Talvez Não

Colleen Hoover · Capítulo 9 de 14

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Talvez Não

Capítulo 9

Desde aquele dia no chuveiro, as coisas m udaram entre nós.

Não que ela tivesse tido essa m udança de personalidade m ilagrosa ou que ela sej a realm ente boa durante o dia. Na verdade, ela ainda é m uito m á com igo a m aior parte do tem po. Ela tam bém ainda pensa que Sy dney é surda, o que é quase inacreditável que o trote j á dure há tanto tem po. Então eu nem posso dizer que a m inha em oção sobre dar trote nela m udou.

O que tem m udado são as nossas noites j untos.

O sexo.

Agora é diferente. Mais Devagar. Mais contato com os olhos. Mais beij os. Mais prelim inar. Muito m ais beij os, e não só na boca. Ela m e beij a em todos os lugares, e ela leva o seu tem po, quando ela faz isso. E ela gosta.

Ela ainda não é do tipo que quer abraçar depois, e ela sem pre m e chuta para fora da cam a antes do sol nascer.

Mas, ainda assim , é diferente. Aquela noite, no chuveiro, derrubou um m uro entre nós. Porque eu sei que todas as noites, quando eu a tenho na cam a, ela m e dá um a parte de si que ninguém j am ais viu. E isso é o suficiente para m e m anter feliz por um m aldito longo tem po.

Eu só espero que hoj e não estrague isso.

Nós dois tem os o dia de folga, o que não acontece m uito frequentem ente por causa dos nossos trabalhos e faculdade. Eu tenho algum as coisas para fazer e eu pedi a ela que fosse com igo, o que pode ser um pouco estranho. Nós estam os dorm indo j untos há alguns m eses agora, m as esta é a prim eira vez que nós farem os algo que não envolva sexo.

O que tam bém m e faz pensar se eu deveria convidá-la para um encontro eventualm ente. Eu sei que ela não é um a garota típica, m as com certeza ela gosta de algum as das m esm as coisas que as outras garotas gostam , com o ser convidada para encontros. Mas ela nunca deu a entender que quer que eu a leve em um , e, francam ente, eu estou com m edo de perguntar a ela. Eu sinto que a nossa configuração está perfeita para nós dois e se com eçarm os a colocar encontros na m istura, vai estragar tudo.

Isso inclui encontros diurnos. Com o o de hoj e. Com o o que estam os prestes a fazer.

Merda.

— Então. — diz Sy dney. Ela está sentada no sofá ao m eu lado. Eu estou vendo pornografia, naturalm ente, porque Bridgette ainda se recusa a m e dar o nom e do que ela estava. Sy dney não se im porta, no entanto. Ela está concentrada na sua lição de casa, alheia ao fato de que eu estou, tipo, surtando por dentro, com o fato de que eu possa ou não pode ter apenas convidado Bridgette para um encontro durante o dia, para fazer algum as coisas.

— O que há com Bridgette?

Eu olho para Sy dney e ela ainda está concentrada em seu livro, tom ando notas.

— O que você quer dizer?

Sy dney dá de om bros. — Ela é tão... quer dizer.

Eu rio, porque é verdade. Bridgette pode ser terrível. — Ela não consegue evitar. — eu digo. — Ela tem um a vida difícil.

— Ridge tam bém tem . — Sy dney diz. — Mas ele não m orde a cabeça das pessoas quando tentam falar com ele.

— Isso é porque Ridge é surdo. Ele não pode gritar com as pessoas, é fisicam ente im possível para ele.

Sy dney olha para m im e revira os olhos, rindo. Ela m e dá um a cotovelada nas costelas, bem na hora que Bridgette sai do seu quarto. Bridgette olha pra Sy dney, e odeio que ela ainda suponha que poderia haver algo entre m im e Sy dney. Eu gosto dela, e acho que ela é legal, m as eu tenho um sentim ento que Ridge iria pôr um fim nisso em um piscar de olhos.

O que não é um a coisa boa, considerando que Ridge tem Maggie. Mas esses são problem as com os quais não quero m e envolver no m om ento, porque o meu problem a está olhando diretam ente para m im . — Por favor, não m e diga que você convidou a sua nam oradinha. — diz Bridgette, m ovendo os olhos para Sy dney.

Sy dney é realm ente boa nessa coisa de trote. Ela nem sequer pisca um olho quando Bridgette fala sobre ela. Ela apenas finge que não pode ouvir um a palavra que Bridgette diz. Tenho certeza de que Sy dney foi tão longe com a brincadeira, porque é m uito m ais fácil do que ter que falar com Bridgette.

— Ela não vem . — eu digo, levantando. — Ela tem planos.

Bridgette se vira, dando a atenção para a bolsa que ela acabou de pendurar no om bro. Eu ando até ela e m eus braços a envolvem por trás. — Eu estou brincando. — eu sussurro em seu ouvido. — Eu não convidei ninguém para fazer as coisas com igo hoj e, exceto você.

A m ão de Bridgette encontra a m inha testa, e ela m e afasta dela. — Eu vou ficar aqui se você espera que hoj e sej a assim .

Eu dou um passo para trás. — Com o o que?

{3}

Ela aponta para m im . — Você. Me tocando. Me beij ando. PDA . Grosso.

— ela cam inha até a porta da frente e eu coloco a m inha m ão no m eu coração e estrem eço para Sy dney.

— Boa sorte. — ela faz m ím ica com a boca, enquanto saio.

Um a vez que estam os no m eu carro e estam os distanciando do apartam ento, Bridgette finalm ente fala. — Então, onde é que vam os prim eiro? Eu preciso ir à farm ácia, antes de voltar.

— Prim eiro, vam os à casa da m inha irm ã, então vam os ao banco, então Walgreens, em seguida vam os alm oçar, depois vam os para casa.

Sua m ão voa para cim a e ela levanta um dedo. — O que foi que você disse?

Eu repito. — Prim eiro vam os à casa da m inha irm ã, então vam os ao...

— Por que no inferno você vai m e levar para a casa da sua irm ã? Eu não quero conhecer sua irm ã, Warren. Nós não som os esse tipo de casal.

Eu reviro m eus olhos e agarro a m ão que está levantada em protesto. — Eu não vou te levar com o m inha nam orada. Você pode ficar no carro que não m e im porto. Eu só preciso deixar um pacote na casa dela.

Isso realm ente dim inui a sua apreensão. Ela relaxa no banco e vira a m ão para que eu possa deslizar m eus dedos com os dela. Eu olho para as nossas m ãos e as vej o unidas no assento entre nós, parece que eu acabei de ir m ais longe com a m ão dela, do que na prim eira noite em que transam os.

Ela nunca teria m e deixado segurar sua m ão naquela época. Inferno, ela nunca teria m e deixado segurar a sua m ão no m ês passado. Mas estam os de m ãos dadas agora.

Talvez eu devesse convidá-la para um encontro.

Ela puxa a m ão da m inha e eu im ediatam ente olho para ela. Ela está olhando diretam ente para m im . — Você estava sorrindo m uito. — ela diz.

O que?

Eu estendo a m ão e pego a dela novam ente e puxo-a de volta para m im . — Eu estava sorrindo porque eu gosto de segurar a sua m ão.

Ela puxa sua m ão para trás. — Eu sei. É por isso que eu não quero que você segure.

Cassete. Ela não vai ganhar essa.

Eu estendo a m ão por todo o banco novam ente, desviando o carro no processo. Ela tenta enfiar a m ão em baixo das suas pernas para que eu não possa alcançá-la, então eu puxo o pulso no lugar. Eu solto o volante estendo as duas m ãos agora, dirigindo com m eu j oelho. — Dê-m e a sua m ão. — eu digo com os dentes cerrados. — Eu quero segurar sua m aldita m ão. — eu tenho que pegar o volante para orientar-nos de volta para a nossa pista. Um a vez que j á não estam os em perigo de bater, eu piso no freio enquanto puxo para o lado da

estrada. Eu coloco o carro em park {4} e tranco as portas para que ela não possa correr. Eu sei com o ela funciona.

Eu m e inclino sobre o assento e desdobro a m ão dela que está contra o peito. Agarro-lhe o pulso com as duas m ãos e puxo para m im . Ela ainda está tentando resistir, puxando sua m ão, então eu solto e olho diretam ente nos seus olhos. — Me. Dê. Sua. Mão.

Eu não tenho certeza se apenas a assustei um pouco, m as ela relaxa e m e perm ite pegar o seu pulso. Coloco o pulso dela na m inha m ão esquerda e m antenho a m inha m ão direita na sua frente. — Espalhe os dedos.

Ela faz um punho em vez disso.

Eu abro seu punho, em seguida, forço nossos dedos a se entrelaçarem . Eu a odeio por ser tão resistente. Ela está m e irritando pra caralho. Tudo o que eu quero fazer é segurar a porra da m ão dela e ela está criando um grande caso por causa disso. Estam os fazendo tudo de trás para frente nesta relação. Casais devem com eçar a sair de m ãos dadas e ir a encontros. Nós não. Com eçam os com briga, term inam os transando, contudo, aparentem ente, não chegam os ao ponto em que podem os dar as m ãos. Se as coisas continuarem nesse ritm o, provavelm ente vam os m orar j untos antes m esm o de ir ao nosso prim eiro encontro.

Eu aperto a m ão até que eu sei que ela não pode se afastar de m im . Eu volto

para o m eu lugar e coloco o carro na m archa drive{5} com a m ão esquerda e, em seguida, volto com calm a para a estrada.

Nós dirigim os os próxim os vários quilôm etros em silêncio, e ela ocasionalm ente tenta aliviar a m ão da m inha, m as cada vez que ela faz isso eu aperto um pouco m ais forte e fico ainda m ais agitado com ela. Ela vai segurar a m inha m aldita m ão, querendo ou não.

Nós param os em um sinal verm elho e a falta de m ovim ento do lado de fora do carro, a falta de conversa dentro do carro m uda o hum or trem endam ente, engrossando o ar com a tensão e.... riso?

Ela está rindo de m im .

Adivinhe.

Eu inclino m inha cabeça lentam ente em sua direção, dando-lhe um olhar de soslaio. Ela está cobrindo a boca com a m ão livre, tentando não rir, m as ela está. Ela está rindo tanto que seu corpo está trem endo.

Eu não tenho ideia o que ela acha tão engraçado, m as eu não vou rir com ela. E tanto quanto eu quero virar as costas e dar um soco no volante, eu não consigo parar de observá-la. Eu assisto a form a que as lágrim as acum ulam nos cantos dos olhos dela, e eu a vej o erguer o peito quando tenta recuperar o fôlego. Observo-a lam ber os lábios enquanto ela tenta para de rir tanto. Vej o-a passar a m ão livre pelo cabelo, conform e suspira, saindo do seu ataque de riso.

Ela finalm ente olha para m im . Ela não está rindo m ais, m as o resíduo ainda está lá. O sorriso ainda está na sua boca e as bochechas ainda estão com um a som bra m ais rosada do que o norm al, e seu rím el está m anchado nos cantos dos olhos. Ela balança a cabeça, m antendo o foco em m im . — Você é louco, Warren. — ela ri novam ente, m as apenas por um segundo. O fato de que eu não estej a rindo está deixando-a desconfortável.

— Por que eu sou louco?

— Porque. — ela fala. — Quem faz aquela grande cena para segurar a m ão de alguém ?

Eu não m ovo um m úsculo. — Você faz, Bridgette.

O sorriso sai lentam ente do rosto dela, porque ela sabe que estou certo. Ela sabe que foi ela que fez um grande negócio por causa das m ãos dadas. Era eu quem queria m ostrar a ela com o era fácil.

Am bos olham os para as nossas m ãos enquanto eu lentam ente tiro m eus dedos da m ão dela e solto. O sinal fica verde quando eu agarro o volante e aperto o acelerador. — Com certeza você sabe com o fazer um cara se sentir com o m erda, Bridgette.

Eu volto toda a m inha atenção para a estrada e descanso m eu cotovelo esquerdo na j anela. Eu cubro m inha boca com a m ão, cerrando o m axilar por causa do estresse.

Fazem os isso por m ais três quarteirões.

Três quarteirões são tudo o que preciso para ela fazer a coisa m ais am ável que j á fez por m im desde o m om ento em que a conheci.

Ela alcança o volante e pega a m inha m ão. Ela puxa para o seu colo e desliza os dedos entre os m eus. Ela não para por aí, no entanto. Sua m ão direita desliza por cim a da m inha e a acaricia. Ela acaricia m eus dedos e a parte superior da m inha m ão e m eu pulso e de volta para os m eus dedos. Ela olha pela j anela o tem po todo, m as eu posso senti-la. Eu posso senti-la falando com igo, m e segurando e fazendo am or com igo, tudo com o m ovim ento das suas m ãos.

E eu sorrio todo o cam inho para a casa da m inha irm ã.

• • •

— Ela é m ais velha ou m ais nova que você? — Bridgette pergunta quando eu desligo a ignição.

— Dez anos m ais velha.

Nós dois saím os do carro e com eçam os a cam inhar em direção à casa. Eu não lhe pedi para vir com igo, m as o fato de que ela não esperou no carro é a prova de que outro m uro foi derrubado entre nós.

Eu subo os degraus, m as antes de eu bater na porta, eu viro e a encaro. — Com o você quer que eu a apresente? — eu pergunto. — Com panheira de quarto? Am iga? Nam orada?

Ela olha para longe e encolhe os om bros. — Eu não m e im porto, realm ente. Só não deixe isso estranho.

Eu sorrio e bato na porta. Ouço im ediatam ente pequenos passos e gritos e coisas caindo e merda, eu esqueço o quão louco é aqui. Eu provavelm ente deveria ter avisado para ela.

A porta se abre e m eu sobrinho, Brody, salta para cim a e para baixo. — Tio Warren. — ele grita, batendo palm as. Abro a porta de tela, coloco o pacote que a m inha m ãe m andou para a m inha irm ã no chão e im ediatam ente levanto Brody. — Onde está a sua m ãe?

Ele aponta para o outro lado da sala de estar. — Na cozinha. — ele diz. Suas m ãos agarram a m inha bochecha e ele m e faz encará-lo. — Quer brincar de m orto?

Concordo com a cabeça e coloco-o sobre o tapete. Eu faço um gesto para Bridgette m e seguir para dentro, e então eu esfaqueio falsam ente Brody no peito. Ele cai no chão em um a exibição dram ática de derrota.

Bridgette e eu ficam os em cim a dele enquanto ele se contorce de dor. Seu corpo convulsiona algum as vezes e, em seguida, a cabeça cai m ole para o tapete.

— Ele m orre m elhor do que qualquer um com quatro anos de idade, que eu j á vi. — eu digo para Bridgette.

Ela balança a cabeça, ainda olhando para ele. — Estou em êxtase. — ela diz.

— Brody ! — m inha irm ã grita da cozinha. — É Warren?

Eu com eço a cam inhar na direção da cozinha e Bridgette m e segue. Quando eu dobro a esquina, Whitney está com Conner em seu quadril e está m exendo em algum a coisa no fogão com o outro braço.

— Brody está m orto, m as sim , sou eu. — eu digo a ela.

Assim que Whitney olha para m im , gritos vêm do m onitor do bebê ao lado do fogão. Ela suspira exasperada, e gesticula para eu ir para o fogão. Eu ando até ela e pego a colher das suas m ãos. — Tem que m exer durante pelo m enos um m inuto, em seguida, retire a cham a da panela.

— Você quer dizer tirar a panela do fogo?

— Que sej a. — diz ela. Ela retira Conner do seu quadril e cam inha em direção à Bridgette. — Aqui, segure Conner. Eu j á volto.

Bridgette instintivam ente estende suas m ãos e m inha irm ã em purra Conner para ela. Os braços de Bridgette estão estendidos, tão longe do seu corpo quanto consegue. Ela está segurando Conner sob as axilas, olhando para m im com os olhos arregalados.

— O que eu faço com ele? — ela sussurra. Seus olhos estão cheios de terror.

— Você nunca segurou um a criança antes? — pergunto incrédulo. Bridgette im ediatam ente balança a cabeça.

— Eu não conheço nenhum a criança.

— Eu criança. — diz Conner.

Bridgette suspira e olha para Conner, que está olhando de volta para ela com tanto terror e fascínio. — Ele falou! — ela exclam a. — Oh, m eu Deus, você falou.

Conner sorri.

— Diga gato. — diz Bridgette.

— Gato. — Conner repete.

Ela ri nervosam ente, m as ainda está segurando-o com o se ele fosse um a toalha suj a. Eu retiro a panela do fogo e desligo, em seguida, cam inho até ela. — Conner é o m ais calm o. — eu digo a ela. — Aqui, segure-o assim . — eu o coloco ao redor do seu quadril e envolvo seu braço por trás, prendendo-o na sua cintura. Ela está trocando olhares nervosos entre Conner e eu.

— Ele não vai fazer m erda em m im vai?

Eu rio e Conner tam bém . Ele dá um tapa em seu peito duas vezes e chuta as pernas. — Merda em m im . — ele diz, ainda rindo.

A m ão de Bridgette vai para a sua boca. — Oh, m eu Deus, ele é com o um papagaio. — ela fala.

— Warren! — Whitney grita do alto da escada.

— Eu j á volto.

Bridgette sacode a cabeça e aponta para Conner. — Mas... m as... isso... — ela gaguej a.

Eu a acaricio em cim a da sua cabeça. — Você vai ficar bem . Basta m antê-lo vivo por dois m inutos. — eu escalo os degraus e Whitney está de pé na porta de entrada para o berçário. Ela está lim pando seu pescoço com um pano.

— Ele fez xixi no m eu rosto. — diz ela. Ela parece tão cansada. Eu quero abraçá-la, e eu faria se ela não estivesse coberta de xixi infantil. Ela m e entrega o bebê. — Leve-o para o andar de baixo, enquanto eu dou um pulo no chuveiro, por favor.

Eu o pego das suas m ãos. — Sem problem as.

Ela com eça a ir para o quarto dela, m as faz um a pausa antes de eu voltar para as escadas. — Ei. — ela diz. Viro-m e e a encaro. — Quem é a garota? — ela sinaliza.

Adoro que ela sinalize isso, assim Bridgette não tem chance de ouvi-la perguntar. Ter um a fam ília que é toda fluente em linguagem de sinais definitivam ente vem a calhar.

— Só a m inha com panheira de quarto. — sinalizo de volta para ela, dando de om bros. Ela sorri e cam inha para o quarto dela. Desço as escadas segurando o bebê contra m eu peito. Eu passo por cim a de Brody, que ainda está brincando de m orto no chão. Quando eu viro para a porta da cozinha, eu paro. Bridgette sentou Conner na ilha da cozinha. Ela está em pé bem na frente dele para que ele não caia e está segurando os dedos, contando com ele.

— Três. Você pode contar até três?

Conner toca com o dedo as pontas dos dedos dela. — Um . Dois. Três. — diz ele. Os dois com eçam a bater palm as e ele diz. — Eu agora.

Bridgette com eça a contar os dedos desta vez. Eu inclino a m inha cabeça contra o batente da porta e a observo interagir com ele.

Eu não sei por que eu nunca passei um tem po com ela fora do quarto antes disso. Eu poderia som ar todas as coisas que ela fez para m im durante a noite, e eu tenho certeza que não trocaria hoj e pela com binação daquilo tudo.

Esta é a Bridgette que eu vej o. A parte dela que ela dá para m im . E agora que eu estou olhando para ela, vej o que ela é m uito capaz de se dar para outras pessoas que m erecem .

— Você olha para todas as suas com panheiras de quarto assim ? — Whitney sussurra em m eu ouvido. Eu giro, e ela está de pé atrás de m im , m e observando assistir Bridgette. Balanço a cabeça e olho de volta para Bridgette. — Não. Eu não olho.

Assim que eu digo, lam ento ter dito. Whitney m andará m ensagens de texto para m im dentro de um a hora, querendo saber todos os detalhes. Quanto tem po eu a conheço, de onde ela vem , se eu estou apaixonado por ela.

Hora de ir.

— Pronta, Bridgette? — eu pergunto, entregando o bebê de volta para Whitney.

Bridgette olha para m im e depois de volta para Conner. Ela realm ente parece um pouco triste por ter que dizer adeus.

— Tchau, Bwidj et. — Conner diz a ela com um aceno. Bridgette ofega e se vira para m e encarar.

— Meu Deus! Warren, ele disse m eu nom e!

Ela se vira para Conner, e ele ainda está acenando. — Merda em m im . — ele diz.

Bridgette im ediatam ente o pega e o coloca no chão. — Pronto. — ela diz rapidam ente, afastando-se dele e em direção à porta da frente.

Whitney está apontando para Conner e olhando para m im . — Ele acabou de dizer...

Concordo com a cabeça. — Eu acho que sim , Whit. Você precisa prestar atenção na sua língua em torno de seus filhos. — eu dou-lhe um beij o rápido na bochecha e sigo para a porta da frente.

Bridgette está de pé sobre Brody, olhando para ele. — Realm ente im pressionante.

Ele está na m esm a posição que o deixam os. — Eu disse que ele m orre m elhor do que qualquer um que eu conheço. — eu passo por cim a dele e m antenho a porta aberta para ela. Nós cam inham os para fora e ela nem pestanej a ou afasta-se quando eu deslizo m inha m ão através da dela. Eu a levo até a porta do lado do passageiro, m as antes de abrir, viro seu rosto para m im e pressiono-a contra o carro. Minha m ão toca a sua testa e eu afasto um fio de cabelo.

— Eu nunca pensei que eu queria ter filhos. — ela diz, olhando para a casa.

— Mas você pensa agora?

Ela balança a cabeça. — Não, não realm ente. Mas talvez se eu pudesse ter Conner. Nessa idade, por um ano, talvez dois. Então eu provavelm ente cansaria dele e não quereria m ais, m as um ou dois anos da m inha vida poderia ser divertido.

Eu rio. — Então por que você não o sequestra e devolve quando ele tiver cinco?

Ela m e encara novam ente. — Mas você saberia que fui eu quem o levou.

Eu sorrio para ela. — Eu nunca diria. Eu gosto m ais de você do que dele.

Ela balança a cabeça. — Você am a sua irm ã dem ais para fazer isso com ela. Nunca iria funcionar. Teríam os que sequestrar um a criança de outra pessoa.

Eu suspiro. — Sim , provavelm ente você está certa. Além disso, nós provavelm ente deveríam os sequestrar o garoto de um a celebridade. Dessa form a, poderíam os obter um resgate e nunca m ais ter que trabalhar. Poderíam os devolver o garoto, pegar o dinheiro e passar o resto das nossas vidas fazendo sexo o dia todo.

Bridgette sorri. — Você é tão rom ântico, Warren. Nenhum outro cara j á m e prom eteu um sequestro e um resgate.

Eu inclino o queixo dela para que sua boca fique posicionada m ais próxim a da m inha. — Com o eu disse, você só não conheceu o idiota certo. — eu pressiono

{6}

m eus lábios nos dela e a beij o, brevem ente. Eu m antenho PG , no caso Brody

voltar à vida e nos observar.

Eu alcanço atrás dela e abro a porta. Ela anda ao m eu redor para entrar, m as antes, ela fica na ponta dos pés e m e beij a na bochecha.

Para Brody ou qualquer outra pessoa que presta atenção, esse era apenas um beij o na bochecha. Mas conhecendo Bridgette com o eu a conheço, isso era m uito m ais do que apenas um beij o. Isso era ela dizendo que não precisa de m ais ninguém .

Aquele beij o na bochecha significa que som os oficiais.

Aquele beijo na bochecha significa que tenho uma namorada.