Coletânea Python do ZERO às Redes Neurais Artificiais
Linguagens de alto, baixo nível e de máquina
Seguindo o raciocínio lógico do tópico anterior, agora entramos nos conceitos de linguagens de alto e baixo nível e posteriormente a linguagem de máquina.
Quando estamos falando em linguagens de alto e baixo nível, estamos falando sobre o quão distante está a sintaxe do usuário. Para ficar mais claro, uma linguagem de alto nível é aquela mais próximo do usuário, que usa termos e conceitos normalmente vindos do inglês e que o usuário pode pegar qualquer bloco de código e o mesmo será legível e fácil de compreender.
Em oposição ao conceito anterior, uma linguagem de baixo nível é aquela mais próxima da máquina, com instruções que fazem mais sentido ao interpretador do que ao usuário.
Quando estamos programando em Python estamos num ambiente de linguagem de alto nível, onde usaremos expressões em inglês e uma sintaxe fácil para por fim dar nossas instruções ao computador. Esta linguagem posteriormente será convertida em linguagem de baixo nível e por fim se tornará sequências de instruções para registradores e portas lógicas.
Imagine que o comando que você digita para exibir um determinado texto em tela é convertido para um segundo código que o interpretador irá ler como bytecode, convertendo ele para uma linguagem de mais baixo nível chamada Assembly, que irá pegar tais instruções e converter para binário, para que por fim tais instruções virem sequências de chaveamento para portas lógicas do processador.
Nos primórdios da computação se convertiam algoritmos em sequências de cartões perfurados que iriam programar sequências de chaveamento em máquinas ainda valvuladas, com o surgimento dos transistores entramos na era da eletrônica digital onde foi possível miniaturizar os registradores, trabalhar com milhares deles de forma a realizar centenas de milhares de cálculos por segundo.
Desenvolvemos linguagens de programação de alto nível para que justamente facilitássemos a leitura e escrita de nossos códigos, porém a linguagem de máquina ainda é, e por muito tempo será, binário, ou seja, sequências de informações de zeros e uns que se convertem em pulsos ou ausência de pulsos elétricos nos transistores do processador.