Talvez Não

Colleen Hoover · Capítulo 8 de 14

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Talvez Não

Capítulo 8

— Então, o que há com a nova com panheira de quarto? — eu sinalizo para Ridge, quando entro pela porta.

— Ela vive no com plexo. Seu nam orado a traiu e ela precisava de um lugar para ficar.

Vou até a m esa que ele está sentado e puxo um a cadeira. — Ela ainda está aqui?

Ele olha para cim a, do laptop e acena. — Sim , ela provavelm ente vai ficar aqui por algum as sem anas, pelo m enos. Tudo bem ?

Algum a coisa está diferente com ele. Quando você conhece alguém a m aior parte da sua vida, você pode quase sentir a sua inquietação. Esta garota Sy dney o deixa nervoso, e eu não sei por que.

— Maggie está bem com isso?

Sua atenção se m ove rapidam ente de volta para o seu laptop. Ele acena com a cabeça e sinaliza. Eu em purro m inha cadeira e olho para a porta para ver se os sapatos de Bridgette estão onde sem pre os m antém . Eles não estão. Eu bato no om bro de Ridge. — Onde está Bridgette? — eu sinalizo.

Ele se m exe na cadeira. — Saiu.

— Saiu para onde?

Ele dá de om bros. — Warren, você realm ente quer saber? Porque você não vai gostar.

Sento-m e na cadeira novam ente. — Inferno, sim , eu quero saber. Onde ela está?

Ele se inclina para trás em sua cadeira e suspira. — Um cara a buscou cerca de três horas atrás. Parecia que eles estavam saindo.

— Saindo. — eu sinalizo. — Saindo, para um encontro?

Ele assente.

De repente, eu quero dar um soco em Ridge, m as sei que ele não tem nada a ver com isso. Levanto-m e e em purro a cadeira de volta para debaixo da m esa.

Ela está em um encontro. Bridgette está na porra de um encontro.

Isso é besteira. Por que não estabelecer lim ites? Por que eu não lhe disse que ela não podia ver outros caras?

E se ela o trouxer para cá? Ela vai. Ela é tão m á, ela provavelm ente vai.

Eu pego m inhas chaves e sinalizo para Ridge que volto em pouco tem po.

Vou corrigir isso.

De alguma forma.

• • •

Eu estou sentado no sofá, duas horas depois, quando a porta se abre. Com o esperado, ela não entra sozinha. Um cara está seguindo atrás dela, m uito perto. Sua m ão está na parte inferior das suas costas, enquanto ela desliza os sapatos na porta e olha diretam ente para m im . — Oh. Ei, Warren.

Ela aponta para m im . — Guy, este é Warren. Warren, este é Guy.

Eu olho para ele. Por todo o-seu-idiota-m etrossexual. — O seu nom e é Guy?

Ele não responde. Ele só olha para Bridgette com o se ele estivesse um pouco desconfortável por ter acabado de entrar no apartam ento dela e um cara está sentado em seu sofá. Eu aposto que ele ficaria realm ente desconfortável se soubesse o que eu estava fazendo neste m esm o sofá com Bridgette apenas 24 horas atrás.

— Warren. — diz Bridgette em voz repugnantem ente, doce. — Você se im porta de nos dar um pouco de privacidade? — ela olha em direção ao m eu quarto, em silêncio, perguntando se eu vou esperar por lá, enquanto ela flerta na m inha sala de estar com Guy. Eu estreito m eus olhos para ela. Ela está fazendo isso de propósito. Ela está m e testando, e eu estou a ponto de vencer este teste.

— Claro, Bridgette. — eu digo com um sorriso. Levanto-m e e cam inho até Guy, estendendo a m ão. — Prazer em conhecê-lo. — eu digo a ele. Ele sorri e sua apreensão acalm a quando ele vê que eu afrouxei. — Vocês crianças, divirtam -se. Vou deixar a porta do banheiro destrancada para o caso de algum de vocês precisar usar. — eu aponto em direção ao banheiro, plantando a sem ente.

Por favor, faça com que ele tenha que usar o banheiro. Por favor.

Bridgette pode ver que o m eu últim o com entário foi fora de contexto. Ela estreita os olhos para m im , quando saio para o m eu quarto. Eu fecho a porta e fico bem próxim o a ela. Eu não vou perder um segundo disso. Se ela vai experim entar e testar ou m e torturar, trazendo outro cara para casa, ela tem que esperar que eu vá escutar toda a conversa.

Eu estou com o m eu ouvido colado na porta por, pelo m enos, quinze m inutos. Nesses 15 m inutos, eu o ouvi falar sobre tudo em que ele é bom .

Baseball.

Futebol.

Tênis.

Trivia. (Na verdade, ele a obrigou a questioná-lo.).

Trabalho. (Ele é um vendedor. Ele é o m elhor, aparentem ente. Maiores vendas dos últim os quatro trim estres.).

Ele é um viaj ante do m undo, é claro.

Ele fala francês, é claro.

Bridgette bocej a quatro vezes durante a conversa. Eu sinto que essa peça que ela está pregando é m ais desgastante para ela do que para m im .

— Se im porta se eu usar o banheiro? — Guy fala.

Finalmente.

Poucos segundos depois, eu ouço a porta do banheiro fechar e eu im ediatam ente abro a porta do quarto e vou para a cozinha. Bridgette está sentada no sofá com os pés apoiados sobre a m esa de centro. — Você parece entediada até a m orte. — eu digo a ela.

— Ele é fascinante. — ela diz com um sorriso falso. — Estou m e divertindo m uito, eu provavelm ente vou pedir-lhe para passar a noite.

Eu sorrio, sabendo que não vai acontecer. — Ele nunca vai concordar com isso, Bridgette. — eu digo a ela. — Na verdade — eu olho para o m eu pulso e toco nele. — Eu tenho certeza que ele vai em bora assim que ele sair do banheiro.

Ela senta-se ereta no sofá e, em seguida, levanta rapidam ente. Ela m e persegue, apontando seu dedo, em purrando-o contra o m eu peito. — O que você fez Warren?

A porta do banheiro se abre e Guy sai. Bridgette o enfrenta com seu detestável, sorriso falso. — Quer ir para o m eu quarto? — ela fala, cam inhando em direção a ele.

Ele olha para m im e eu balanço m inha cabeça, rapidam ente. Por tudo o que ele sabe, eu só estou avisando-o, de hom em para hom em , que é m elhor correr enquanto ainda pode.

Posso dizer que ele está apavorado depois de ver tudo o que eu coloquei no banheiro. Ele olha para a porta e se volta para Bridgette. — Na verdade, eu estava prestes a sair. — ele diz. — Eu ligo para você.

Os próxim os segundos são os segundos m ais difíceis que eu j á vi passar entre duas pessoas. Ele chega para um aperto de m ão, ela vai para um abraço, ele se afasta com m edo que ela tente beij á-lo, e os olhos dele se arregalam com m edo. Ele se apressa ao redor dela e vai direto para a porta. — Prazer em conhecê-lo, Warren. Eu te ligo m ais tarde, Bridgette.

E ele se foi.

Ela lentam ente se vira para m im . Seus olhos estão tão afiados com o diam antes. Estou com m edo que eles estej am afiados o suficiente para cortar a m inha garganta. Eu tiro o sorriso do m eu rosto e cam inho em direção ao m eu quarto. — Boa noite, Bridgette.

Boa tentativa, Bridgette.

Boa tentativa.

• • •

— Filho da puta!

Minha porta do banheiro se abre e ela cam inha em linha reta em direção à m inha cam a. Eu estava estudando, m as eu j ogo rapidam ente m eus livros de lado quando a vej o vindo em m inha direção. Ela pula em cim a da cam a, de pé, e anda por ela. Ela levanta as m ãos no ar e aí é quando percebo que ela está escondendo algum a coisa. Eu noto tarde dem ais, porém , porque o crem e esguicha para fora do tubo e até o topo da m inha cabeça.

— Crem e para hemorroida? — ela grita, j ogando-o de lado. Ela pega outro tubo de crem e que estava escondido debaixo do braço.

— Rem ovedor de verrugas? — ela o esprem e em m eu travesseiro. Estou tentando cobrir a cabeça com o cobertor, m as ela está recebendo o m aterial em todos os lugares. Eu tiro as pernas de debaixo dela e ela cai na cam a, então ela com eça a m e chutar e j ogar os tubos para m im .

— Alívio para Afta? — ela esguicha um bem na m inha cara. — Eu não consigo acreditar que você colocou tudo isso em nosso banheiro! Juro por Deus, você é um garotinho, Warren. Um garotinho com ciúm es!

Eu puxo o resto dos tubos das suas m ãos e a forço a ficar de costas, prendendo os braços dela no colchão.

— Você é tão idiota. — ela grita.

Eu m e esforço para m antê-la im óvel. — Se eu sou um idiota, então você é um a, puta calculista, cruel, de coração gelado!

Ela resm unga, tentando livrar-se da m inha m ão. Eu m e recuso a ceder, m as eu tam bém faço o m eu m elhor para tirar a raiva da m inha voz e falar com ela com calm a.

— O que foi isso, Bridgette? Hein? Por que diabos você o trouxe aqui?

Ela para de lutar tem po suficiente para sorrir na m inha cara. Saber que m eu ciúm e a faz rir, m e irrita ainda m ais. Eu seguro os dois pulsos com um a m ão e alcanço ao lado de sua cabeça, pegando um tubo de crem e. Eu abro a tam pa e esguicho no cabelo dela. Ela com eça a se debater debaixo de m im e Deus, eu estou tão bravo com ela.

Por que ela faria isso?

Eu agarro seu m axilar e seguro seu rosto para que ela olhe para m im . Ela percebe que não está m e dom inando fisicam ente, então ela cede. Seu peito está levantando e ela está ofegante. Eu posso ver a raiva em seus olhos. Eu não tenho ideia do que dá a ela o direito de ficar com raiva, quando ela é a única fodendo com a m inha cabeça.

Eu abaixo a m inha testa na dela e fecho os olhos. — Por quê? — eu digo, sem fôlego. O quarto fica tranquilo. — Por que você o trouxe aqui?

Ela suspira e vira a cabeça. Eu afasto e olho para ela, convencido de ver m ais dor em suas feições do que raiva. Sua voz é calm a quando ela fala. — Por que você deixaria outra garota se m udar para cá hoj e?

Eu sei que foi difícil para ela, porque a sua pergunta prova que ela se im porta. Essa pergunta prova que eu não era o único tem endo que um novo colega de quarto ficasse entre nós. Ela está com m edo que eu siga em frente. Ela está com m edo que Sy dney fique entre nós, então ela tentou m e m achucar prim eiro.

— Você acha que as coisas podem m udar entre nós só porque outra garota se m udou? — eu pergunto. Ela olha por cim a do om bro, para que não tenha que m e olhar nos olhos. Eu inclino seu m axilar e a faço olhar para m im . — É por isso que o trouxe aqui?

Seus olhos estreitam e ela cerra os lábios, recusando-se a adm itir que ela estava ferida.

— Basta dizer. — eu im ploro. Eu preciso que ela diga isso em voz alta. Tudo que eu preciso é que ela adm ita que o trouxe aqui, porque ela estava ferida e assustada. Eu preciso que ela adm ita que há um coração real dentro do seu peito. E que às vezes bate por m im .

Um a vez que ela não vai adm itir isso, eu vou adm itir isso por ela. — Você nunca deixou ninguém se aproxim ar o suficiente, de onde a ausência possa m achucá-la. Mas você se m achucaria se eu a deixasse, então você quis m e m achucar prim eiro. — eu pressiono m eus lábios m ais perto do seu ouvido. — Você conseguiu. — eu sussurro. — Ver você entrar por aquela porta com ele doeu pra caralho. Mas eu não vou a lugar nenhum , Bridgette, e eu não estou interessado em qualquer outra pessoa. Então, esse j oguinho que você tentou j ogar saiu pela culatra, porque a partir de agora, o único hom em que lhe é perm itido levar para casa, é o único que j á m ora aqui. — eu lentam ente recuo e a olho nos olhos. — Entendido?

Do j eito Bridgette verdadeiro, ela se recusa a responder. Mas tam bém sei que a sua recusa em responder é a sua m aneira de dizer que eu estou certo e que ela concorda.

Ela está respirando de form a m uito m ais pesada do que estava há poucos m inutos. Tenho quase certeza que eu tam bém estou, porque não sinto que m eus pulm ões estão funcionando m ais. Eu não posso inalar, não im porta o quanto eu tente, porque a necessidade de beij á-la assum iu m inhas passagens de ar. Eu preciso do ar dela.

Eu forço m inha boca contra a dela e a beij o com um a possessividade que nem sabia que estava em m im . Eu a beij o tão desesperadam ente, que esqueço que ainda estou com raiva dela. Minha língua m ergulha em sua boca e ela acolhe, dando-m e o seu próprio beij o desesperado em troca, agarrando o m eu rosto, m e puxando para m ais perto. Eu posso senti-la neste beij o com o eu nunca senti antes. É provavelm ente o m elhor beij o que eu j á experim entei com ela, porque é o prim eiro beij o com em oções reais por trás dele.

Mesm o que sej a o m elhor beij o, é tam bém um dos m ais curtos. Ela m e em purra para longe dela. Ela está fora da m inha cam a, do m eu quarto, e fora da m inha linha de visão quando a porta do banheiro bate atrás dela. Eu rolo em m inhas costas e olho para o teto.

Ela é tão confusa. Ela é tão frustrante. Ela é tão m alditam ente im previsível.

Ela não é nada que eu sem pre quis em um a garota. E absolutam ente tudo que eu preciso.

Ouço a água do chuveiro com eçar a correr, então eu im ediatam ente saio da cam a e cam inho até o banheiro. Meu coração aperta um pouco quando a m açaneta vira e eu percebo que ela não trancou atrás dela. Eu sei que este sinal significa que ela quer que eu siga. O que ela quer que eu faça um a vez que estou dentro deste banheiro é um m istério, apesar de tudo. Ela quer eu transe com ela contra a parede do chuveiro? Ela quer que eu peça desculpas para ela? Ela quer que eu fale com ela?

Eu não sei com ela. Eu nunca sei. Então, eu faço o que eu sem pre faço e espero que ela m e m ostre o que precisa. Eu entro no banheiro e pego um a toalha para lim par todo o m aldito crem e do m eu cabelo. Eu tiro o m áxim o que posso, em seguida, fecho a tam pa do vaso e sento nele, ouvindo em silêncio, enquanto ela continua seu banho. Eu sei que ela sabe que eu estou aqui, m as ela não fala. Eu até aceitaria seus insultos agora se isso significasse que ela iria dizer algo para aliviar o silêncio.

Eu m e inclino para frente e aperto as m ãos entre os j oelhos. — Isso te assusta, Bridgette?

Eu sei que ela m e ouve, m as ela não responde. Isso significa que sim.

Eu deixo m inha cabeça cair em m inhas m ãos e eu m e com prom eto a m anter a calm a. Esta é a form a com o ela se relaciona. Ela não conhece nada diferente. De algum a form a, ao longo dos seus 22 anos, ela nunca aprendeu a am ar, ou até m esm o a se com unicar, realm ente. Isso não é culpa dela.

— Algum a vez você j á esteve apaixonada antes?

É um a pergunta um pouco genérica. Eu não pergunto se ela poderia se apaixonar por m im especificamente, talvez por isso, a pergunta não a irrite.

Ouço um suspiro cedendo vir de trás da cortina de chuveiro. — Eu acho que é preciso ser am ada, para saber como am ar. — ela diz em voz baixa. — Então, eu acho que é um não.

Eu estrem eço com a sua resposta. Que resposta triste, triste. Um a que eu não estava esperando.

— Você não pode realm ente acreditar nisso, Bridgette. O silêncio segue. Ela não responde.

— Sua m ãe te am ou. — eu digo a ela.

— Minha m ãe m e deu para a m inha avó quando eu tinha seis m eses de idade.

— Tenho certeza de que sua avó te am ou.

Um sorriso silencioso, doloroso vem do chuveiro. — Eu tenho certeza que ela am ou, m as não o suficiente para perm anecer viva por m ais de um ano. Depois que ela m orreu, eu m orei com a m inha tia, que tornou m uito óbvio que ela não m e am ava. Meu tio am ou, no entanto. Apenas em todas as form as erradas.

Eu fecho m eus olhos com força e perm ito que suas palavras afundem . Brennan não estava brincando quando disse que ela teve um a vida difícil. E ela é tão casual sobre isso, com o se estivesse acabado de aceitar que este é o tipo de vida que lhe foi dada e não há nada que ela possa fazer sobre isso. Um a m istura de raiva e tristeza m e consom e.

— Bridgette...

— Não se preocupe Warren. Eu lidei com a m inha vida da única m aneira que eu sei. Isso funciona para m im , e eu não preciso que você ou qualquer outra pessoa tente m e entender, ou consertar. Eu sou quem eu sou e eu aceito isso.

Eu fecho a boca e não ofereço palavras de conselho. Eu não sei o que dizer de qualquer m aneira. Eu m e sinto horrível por querer incom odá-la com m ais perguntas depois dessa revelação, m as eu não tenho certeza quando eu vou conseguir esse lado dela novam ente. Bridgette não se abre facilm ente, e agora eu posso ver o porquê. Ela não parece ter tido qualquer pessoa para se abrir, então isso pode ser um a prim eira vez para ela.

— E a sua irm ã?

Bridgette libera um suspiro. — Ela não é nem m inha irm ã de verdade. Som os m eias-irm ãs, e nós nem sequer crescem os na m esm a casa.

Eu deveria parar com as perguntas. Eu sei que eu deveria, m as eu não posso. Saber que ela provavelm ente nunca falou ou ouviu as palavras - eu te am o - de ninguém em sua vida está m e afetando m uito m ais do que eu im aginava que podia.

— Tenho certeza que você j á teve nam orados que te am ou no passado.

Ela solta um riso realm ente triste, e então ela apenas suspira ainda m ais triste. — Se você está pensando em fazer perguntas com o essas durante toda a noite, eu prefiro que você só m e foda.

Eu cubro m inha boca com a m ão, absorvendo suas palavras com o um a faca no peito. Ela realm ente não pode ser tão quebrada. Ninguém pode ser tão solitário, pode?

— Você j á am ou alguém, Bridgette?

Silêncio. Com pleto silêncio até que a voz dela estilhaça com o vidro. — É difícil se apaixonar por idiotas, Warren.

Isso é um com entário de um a garota que j á se aborreceu m uitas e m uitas vezes. Eu m e levanto e deslizo a cortina do chuveiro para abrir. Ela está sob o fluxo da água. Rím el riscando um cam inho pelas suas bochechas.

— Talvez você só não tenha encontrado o idiota certo ainda.

Ela solta im ediatam ente um a breve explosão de risos, j unto com algum as lágrim as. Seus olhos estão tristes, e seu sorriso é com preensivo e, pela prim eira vez, ela está com pletam ente nua. É com o se ela estivesse estendendo o coração para m im , m e im plorando para não quebrá-lo. A vulnerabilidade que ela está m e m ostrando agora é algo que eu tenho quase certeza que ela nunca dem onstrou para qualquer outra pessoa. Nenhum outro hom em , pelo m enos.

Eu entro no chuveiro. Ela olha para m im em choque quando m inhas roupas rapidam ente ficam encharcadas. Eu pego seu rosto em m inhas m ãos, e a beij o.

Eu não beij o rapidam ente.

Eu não beij o asperam ente.

Eu não beij o duro.

Eu pressiono m eus lábios nos dela com tal delicadeza; eu quero que ela sinta tudo que ela j á m ereceu sentir das m ãos de outra pessoa. Ela m erece se sentir bonita. Ela m erece se sentir im portante. Ela m erece se sentir cuidada. Ela m erece se sentir respeitada. Ela m erece sentir que há pelo m enos um a outra pessoa neste m undo que a aceita exatam ente do j eito que ela é.

Ela m erece saber com o eu m e sinto, porque eu sinto todas essas coisas. E talvez um pouco m ais.