Talvez Não
Capítulo 4
Brennan estava certo. Eu sou noj ento. Eu nunca m e senti m ais decepcionado com igo m esm o do que nessas duas últim as sem anas. Desde o m om ento em que eu descobri que ela pode ser irm ã de Ridge e Brennan, eu não consigo parar de olhar para ela. Eu continuo tentando identificar trej eitos que eles têm em com um , ou características físicas, m as a única coisa que eu notei é o quão gostosa que ela fica com a roupa do Hooters.
O que, por sua vez, m e deixa enoj ado com igo m esm o, porque os pensam entos dela com uniform e levam para alguns sonhos realm ente estranhos. Ontem à noite eu sonhei que entrei no apartam ento e ela estava de pé na cozinha naqueles shorts m inúsculos alaranj ados, com o um bigo aparecendo. Mas quando m eus olhos chegaram ao seu rosto, não era o rosto dela que eu estava olhando. Era o de Brennan. Ele estava sorrindo para m im com um sorriso de com edor de m erda, e bem na hora que eu com ecei a engasgar, Ridge saiu do seu quarto usando a m esm a roupa do Hooters.
Acordei depois disso e tive que ir im ediatam ente para banheiro e escovar os dentes. Eu não sei por que eu pensei que escovar os dentes fosse m e aj udar. Essa coisa de irm ãos está fodendo com a m inha cabeça em m ais m aneiras do que deveria. Por um lado, eu acho que seria legal se Ridge e Brennan tivessem um a irm ã. Por outro lado, eu não quero que a irm ã sej a Bridgette. Principalm ente porque eu sou cético das razões dela aparecer do nada, bem na hora que Brennan com eça a fazer um nom e para si m esm o. Será que ela tem segundas intenções? Ela acha que ele é cheio de dinheiro?
Porque, com o o em presário da banda, eu posso assegurá-la, ele não é. O dinheiro que a banda ganha, vai direto para as despesas com prom oção e viagens. É está no ponto que eles estão colocando tanto tem po e esforço, que se não com eçar a se pagar durante esta próxim a turnê program ada, pode ser a últim a que eles vão. E é por isso que eu sou um pouco am argo quando se trata de Bridgette, porque eu preciso do foco de Brennan para estar na Sounds of Cedar e do foco de Ridge para escrever as m úsicas. Eu não quero que eles sej am absorvidos por um dram a fam iliar.
Mas caram ba. Aqueles shorts.
Eu estou em pé na porta do m eu quarto, olhando para ela. Ela está na cozinha, falando ao telefone enquanto faz algo para com er. O telefone está em cim a do balcão e ela está no viva-voz com quem está na outra linha.
Bridgette não percebeu que eu estou aqui de pé, por isso até que ela perceba, eu vou ficar bem aqui. Porque vê-la ter um a conversa hum ana, norm al, é algo que eu nunca tinha visto antes, e eu não consigo parar de assistir. O que é estranho, porque quantas vezes por dia eu vej o as pessoas terem interações típicas com outros seres hum anos? Isso diz m uito sobre a personalidade de Bridgette, o fato de vê-la fazer um a coisa com o essa, parece realm ente fascinante. Ela daria um estudo antropológico interessante, considerando que ela não parece estar de acordo com a m aneira que a sociedade espera que um a j ovem m ulher se com porte.
— Eu não aguento viver neste dorm itório. — diz a voz no alto-falante. — Meu com panheiro de quarto é um nerd estúpido.
Bridgette inclina a cabeça na direção do telefone, m as ainda não se vira para m e ver. — Você tem que aguentar até você se form ar.
— E então nós podem os arranj ar o nosso próprio lugar?
Meus ouvidos anim am , ao ouvi-la m encionar a possibilidade de sair. — Nós não podem os pagar o nosso próprio lugar. — diz Bridgette.
— Nós poderíam os, se você voltasse a fazer film es pornôs.
— Foi um pornô. — Bridgette diz defensivam ente. — Nós precisávam os de dinheiro. Além disso, eu atuei por três m inutos, então faça o favor, pare de trazer isso à tona.
Puta m erda. Por favor, diga o nome, por favor, diga o nome. Eu tenho que saber o nom e deste pornô.
— Tudo bem , tudo bem . — a garota diz, rindo. — Vou parar de m encionar se você puder prom eter que vou sair do dorm itório em três m eses.
Bridgette balança a cabeça. — Você sabe que eu não faço prom essas. E você está esquecendo o tem po que tentam os m orar j untas por três m eses? Porque eu ainda estou chocada por qualquer um a de nós sair viva. Nós nos dam os m elhor à distância, e você é m ais feliz nos dorm itórios, acredite em m im .
— Ugh. Eu sei que você está certa. — diz a garota. — Eu só preciso sair do m eu m au-hum or e conseguir um em prego. Com o está funcionando para você esse Hooters Show?
Bridgette zom ba. — É o pior em prego que eu j á tive. — ela se vira para pegar o telefone e seus olhos encontram os m eus. Eu nem sequer tento esconder o fato de que eu estava ouvindo a conversa. Ela m e olha quando pega o telefone e segura perto da boca. — Eu te ligo m ais tarde, Brandi. — ela term ina a cham ada e bate o seu telefone contra o balcão. — Qual é o seu problem a?
Eu dou de om bros. — Nada. — eu digo, endireitando e cam inhando em direção à cozinha.
Não olhe para seus shorts, não olhe para seus shorts.
— Eu só não sabia que você era capaz de interação hum ana norm al.
Bridgette revira os olhos e pega o prato de com ida que ela acabou de preparar. Ela com eça a cam inhar em direção ao seu quarto. — Eu posso ser agradável com as pessoas que m erecem .
Quando ela chega à sua porta, ela se vira e m e enfrenta. — Eu preciso que você m e leve ao trabalho em um a hora. Meu carro está na oficina. — ela desaparece em seu quarto.
Eu faço careta, porque por algum a razão, o pensam ento de levá-la para o trabalho m e excita, e m inha em oção m e desilude. Sinto-m e com o se eu fosse duas pessoas diferentes agora. Eu sou um cara que acha sua nova com panheira de quarto insanam ente atraente, m as eu tam bém sou um cara que não consegue ficar perto da sua nova colega quarto perversa.
Eu tam bém sou um cara que está prestes a fazer algum a pesquisa pesada na indústria pornô, porque eu tenho que encontrar esse film e. Já. É tudo que eu vou conseguir pensar até que eu vej a com os m eus próprios olhos.
• • •
— Qual é o sobrenom e de Bridgette? — pergunto ao Brennan. Eu m andei um a m ensagem para ele cinco vezes na últim a m eia hora, tentando descobrir isso, m as ele não m e m andou um a m ensagem de volta, então agora eu estou no telefone com ele. Tenho certeza de que um pouco de pesquisa no Google com o nom e dela poderia m e aj udar a encontrar o título.
— Cox. Por quê?
Eu rio. — Bridgette Cox? Sério?
Há um a pausa na outra extrem idade da linha. — O que é tão engraçado? E por que você precisa do sobrenom e dela?
— Não há razão. — eu digo. — Obrigado.
Eu desligo o telefone sem dar um a explicação. A últim a coisa que Brennan precisa saber é que a sua possível irm ã fez um film e pornô.
Mas Cox? Isso é m uito fácil.
Eu passo os próxim os 15 m inutos pesquisando o nom e dela, procurando qualquer coisa relacionada com pornografia. Eu fico de m ãos vazias. Ela deve ter usado um nom e falso.
Eu fecho m eu laptop quando a m inha porta abre. — Vam os. — diz ela.
Eu m e levanto e deslizo sobre m eus sapatos. — Nunca ouviu falar de bater? — eu pergunto enquanto a sigo pela sala de estar.
— Realm ente, Warren? Vindo do cara que entrou no banheiro, quando eu estava lá, não m enos do que três vezes nas últim as duas sem anas?
— Nunca ouviu falar de trancar portas? — eu digo em resposta.
Ela não responde enquanto sai. Eu pego as m inhas chaves do balcão e a sigo. Estou curioso para saber por que ela nunca fecha as portas quando ela está no chuveiro. Meu prim eiro pensam ento m e leva a crer que talvez ela goste quando eu a surpreendo. Por que outro m otivo ela deixaria destrancada?
Pensando nisso, ela tam bém usa dem ais esse uniform e m aldito, m ais tem po do que precisa. Ela o coloca um as boas duas horas antes de ir para o trabalho e fica vestida pelo m esm o tem po quando ela chega em casa. A m aioria das pessoas passam o m ínim o de tem po possível em suas roupas de trabalho, m as Bridgette parece gostar de exibir sua bunda na m inha cara.
Faço um a pausa na parte inferior da escada e vej o com o a bunda dela faz o seu cam inho em direção ao m eu carro.
Puta merda. Eu acho que Bridgette está afim de mim.
Ela se vira depois que tenta abrir a porta trancada. Ela olha para m im com expectativa e eu ainda estou congelado na parte inferior da escada, olhando para ela, m inha boca aberta.
Bridgette gosta de mim.
— Destranque o carro, Warren. Jesus.
Eu levanto o controle da chave e aponto para o carro para destravar as portas. Bridgette desliza em seu assento e vira o visor para baixo, tocando em seu cabelo. Um sorriso se espalha lentam ente pelo m eu rosto enquanto eu vou para o lado do m otorista.
Bridgette me quer.
Isso vai ser divertido.
Depois de tirar o carro, eu m antenho a m etade do m eu foco na estrada e m etade nas suas pernas. Ela tem um a apoiada no painel e continua correndo a m ão para cim a e para baixo na sua coxa. Eu não posso dizer se ela está fazendo isso de um a form a sedutora ou porque ela gosta do som das suas unhas arranhando a m eia-calça.
Eu tenho que m e aj ustar no m eu lugar e engolir o caroço na m inha garganta, porque nós nunca realm ente estivem os tão perto antes por todo esse tem po. A tensão é grande, e eu não posso dizer se ele é toda m inha, ou se é um a tensão com partilhada. Eu lim po m inha garganta e faço o que posso para não tornar esses dezesseis quilôm etros os m ais difíceis que eu j á tive que dirigir.
— Então. — eu digo, tentando pensar em algo para quebrar o gelo. — Você gosta do seu trabalho?
Bridgette ri baixinho. — Sim , Warren. Eu amo. Eu adoro quando os hom ens repugnantes velhos agarram a m inha bunda, noite após noite, e eu particularm ente adoro quando o cara bêbado acha que m eus seios são um acessório e não um a extensão do m eu corpo.
Eu balanço m inha cabeça. Eu não sei por que eu pensei que seria um a boa ideia falar com ela. Eu expiro e não m e incom odo em fazer m ais perguntas. É im possível conversar com ela.
Silêncio engole o carro por m ais três quilôm etros. Ouço-a suspirar pesadam ente e m e viro e olho para ela, m as ela está olhando para fora da j anela. — As gorj etas são boas. — ela diz em voz baixa.
Sorrio e olho de volta para a estrada. Eu sorrio, porque eu sei que isso é o m ais perto de um pedido de desculpas que Bridgette é capaz de chegar. — Isso é bom . — eu digo, m inha form a de dizer a ela que eu aceito seu pedido de desculpas.
Ficam os quietos até chegar ao seu trabalho. Eu paro na frente e ela sai do carro e, em seguida, se inclina e m e olha. — Eu preciso que você m e pegue às onze hoj e à noite.
Ela bate à porta, sem dizer, por favor, ou obrigada ou adeus. E m esm o que ela sej a a pessoa m ais arrogante que eu j á conheci na m inha vida, eu não consigo parar de sorrir.
Eu acho que nós podem os ter acabado de nos conectar.
• • •
Depois que eu chego em casa, a prim eira coisa que faço é aj ustar os alarm es de cada pornô no pay -per-view. Passei as próxim as horas avançando rápido durante a m aior parte deles, fazendo um a pausa a qualquer m om ento que aparecia um a m enina que se assem elhasse a ela, m esm o que rem otam ente. Eu levo em conta que ela pode ter usado um a peruca, então eu não posso dispensar m ulheres apenas com base na cor do cabelo.
Ridge senta ao m eu lado no sofá e eu considero colocar a TV na legenda para ele, m as não coloco. Vam os ser honestos, pornôs não são conhecidos por suas linhas de história fascinantes.
Ridge m e cutuca para cham ar m inha atenção. — O que há com esta nova fascinação? — ele pergunta, referindo-se ao fato de que eu não fiz nada hoj e que não fosse assistir film e pornô após pornô.
Eu não quero ser honesto, então eu sim plesm ente dou de om bros. — Eu gosto de pornografia.
Ele acena com a cabeça lentam ente e, em seguida, levanta-se. — Eu não vou m entir. — ele sinaliza. — É realm ente estranho. Vou estar fora, na m inha varanda, se você precisar de m im .
Faço um a pausa na TV. — Você j á trabalhou em algum a m úsica nova?
Ridge parece frustrado quando pergunto isso. Ele balança a cabeça. — Ainda não. — ele vai em bora e eu m e sinto m al por perguntar. Eu não sei o que m udou ao longo dos últim os m eses, m as ele não é o m esm o. Ele parece m ais estressado do que o norm al, e isso m e faz pensar se ele e Maggie têm brigado. Ele diz que estão bem , m as ele nunca teve problem a para escrever m úsica para a banda antes, e todo m undo sabe que a prim eira fonte de inspiração m usical vem de relacionam entos.
Ridge e Brennan são am bos m usicalm ente inclinados e eu sem pre tive um pouco de invej a disso. Adm ito, eu tenho invej a de Ridge, em m uitas m aneiras. Ele apenas parece ter nascido com certo nível de m aturidade, e eu sem pre invej ei isso sobre ele. Ele não é im pulsivo com o eu, e ele tam bém parece que considera m ais os sentim entos das pessoas do que eu. Eu sei que Brennan sem pre cuidou dele e eu definitivam ente tam bém , assim vê-lo lutar com o que está acontecendo na cabeça dele é difícil. Ele sabia no que estava se m etendo quando com eçou a nam orar Maggie, então eu não tenho certeza se ele está ficando infeliz com a sua relação ou se talvez ele estej a preocupado que ela está infeliz com ele. Sej a o que for, eu não sei o que posso fazer para aj udá-lo.
Eu não acho que eu possa aj udá-lo.
Eu volto o m eu foco para a TV e avanço rapidam ente por pelo m enos m ais três film es antes de eu perceber que j á são onze e eu estou atrasado para buscar Bridgette.
Merda. O tem po voa quando você está assistindo pornô.
Eu passo os próxim os vários m inutos rápidos, fazendo os dezesseis quilôm etros para Hooters em tem po recorde. Quando eu estaciono, ela está do lado de fora com os braços cruzados sobre o peito, atirando punhais no m eu carro. Ela abre a porta e entra. — Você está atrasado.
Eu esperei até que ela batesse a porta antes de pisar no acelerador. — De nada pela carona, Bridgette.
Eu posso sentir a raiva irradiando dela. Eu não sei se é sim plesm ente porque estou atrasado para pegá-la ou porque ela teve um a noite de m erda no trabalho, m as não estou prestes a perguntar. Quando entram os no com plexo, ela salta para fora do m eu carro antes m esm o de eu estacionar. Ela sobe as escadas e bate à porta da frente.
Quando eu chego ao apartam ento, ela j á está em seu quarto. Eu tento ser com preensivo, m as isso é apenas... fodidamente rude. Eu dou um a carona para o trabalho e tudo o que ela faz é ser cadela para cim a de m im ? Você não tem que saber boas m aneiras para saber o quão é inadequado esse tipo de com portam ento. Inferno, eu sou um a das pessoas m ais irreverentes que eu conheço, e eu nunca trataria alguém com o ela está m e tratando.
Eu ando para o m eu quarto e vou direto para o banheiro. Ela j á está lá, em pé na pia, lavando o rosto. — Mais um a vez sem bater? — ela diz revirando os olhos dram aticam ente.
Eu a ignoro e vou para o vaso. Eu levanto a tam pa e abro as m inhas calças. Eu tento m anter o m eu sorriso em cheque quando eu a ouço zom bando do fato de que eu acabei de m ij ar com ela no banheiro.
— Você está falando sério?
Eu continuo a ignorar os com entários dela e dou descarga quando term ino. Deixo a tam pa levantada de propósito e passo para a pia, bem ao lado dela. Dois podem jogar este jogo idiota, Bridgette.
Eu pego m inha escova de dente e passo crem e dental sobre ela e, em seguida, com eço a escovar os dentes. Ela m e dá um a cotovelada quando eu fico no cam inho da pia, tentando m e afastar. Dou um a cotovelada de volta e continuo a escovação. Eu olho para o nosso reflexo no espelho e gosto do que vej o. Sou vários centím etros m ais alto do que ela. Meu cabelo é m ais escuro do que o dela e m eus olhos são castanhos em com paração com seus verdes. Nós com pletam os um ao outro, no entanto. De pé, um ao lado do outro, desse j eito, eu posso ver com o form aríam os um casal de boa aparência. Nós provavelm ente até m esm o faríam os algum as crianças bonitas.
Merda.
Por que eu estou perm itindo que pensam entos com o estes apodreçam no m eu cérebro?
Ela term ina de lim par a m aquiagem do rosto antes de pegar sua própria escova de dente. Agora nós dois estam os lutando por espaço na pia, escovando com m ais força do que os nossos dentes, provavelm ente, um a vez foram . Nós nos revezam os com raiva cuspindo na pia, j ogando os cotovelos para o outro a cada vez.
Quando eu term ino, eu enxáguo a escova de dente e coloco de volta no suporte. Ela faz o m esm o. Eu coloco as m inhas m ãos sob o fluxo da água e inclino para frente para tom ar um gole quando ela m e em purra para o lado, m e fazendo respingar água em todo o balcão. Eu espero até que ela tenha água em suas próprias m ãos, então eu enfio os braços, observando os respingos de água em todos os lugares.
Ela agarra o balcão e tom a um a respiração profunda, calm ante. Isso não aj uda, porém , porque ela espirra sua m ão através do fluxo da torneira, o j oga um m onte de água direto no m eu rosto.
Eu fecho m eus olhos e tento m e colocar no lugar dela. Talvez ela teve um dia difícil. Talvez ela deteste seu trabalho. Talvez ela odeie a sua vida.
Qualquer que sej a sua razão para agir dessa m aneira não é desculpa para o fato dela ainda não ter agradecido pela carona. Ela está m e tratando com o se eu arruinasse a sua vida, e tudo que eu tenho feito é tentar acom odá-la.
Abro os olhos e nem sequer olho para ela. Eu estendo a m ão, fecho a torneira da pia, e em seguida, pego a toalha de m ão e com eço a secar m eu rosto. Ela está m e observando de perto, m e esperando revidar. Dou um passo lento em direção a ela, elevando-m e sobre ela. Ela pressiona as costas contra a pia e m antém os olhos fixos nos m eus enquanto eu m e inclino para frente.
Nossos peitos estão quase tocando agora. Eu posso sentir o calor que irradia dela quando seus lábios lentam ente se separam . Ela não está m e afastando desta vez. Na verdade, parece que ela está m e desafiando a continuar. Para aproxim ar.
Eu coloco m inhas m ãos em cada lado dela, trancando-a entre elas. Ela ainda não resiste e eu sei que se eu tentasse beij á-la agora, ela não resistiria a isso, tam bém . Sob qualquer outra circunstância, eu a beijaria agora. Minha língua iria tão longe na sua boca quanto pudesse, porque porra, é uma bela boca. Eu não sei com o tanto veneno pode vom itar de lábios tão suaves com o os dela.
— Bridgette. — eu digo, com m uita calm a.
Eu posso ver o m ovim ento de sua garganta quando ela engole, ainda olhando para m im . — Warren. — ela diz, com a voz um m ix entre decidida e desesperada.
Eu sorrio para ela, a poucos centím etros do seu rosto. O fato de que ela está m e perm itindo chegar perto só prova que a m inha teoria do início desta tarde está correta. Ela m e quer. Ela quer que eu a toque, beij e, leve para a m inha cam a. Gostaria de saber se ela é tão m alvada no quarto quanto fora.
Eu m e inclino m ais um centím etro e ela ofega em silêncio, alternando olhares entre os m eus olhos e lábios. Eu m ordo m eu lábio inferior, deslizando lentam ente m eus dentes sobre ele. Ela observa a m inha boca com fascinação. Meu coração está em m inha garganta e m inhas m ãos estão suando, porque eu não tenho certeza se posso fazer isso. Eu não tenho tanta certeza de que posso resistir a ela.
Eu m e inclino ainda m ais perto, alcançando ao seu redor com a m inha m ão direita até que eu encontro o enxaguante bucal no balcão. Apenas quando os nossos lábios se encontrariam se eu fosse beij á-la, eu puxo para trás e m e afasto, rem ovendo a tam pa do enxaguante bucal. Eu m antenho m eus olhos focados nos dela e tom o um gole antes de colocar a tam pa de volta sobre ele e deixá-lo no balcão.
Eu posso ver o desej o em seus olhos ser engolido pela fúria. Ela está chateada com igo, chateada com ela m esm a. Possivelm ente até envergonhada. Quando ela vê que eu estava brincando com ela, os cantos dos olhos dobram com seu intenso brilho. Eu passo até a pia e cuspo o enxaguante bucal, lim pando m inha boca com a toalha de m ão novam ente. Eu m e viro para o m eu quarto. — Boa noite, Bridgette.
Eu fecho a porta, encosto contra ela e fecho os olhos com força. A porta do seu quarto bate e eu solto um a respiração regular. Eu nunca estive m ais excitado do que estou agora. Eu tam bém nunca estive m ais orgulhoso de m im m esm o do que agora. Fugir daquela boca e daqueles olhos fam intos foi a coisa m ais difícil que eu tive que fazer, m as tam bém a m ais im portante. Eu tenho que m anter a vantagem , porque aquela garota tem m uito poder sobre m im , e ela nem ao m enos sabe.
Eu apago a luz do m eu quarto e cam inho até m inha cam a, tentando fazer com que a im agem do que apenas quase aconteceu saia da m inha cabeça. Depois de alguns m inutos, eu desisto de tentar lutar contra isso. Eu decido usar os pensam entos dela a m eu favor quando deslizo a m inha m ão em m inhas boxers, pensando naqueles shorts laranj a. Aquela boca. O pequeno suspiro de ar que ela soltou quando m e inclinei na direção dela.
Eu fecho m eus olhos e penso sobre o que poderia ter acontecido se eu não fosse tão teim oso. Se eu teria apenas a beij ado. Eu tam bém penso sobre o fato de que ela está a poucos m etros de distância, espero, que tão sexualm ente frustrada com o eu estou agora.
Por que ela tem que ser assim tão m alvada? Garotas m alvadas são a m inha fraqueza, e eu acho que só agora percebi isso.