A nova razão do mundo
Sobre A nova razão do mundo, por Jorge Nóvoa
Sobre A nova razão do mundo
Jorge Nóvoa
Pierre Dardot e Christian Laval “descrevem” nesta obra a racionalidade
neoliberal. Ao olharmos o Brasil hoje, ela desfila diante de nossos olhos: o
estado de exceção, a lógica binária da política e sua “jaula de aço” a tentar
nos aprisionar. Toda herança da tradição democrática e republicana termina
subvertida e submetida à lógica da concorrência à morte. A crise de
governabilidade se universaliza como expressão contraditória que
ultrapassa a vontade e o controle conscientes dos antigos agentes sociais.
Estes foram dominados pelo que André Gorz pensava ser uma
“cumplicidade estrutural”. Por múltiplos caminhos, o neoliberalismo se
impôs como a nova razão do mundo, não deixando incólume nenhuma
esfera da vida. O que se acha em causa é a forma de existência na
modernidade última. Sua norma fundamental é a competição mortífera
modelando tudo da vida social introjetada na subjetividade dos indivíduos
pelo capital e seu mercado. Contudo, também se observam as
“contracondutas” que instituem novas práticas e novas formas de luta. O
homem Sísifo continua lutando pela emancipação humana.