O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Camilo Castelo Branco · Capítulo 118 de 155

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O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Liborio

E eu podia lá imaginar que o senhor depois de casado?... Emfim, o que eu lhe disse era para o applacar...

LIBORIO

E para applacar minha mulher disse-lhe que o Macario era vivo. Foi isso?

BARNABÉ

Está claro; as minhas intençoens fôram sempre boas... eu não tive culpa, se o senhor é um marido... distincto.

LIBORIO

Que horas são?

BARNABÉ

(tirando o relogio pacientemente) Trez e trinta e dous minutos. Outra vez. O melhor é ficar com o relogio na mão, (fica assobiando) até o senhor acertar o seu.

LIBORIO

O senhor assobia?

BARNABÉ

Então o senhor quer que eu chore? Deixe-me assobiar, homem! Ha paixoens d'alma que não desafogam se não pelo assobio... situaçoens crueis em que um homem sente a necessidade de estar sempre não só a assobiar, mas até a apitar.

LIBORIO