicial – posição de duplo apoio (12%): ambos os pés na
posição de apoio, pé oposto com os dedos saindo do chão
• Fase intermediária – posição de apoio simples (médio apoio)
(38%): pé oposto na fase de balanço
• Fase terminal – posição de apoio duplo (12%): ambos os pés na
posição de apoio, pé oposto em batida do calcanhar
Balanço (38%): parte da marcha com o pé no ar, avançando
adiante
Sequência
1. Batida do calcanhar: tornozelo está em exão plantar contra a
contração excêntrica do TA. A articulação talocalcânea
(subtalar) começa a eversão, permitindo a rotação medial da
tíbia
2. Pé plano: o músculo gastrocnêmio contrai-se excentricamente
para limitar a FD do tornozelo. O pé entra em pronação e a
articulação talocalcânea (subtalar) realiza a eversão, resultando
em uma articulação transversa do tarso paralela e exível, o que
possibilita ao pé receber o peso e se ajustar a superfícies
irregulares
3. Médio apoio: peso corporal está sobre perna de apoio. O
tornozelo está neutro. O pé começa a transição a uma posição
rígida para possibilitar a arrancada (impulso)
4. Saída do calcanhar: o músculo tibial posterior (TP) inicia a
inversão talocalcânea (subtalar) (tornando a articulação
transversa do tarso não paralela e rígida). O pé entra em
supinação, a tíbia realiza a rotação lateral e o músculo
gastrocnêmio contrai-se concentricamente, produzindo a
exão plantar do tornozelo/saída do calcanhar
5. Saída dos dedos: a exão dorsal passiva dos dedos inicia o
mecanismo de molinete, que encurta a fáscia plantar,
aprofundando o arco e invertendo ainda mais a articulação
talocalcânea (subtalar), xando a articulação transversa do tarso
e tornando o pé uma alavanca rígida para iniciar a marcha
6. Pré-balanço: o joelho é exionado para proporcionar a
elevação do pé no balanço inicial
7. Balanço médio: joelho e quadril exionados, assim como a
contração concêntrica do compartimento anterior (TA), fazem o
pé sair do chão
8. Balanço terminal: começa a transição para a batida do
calcanhar
ORIGENS E INSERÇÕES
MÚSCULOS
ESTRUTURA/FUNÇÃO COMENTÁRIO
FÁSCIA PLANTAR
Estrutura: 3 partes Entre os transtornos que afetam a fáscia
estão a fascite plantar e a
bromatose
1. Faixa (banda) Faixa espessa e única que sai do
central (considerada calcâneo, abre-se em leque e divide-se
como a aponeurose distalmente para se inserir em cada
plantar) dedo
Da região medial da tuberosidade do
calcâneo a: Super cial – bainhas dos
tendões do mm. exores
Profundo – ligamentos metatarsais
transversos profundos
2. Faixa (banda) Sustenta o músculo abdutor do hálux
medial
3. Faixa (banda) Sustenta o músculo abdutor do dedo
lateral mínimo
Insere-se na base do 5º metatarsal.
Pode ser causa de fraturas por avulsão
Função
1. Estabiliza o arco longitudinal do pé
2. Protege estruturas subjacentes
3. Estabiliza o pé na marcha (“windlass mechanism”)
CAMADA ESTRUTURAS
CAMADAS DO PÉ
Fáscia 3 faixas (bandas) – ver acima
plantar
1ª : 3 Músculos abdutor do hálux, exor curto dos dedos,
músculos abdutor do dedo mínimo
2ª : 2 Músculos quadrado plantar, lumbricais (2 tendões:
músculos FLH e FLD)
3ª : 3 Músculos exor curto do hálux, adutor do hálux,
músculos exor curto do dedo mínimo
4ª : 2 Músculos interósseos plantares, interósseos dorsais
músculos (2 tendões: FL e TP)
COMPARTIMENTO CONTEÚDO
COMPARTIMENTOS (9)
Medial Músculos abdutor do hálux, exor curto do
hálux, tendão do FLH
Lateral Músculos abdutor do dedo mínimo, exor
do dedo mínimo
Central Músculos exor curto dos dedos, lumbricais
super cial (4), tendões do FLD
Central profundo Músculo quadrado plantar, feixe
(calcaneal) neuromuscular tibial posterior
Adutor Músculo adutor do hálux
Interósseo (1-2) Músculo interósseo dorsal
Interósseo (2-3) Músculos interósseos dorsal e plantar
Interósseo (3-4) Músculos interósseos dorsal e plantar
Interósseo (4-5) Músculos interósseos dorsal e plantar
O compartimento central profundo (calcaneal) comunica-se com
a parte profunda do compartimento posterior da perna
FASCIOTOMIAS
Incisões 3 incisões (2 dorsais e 1 medial) podem
liberar todos os compartimentos
Dorsal (1) Sobre o 2º metatarsal, dissecar de ambos os
lados: liberar interósseo medial 2, adutor, central profundo
Dorsal (2) Sobre o 4º metatarsal, dissecar de ambos os
lados: liberar interósseo lateral 2, lateral e ambos os centrais
Medial Ao longo da margem medial da parte
posterior do pé e do mediopé: liberar
compartimentos medial e centrais
super cial e profundo
NERVOS
PLEXO LOMBAR
Divisão Posterior
N. safeno (L2-L4): ramo do nervo femoral, desce
super cialmente na região medial da perna e depois passa
anteriormente ao maléolo medial até o arco longitudinal medial
do pé
Sensitivo: Parte medial do tornozelo e pé (arco)
Motor: Nenhum
PLEXO SACRAL
Divisão Anterior
N. tibial (L4-S3): posterior ao maléolo medial, no túnel do tarso,
divide-se em nervos plantar medial e plantar lateral para a
face plantar
Sensitivo: Parte medial do calcanhar, pelo ramo calcâneo
medial
Motor: Nenhum (antes de se dividir)
N. plantar medial: segue medialmente pelo pé na 2ª camada
plantar. Compressão pode causar dor na parte medial/arco do pé
(esp. em corredores)
Sensitivo: Região medial da face plantar do pé e dos dedos
Motor: • Primeira camada plantar
M. abdutor do hálux
M. exor curto dos dedos (FCD)
• Segunda camada plantar
Mm. lumbricais (2 mediais)
• Terceira camada plantar
M. exor curto do hálux (FCH)
N. plantar lateral: emite um ramo para o ADMin (pode ser
comprimido pela fáscia do músculo abdutor do hálux), seguindo
então lateralmente na 2ª camada plantar
Sensitivo: Região lateral da face plantar do pé e dos dedos
Motor: • Primeira camada plantar
M. abdutor do dedo mínimo (ADMin): via 1º ramo
(“n. de Baxter”)
• Segunda camada plantar
M. quadrado plantar
Mm. lumbricais (2 laterais)
• Terceira camada plantar
M. adutor do hálux
M. exor curto do dedo mínimo
• Quarta camada plantar
Mm. interósseos dorsais
Mm. interósseos plantares
PLEXO SACRAL
Divisão Posterior
N. bular profundo: segue pelo compartimento anterior da
perna juntamente com a artéria tibial anterior, sob o retináculo
inferior dos músculos extensores (pode comprimir o nervo),
dividindo-se então em ramos motor (“lateral”) e sensitivo
(“medial”)
Sensitivo: 1º/2º espaços interdigitais via ramo medial
Motor: Via ramo lateral
M. extensor curto do hálux (ECH)
M. extensor curto dos dedos (ECD)
N. bular super cial: segue pelo compartimento lateral da
perna, cruza anteriormente 12 cm acima do maléolo lateral para
o dorso do pé, dividindo-se então em 2 nervos. Pode ser
lesionado durante RAFI do tornozelo ou pelo portal
anterolateral da artroscopia
Sensitivo: Dorso do pé: nervo cutâneo dorsal intermédio
Região medial do hálux: pelo nervo cutâneo dorsal medial
Motor: Nenhum (no pé e no tornozelo)
Outros
N. sural: formado pelo n. cutâneo sural medial (do nervo tibial)
e pelo n. cutâneo sural lateral (do nervo bular), segue
subcutaneamente na região posterolateral da perna. Emite um
ramo ao calcanhar, terminando então na região lateral do pé e
dos dedos
Sensitivo: Região lateral do calcanhar: pelos ramos calcâneos
laterais
Região lateral do pé: pelo nervo cutâneo dorsal lateral
Motor: Nenhum
Inervação sensitiva dorsal do pé: 3 nervos cutâneos (2 provenientes do nervo bular super cial, 1 proveniente do nervo sural)
ARTÉRIAS
ARTÉRIA-
ARTÉRIA OSSO IRRIGADO
TRONCO
IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA DO TÁLUS
1. Artéria do Tibial Corpo (cúpula): suprimento
“túnel” do posterior primário do corpo
tarso (TP)
2. Artéria Artéria do Região medial do corpo; a artéria
deltóidea “túnel” do perfura o ligamento colateral
tarso medial (deltóideo)
3. Artérias Dorsal do Cabeça e colo
superomediais pé
diretas
4. Artéria do Dorsal do Colo e região lateral do corpo;
seio do tarso pé e/ou contribui também para a cabeça
Fibular (r.
perfurante)
5. Artérias Fibular (r. Processo posterior/corpo
posteriores perfurante)
diretas
• Artérias do “túnel” do tarso e do seio do tarso formam uma
anastomose primária inferiormente ao colo do tálus que supre o
colo.
• Anastomoses intraósseas permitem ao tálus suportar uma lesão
vascular de menor gravidade. Uma lesão vascular signi cativa
(p. ex., fratura do colo do tálus tipo II ou III de Hawkins)
frequentemente resulta em NAV
DISTÚRBIOS
DISTÚRBIOS PEDIÁTRICOS
DESCRIÇÃO HDA e EF TRATAMENTO
PÉ TORTO CONGÊNITO (PÉ TALO EQUINOVARO)
• Idiopático, HDA: nasceu com • Ponseti: gesso seriado
congênito a deformidade + barras
• Meninos 2:1, EF: 4 Cavo: exão dorsal
50% bilateral, deformidades 1º raio
1:1.000 (auxiliar Aduzido/Varo:
• Etiologia mnemônico cabeça do tálus é o
multifatorial: CAVE) mediopé fulcro da correção
fatores genéticos Cavo, antepé Equino: exão dorsal
e ambientais Aduzido, art. do tornozelo,
• Associado a subtalar Varo, alongamento do
outras condições retropé Equino tendão do calcâneo
• 4 deformidades RX: AP/per l: • Liberar se persistente
diferentes: CAVE “paralelismo” do >6-9 meses
• Também visto tálus e do • Neuromuscular:
em transtornos calcâneo liberação 6-12 meses
neuromusculares Per l: ângulo T-
C: nl >35°
AP: ângulo T-C:
nl 20°-40°,
<20° no pé
torto
PÉ CAVO (PÉ COM ARCO ALTO)
• Arco alto devido HDA: 8-10 anos, •
a desequilíbrio dor no tornozelo Órteses/palmilhas/AFO
muscular no pé EF: caminha quando necessário
imaturo (mm. TA sobre os dedos, (usada com resultados
e bular longo); tendão do mistos)
TA fraco, FLe TP calcâneo tenso, • Osteotomias diversas
fortes exão dorsal do • Transferência e
• Tornozelo tornozelo reequilíbrio dos
exionado: causa diminuída tendões
dor RX: AP/per l pé
• É preciso excluir e tornozelo
doença EMG/ECN: testar
neuromuscular quanto à fraqueza
(p. ex., Charcot- muscular
Marie-Tooth) RM: coluna
• Pode haver vertebral: excluir
dedos em garra doença
neuromuscular
METATARSAIS ADUCTOS
• Região anterior HDA: os pais • A maioria dos casos
do pé aduzida percebem a se resolve
(varo) deformidade espontaneamente com
• Transtorno EF: deformidade desenvolvimento
pediátrico nº 1 do “pé em forma normal
do pé de rim ou grão de • Gesso seriado
• Associado à feijão”, ângulo • Liberação do músculo
posição coxa/pé negativo, abdutor do hálux
intrauterina ou marcha com • Raramente,
outros dedos virados osteotomias na parte
transtornos de para dentro média do pé
“contenção”
DESCRIÇÃO AVALIAÇÃO TRATAMENTO
PÉ PLANO FLEXÍVEL
Pé Plano Valgo (Pé Plano)
• Variante normal HDA: geralmente 1. Observação,
• Quase sempre assintomático, +/− tranquilizar os
bilateral dor com atividade pais, não
• Pé plano somente EF: pé plano quando precisa de
ao sustentar peso; pisa (suporte de peso). sapatos
forma um arco Na ausência de carga especiais
quando não sustenta (apoio), o arco do pé é 2. Suportes
peso reconstituído; para o arco
calcanhar passa a varo podem ajudar
ao ser elevado em caso de
RX: arco diminuído, sintomas leves
fora isso normal 3. Osteotomia
do calcâneo
no caso de
dores
persistentes
PÉ PLANO RÍGIDO
Coalizão Tarsal
• Fusão congênita de HDA: criança 1.
2 ossos tarsais maior/adolescente com Imobilização,
• início insidioso de dor, órteses, AINE
Calcâneo/navicular piora com atividade 2. Dor
persistente ou
nº 1 (crianças EF: pé plano rígido, recorrente:
menores) espasmo bular C-N:
• Tálus/calcâneo RX: Sinal do nariz de ressecção
(subtalar) nº 2 tamanduá fusão
• As coalizões podem (calcaneonavicular) T-C: <50%
ser brosas, ósseas TC: melhor método envolvidos:
ou cartilagíneas para identi car e medir ressecção
a coalizão >50%
envolvidos:
fusão
subtalar
Pé Talo Vertical Congênito
• Tálus em exão HDA/EF: planta 1.
plantar. Luxação convexa/“pé em mata Imobilização
talonavicular borrão” (sempre inicial (em FP)
dorsolateral não plano), pé plano rígido, para
passível de redução +/– aparência alongamento
• Também observado calcaneovalgo 2. Liberação
em transtornos RX: FP per l: linha do completa em
neuromusculares eixo talar abaixo 6-18 meses
articulação entre MT e 3. Talectomia
o cuneiforme em casos
resistentes
ACESSOS CIRÚRGICOS
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