O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Camilo Castelo Branco · Capítulo 81 de 155

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O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Liborio

Esquecer, esquecer, eu! Se tu soubesses as noites tormentosas que eu passo!... o que me custa a adormecer... as reflexões que precedem o meu somno... os sonhos que o acompanham... Queres que eu t'os conte?

ITELVINA

Pois sim, conte lá.

LIBORIO

(erguendo-se) Ás vezes, vejo-te sahir d'uma floresta como a Armengarda do Alexandre Herculano das penhas da Covadonga; outras vezes estamos os dois n'um paraizo terreal como Adão e Eva... e eu a apertar-te ao coração (aproxima-se) a apertar-te... (Cinge-a com os braços).

ITELVINA

(gritando) Ai! ai!

LIBORIO

(recuando) Tu que tens!

ITELVINA

Ah! que dôres!

LIBORIO

(á parte) Diabolico torcegão!...