O Retorno do Jovem Príncipe
Epílogo
Esta é a história de minha jornada, caro leitor — e é para que você não fique tão triste que me apresso em lhe escrever.
Acho que você concordará que a vida agora ficou mais bela e que não devemos nos preocupar tanto, pois o Jovem Príncipe retornou, desta vez para viver entre nós.
Nunca mais o vi. Mas todas as vezes que sorrio, ou tenho a chance de ser bom com alguém, sinto como se uma onda começasse a se levantar. E se a pessoa que estou ajudando estende a mão e sorri para outra pessoa, seremos parte de uma maré que alcançará todas as pessoas. Portanto, quando sinto falta do Jovem Príncipe, inicio uma onda, sabendo que ela irá alcançá-lo. E se estou triste e alguém sorri para mim — desde aquela manhã em que o vi pela última vez —, sei que o Jovem Príncipe sorriu, esteja ele longe ou perto.
Às vezes, quando passo por algum parque e vejo jovens brincando, percebo que estou tentando vislumbrá-lo. Mas então me lembro de uma coisa que ele falou: “Você não deve se fechar a outras pessoas enquanto estiver procurando um amigo.” Então compreendo que não devo continuar a procurar por ele, pois posso encontrá-lo em cada indivíduo com os olhos do coração.
Ao longo de minha vida, passei longas noites procurando um amigo — de cidade em cidade, de fronteira a fronteira —, até que, certa manhã, encontrei-o sorrindo em meu coração...
Era uma agradável noite de primavera, embora a brisa estivesse um tanto fria. A estrela da manhã estava quase tão brilhante quanto a lua. Compreendi então que devia erguer meus olhos para o céu!
De repente, ocorreu uma coisa assombrosa. As estrelas pareceram sorrir para mim. E quando a brisa soprou, elas repicaram como 500 milhões de sinos.
“ Você não deve se fechar a outras pessoas enquanto
estiver procurando um amigo.”