Reflexões que permanecem: uma compilação
Solidão/viver só
Aqueles que vivem sós por certo período aprendem a se tornar independentes e a cuidar melhor de si mesmos. Desenvolvem prazer e orgulho por ser capazes disso. Avançam assim na direção da justiça, abandonando tanto o egoísmo como
a generosidade originais.62
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É interessante refletir sobre o que é mais importante: amor ou individualidade. Apesar de a resposta, hoje, parecer-me evidente, o fato é que a grande maioria das pessoas ainda responderia que não há nada mais sagrado e importante do que o amor. Elas ainda têm uma visão idealizada do amor e outra totalmente
deturpada do estar só...63
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Não deixa de ser curioso pensar que tanto o amor de qualidade como o viver só têm enorme potencial salvador. Ambos criam uma condição excepcional, quase compulsória, para que as pessoas amadureçam, e isso implica obrigatoriamente o fim da dualidade egoísmo versus generosidade, estimulando o surgimento de pessoas de fato justas. E serão elas, e só elas, aquelas capazes de criar um mundo
melhor.64
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[...] Só o amor de boa qualidade pode se comparar às boas soluções – e talvez até sobrepujá-las – que indivíduos inteligentes e maduros são capazes de encontrar
quando vivem sós.65
62 Para ser feliz no amor, p. 164.
63 Uma história do amor... Com final feliz, p. 122.
64 Para ser feliz no amor, p. 165.
65 Para ser feliz no amor, p. 122.