Tudo Que É Ruim É Bom Pra Você
Agradecimentos
Este livro é diferente dos meus anteriores porque trata de um assunto sobre o qual a maioria das pessoas já tem opinião formada. Isso tem suas vantagens. Desta vez, as muitas conversas casuais de que um escritor participa enquanto está escrevendo acabaram sendo mais produtivas do que o normal. Antigamente, a maioria dessas conversas começava com uma expressão intrigada: “Você está escrevendo um livro sobre formigas e o quê? Mas sempre que eu mencionava o argumento de Tudo que é ruim as pessoas vinham com suas próprias teorias sobre o estado da cultura pop. Não fiquei surpreso ao descobrir que os pais estavam particularmente dispostos a discutir as ideias. (E, algumas vezes, um pouco desconfiados.) Essas conversas acabaram colorindo bastante o que eu terminei por escrever: abrindo novas vias a serem exploradas e deixando-me ciente de objeções que tinham de ser tratadas. Assim, obrigado a todos que me deram bronca em uma mesa de bar, durante um almoço ou dentro de um avião. Para o bem e para o mal, eu escrevi isto imaginando vocês como meus leitores.
Tive também um punhado de leitores não imaginados que fizeram comentários muito úteis e encorajadores: Alex Ross, Kurt Andersen, Jeff Jarvis, Henry Jenkins, Douglas Rushkoff, Esther Dyson, Christina Koukkos, Alex Star e Alexa Robinson. Meu pai deu um jeito de justificar todas aquelas horas assistindo a Família Soprano fazendo algumas sugestões oportunas perto do final do processo de edição. Também sou grato a Red Burns e a George Agudow, do Programa de Telecomunicações Interativas da New York University, por me permitirem dar um curso de pós-graduação sobre videogames, coisa que nenhum adulto deveria ter permissão para fazer. Meus alunos naquele curso me ajudaram tremendamente a entender o poder e a inteligência da cultura dos games.
Meus editores na Discover e na Wired – Stephen Petranek, Dave Grogan, Chris Anderson, Ted Greenwald, Mark Robinson – me deixaram ruminar sobre tecnologia e cultura a fim de que desse forma a muitas das ideias apresentadas aqui; Esther Dyson fez a gentileza de me dar um número completo de seu Release 1.0 para que eu pensasse na maneira como os softwares interagem com o cérebro. Também sou grato ao programa Voices of Vision, da Caltech, por me convidar para dar uma palestra sobre as virtudes da cultura pop quando eu estava terminando o livro.
Estou em dívida com meu assistente de pesquisa, Ivan Askwith, que fez de tudo, como transcrever citações de livros, gerar meus gráficos (ocasionalmente bizarros), e até me ajudar a conceber teorias inteiras sobre o universo narrativo de Família Soprano. Acho que vamos ouvir falar mais de Ivan nos próximos anos.
Que posso dizer sobre Sean McDonald, meu editor na Riverhead? Sua nova técnica de edição é irrefreável! Acho que não há uma só página deste livro que não tenha sido melhorada por algum comentário ou pergunta dele, e sou muito grato por sua disposição de permitir que o livro evoluísse desde seu formato original. Obrigado a toda a equipe da Riverhead – especialmente Julie Grau, Cindy Spiegel, Larissa Dooley, Kim Marsar, Liz Connor e Meredith Phebus – por me aceitar no grupo e por me dar o apoio e o estímulo de que eu precisava.
Este é o primeiro livro que escrevi do começo ao fim em nossa nova casa no Brooklyn, então quero agradecer a todo o elenco de apoio que faz de Park Slope um oásis urbano: nossos muitos amigos da vizinhança que apareciam lá em casa sem avisar e me salvavam de um parágrafo que eu não conseguia encerrar; o café no Tea Lounge e no Naidre’s (e, sim, no Starbucks – tudo que é ruim faz mesmo bem); as centenas – ou milhares – de pessoas que fazem de Prospect Park o lugar perfeito para um passeio à tarde a fim de fugir do teclado; as crianças esmurrando a porta do escritório, exigindo passar algum tempo com o computador (e, se necessário, com o papai também); e, acima de tudo, minha esposa, que fez com que muito da beleza e da felicidade de nossa vida fosse possível.
Mas este vai para minha agente, Lydia Wills, que está na luta comigo há dez anos e acreditou no livro mesmo quando até eu tinha começado a perder a fé. Se nesses dez anos ela não tivesse se tornado um sucesso tão grande, eu poderia achar que estava em dívida com ela. Tal como está, fico feliz que ela ainda retorne minhas ligações.
Nova York
Fevereiro de 2005