A nova razão do mundo

Pierre Dardot · Capítulo 3 de 20

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A nova razão do mundo

Sobre A nova razão do mundo, por Jorge Nóvoa

Sobre A nova razão do mundo

Jorge Nóvoa

 

Pierre Dardot e Christian Laval “descrevem” nesta obra a racionalidade

neoliberal. Ao olharmos o Brasil hoje, ela desfila diante de nossos olhos: o

estado de exceção, a lógica binária da política e sua “jaula de aço” a tentar

nos aprisionar. Toda herança da tradição democrática e republicana termina

subvertida e submetida à lógica da concorrência à morte. A crise de

governabilidade se universaliza como expressão contraditória que

ultrapassa a vontade e o controle conscientes dos antigos agentes sociais.

Estes foram dominados pelo que André Gorz pensava ser uma

“cumplicidade estrutural”. Por múltiplos caminhos, o neoliberalismo se

impôs como a nova razão do mundo, não deixando incólume nenhuma

esfera da vida. O que se acha em causa é a forma de existência na

modernidade última. Sua norma fundamental é a competição mortífera

modelando tudo da vida social introjetada na subjetividade dos indivíduos

pelo capital e seu mercado. Contudo, também se observam as

“contracondutas” que instituem novas práticas e novas formas de luta. O

homem Sísifo continua lutando pela emancipação humana.