O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Camilo Castelo Branco · Capítulo 57 de 155

Páginas do PDF

O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos

Acto Segundo

SEBASTIANA

(á parte) Este será tambem um noivo?

BARNABÉ

(á parte) Que mudança ella fez!

ITELVINA

(para o pae) (Parando á porta do fundo) Então, meu pae? Vem? está a pensar no Macario, ou no assassino de Macario? Vamos almoçar. (Sahem).

BARNABÉ

(pensativo) Máo! máo! Bem dizia o Liborio... O arco da velha vae dar muita chuva... (Segue-os).

 

FIM DO 1.º ACTO

 

ACTO SEGUNDO

Quarto de dormir. Ao fundo, um leito cujos cortinados, pendentes de um docel,

estão meio-cerrados. Um pouco áquem uma porta que abre para um gabinete de toilette. Á direita, no primeiro plano, uma janella fechada com cortinas e store. No fundo, á direita do leito, a porta da entrada. Á direita, no 3.º plano, uma porta de communicação para o quarto de Itelvina. Á direita, na frente, uma meza. Á esquerda uma jardineira sobre a qual está uma caixa de charutos, phosphoros, e um barrete de veludo. Ao pé da jardineira, sobre uma cadeira, uma camizola. Á direita, uma cadeira de estofo sobre a qual estão as calças de Liborio. Ao pé uma bota e um chinelo. Á cabeceira do

leito, uma bispoteira. Cadeiras de estofo, quadros, etc. Uma lanterna de furta-fogo sobre a jardineira.