O Homem Invisível
Notas
1. Segundo as notas de Andy Sawyer para a edição da Penguin Books de The invisible man, das cidades do Sussex mencionadas por Wells no
romance somente Iping é verdadeira, ficando alguns quilômetros a noroeste de Midhurst. As demais são fictícias, mas inspiradas (segundo
Patrick Parrinder, na mesma edição) em cidades reais: Bramblehurst (=Midhurst), Port Stowe (= Portsmouth), Port Burdock (=
Southsea) etc.
2. A sra. Hall se refere aos pintores que, durante o verão, viajam para o campo a fim de pintar paisagens. 3. Aqui há um lapso de Wells. O Homem Invisível chegou a Iping no dia 9 de fevereiro (capítulo III). O hipotético crime deveria ter
acontecido, portanto, a partir de meados ou final de janeiro.
4. Referência à parábola da Bíblia (Mateus, 25:15-30). Um patrão distribui talentos (moedas) entre seus servos, e no fim premia os que
multiplicaram essa riqueza e castiga o homem que recebera um só talento, porque este, em vez de investir a riqueza que possuía, esconde-
a. Silas Durgan parece sugerir que o estranho se recusa a faturar com sua deformidade, seja ela qual for.
5. Flor que se abre e exala perfume ao anoitecer, como a “boa-tarde” e outros tipos. 6. Wells alude ao fato de que os cervejeiros da época diluíam a cerveja em água, para aumentar sua quantidade, e adicionavam salsaparrilha,
para dar à mistura um gosto mais parecido com o da cerveja.
7. Uma citação das Obras morais de Plutarco (46-126 d.C.): Vox et praeterea nihil, “uma voz e nada mais”, ou “um simples som”. Wells
mostra que Marvel, mesmo sendo agora um vagabundo, é um homem semieducado.
8. Um descuido do autor. No capítulo XVII, horas antes desta cena, ele diz: “A lua em quarto crescente flutuava sobre a colina do lado
oeste...”
9. Os raios descobertos em 1895 por Wilhelm K. Roentgen (1845-1893) são hoje chamados de “raios X”. 10. Mais conhecida como um poderoso veneno, a estricnina já foi usada, em doses muito pequenas, como estimulante ou laxativo. 11. Este detalhe indica uma das questões mais levantadas pela crítica ao romance de Wells. A visão requer que a luz seja refratada no interior
da córnea e bloqueada pela área pigmentada da íris. Um olho totalmente invisível (transparente) seria também incapaz de ver. Wells
reconheceu isso numa carta de 1897 para Arnold Bennett, que, numa crítica ao romance, havia chamado a atenção para o perigo da
superexposição à luz para olhos cujas pálpebras são transparentes.
12. Este trecho prefigura, de certo modo, o conto “The country of the blind”, um dos mais famosos de Wells, publicado em 1904. 13. Loja fictícia. Segundo Andy Sawyer, as grandes lojas de departamentos já existentes na França desde os anos 1860 e nos Estados Unidos
desde os 1870 passaram a surgir na Inglaterra na década de 1890, como a Harrods, em Knightsbridge, e a John Lewis, em Oxford Street.
14. O coronel Adye foi visto pela última vez no Capítulo XXVII, caído no jardim do dr. Kemp, depois de ser alvejado pelo Homem Invisível.
Wells parece sugerir que ele sobreviveu ao tiro.
[1] Uma fada bem-nascida (pelo que me disseram)/ sempre mantém sua palavra:/ Old Peter sumiu num instante,/ mas não suas roupas./ E ali estavam um paletó azul,/ um colete, um par de óculos,/ sua casaca, seus sapatos, até suas meias,/ e um par de... oh, isso não posso dizer.