Resumo elementar de archeologia christã
Cornijas
No termo do periodo ogival, supprimem-se muitas vezes as arcaduras, não conservando mais do que um simples guarda-peito; o ornamento denominado chama apparece regularmente nos desenhos que formam as hombreiras d'esses guarda-peitos. As janellas superiores ficam, n'este caso, collocadas a prumo sobre a parede exterior do triforium.
Na Belgica, o triforium é geralmente tapado do lado exterior da nave por uma parede; é, por excepção, que esta parede tem abertura, e a um ou dois metros por cima do pavimento da galeria, pequenas aberturas circulares, trilobadas ou quadrilobadas, cobertas de grisalhas ou com ornatos elevados. Nos edificios francezes do XIII e XIV seculos, pelo contrario, a galeria do triforium não fica, as mais das vezes, separada do exterior senão por uma simples lumieira, apresentando bellos vidros pintados, semelhantes aos que decoram as janellas.
Cornijas
As cornijas do estylo ogival têem geralmente pouca importancia. Nos edificios que pertencem ao periodo de transição, e mesmo, na Belgica, em algumas que são dos primeiros annos do periodo ogival, o larmier superior da cornija assenta ainda muitas vezes, de distancia em distancia, do mesmo modo que na época roman, sobre cachorros servindo de modilhões, com muita sacada, mas de grande simplicidade.
Em França, as cornijas dos monumentos mais principaes compõem-se, quasi sempre, de duas fiadas de cantaria. A fiada inferior está ornada de crochetes vegetaes no XIII seculo, de folhagens ondeadas no XIV, e de folhas de repôlho encrespadas no XV. Algumas vezes vê-se tambem, entre estas esculpturas, modilhões formados por cabeças humanas ou por carrancas.