Talvez Não

Colleen Hoover · Capítulo 11 de 14

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Talvez Não

Capítulo 11

Adivinha quem acordou na cam a de Bridgette novam ente esta m anhã?

Eu.

E adivinha quem vai dorm ir na cam a de Bridgette hoj e à noite?

É isso m esm o. Eu.

Am bas as coisas são ótim as, m as não tão ótim as com o este m om ento. Agora m esm o.

Nós dois estam os sentados no sofá, e ela está deitada entre as m inhas pernas com a cabeça no m eu peito. Estam os assistindo a um film e em que os atores realm ente ficaram vestidos durante o film e inteiro. Mas não é realm ente im portante que film e é, porque Bridgette está aconchegada com igo.

Esta é um a prim eira vez, e é incrível, e eu adoro a form a com o ela m e faz apreciar essas coisas m undanas, sim ples.

Am bos olham os para a porta quando ouvim os um a chave que está sendo inserida na fechadura. A porta se abre e Brennan entra. Sento-m e im ediatam ente no sofá, porque ele deveria estar em Dallas hoj e à noite. Ele tem um show am anhã, e eu tenho certeza que eu reservei um hotel para ele essa m esm a noite.

Bridgette senta-se no sofá e olha para ele. Ele sorri para ela, m as é um sorriso forçado. Ele alcança no seu bolso de trás e puxa um a folha de papel. Ele estende. — Isso chegou hoj e. — ele fala.

Bridgette aperta a m inha m ão e aí que eu percebo que ele está segurando os resultados do teste. Conheço Brennan tem po suficiente para saber por sua reação que ele não está feliz com os resultados. Eu só não sei se isso é um a coisa boa ou um a coisa ruim para Bridgette.

— Apenas m e diga. — ela sussurra.

Brennan olha para baixo, para os seus pés e depois para m im . A expressão em seus olhos é suficiente para Bridgette saber que ela não está m ais perto de descobrir quem é seu verdadeiro pai, do que ela estava há alguns m eses.

Ela inala um a respiração profunda, e, em seguida, se levanta. Ela m urm ura um — obrigada — para Brennan e com eça a ir em direção ao seu quarto, m as ele a agarra pelo braço e a puxa para si. Ele envolve seus braços em volta dela e dá-lhe um abraço, m as no j eito verdadeiro de Bridgette, ela não perm ite que dure m ais de dois segundos. Ela com eça a chorar, e eu sei que Bridgette não quer que ninguém a vej a chorando. Ela abaixa a cabeça e corre para o quarto dela.

Brennan j oga o papel no balcão e passa as m ãos pelos cabelos. — Isso é um a m erda, cara. — ele diz. — Eu senti com o se ela realm ente precisasse que isso fosse verdade, e em vez disso, só adiciona a toda a m erda que ela teve que lidar por toda a sua vida.

Eu suspiro e recosto m inha cabeça no sofá. — Você tem certeza sobre os resultados? Não há nenhum a m aneira deles terem errado?

Brennan balança a cabeça. — Ela não é filha dele. E de certa form a, estou feliz por ela, porque quem iria querer ele com o um pai? Mas eu sei que ela gostou da ideia de finalm ente ter um pouco de encerram ento.

Levanto-m e e aperto a parte de trás do m eu pescoço. — Eu não acho que encerram ento é a única coisa que ela estava esperando. — eu aponto para o quarto dela. — Eu vou dar um a olhada nela. — eu digo a ele. — Obrigado por ter vindo até aqui para dizer a ela.

Brennan acena com a cabeça, e eu vou para o quarto dela. Ela está enrolada do outro lado da cam a, encarando a porta.

Eu não sou bom em consolar, então eu não sei o que eu posso dizer para fazê-la se sentir m elhor. Em vez disso, eu só subo na cam a e fico por trás dela. Eu envolvo m eu braço nela e seguro a sua m ão.

Ficam os assim por vários m inutos, e eu a deixo soltar todas as suas lágrim as. Quando parece que ela não está chorando m ais, eu dou um beij o em seu cabelo.

— Ele teria sido um pai horrível, Bridgette.

Ela balança a cabeça. — Eu sei. Eu só... — ela funga procurando por ar. — Eu gosto daqui. Eu sinto que todos vocês m e aceitam com o eu sou, e isso nunca aconteceu antes. E agora que Brennan sabe que eu não sou sua irm ã, o que vai acontecer? Eu só vou em bora?

Eu a aperto com m ais força, odiando que ela ainda ache que isso é um a opção. — Sobre o m eu cadáver e de Brody. De j eito nenhum vou deixar você ir a qualquer lugar.

Ela ri e enxuga os olhos. — Vocês não têm que ser bom para m im por pena.

Eu a rolo de costas e balanço a cabeça em confusão. — Pena? Isso não é pena, Bridgette. Quer dizer, sim , eu m e sinto m al por você. Sim , poderia ter sido legal se você fosse irm ã deles. Mas isso não m uda nada. A única coisa que o resultado desse teste teria m udado é que você iria de não saber quem é o seu verdadeiro pai, para ter um dos piores pais do m undo. — eu a beij o na testa. — Eu não m e im porto de quem você é irm ã, eu te am o do m esm o j eito.

Seus olhos se arregalam , e eu posso sentir seu corpo enrij ecer em m eus braços. Eu não disse que eu estava m e apaixonando neste m om ento.

Eu apenas disse a ela que a am ava. Assim , efetivam ente. E sim , essas três palavras provavelm ente poderiam fazê-la ficar nervosa m ais do que quaisquer outras três palavras no idiom a inglês, m as não retiro o que eu disse. Eu não vou voltar atrás. Eu a am o, e eu a am o por m eses e agora eu estou cansado de ter m uito m edo da sua reação para dizer.

Ela com eça a sacudir a cabeça. — Warren...

— Eu sei. — eu digo. — Eu disse. Supere isso. Eu te am o, Bridgette.

Sua expressão está destituída de qualquer em oção agora. Ela está absorvendo. Ela está esperando para ver com o essas palavras vão fazê-la se sentir, porque eu não tenho certeza se ela j á as ouviu antes.

Seu m axilar fica tenso, e ela coloca as m ãos no m eu peito. — Você é um m entiroso. — ela rebate, tentando rolar por debaixo de m im .

Aqui vamos nós outra vez.

Eu a puxo de volta para o colchão, enquanto ela tenta se esquivar. — Você é cansativa, sabe disso? — eu a coloco de costas e ela com eça a concordar com a cabeça freneticam ente.

— É isso m esm o, Warren. Sou cansativa. Sou m á. Eu sem pre vej o o copo m eio vazio, e se você acha que falar que m e am a m e deixará m ais agradável e m enos cansativa, você está errado. Você não pode m e m udar. Todo m undo quer m e m udar, m as eu sou quem eu sou, e se você acha que eu falando para você que tam bém te am o, m e fará m erda de unicórnios e arco-íris, você está errado. Eu odeio unicórnios e arco-íris.

Eu abaixo m eu rosto para o seu pescoço e com eço a rir. — Oh, meu Deus, eu não posso acreditar que você é m inha. — eu a beij o na bochecha, e então na testa, e depois no nariz e no seu queixo e na sua outra bochecha. Eu olho de volta para os seus olhos, cheios de confusão.

— Eu não quero que você m ude Bridgette. Eu não estou apaixonado por quem você poderia ser ou que você costumava ser, ou o que o m undo diz quem você deve ser. Eu estou apaixonado por você. Agora m esm o. Bem assim .

Ela ainda está cautelosa e na defensiva, então eu a puxo para m ais perto de m im e m eus braços a envolvem , abraçando-a com força. — Pare. — eu sussurro em seu ouvido. — Pare de dizer a si m esm a que você não é digna de ser am ada, porque isso está m e irritando. Eu não m e im porto se você ainda não está pronta para adm itir com o você realm ente se sente sobre m im , m as não se atreva a j ulgar o que sinto por você. Porque eu te am o. — eu a beij o no lado da cabeça, e eu digo de novo. É tão bom finalm ente dizer isso. — Eu te am o, Bridgette.

Ela se afasta apenas o suficiente para que eu vej a seu rosto. Seus olhos estão cheios de lágrim as.

— Bridgette, eu te am o. — eu digo novam ente, desta vez olhando-a diretam ente nos olhos. Eu posso senti-la lutando internam ente. Parte dela quer aproveitar este m om ento, e parte dela está tentando m anter o últim o m uro que ainda está entre nós.

— Eu te am o. — eu sussurro novam ente.

Um a das lágrim as escapa dos seus olhos, e eu tenho m edo que ela estej a prestes a quebrar e m e afastar com o ela sem pre faz. Eu pressiono m eus lábios contra os dela e inalo profundam ente. Eu toco seu rosto e enxugo sua lágrim a com o polegar.

— Você é a pessoa m ais verdadeira que eu conheço Bridgette. Então, se você acha que m erece ou não o am or, isso não im porta, porque eu não posso evitar. Eu m e apaixonei por você, e eu não m e arrependo disso.

Outra lágrim a cai dos seus olhos.

Form a-se um sorriso em seus lábios.

Um riso escapa da sua boca, e seu peito com eça a trem er, porque ela está rindo, chorando e m e beij ando. E eu a beij o de volta, quebrando diretam ente a últim a parede que ficou entre nós.

Ela envolve as m ãos no m eu cabelo e m e rola sobre m inhas costas, ainda com os lábios pressionados contra os m eus. Abro os olhos e ela se afasta da m inha boca, ainda sorrindo. Ela com eça a sacudir a cabeça em descrença lenta. — Eu não posso acreditar que eu estou apaixonada por um estúpido, idiota tão estúpido.

Eu não tenho certeza que esta frase poderia significar m ais para qualquer outro hom em no m undo.

— Eu am o você, Warren.

Eu não posso nem m esm o dizer que a am o de volta, porque ouvir essas palavras saírem da sua boca m e deixou com pletam ente sem palavras. Mas eu não acho que ela se im porta, porque seus lábios estão nos m eus tão duros e rápidos, que eu não seria capaz de falar de qualquer m aneira.

Eu estou apaixonado por Bridgette.

Bridgette está apaixonada por m im .

Tudo está finalmente certo do mundo.

Continuam os a beij ar enquanto nós tiram os as roupas um do outro. Nenhum de nós está no controle neste m om ento. Ela faz am or com igo ao m esm o tem po que eu faço am or com ela, e ninguém está no com ando. Ninguém m andando. É com pletam ente igual agora. Ela sente o m esm o por m im , que eu sinto por ela e quando nós term inam os, ela sussurra. — Eu te am o, Warren.

E eu digo. — Eu te am o, Bridgette.

E ninguém discute.

Ela encontra-se pacificam ente em m eus braços e não tenta m e chutar para fora da cam a. Apenas o pensam ento de ter que voltar para o m eu quarto e dorm ir sozinho parece ridículo e eu não tenho certeza se algum a vez vou querer dorm ir sozinho novam ente.

Eu acaricio seu braço com os dedos. — Eu tenho um a ideia. — eu sussurro contra seu cabelo.

Ela balança a cabeça. — Eu não vou fazer anal.

Eu rio e recuo. — O que? Não. Não é isso. Ainda não, de qualquer m aneira. — eu a afasto e sento, puxando-a para um a posição sentada. Pego as suas m ãos nas m inhas, e eu olho nos olhos dela, m uito. — Eu acho que nós deveríam os m orar j untos.

Seus olhos se arregalam em choque e ela está olhando para m im com o se eu tivesse ficado louco. Talvez eu tenha. — Nós j á vivem os j untos, idiota. E eu quase não tenho que pagar aluguel. Iríam os falir se tivéssem os o nosso próprio lugar.

Eu descarto suas preocupações com um aceno de cabeça. — Eu não quero dizer para um novo apartam ento. Mude-se para o m eu quarto. Estam os j untos todas as noites de qualquer m aneira.

Ela ainda está balançando a cabeça. — Por que eu iria querer fazer isso?

— Porque. — eu digo a ela, colocando o cabelo atrás da orelha. — É rom ântico.

— Não, Warren, é estúpido.

Eu caio de costas na cam a, frustrado. Ela cai do m eu lado e m e encara. — Por que eu iria querer m udar todas as m inhas roupas para o seu arm ário m inúsculo? Isso é tão estúpido. Eu tenho m uita coisa no m eu arm ário.

— Tudo bem . — eu digo a ela. — Você pode m anter todas as suas roupas no seu próprio arm ário, m as m ude o resto para o m eu quarto.

Ela deixa cair a sua testa no m eu peito. — Eu não tenho qualquer outra coisa. Eu tenho um a cam a. É isso.

Enfio m eu dedo sob o seu queixo e o inclino para ela olhar para m im . — Exatam ente. Mude sua cam a para o m eu quarto. Nós dois tem os cam as full size. Colocá-las j untas seria com o ter um a king, e nós teríam os m ais espaço para transarm os, e quando nós term inarm os, você pode passar para o seu lado da cam a e eu posso ver você dorm ir.

Ela considera a m inha proposta por vários m om entos de silêncio, e então sorri. — Isso é tão estúpido.

Sento-m e e a puxo para fora da cam a. — É rom ântico. Vam os lá, se vista. Eu vou aj udá-la.

Colocam os nossas roupas de volta e com eçam os a j ogar os cobertores e travesseiros para fora da sua cam a. Nós levantam os o colchão e com eçam os a passar com ele pela porta, pela sala de estar e para o m eu quarto. Ridge e Brennan estão sentados no sofá, olhando para nós.

— O que diabos você está fazendo? — Brennan pergunta.

Eu pressiono m eu quadril contra o colchão para que eu possa sinalizar de volta para eles. — Bridgette e eu vam os m orar j untos.

Ridge e Brennan se entreolham , depois de volta para m im . — Mas... vocês j á moram j untos. — diz Brennan.

Eu os dispenso com um aceno de m ão, e nós term inam os de m over o colchão de Bridgette para o lado do m eu. Um a vez que sua cam a está pronta de novo, ela cai em cim a da dela e eu na m inha. Rolam os até que estam os nos encarando. Ela descansa a cabeça no braço e suspira.

— Nós m oram os j untos por dois m inutos, e eu j á estou cansada do seu rosto.

Eu rio. — Eu acho que você deveria voltar. Nós nos dávam os m uito m elhor antes disso.

Ela fica brava, então eu agarro a m ão dela e envolvo os m eus dedos nos dela. — Eu preciso te perguntar outra coisa.

Ela cai de costas. — Que Deus m e aj ude, Warren, se você m e pedir para casar com você eu vou cortar suas bolas.

— Eu não quero m e casar com você. — eu digo. — Ainda. Mas...

Eu rastej o sobre a sua parte da nossa casa e deito ao lado dela. — Você vai a um encontro com igo?

Ela olha para longe de m im e para o teto. — Oh, m eu Deus. — ela sussurra. — Nunca tivem os um encontro antes?

— Não um real.

Ela bate a m ão na testa. — Eu sou um a prostituta. Já fui m orar com você e nós ainda não estivem os em um encontro?

— Você não é um a prostituta. — eu digo a ela com tranquilidade sim ulada. — Nós ainda nem fizem os sexo... oh, espere. — eu faço um a careta. — Você é tão prostituta. Um a enorm e prostituta, que quer que eu tente anal com ela esta noite.

Ela ri e m e em purra no peito.

Eu a em purro de volta.

Ela m e em purra m ais forte.

Eu a em purro até que ela fica na beira da sua cam a.

Ela levanta as pernas para m e chutar.

Eu a chuto de volta, em purrando-a para fora da cam a até que ela está deitada no chão. Depois de alguns segundos de silêncio, eu vou para a beirada do colchão e olho para ela. Ela ainda está deitada de costas na m esm a posição que ela caiu.

— Você poderia se equiparar a Brody. — eu digo a ela. Ela estende a m ão para m e bater, m as eu a agarro e puxo para a m inha boca. Eu a beij o e seguro a m ão dela enquanto fixo os olhos nos dela.

Ela está em um estado de espírito excepcionalm ente agradável agora, o que m e leva a acreditar que talvez... só talvez...

— Eu tenho m ais um a pergunta, Bridgette.

Ela ergue a sobrancelha e balança a cabeça lentam ente. — Eu não vou te contar o nom e daquele pornô.

Eu largo sua m ão e viro de costas. — Foda-se.

Talvez não