O Assassino de Macário: Comédia em Três Atos
Liborio
O senhor não pense que eu vou agora incommodar a menina para lhe fazer o seu retrato.
LIBORIO
Tens rasão; não a incommodes... Esperarei... convem-me esperar...
SEBASTIANA
(á parte) Tem grande têlha o homem!
LIBORIO
Como te chamas?
SEBASTIANA
Para que o quer saber?
LIBORIO
Para quê? É para não estar a chamar-te creada; mas, tens rasão... Que me importa a mim? Eu queria chamar-te Mariquinhas ou Theresinha... Que lindos olhos tu tens, e que cinta!... (Cinge-a pela cintura).
SEBASTIANA
Está bonita a chalaça!... foi para isto que veio cá?
LIBORIO
Não. Tu me impões o cumprimento de um dever. Obrigado, rapariga, obrigado!