Talvez Não
Capítulo 10
— Então você acha que é oficial porque ela te beij ou na bochecha? — Sy dney diz confusa. Ela não entende. Ela é com o qualquer outra pessoa e enxerga Bridgette pelo que vê, o que é bom . Bridgette passa às pessoas um a im pressão m uito dura, e isso é um direito de Bridgette.
Eu paro de tentar explicar à Sy dney m eu relacionam ento com Bridgette. Além disso, eu m eio que gosto que ninguém entenda. E m esm o que nós tivem os esta experiência m uito louca, não-sexual, com a exploração de m ão e beij o no rosto no outro dia, isso não nos afetou no quarto. Na verdade, ontem à noite, nos m ovem os calm os e lentam ente por um a fantasia constante que tem os j ogado que envolve seu uniform e do Hooters.
— Você devia tentar conseguir um em prego no Hooters. — eu digo à Sy dney. Eu sei que ela está à procura de trabalho, e m esm o que não pareça sua área, as gorj etas são realm ente boas.
— Não, obrigada. — ela diz. — Não usaria aquele short nem m orta.
— Eles são, na verdade, shorts m uito agradáveis. Suaves. Elásticos. Você ficaria surpresa. E ontem à noite quando Bridgette estava fingindo m e servir um prato de asas, m e abaixei e....
— Warren. — diz Sy dney. — Pare. Eu não m e im porto. Quantas vezes eu tenho que te dizer que eu não m e im porto com sua vida sexual?
Eu franzo a testa. Ridge realm ente não gostaria de ouvir sobre isso, tam bém , e eu não posso dizer a Bridgette porque ela é um a parte da história, o que seria apenas redundante. Eu sinto falta de Brennan. Ele sem pre escuta.
A porta do quarto de Bridgette se abre, e eu vej o quando os seus olhos, procuram por m im na sala de estar. Eu posso ver a sugestão de um sorriso, m as ela é boa em ter certeza que eu sou o único que vej a.
— Bom dia, Bridgette. — eu digo a ela. — Dorm iu bem ?
Seus olhos caem em Sy dney, que está sentada ao m eu lado no sofá novam ente. Ela olha para o lado, m as não antes de eu ver um flash de dor em seu rosto.
— Foda-se, Warren. — diz Bridgette, voltando sua atenção para a geladeira.
Ainda assim , depois das m ãos dadas e beij ar m inha bochecha, ela pensa m esm o que eu m exeria com outra garota?
Observo enquanto ela bate coisas pela cozinha, com raiva. — Eu não gosto de com o ela fica no seu pé o tem po todo. — diz Bridgette. Dirij o-m e im ediatam ente para Sy dney e rio, porque por um lado, ela ainda acha que Sy dney não pode ouvi-la, e dois, eu não posso acreditar que ela acabou de dizer isso para m im . Se isso não é ela m e reivindicando, então eu não sei o que é.
Eu am o isso.
— Você acha isso engraçado? — diz Bridgette depois, girando. Eu balanço m inha cabeça rapidam ente e perco o m eu sorriso, m as ela aponta sua m ão na direção de Sy dney. — A garota, obviam ente, está m uito afim de você, e você não pode sequer m e respeitar o suficiente para distanciar-se dela até que eu estej a fora da casa? — ela vira de costas para nós novam ente. — Prim eiro ela j oga em Ridge algum a história triste para que ele a deixe se m udar e agora ela está aproveitando o fato de que você sabe a linguagem de sinais para que ela possa flertar com você.
Eu não sei quem se sente pior, Bridgette ou Sy dney. Ou eu mesmo. — Bridgette pare.
— Pare você, Warren. — diz ela, voltando-se para m e encarar. — Ou pare de rastej ar na cam a com igo à noite ou pare m exer com ela no sofá durante o dia.
Eu sabia que estava por vir, m as eu esperava que não estivesse aqui quando isso finalm ente acontecesse.
Sy dney atinge seu ponto de ruptura e dá um tapa em seu livro contra as coxas. — Bridgette, por favor! — ela grita. — Cale-se! Cale-se, cale-se, cale-se! Cristo! Eu não sei por que você acha que eu sou surda, e definitivam ente eu não sou um a prostituta e eu não estou usando a linguagem de sinais para flertar com Warren. Eu não sei nem a linguagem de sinais. E a partir de agora, por favor, pare de gritar quando você fala com igo!
Estou com m edo de olhar para Bridgette. Eu m e sinto despedaçado, porque
eu quero dar um high-five{7} em Sy dney por finalm ente se proteger, m as eu quero abraçar Bridgette, porque eu sei que isso tem que ser difícil para ela. De repente sinto com o se esse fosse o pior trote na história dos trotes.
Eu olho para cim a a tem po de ver um a enxurrada de m ágoa no rosto de Bridgette. Ela cam inha para o seu quarto e bate à porta.
Este vai ser im possível de corrigir. Sy dney apenas, sozinha, arruinou todo o m eu relacionam ento com essa explosão.
Ok, não foi tudo ela. Eu participei de um a parte enorm e nisso, tam bém .
Meu peito dói. Eu não gosto disso. Eu não gosto do silêncio, e eu não gosto do fato de que eu estou a ponto de ter que ir acertar isso. Eu coloco m inhas m ãos em m eus j oelhos e com eço a ficar de pé. — Bem , lá se vai m inha chance de atuar todas as cenas de fantasia que eu im aginei. Muito obrigado, Sy dney.
Ela em purra seu livro do seu colo e se levanta. — Foda-se, Warren.
Ai. Dano duplo.
Sy dney cam inha na direção da porta e bate no quarto de Bridgette. Depois de alguns segundos, ela cautelosam ente desliza para dentro e fecha a porta atrás dela.
Se de algum a form a ela corrigir isso, eu vou ficar em dívida com ela para sem pre.
Eu suspiro e passo a m ão pelo m eu cabelo, sabendo que isso é culpa m inha. Olho para Ridge e ele está olhando para m im . — O que eu perdi? — ele sinaliza.
Eu balanço m inha cabeça lentam ente com vergonha. — Bridgette descobriu que Sy dney não é surda e agora Bridgette m e odeia. Sy dney foi ao quarto de Bridgette para tentar consertar as coisas, porque ela se sente culpada.
Confusão nubla o rosto de Ridge. — Sy dney ? — ele sinaliza. — Ela tem que se sentir culpada por quê?
Eu dou de om bros. — Continuar com o trote, eu acho. Ela se sente m al por isso ter envergonhado Bridgette.
Ridge balança a cabeça. — Bridgette m ereceu. Se alguém deveria estar se desculpando, devia ser ela. Não Sy dney.
Por que ele está defendendo Sy dney com o se fosse seu nam orado superprotetor? Eu olho para porta do quarto de Bridgette, chocado que eu realm ente ouço um a conversa acontecendo, em vez de um a briga. Ridge acena com a sua m ão no ar para cham ar m inha atenção novam ente.
— Bridgette não está gritando com ela, não é? — ele sinaliza. Ele parece preocupado e, sinceram ente, isso m e preocupa.
— Tem certeza que não parece se im portar m uito com o bem -estar da Sy dney. — eu sinalizo.
Seu m axilar cerra, e eu sei que eu provavelm ente não deveria ter dito nada. Eu não consigo evitar, no entanto. Eu j á passei por m uita coisa com Ridge e Maggie, e eu não quero que ele estrague as coisas só porque ele deve achar outra garota atraente.
Posso dizer que ele não quer levar a conversa para aquela direção, então eu a redireciono de volta para m im .
— Não, nenhum a delas está gritando. — sinalizo. — Mas Bridgette vai, assim que ela sair do seu quarto. Ela m ais do que provavelm ente vai sair agora, e eu nunca vou ser capaz de rastej ar para fora da cam a de novo, por que... — eu aperto m inha m ão no m eu peito. — Ela vai levar o m eu coração com ela.
Ele sabe que eu estou sendo dram ático, então ele revira os olhos e ri, virando-se para o seu laptop de novo. A porta do quarto de Bridgette se abre, e ela m archa para fora.
Eu não m e preparei para isso. Eu sabia que ela estaria brava, m as eu não tenho certeza se posso m e defender dela fisicam ente se estivéssem os em um a briga real.
Sento-m e em linha reta e assisto com m edo quando ela cam inha rapidam ente para m im . Ela se aj oelha no sofá e desliza sua perna em m eu colo, escarranchando em m im .
Eu estou tão confuso.
Suas m ãos seguram as m inhas bochechas e ela suspira. — Eu não posso acreditar que eu estou m e apaixonando por um estúpido, idiota tão estúpido.
Meu coração quer se alegrar, m as m inha m ente está puxando as rédeas.
Se apaixonando.
Por um idiota.
Um, estúpido, idiota tão estúpido.
Puta m erda! Sou eu!
Eu envolvo m inhas m ãos em volta da cabeça e puxo a boca dela para a m inha, ao m esm o tem po que m e levanto e com eço a fazer o m eu cam inho para o m eu quarto. Eu fecho a porta atrás de nós e vou até a cam a e deixo-a cair sobre ela. Eu tiro m inha cam isa e j ogo no chão.
— Diga isso de novo. — eu deslizo em cim a dela e ela sorri, tocando m eu rosto com as palm as das suas m ãos.
— Eu disse que eu estou m e apaixonando por você, Warren. Eu acho. Eu tenho certeza que é isso.
Eu a beij o novam ente, freneticam ente. Essas são as palavras m ais bonitas que eu j á ouvi sair de outro ser hum ano. Eu recuo e olho para ela novam ente. — Mas você queria m e m atar a cinco m inutos. O que m udou? — eu m e levanto em m inhas m ãos. — Será que Sy dney te pagou para dizer isso? Isso é um trote? — m eu coração para. Bridgette balança a cabeça.
Eu m orreria. Eu literalm ente m orreria se ela retirasse o que disse. Eu m orreria m uito m elhor do que Brody m orre, porque a m inha m orte seria um a m orte de verdade.
— Eu só... — Bridgette faz um a pausa, procurando as palavras certas. — Eu estive pensando o tem po todo que talvez você estivesse tendo um rolo com Sy dney. Mas depois de falar com ela, eu sei que não é verdade. E ela tam bém m encionou que um a noite quando estava bêbado, você disse que provavelm ente m e am a. E isso só... eu não sei Warren.
Deus, eu am o isso. Eu am o o seu nervosism o. Eu am o sua hesitação. Eu am o que ela estej a falando com igo de form a tão aberta. — Diga-m e, Bridgette. — falo baixinho, pedindo a ela para term inar o que estava dizendo. Eu rolo para o m eu lado e m e apoio no m eu cotovelo. Eu tiro o cabelo da sua testa e inclino para frente para beij á-la.
— Quando ela disse isso, m e fez sentir... feliz. E eu percebi que eu nunca estou feliz. Eu era um a criança infeliz e eu sou um a adulta infeliz e nada na m inha vida m e faz sentir do j eito que você faz. Então, eu só... eu acho que é esse o sentim ento. Eu acho que estou m e apaixonando por você.
Um a pequena gota de lágrim a escapa do canto do olho dela e, tanto quanto eu quero pará-la e guardá-la para toda a eternidade, eu finj o não notar, porque eu sei que é o que ela prefere. Eu beij o seus lábios novam ente antes de m e afastar e olhar diretam ente nos seus olhos. — Eu estou m e apaixonando por você, tam bém .
Ela sorri e estende a sua m ão até a parte de trás da m inha cabeça, puxando lentam ente m inha boca na dela. Ela m e beij a suavem ente e em seguida, delicadam ente m e em purra para as m inhas costas. Ela sobe em cim a de m im e pressiona as m ãos contra o m eu peito.
— Eu acho que eu deveria esclarecer que eu nunca disse que eu estava apaixonada por você. Eu só disse que estava m e apaixonando por você. Há um a grande diferença.
Eu a agarro pelos quadris e a puxo para m ais perto. — A única diferença entre estar se apaixonando e estar apaixonada é que seu coração j á sabe com o você se sente, m as sua m ente é teim osa dem ais para adm itir isso. — então eu sussurro em seu ouvido. — Mas tenho todo o tem po que você precisa. Eu não tenho nada, exceto paciência para você.
— Bom , porque eu não estou dizendo que eu te am o ainda. Porque eu não sei. Eu poderia estar chegando nesse ponto, m as qualquer coisa poderia atrapalhar isso.
Eu não posso deixar de sorrir e beij á-la depois desse pequeno aviso.
Depois de m ais alguns m inutos de beij os, ela vira a cabeça para o lado e levanta um dedo, em silêncio, m e pedindo para parar. Ela se afasta e senta na cam a, abraçando os j oelhos. Ela deita a cabeça em seus braços e fecha os olhos com força. Ela está quieta por vários m inutos, e sua reação é incom um para ela. Ela parece culpada. Ela nunca parece culpada porque sem pre está zangada dem ais para sentir qualquer sentim ento de culpa.
— Qual é o problem a? — eu pergunto.
Ela rapidam ente balança a cabeça. — Eu sou a pior pessoa do m undo. — ela sussurra. Ela vira a cabeça em direção à m inha, lentam ente. Eu não gosto do olhar em seu rosto.
Ela com eça a fugir para fora da cam a e eu sinto m eu coração arrastando atrás dela. — Foi um trote, Warren. — ela fala suavem ente quando levanta.
Eu m e levanto em m eus cotovelos. — O que você quer dizer?
Ela se vira para m im e seus olhos estão tão cheios de vergonha, ela não pode sequer olhar para m im sem pestanej ar. — Eu estava tentando m e vingar de você por m e deixar pensar que Sy dney era surda. — ela abre a porta do banheiro e olha para seus pés. — Eu disse tudo isso porque eu estava com raiva de você, não porque é realm ente o que eu sinto. Eu não estou m e apaixonando por você, Warren.
Eu acho que você está esmagando meu coração, Bridgette.
Ela olha por cim a do om bro, para dentro do banheiro, e depois de volta para m im . — Eu não tive a intenção de levar isso tão longe. Isso é realm ente estranho. Eu vou voltar para o m eu quarto agora. — ela fecha a porta atrás dela.
Eu estou m uito dorm ente para sentir. Dorm ente dem ais para m e m over. Dorm ente dem ais para processar as palavras que acabaram de sair da boca dela. Minha garganta dói, m eu estôm ago dói, m eu peito dói, até m esm o a porra dos m eus pulm ões doem e oh, meu Deus, dói m uito.
Eu caio de volta para a cam a e coloco dois punhos na m inha testa.
— Ei, Warren. — ela fala, da porta.
Eu olho para ela, que ainda parece tão culpada. Ela gesticula com a m ão para frente e para trás entre nós. — Essa coisa toda que aconteceu? Isso foi... — sua carranca se transform a em um sorriso de com edor de m erda. — Esse foi realm ente o trote!
Ela corre, pula na cam a e com eça a dançar em volta de m im . — Você deveria ter visto a sua cara. Ela está rindo e pulando, sacodindo cada parte dolorida m inha para cim a e para baixo na cam a.
Eu quero matá-la.
Ela cai de j oelhos e se inclina sobre m im , pressionando seus lábios nos m eus. Quando recua, eu não quero m atá-la m ais. Meu corpo inteiro está m ilagrosam ente curado por seu sorriso. Eu m e sinto m elhor do que j á m e senti. Eu m e sinto m ais forte, m ais vivo, m ais feliz, e de algum a form a m ais apaixonado por ela do que eu era há cinco m inutos. Eu a puxo contra m im . — Esse foi um bom trote, Bridgette.
Ela ri. — Eu sei. Foi o m elhor.
Concordo com a cabeça. — Realm ente foi.
Eu a seguro durante vários m inutos de silêncio, repassando toda a cena na m inha cabeça. — Deus, você é um a vadia.
Ela ri novam ente. — Eu sei. Um a vadia que finalm ente encontrou o idiota certo.