O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos
Liborio
Esquecer, esquecer, eu! Se tu soubesses as noites tormentosas que eu passo!... o que me custa a adormecer... as reflexões que precedem o meu somno... os sonhos que o acompanham... Queres que eu t'os conte?
ITELVINA
Pois sim, conte lá.
LIBORIO
(erguendo-se) Ás vezes, vejo-te sahir d'uma floresta como a Armengarda do Alexandre Herculano das penhas da Covadonga; outras vezes estamos os dois n'um paraizo terreal como Adão e Eva... e eu a apertar-te ao coração (aproxima-se) a apertar-te... (Cinge-a com os braços).
ITELVINA
(gritando) Ai! ai!
LIBORIO
(recuando) Tu que tens!
ITELVINA
Ah! que dôres!
LIBORIO
(á parte) Diabolico torcegão!...