Adolpho Lutz: Viagens por Terra de Bichos e Homens
Capítulo 1925
Meyers Lexikon Atlas. Bibliographisches Institut A.G., Leipzig, 1936, v.12, prancha 32b: Venezuela
Notas sobre a visita do professor
Adolpho Lutz à Venezuela *
A viagem durou de 17 de maio a 18 de dezembro de 1925. A correspondência preliminar a esse respeito parece ter sido feita com o Dr. Núñes Tovar, que também acompanhou os estudos do prof. Lutz. O intuito da viagem era fazer pesquisas de zoologia médica e parasitologia e estimular o desenvolvimento dessas disciplinas, intimamente relacionadas à medicina tropical.
As condições de trabalho oferecidas foram modestas: viagem de ida e volta para o professor Lutz e seu auxiliar e servente de laboratório, o fiel Joaquim Venâncio, que o acompanhava desde 1918. As despesas com a estadia e todas as despesas com excursões científicas correriam por conta do governo venezuelano. Houve menção a uma gratificação final, mas nada consta de exato sobre o tema. Sei que o dr. Joaquim Venâncio recebeu uma gratificação modesta. O professor Lutz desejava levar também o sr. Rudolf Fischer, ilustrador científico que trabalhara no Instituto Oswaldo Cruz, mas que, naquela época, estava em São Paulo, onde não lhe deram licença para se ausentar. Talvez porque o dr. Lutz não pudesse ir pessoalmente a São Paulo para tratar do assunto.
Adolpho Lutz, à direita, Joaquim Venâncio, à esquerda, e de bigode,
ao centro, Manuel Núñes Tovar, seguram cobra capturada na lagoa
de Tucupito, em Maracay, Venezuela. 1925 (BR. MN. Fundo
Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Ele saiu do Rio de Janeiro em 17 de maio de 1925, segundo consta em seu diário de viagem. Chegou a Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, em 26 de maio, daí saindo para La Guayra em 2 de junho. Em Trinidad estava relacionado com o naturalista muito
conhecido sr. Urich.1 Como a viagem tinha sido um pouco atrasada, o professor Lutz não o encontrou mais, porque tinha viajado já para a Inglaterra, mas foi muito bem recebido pelo cunhado de Urich, dr. Dickson. Recebeu a visita do Cirurgião-Geral, dr. Wise, conheceu as instituições médicas e científicas do lugar, inclusive o matadouro, muito limpo, e o célebre College of Agriculture, sendo ali recebido pelo professsor Whytticombe [sic]. Lutz percorreu também o Experimental Garden. Teve uma impressão muito boa do trabalho ali
realizado.2 Em companhia do dr. Dickson e de sua senhora, e de seu auxiliar Joaquim Venâncio, fez excursões ao Lago de Asfalto e a diversos lugares na montanha, colecionando dez espécies de batráquios e quatro de moluscos de água doce. Em 1938, por ocasião de um congresso botânico realizado no Rio de Janeiro, o professor Lutz ainda se lembrou de apontar a um especialista de pteridófitas que havia um feto (Farnkraut) que cresce nas margens do Lago de Asfalto.
A 4 de junho, o professor Lutz saiu de Trinidad a bordo do Teutonia. Chegou a la Guayra de manhã, a 6 de junho, um sábado.
Foi recebido pelo Dr. Núñes Tovar, que o levou a Caracas, hospedando-o no Hotel Caracas. Assistiu a uma conferência pública onde encontrou os drs. Iturbe e Tejera. No domingo, foram a San
Juan de los Morros,3 sendo apresentado ao presidente Juan Vicente Gomes, que o recebeu muito bem. Foi ver fontes sulfúricas quentes e achou as montanhas muito interessantes. Passou a noite em San
Juan e seguiu para Maracay4 em 8 de junho. Hospedou-se no Hotel Maracay.
Na viagem encontrou larvas de Rana palmipes em metamorfose e Limnaeus e Ampullaria, iniciando assim os seus estudos. Em 9 começou a trabalhar no laboratório no Hospital Militar. Dali em diante a sua estadia foi dividida, em sua maior parte, entre as pesquisas de laboratório e as excursões, tendo feito a primeira logo em 9 de junho. Entre as criaturas encontradas anota no diário os batráquios Rana palmipes, Leptodactylus caliginosuse Bufo agua, assim como os moluscos Planorbis spec. (guadeloupensis), um pequeno Taphius, Gyraulus anatinus, Physa? rivalis, Ancylus spec. Sphaerium (Pisidium) Ampullaria cornu arietis, com ovos verdes. Já nesses animais encontrou Gorgoderina e outros vermes, podendo dar início a seus estudos. Dali em diante o Diário de Viagem consigna as excursões, as espécies colhidas, as observações feitas e as experiências destinadas a elucidar os ciclos vitais dos helmintos parasitos. Em algumas das excursões foi acompanhado pelo dr. Enrique Tejera, que parece ter-se interessado bastante e ter mostrado lugares apropriados. Esteve o dr. Lutz em várias lagoas, Tucupido, Tayguagua [sic], e em muitas localidades nas vizinhanças
de Maracay, de Trinidad, 5 onde fez amizade com o padre Cornelius, em Ocumare de la Costa etc. O presidente Gómez colocou o sr. capitão Leonardo à disposição do professor Lutz, e ele o acompanhou em diversas excursões. Também pôs um aviador e um avião por diversas vezes à disposição do professor Lutz, para sobrevoar o Lago de Valencia. O veterinário inglês dr. Edward Morgan tornou-se muito amigo seu.
Vista de La Guaira. Foto de A. Müller – Marty. Caracas, Venezuela
(BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Vista de Caracas. Foto de A. Müller – Marty. Caracas, Venezuela
(BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Catedral de Maracay (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta
244, maço 3).
Estação ferroviária de Maracay. Foto de Francisco Antonio Peluso
(BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Lutz em Cana Brava, localidade próxima a Maracay, na Venezuela,
em 1925. Acervo do Instituto Adolfo Lutz.
Campo experimental em Maracay. Foto de Francisco Antonio Peluso
(BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
De vez em quando, o professor Lutz ia a Caracas, consignando, então, [o seu diário], contatos com os luminares da classe médica,
entre eles Juan Iturbe,6 7 Gonzalez Rincone, Diego Carbonell e o dr.
Tejera.8 Também fez muita amizade com o botânico Henri Pittier, de
origem suíça como o prof. Lutz. 9
O prof. Lutz trouxe um pequeno herbário da Venezuela.
Por solicitação da Universidade Central, segundo se vê em correspondência do dr. Diego Carbonell, proferiu uma conferência intitulada: “Problemas que se ligan al estúdio de la lepra,” defendendo seu ponto de vista da transmissão culicidiana da doença, baseado em argumentos muito convincentes para os que estão familiarizados com a biologia e a entomologia médica e com
as particularidades da doença. 10 A conferência foi feita no salão de exames da Universidade Central sob a presidência do magnífico reitor dr. Diego Carbonell, que saudou o professor Lutz. Este foi apresentado pelo dr. Juan Iturbe. Aproximava-se a viagem do professor Lutz já de seu fim nessa ocasião, pois teve lugar a 9 de novembro. O diário consigna a sua volta em trem. A 13 de novembro, foi recebido pela última vez pelo general Juan Vicente Gomes. Devido à demora que acontecia de vez em quando, o prof. Lutz foi levado tarde a La Guaira, em 14 de novembro, perdendo o navio. Voltou assim a Caracas, a 15, para descer novamente em 16 de novembro e embarcar para Nova York, a 17 de novembro. No diário anota: “passamos a ilha de Mona de 3 a 6 p.m”. E a 18 de novembro: “não se vê nada”. Em Nova York, o professor Lutz demorou-se o tempo necessário para tomar o vapor para o Brasil. Visitou muitos estabelecimentos científicos, principalmente o Museu Americano de História Natural.
O general Juan Vicente Gómez agraciou o professor Lutz com a Medalla de la Instrucción Publica, a 28 de junho de 1925, ou antes, a 8 de junho, recebendo ele a comunicação oficial a 28 daquele mês, pouco depois de sua chegada à Venezuela, conjuntamente com a medalha e o diploma. Pouco depois de terminada a visita do professor Lutz, a 30 de janeiro de 1926, foi criado pelo presidente o Instituto de Medicina Tropical.
Durante a sua estada na Venezuela, o professor Lutz fez muitos esforços a fim de regressar ao Brasil por terra, atravessando a Venezuela para atingir o Norte do pais. Não conseguiu fazê-lo, em parte pelas dificuldades inerentes ao empreendimento, em parte, talvez, por não ter encontrado muito apoio: os diplomatas brasileiros e colegas tiveram receio de auxiliar um homem de setenta anos a empreender tal viagem. Não conseguiu tampouco voltar pelas Guianas, não obstante os esforços do governador do Pará para auxiliá-lo a organizar a viagem.
Campo de aviação em Maracay (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz,
caixa 34, pasta 244, maço 3).
Vapor “Tacarigua” no lago de Valencia. Foto de Francisco Antonio
Peluso (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Jacinto aquático perto de Maracay, Venezuela, 1925 (BR. MN.
Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Antes de deixar a Venezuela, o professor Lutz prestou informações ao general Gómez sobre os trabalhos realizados, conforme se verifica das comunicações anexas em tarjetas [pastas] grandes do Palácio.
Armas da República [Impresso]
General Juan Vicente Gómez, Presidente Constitucional de los
Estados Unidos de Venezuela [daqui continua datilografado].
“Saluda atentamente al Sr. Professor Adolfo Lutz, en la ocasión
de avisarle recibo de la apreciable carta del 21 del que cursa y
al significarle que se impuso de la relación de los trabajos de
Zoologia que practicó en algunos pueblos de Venezuela, le dice
que le será muy grato recibir los originales de esos estudios
junto con el material coleccionado que le ofrece remitir. Maracay
24 de Octubre de 1925”.
E outra:
Armas da República [Impresso]
General Juan Vicente Gómez, Presidente Constitucional de los Estados Unidos de Venezuela [termina o impresso e segue datilografado]:
“Saluda atentamente al prof. Adolpho Lutz, al significar que está en su poder la muy apreciable carta de lo del que cursa, acompañada del texto de las observaciones de zoología médica venezolana practicadas durante cuatro meses por el Prof. Lutz. Dicho trabajo que tiene un grandissimo interés, lo ha recibido con la mayor complacencia y al agradecerle, en nombre proprio y en el de Venezuela, le expresa también su reconocimiento muy vivo y sincero por las expresiones generosas y cordiales con que se lo transmite. Impuesto de los demás particulares de la citada carta y después de haber tomado buena nota de ellos, tiene el gusto de significarle que tiene su aprobación para llevarse a Rio de Janeiro el material que ha adquirido para obtener allá sus reproducciones.
El General Gómez aprovecha la ocasión para reiterarse a las gratas del prof. y formula votos para la felicidad de su regreso al Brasil.
Caracas, Novembro 14 de 1925”.
Em 20 de outubro de 1926, o Sr. Ruben Gonzalez enviou um cable [telegrama] ao professor Lutz avisando-lhe que o governo enviara 20 mil bolívares ao ministro da Venezuela, sr. Abel Montilla, para custear a impressão do livro. Houve idéia de publicá-lo em Caracas, mas pareceu mais favorável fazer a impressão no Rio para que o professor Lutz pudesse fiscalizá-la. Restou o problema da tradução, que finalmente foi confiada ao sr. Juan Tremoleras, pensionado do Ministério de Agricultura e pessoa interessada em biologia. O estilo castelhano corre por sua conta, devendo dizer-se que informou ao professor Lutz que velaria por que fosse castelhano castiço. As pranchas foram desenhadas, algumas em cor, pelos que as assinam, e que trabalhavam sob as ordens do professor Lutz. Algumas já existiam de trabalho anterior. A soma enviada importou em 3.745,32 dólares, os quais, ao câmbio da época, dez vezes melhor que hoje, isto é 7.710 réis por dólar, forneceram 28.876.400 réis na moeda de então. Foi suficiente para imprimir 600 exemplares e para pagar as despesas do envio de 500 até Trinidad. O dr. Lutz reteve apenas 100. Pagou parte do frete até Trinidad e além. Desses exemplares nunca mais houve notícias. O professor Lutz prestou contas de tudo ao então ministro da Venezuela no Brasil. Existe ampla correspondência no arquivo do dr. Lutz mostrando os esforços feitos por ele junto à legação da Venezuela no Rio, e do dr. Carlos Chagas através do Ministério das Relações Exteriores e da legação do Brasil na Venezuela. Por fim, enviou-se uma missiva do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela à Legação do Brasil em Caracas, dizendo que os exemplares tinham sido devidamente distribuídos, atendendo à lista do dr. Lutz. Entretanto, parece ter-se perdido praticamente toda a edição.
Nota do Editor: No final do texto, Bertha Lutz transcreve a carta que escreveu a Enrique G. Vogelsang em 1955:
Exmo. sr. professor Vogelsang,
Caso sejam desejadas cópias datilografadas ou fotos dos
Diários e correspondências etc., podem ser enviadas. A demora
foi devida à necessidade de estudar o material, à doença minha
e ao pesar e transtorno da morte súbita de Joaquim Venâncio,
que acompanhou meu pai à Venezuela, e que há trinta e sete
anos colaborava com pai e filha no Instituto Oswaldo Cruz,
morte esta sobrevinda em 27 de agosto. Só há duas fotos da
Venezuela, uma do dr. Lutz no meio de canas altíssimas e outra
segurando uma cobra. Nenhuma parece boa. De Manguinhos
prometeram-me hoje uma boa estilo portrait. Sempre às suas
ordens, a gratíssima.11
Uma das notas promissórias assinadas por Adolpho Lutz em favor
da Companhia Litographica Ypiranga (15.12.1927) relacionada a
serviço de impressão de Estudios de zoologia y parasitologia
venezolanas (Rio de Janeiro, 1928) (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz,
caixa 34, pasta 244, maço 3).
Recibo emitido por Raymundo Honório, referente ao pagamento de
desenhos de tabanídeos feitos para Adolpho Lutz para ilustrar
Estudios de zoología y parasitologia venezolanas (Rio de Janeiro,
1928) (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
Um dos recibos emitidos pela Companhia Litographica Ypiranga
(8.2.1929) relativos à impressão de Estudios de zoología y
parasitologia venezolanas (Rio de Janeiro, 1928) (BR. MN. Fundo
Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 3).
* Texto escrito por Bertha Lutz na década de 1950, à época das comemorações do centenário do nascimento de seu pai. Documento datilografado em 5 folhas com logotipo da Universidade do Brasil (BR. MN. Fundo Adolpho Lutz, caixa 34, pasta 244, maço 5). [N.E.]
1 Refere-se provavelmente a Friederick William Urich (1872-1936), naturalista de Trinidad que se destacara na pesquisa de peixes de meio hipógeo, enviando espécimes coletados na caverna de Urumaca ao British Museum of Natural History, em 1924. [N.E.]
2 Refere-se provavelmente ao Imperial College of Tropical Agriculture, ligado à University of the West Indies em St. Augustine, Trinidad e Tobago, herdeira das coleções botânicas iniciadas com o estabelecimento os Royal Botanic Gardens em Port of Spain, em 1818. [N.E.]
3 Capital do estado de Guarico. [N.E.]
4 Maracay, conhecida também como “Ciudad Jardín,” encontra-se no estado de Aragua, cerca de 100 km a Oeste de Caracas. [N.E.]
5 Refere-se provavelmente à fazenda “La Trinidad,” onde Francisco de Miranda estableceu seu quartel-general em 1812, durante a guerra de independência. [N.E.]
6 Refere-se a Juan Manuel Iturbe, nascido em Guanare, em 24.6.1883, e falecido em Caracas, em 18.2.1962. A partir do estudo sobre o paludismo das aves na Venezuela (1916) realiza importantes observações acerca do ciclo do Schistosoma mansoni e seu hospedeiro intermediário naquele país (1916-1918). Com seu colaborador, dr. Eudoro González, foi um dos primeros a estudar lá o diagnóstico bacteriológico e a epidemiologia da febre tifóide. Entre 1918 e 1928, ocupou-se da murrina, doença de cavalos conhecida localmente como ‘derrengadera’, analisando o ciclo vital do Tripanosoma venezuelense. Quando Lutz chegou à Venezuela, Iturbe acabara de ser afastado do cargo de reitor da Universidad Central de Venezuela (janeiro a abril de 1928), em conseqüência do movimento desencadeado pela “Semana del Estudiante”. [N.E.]
7 Refere-se ao médico, diplomata, historiador e prolífico escritor Diego Carbonell, nascido em Cariaco, em 13.11.1884, em falecido em Caracas, em 13.6.1945. Foi reitor da Universidad de Los Andes (1917-1921). Em 1926 tornou-se reitor da Universidad Central de Venezuela. [N.E.]
8 Refere-se a Enrique Tejera, nacido em Valencia, em 5.11.1899 e falecido em Caracas, em 28.11.1980. Médico, investigador científico e político, descobriu a doença de Chagas na Venezuela e publicou numerosos trabalhos sobre leishmaniose, malares e os transmissores de outras doenças tropicais, inclusive a tripanossomíase eqüina. Em 1924 foi diretor do laboratorio de microbiologia da Sanidad Nacional. Professor de histología normal na Universidad Central de Venezuela, fundou aí a cátedra de patología tropical em 1926. [N.E.]
9 Refere-se a Henri-François Pittier, nascido em Bex, Suíça, em 13.8.1857, e falecido em Caracas, em 27.1.1950. Botânico, conservacionista, fitogeógrafo e educador, criou o Parque Nacional, ao Norte de Maracay, que hoje leva seu nome.
10 A esse respeito ver Jaime L. Benchimol e Magali Romero Sá (Org.), Adolpho Lutz Obra Completa, v.1, livro 2: Hanseníase/Leprosy. Rio de Janeiro, Ed. Fiocruz, 2004. [N.E.]
11 Outra carta de Bertha a Vogelsang, de 18.8.1954, encontra-se em BR. MN. Arquivo. Fundo Bertha Lutz. Memória. [N.E.]