Arte de Louceiro
Estampa II.
Figura 21. A, modo de fazer hum vaso com o calibre. O vaso está firme, o calibre he que víra.
Figura 22. d, cadinho com o molde c, sobre que o fazem.
Estampa II.
Figura 1. 7. tournassin, ou tournassir, serve para aperfeiçoar o fundo dos potes, que se fizeraõ ao torno. Este instrumento he de ferro, que se tem de differentes tamanhos, e de diversas fórmas.
Figura 2. vaso de greda de Picardia, mais delgado, do que os jarros cobre-se por fóra do vime para se preservar. Os que receiaõ da agua, que se guardou em vasos de metal, mandaõ pôr em baixo hum registo, ou chave, de que se servem, como de huma fonte de cobre. Querendo-se que este fique proprio para clarificar a agua, põem-se-lhe placas de estanho, que descançaõ em aneis salientes pela parte de dentro, que o Oleiro faz em lugares assignalados pelas linhas de pontuaçaõ a, e b. He ainda melhor substituir as placas de estanho com testos de greda quasi semelhantes a de M, proporcionando o seu tamanho, ao diametro interior do vaso, e se põem area entre estes dous testos.
Figura 3. vaso grande de barro, chamado pounes, do qual se servem para salgar as carnes, para fazer as pequenas lexivias, e para conservar, nos jardins, agua, que se destina para os regamentos. Faz-se em hum torno EFG, que se assemelha a huma lanterna de moinho. IKL, he o seu eixo que se firma na terra, e u, faz andar á roda brandamente a lanterna EF, e a proporçaõ que vai virando se fórma o vaso, accrescentando rolos de barro huns sobre outros, que se une com huma peça, chamada atelle.
Figura 4. na vinheta, obreiro, que imprime na roda hum movimento circular com huma vara, ou páo a, chamado tourneire, este obreiro se assenta no assento inclinado l, e põem os pés nos entalhes m.