O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Camilo Castelo Branco · Capítulo 21 de 155

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O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Itelvina

Consinto: casa com elle.

ITELVINA

(largando a navalha e abraçando-o) Obrigada, meu pae, obrigada!

BARNABÉ

Agora, asfixias-me... (Passa para a direita, levanta a navalha e colloca-a sobre o contador) Cruzes!

ITELVINA

Mas o silencio d'elle assusta-me, meu pae! Trez dias sem noticias! Vou escrever a Macario; e, se me não responder, amanhan parto para Braga. Se lhe tivesse acontecido algum revez! (A Sebastiana, que entra pelo fundo) Sebastiana, não estou em casa para ninguem, absolutamente para ninguem (Entra pela direita)

BARNABÉ

Sou o pae d'esta pombinha... É um anjo... Se eu me vejo livre d'esta ardente creatura do Mexico... Sebastiana, dá-me o casaco e o chapéo.

SEBASTIANA

Sim, senhor. (Sahe pela esquerda)

BARNABÉ

(só) Deixál-a casar com o Macario! O que eu quero, sobre tudo, é paz e socego... O casamento favorece os meus projectos... Fallaram-me d'uma quinta que se vende em S. Mamede de Infesta. O dono mora perto d'aqui; vou tratar com elle; e, se não fôr muito cara, o meu sonho d'esta noite realisa-se... O repuxo! Ah! o repuxo!