Os Trabalhadores do Mar

Victor Hugo · Capítulo 33 de 103

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Os Trabalhadores do Mar

Livro Quinto

Instantes depois, Gilliatt encostado ao parapeito, olhava para o moço que voltava o angulo do caminho que ia ter a Saint-Sampson.

A pouco e pouco abateu a cabeça, esqueceu o mancebo, não soube mais se existia a cadeira Gild-Holm'Ur, e tudo desappareceu na immersão sem fundo o scismar. Gilliatt tinha um abysmo, Deruchette. Tirou-o daquelle abysmo uma voz que lhe gritou:

—Olá, Gilliatt!

Reconheceu a voz e ergueu os olhos.

—Que ha, Sr. Landoys?

Era com effeito o Sr. Landoys que passava na estrada a cem passos da casa, no seu phaeton, com um pequeno cavallo. Parou afim de chamar Gilliatt á falla, mas parecia atarefado e apressado:

—Ha novidade, Gilliatt.

—Onde?

—Na casa de mess Lethierry.

—O que ha?

—Estou longe para lhe contar o caso.

Gilliatt estremeceu.

—Casa-se miss Deruchette?

—Não. Mas ...

—Que quer dizer?

—Vá lá a casa delle, que ha de saber.

E o Sr. Landoys chicoteou o cavallo.

 

LIVRO QUINTO

 

O revolver.