Estresse, Ansiedade e Depressão
3. Estamos cercados por um mar de toxinas
3. Estamos cercados por um mar
de toxinas
O GRANDE PROBLEMA É QUE esses produtos industrializados que invadiram as prateleiras dos supermercados e as despensas das nossas casas são vendidos em embalagens que geralmente liberam alguma toxina além de precisarem de inúmeros aditivos alimentares que prejudicam muito nossa saúde, inclusive cerebral.
Como nutricionista clínica funcional, acompanho há muito tempo esse assunto polêmico e controverso dessas toxinas de um modo geral que, a cada dia, ganha mais espaço nas publicações científicas, trazendo à tona novas informações, sempre perturbadoras, em relação à nossa saúde global.
Antes, porém, de entrar no tema central deste capítulo, gostaria de explicar o que é a nutrição funcional, com a qual trabalho há muitos anos, e por que certos aspectos – que são até negligenciados em outras profissões – são tão importantes para nós.
Trata-se de uma ciência baseada exclusivamente em pesquisas e evidências científicas, mas sem esquecer do que considero essencial: o humanismo. O centro é o homem, e não a doença. Temos um ser humano que sofre, e não uma patologia instalada num corpo. Essa visão faz toda a diferença.
Ser nutricionista clínica funcional é poder fazer um trabalho preventivo desde o ventre materno, com repercussões inimagináveis. Há alguns anos, essa afirmação seria considerada ficção científica, mas é pura ciência: a partir do projeto genoma, que nos esclareceu tantas coisas de um universo chamado DNA, nosso código genético, o que afirmo se tornou realidade.
Podemos dizer que a nutrição está vivendo a era pós-genômica, tornando-se uma ciência multidisciplinar, caracterizada pela integração das dimensões biológica, social e ambiental.
Infelizmente, ainda são poucos os pacientes que me procuram com um objetivo preventivo. Achei sensacional quando uma senhora de quase setenta anos chegou ao meu consultório, dizendo:
– Ouvi falar muito bem de você e de seu trabalho, por isso estou aqui. Meu objetivo é ser uma centenária saudável.
Essa senhora italiana, que mora no Brasil há décadas, me encantou desde o dia em que a conheci, e estamos fazendo um lindo trabalho juntas. Do meu lado, coloco inteiramente à sua disposição o conhecimento que constantemente busco; ela, em contrapartida, faz tudo impecavelmente. Essa parceria terapêutica é fundamental.
Aqui, temos um outro detalhe muito importante envolvendo a nutrição clínica funcional: não se pode parar de estudar. Dedico um tempo diariamente para me atualizar, e viajo constantemente em busca de mais e novos conhecimentos. Minha fonte é o Institute for Functional Medicine – IFM –, nos Estados Unidos, onde faço minha certificação.
O IFM trouxe uma evolução na prática clínica, permitindo que pudéssemos ser melhores profissionais da saúde para esse paciente do século XXI, que vive de forma completamente diferente dos seus pais e avós. Nessa instituição estudamos todos juntos, médicos e nutricionistas, pois a nutrição é vista como uma abordagem determinante para a recuperação do paciente.
A mudança do foco tradicional, centrado na doença, para uma abordagem mais ampla, focada no paciente, foi o que mais me fascinou. Trata-se de compreender que esse paciente tem três dimensões: mental, emocional e espiritual, e tudo mais que ocorre à sua volta – muitas vezes, desde sua vida intrauterina.
A primeira consulta é a base de tudo. Iniciamos com uma extensa anamnese, que é a investigação dos sinais e sintomas que o paciente apresenta, ou que já sentiu em algum momento da vida (sim, o passado conta muito, em ambos os sentidos). Nesse momento, levamos muito mais tempo com o paciente, pois é necessário conhecê-lo, ouvir sua história, seus antecedentes familiares, estilo de vida e fatores ambientais que podem ter influenciado no aparecimento e evolução dos problemas de saúde que apresenta hoje.
É assustador saber que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) superam, em mais do dobro, os óbitos desde 2005 e elas são nada mais do que: a interação dos genes (código genético) com o estilo de vida e o meio ambiente inadequados para aquela pessoa. Por isso, acompanho tão de perto tudo que acontece em nosso meio ambiente, pois ele pode interferir, e muito, nas várias doenças que esses homens e mulheres do século XXI poderão desenvolver.
Nossa genética, numa escala de 0 a 100, conta 20%, enquanto o estilo de vida participa com 80%. Sendo assim, mesmo tendo um histórico familiar desfavorável, que nos predisponha a determinadas doenças, não devemos nos desesperar, pois temos em nossas mãos, por meio de um estilo de vida saudável, o controle da situação.
O meio ambiente, entretanto, pode ser um grande gatilho para ativar nossos genes e, infelizmente, não temos como controlá-lo. Podemos, em algumas circunstâncias, evitá-lo, como explicarei mais adiante, mas há situações que estão fora do nosso comando. Nesses casos, porém, temos como diminuir seus impactos negativos na nossa saúde, e é nesse ponto no qual a nutrição entra a nosso favor.
É impossível iniciar este capítulo sobre as toxinas ambientais sem mencionar o livro Primavera Silenciosa, da escritora e bióloga norte-americana Rachel Carson (1906-1964), que se tornou a obra fundadora do movimento ambientalista moderno. Lançado em 1962, o livro era um alerta para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas. Na época de sua publicação, a obra foi duramente combatida, e sua autora ficou desacreditada. Hoje, porém, o texto é presença obrigatória na bibliografia de referência de disciplinas voltadas ao estudo do meio ambiente. Esse livro explicava como o uso desenfreado de pesticidas nos Estados Unidos alterava os processos celulares das plantas, reduzindo as populações de pequenos animais e colocando em risco a saúde humana. Primavera Silenciosa desencadeou um debate nacional sobre o uso de pesticidas químicos, a responsabilidade da ciência e os limites do progresso tecnológico.
Rachel acompanhava de perto os efeitos da Revolução Verde que teve início nos anos 1950, quando o governo mexicano convidou a Fundação Rockfeller (Estados Unidos) a fazer estudos sobre a fragilidade de sua agricultura. A partir de então, os cientistas criaram novas variedades de milho e trigo de alta produtividade, que fizeram o México aumentar de forma vertiginosa sua produção. Essas sementes foram, em seguida, introduzidas e cultivadas em outros países, com ótimos resultados.
O impacto, na época, foi tão grande, que rendeu um Prêmio Nobel da Paz a Norman Ernest Borlaug (1914-2009), considerado pai do movimento. Mais tarde, o programa passou a sofrer duras críticas, que persistem até hoje, visto que se trata de um projeto baseado em monoculturas, e que faz uso em grande escala de fertilizantes, agrotóxicos e insumos de alto custo.
Outro ponto negativo são os maus-tratos ao meio ambiente em consequência do avanço das fronteiras agrícolas, que estão ligadas à necessidade de maior produção de alimentos e criação de animais sob a demanda internacional de importação desses produtos. Seu aparente sucesso, ao lado dos avanços da indústria farmacêutica da época, fez surgir nessa ocasião a sensação de que “uma vida melhor através da química” era possível, e o desejo por ela provavelmente era unânime.
Os fazendeiros não precisavam mais adubar suas terras, nem perder tempo com esterco. Agora, estavam à sua disposição os práticos fertilizantes que, na verdade, eram “sobras” da Segunda Guerra Mundial, como também foi o caso do DDT, sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o primeiro pesticida moderno, usado em campos de batalha para combater insetos transmissores de tifo, malária e febre amarela. A confiança na química era tanta, nessa época, que as crianças eram borrifadas com DDT, a fim de combater pulgas e mosquitos! A publicidade exortava as donas de casa a se livrar das baratas com a aplicação do pesticida que, segundo se pregava, era tão seguro que poderia ser aplicado até no quarto do bebê.
É possível ver um típico anúncio da época no Pinterest7. Imagens que ilustram essas ações também estão disponíveis em seus vídeos originais no YouTube 8 , com o título DDT is good for me, isto é, “DDT é bom para mim”.
Os agentes de saúde norte-americanos envolvidos em campanhas de controle da malária chegavam a comer o DDT a colheradas, para convencer a população de que a substância não representava qualquer perigo.
Há, inclusive, um vídeo chamado DDT: so safe you can eat it, isto é, “DDT: tão seguro que até podemos comê-lo”, também disponível no YouTube9.
O grande problema é que, mesmo depois de proibidas, essas substâncias permaneceram em circulação por décadas, e têm o poder de se misturar, formando outros compostos que nem imaginamos. Além disso, a maioria delas é insolúvel em água, mas solúvel em compostos orgânicos, como gordura e óleo. Traduzindo: caso seus órgãos de detoxificação não estejam trabalhando a seu favor, essas substâncias não conseguirão ser eliminadas do seu corpo, e ficarão estocadas no seu tecido gorduroso, iniciando assim um processo inflamatório.
Por isso é que insisto na importância de um acompanhamento nutricional individualizado, principalmente para as pessoas com muito estoque de gordura corporal, pois, dependendo da sua história e do contato com essas toxinas ao longo da vida, o emagrecimento tem que ser lento e com grande suporte nutricional.
Quando eu começar a falar de alimentação, você verá que incentivo exaustivamente o consumo de produtos orgânicos, justamente por causa dos problemas que a agricultura convencional traz com o uso de agrotóxicos e afins. Somos, infelizmente, os campeões mundiais no consumo de agrotóxicos e, depois de muitos deles serem proibidos no exterior, ficamos anos em extensas discussões para bani-los de nosso território.
No meu aniversário de 2016, um amigo muito querido, José Estefno Bassit, me presenteou com o livro Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Nesse dossiê de mais de seiscentas páginas que você pode baixar gratuitamente em PDF pela internet, encontram-se diversas explicações sobre como esses agrotóxicos são utilizados e os prejuízos que causam à saúde do homem e do planeta.
O José, assim como eu, é um grande defensor dos alimentos orgânicos, e ouvir sua trajetória de vida e trabalho é muito edificante. Ele estudou e estagiou nos Estados Unidos e, retornando ao Brasil, tornou-se o que podemos chamar de “agricultor convencional”. Depois de perceber os malefícios que os agrotóxicos produziam no meio ambiente e na sua saúde, decidiu mudar o rumo de seu trabalho e tornou-se um agricultor orgânico.
Seu testemunho pode ser assistido pelo YouTube, no programa Mais Saúde que fizemos juntos em 3 de julho de 201210.
No início de 2018, fiz o que considero uma das melhores matérias do programa Mais Saúde da TV Canção Nova. Minha entrevistada foi a Dra. Larissa Mies Bombardi do Laboratório de Geografia Agrária FFLCH-USP, que elaborou o Atlas da Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia. Impactante seria a melhor definição do que ela nos apresentou11.
Desde os anos 1950, a população em geral vem sendo exposta, de modo global e onipresente, a esses produtos químicos conhecidos como “disruptores” endócrinos, levantando assim a hipótese de que fatores ambientais possam estar comprometendo toda a saúde hormonal. Mas, afinal, o que são esses “disruptores” endócrinos?
Antes de mais nada, vamos entender o que significam essas duas palavras. Em relação aos “disruptores”, nos artigos de língua inglesa, os autores usam o termo endocrine disruptors; por isso, prefiro utilizar o termo “disruptores”, que também encontrei em alguns artigos brasileiros. Essa palavra, entretanto, não se encontra (pelo menos até hoje) em nosso dicionário da língua portuguesa; por isso, coloquei-a entre aspas. Também são aceitas outras terminologias, como desreguladores ou interferentes endócrinos.
Assim como temos o sistema digestório, o sistema circulatório etc., temos o sistema endócrino, que consiste em várias glândulas, cuja função é fabricar hormônios que, depois, são liberados para a corrente sanguínea. Uma vez no sangue, cada tipo de hormônio tem uma célula certa para atingir, por isso elas se chamam “células-alvo”. Podemos dizer que o hormônio é como se fosse uma chave à qual corresponde uma fechadura específica, na porta da célula, onde sua entrada é necessária para executar suas funções.
De acordo com a Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos, esse “disruptor” endócrino é definido como uma molécula de origem externa que interfere na síntese secreção-transporte-ação ou eliminação dos hormônios que o nosso corpo fabrica, e que são responsáveis pela manutenção, reprodução, desenvolvimento e/ou comportamento dos organismos. Resumindo: são substâncias presentes no meio ambiente que imitam nossos hormônios (as chaves) e que, portanto, ocupam os seus receptores (as fechaduras), mas não executam suas funções fisiológicas corretas, levando a uma série de consequências no nosso organismo.
Esses “disruptores” endócrinos estão relacionados atualmente ao desenvolvimento de doenças como câncer de mama, útero e próstata, ao desenvolvimento sexual anormal, redução da fertilidade masculina, aumento da incidência de ovários policísticos e distúrbios de fertilização. Além dos agrotóxicos, de um modo geral, temos alguns produtos de uso habitual que também contêm substâncias em sua composição que são “disruptores” endócrinos, como o caso do bisfenol A (BPA), que é um composto utilizado na fabricação da maioria dos plásticos. Esse bisfenol A também está presente no revestimento interno de latas que acondicionam alimentos, a fim de evitar a ferrugem e prevenir contra a contaminação externa.
O bisfenol A tem similaridade com o hormônio feminino e com o da tireoide também. Os estudos sugerem que essa substância, ao entrar em contato com o organismo, principalmente durante a vida intrauterina, pode afetar o sistema endócrino do feto, diminuindo ou aumentando a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo humano, trazendo malefícios para a saúde como infertilidade, modificação de órgãos sexuais internos, endometriose e câncer.
Desde o dia 1o de janeiro de 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de mamadeiras e outros utensílios para lactentes que contenham a substância bisfenol A.
Na época, a Anvisa afirmou que, apensar de não estarem comprovados os perigos da substância, a decisão tinha sido baseada em estudos que indicavam que era uma substância com potencial cancerígeno, que poderia causar problemas hormonais e cardíacos, associados ao fato de que, nesse estágio de vida (de zero a doze meses), o sistema de eliminação desse tipo de substância não é muito desenvolvido.
Em 2010, fiz um programa Mais Saúde (que, naquela época, era transmitido somente pela Rádio América, em São Paulo) sobre o lançamento da campanha Diga não ao bisfenol A: a vida não tem plano B, pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo (SBEM-SP). O objetivo dessa campanha era fazer com que o bisfenol A fosse banido dos produtos infantis e da embalagem dos alimentos. Veja há quanto tempo me preocupo com esse assunto de toxinas presentes no meio ambiente.
Assim como afirmo que o melhor é comprar produtos orgânicos para evitar o consumo de agrotóxicos na alimentação, em relação ao bisfenol A minha proposta é trocar por vidro tudo que for plástico em casa (caso você ainda tenha utensílios feitos com esse material). Para aquelas pessoas que não têm acesso aos produtos orgânicos, a sugestão é sempre comprar os alimentos da época, que, além de mais acessíveis, têm menos agrotóxicos. Aos meus pacientes que reclamam que, em sua região, não existem feiras ou produtores orgânicos, eu proponho que reúnam um grupo e procurem um agricultor disposto a fazer uma parceria por meio do conceito chamado CSA – Community Supported Agriculture, isto é, “Comunidade que sustenta a agricultura”.
É um modelo de trabalho conjunto entre um produtor de alimentos orgânicos e os consumidores: um grupo fixo de pessoas que se compromete, geralmente por um ano, a cobrir o orçamento anual dessa produção agrícola. Em compensação, os consumidores recebem os alimentos orgânicos produzidos sem outros custos adicionais que oneram tanto esse tipo de produto. No Brasil, a CSA começou seu trabalho em 2011, com o objetivo de contribuir concretamente para melhorar a alimentação de crianças e adultos. Visite o site, pois vale a pena conhecer esse trabalho maravilhoso12.
Voltando para o bisfenol A, o melhor é, sempre que possível, optar por vidros em qualquer situação, isto é, para guardar alimentos em casa, ou mesmo quando você estiver comprando algum produto industrializado, sempre prefira as embalagens de vidro. Ele também está presente em garrafas plásticas, garrafas de água, revestimentos internos e externos de latas de refrigerantes e cervejas, além das latas de alimentos em conserva. Um exemplo que sempre dou para minhas pacientes quando falo para trocar os potes de plástico por vidro, é o famoso molho de tomate. Já reparou que, quando o guardamos nesse tipo de recipiente, o plástico fica vermelho, e nunca mais você consegue limpá-lo e deixá-lo de volta à cor original? Isso acontece em consequência dessa substância ser lipossolúvel, isto é, ela tem afinidade por gordura; portanto, toda vez que você guardar um alimento gorduroso num pote de plástico haverá migração, isto é, a gordura do alimento vai para o lugar do plástico e ele vai para o alimento. E dessa forma que você acaba ingerindo esse “disruptor” endócrino que, se não conseguir ser eliminado do seu corpo, vai ficar estocado no seu tecido gorduroso iniciando um processo inflamatório. Lembrando que nosso cérebro é formado 60% de gordura...
Alimentos gordurosos nem precisam passar por aquecimento da embalagem para que aconteça essa “troca”. Mas não se desespere, caso você tenha esse tipo de utensílios em casa, e ainda não os tenha trocado por vidro. O importante, enquanto isso, é não colocar comida dentro deles para aquecer no micro-ondas, pois altas temperaturas aumentam essa migração do bisfenol A para o alimento, nem colocar alimento quente quando for guardá-lo nesse tipo de embalagem. As baixas temperaturas também aumentam essa biodisponibilidade do bisfenol A; portanto, nada de congelar comida nesses potes. Aproveite e veja se, por acaso, suas embalagens de plástico tenham símbolos de reciclagem com os números 3 e 7. Esses números indicam que essa embalagem contém ou pode conter o bisfenol A na sua composição.
Se não conseguir no momento comprar seu alimento ou sua água em outra embalagem, observe o detalhe acima. E, por favor, não tome nada quente naqueles copos de plástico! No seu ambiente de trabalho, leve uma caneca de porcelana e tome água, chá ou café nela. Quem sabe essa moda pega na sua empresa?
E, para terminar, quero incluir uma classe de substâncias chamadas de aditivos alimentares. Antes, porém, preciso explicar um mecanismo absolutamente divino do qual nosso organismo dispõe para eliminar substâncias estranhas do nosso corpo, que são chamadas de xenobióticos. Essa palavra estranha vem do grego xenos, que significa estranho, e bio, que significa vida; portanto, são compostos químicos estranhos ao organismo humano.
Os xenobióticos podem ser produzidos pelo nosso organismo; nesse caso, depois de usados, precisam ser eliminados (um hormônio, por exemplo). Podem, ainda, ser substâncias químicas vindas do exterior (meio ambiente), que acabam sendo absorvidas pelo nosso corpo.
Ao processo de eliminação desses xenobióticos damos o nome de detoxificação. Infelizmente, nos últimos anos, essa palavra caiu no gosto da mídia, e tudo virou “detox”. Recomendo que delete o termo comumente usado da sua mente por enquanto e entenda o que é, de fato, fazer uma detoxificação. É a capacidade que as células têm de reduzir a toxicidade de uma substância xenobiótica, produzindo um composto menos deletério ou mais facilmente excretável. Ela acontece em todas as células, mas principalmente no fígado que é responsável por 60% dessa função.
A maioria dessas moléculas são lipossolúveis, isto é, tem afinidade com as gorduras (como vimos, por exemplo acima, o bisfenol A). E o nosso corpo, para poder eliminá-las, precisa transformá-las em uma substância hidrossolúvel. Costumo explicar aos meu pacientes, colocando uma fotografia do fígado na sua frente, dizendo:
– É como se o seu fígado fosse pegar uma gota de óleo e transformá-la numa gota de água, para poder excretá-la através do suor, urina e fezes.
Mas, para executar essa função com eficiência, nosso fígado precisa de dois momentos chamados de Fase I e Fase II, em que vários nutrientes e compostos bioativos dos alimentos são fundamentais. A Fase I também é chamada de bioativação, pois muitas vezes a toxina, quando começa a ser “desmontada”, torna-se mais tóxica ou reativa que a toxina inicial. É nessa fase que aquilo que era ruim fica pior, e tem que ser eliminada do seu corpo pela Fase II.
Na Fase I as reações são de oxidação, redução, hidrólise e hidratação e os nutrientes necessários para essas tarefas são: Riboflavina (B2), Niacina (B3), Piridoxina (B6), Ácido fólico (folato) (B9), Cobalamina (B12), Glutationa, Aminboácidos de cadeia ramificada (valina, isoleucina e leucina), Flavonoides, Fosfatidilcolina e Molibidênio.
Na transição da Fase I para a Fase II precisamos ofertar nutrientes protetores: Carotenos, Vitamina C, Vitamina E, Selênio, Cobre, Zinco, Manganês, Coenzima Q10, uma família chamada de “Tióis” encontradas no alho, cebola e brássicas), Flavonoides, Silimarina e outros.
E finalmente na Fase II precisarão ser ativadas rotas de conjugação para ocorrer, enfim, a excreção na forma hidrossolúvel pela bile que seguirá pelas fezes, ou por intermédio do soro seguindo caminho de eliminação pelos rins e, finalmente, por meio da urina.
Para essa fase crucial serão necessários: Glicina, Taurina, Glutamina, N-Acetilcisteína, Cisteína, Metionina, Sulfato e Ácido pantotênico (B5).
Não se preocupe, pois no final do livro você encontrará um capítulo inteiro
dedicado às Tabelas Nutricionais com seus respectivos alimentos e suas
recomendações diárias por estágios da vida.
Nossos grandes aliados são os alimentos do gênero botânico pertencente à família Brassicaceae – Brassica – sendo que existe uma subfamília chamada de crucíferas, na qual encontramos as plantas da família da couve, além de outros legumes. As Brassicas são consideradas os vegetais mais saudáveis do mundo, com maior variedade de moléculas fitoquímicas, inclusive com propriedades anticâncer. Comer pelo menos um deles todos os dias, e se possível em cada refeição principal, é imprescindível para um bom funcionamento do seu fígado, quando falamos em detoxificação.
Conheça esta simpática família:
Agrião
Brócolis
Couve-chinesa
Couve-de-bruxelas
Couve-flor
Couve-manteiga
Mostarda (as folhas)
Nabo
Rabanete
Repolho-branco
Repolho roxo
Rúcula
No entanto, uma das grandes preocupações, quando falamos em nutrição funcional, é a carga tóxica a que o paciente se expõe; por isso, gostaria de terminar este capítulo alertando sobre os aditivos alimentares que você e sua família provavelmente consomem várias vezes ao dia e, o mais importante, sem necessidade. Apesar de conter a palavra “alimentar”, esses aditivos foram criados exclusivamente para a indústria alimentícia.
Segundo a Anvisa, aditivo alimentar é:
“Qualquer ingrediente adicionado
intencionalmente aos alimentos, sem o propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as
características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento,
preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de
um alimento. Ao agregar-se poderá resultar em que o próprio aditivo ou seus derivados se convertam
em um componente de tal alimento.
O objetivo, ao acrescentá-lo num produto industrializado, é justamente modificar suas características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. E, a partir do momento em que ele foi adicionado ao produto, esses aditivos alimentares ou seus derivados tornam-se componentes desse alimento, e no caso dos derivados, estes não precisam mais aparecer na lista dos ingredientes, já que foram modificados e agora fazem parte do produto!
Se você acha estranho saber que algo desse tipo possa ser considerado um ingrediente, leia o que a própria Anvisa define como tal:
“Ingrediente é qualquer substância, incluindo os aditivos alimentares,
empregada na fabricação ou preparação de um alimento e que permanece no
produto final, ainda que de forma modificada”.
Sempre digo aos meus pacientes que, caso precisem comprar algum produto industrializado, a primeira coisa a fazer é verificar se a embalagem é de vidro e ler o rótulo. Se, nos ingredientes desse produto que você pretende comprar, não reconhecer nenhum nome que aparente ser comida de verdade, devolva para a prateleira. Não é comida. É produto alimentício contendo substâncias xenobióticas (agora você já sabe o que são), e seu fígado vai ter que detoxificar, à custa de muitos nutrientes. E acrescento mais um detalhe: veja o prazo de validade. Quanto maior a vida do produto em prateleira, menor será a sua.
A primeira vez que os aditivos alimentares me chamaram atenção foi quando eu estava fazendo estágio da faculdade de Nutrição num hospital de São Paulo. Uma das recomendações aos pacientes que iam fazer um exame chamado colonoscopia (para verificar possíveis tumores no intestino) era não consumir gelatina, principalmente da cor vermelha, pois tingia o intestino!
Em 2012, a revista Proteste publicou um material com o título Aditivos alimentares: onde eles estão?, e uma lista de 34 alimentos facilmente encontrados nos supermercados e consumidos principalmente pelas crianças.
Em meus outros livros eu colocava o link dessa matéria que curiosamente continua no site da revista, mas sem as fotos dos produtos alimentícios que continham esses aditivos.
Nessa matéria, foram classificados três tipos de aditivos alimentares:
• Os que deveriam ser evitados.
• Os que deveriam ser utilizados com atenção.
• Os que poderiam ser consumidos sem problema.
Entre os aditivos alimentares que devem ser evitados, por haver indícios de que podem causar danos à saúde, temos:
BENZOATO DE SÓDIO (E211)
S.2
O que é: Um conservante contra bactérias e fungos.
Onde encontramos: Principalmente em recheio de biscoitos com sabor de frutas, doces, peixes
industrializados, molhos para saladas, refrigerantes e cerveja.
Que mal pode causar à nossa saúde: Já tinham sido relacionados a esse conservante o desencadeamento
de urticária, angioedema (inchaço) e asma. As suspeitas de estar ligado com hiperatividade na infância
foram comprovadas por um trabalho muito elegante publicado pela revista The Lancet, uma das mais
importantes publicações científicas na área médica..
Esse estudo foi publicado em 3 de novembro de 2007 com o título Food additives and hyperactive behaviour in 3-year-old and 8/9-year-old children in the community: a randomised, double-blinded, placebo-controlled trial* [ “Aditivos alimentares e comportamento hiperativo em crianças de 3 anos e 8/9 anos de idade da comunidade: estudo (trial) randomizado, duplo-cego, placebo controlado”. O que significa isso?
Randomizado: significa que, nesse estudo, tanto as crianças de 3 anos quanto as de 8/9 anos foram escolhidas aleatoriamente.
Duplo-cego: é um estudo reconhecido como padrão ouro (melhor tipo) quando se quer verificar determinado efeito de um produto. Nem as crianças nem os médicos pesquisadores sabem quais participantes estão tomando o produto a ser examinado, nem quem está tomando o placebo (o inofensivo, que não causará efeito nenhum). A única pessoa que sabe é o organizador do estudo.
Sob coordenação da Profa. Dra. Donna McCann, principal pesquisadora do Instituto de Transtornos de Comportamento da famosa universidade britânica de Southampton, foram escolhidas casualmente crianças de ambos os gêneros: 153 de 3 anos e 144 entre 8 e 9 anos de idade. Elas receberam, em alguns casos, duas misturas de bebidas diferentes, que incluíam diferentes aditivos alimentares, porém uma das bebidas continha benzoato de sódio – muito utilizado em refrigerantes líderes de mercado.
Não é a primeira vez que pesquisas procuram estabelecer uma ligação entre aditivos alimentares e hiperatividade em crianças, mas, nesse estudo, foram verificadas crianças maiores de 3 anos de idade, e nem todas tinham algum transtorno de comportamento.
A conclusão foi que, embora o uso de corantes possa parecer inofensivo, isso não se aplica ao benzoato de sódio, que tem uma importante função de conservante. Ficou comprovada a ação adversa desse aditivo alimentar sobre o comportamento hiperativo nas crianças de 3 e 8/9 anos de idade que consumiram as bebidas que o continham e tiveram exacerbados comportamentos hiperativos, como desatenção e impulsividade, justamente numa faixa etária associada ao desenvolvimento escolar.
ERITROSINA (E127)
O que é: É um corante rosa-cereja, aquele vermelhinho que as crianças adoram; sempre escolhem
os primeiros dessa cor no pacote. Eu era uma delas quando conseguia comer escondida da minha sábia
mãe, que não deixa entrar esse tipo de produto em casa… (rs)
Onde encontramos: Na maioria das guloseimas para crianças, pois é o que dá aquela cor rosa-
cereja à balas, confeitos, balas de goma etc. Esses corantes são adicionados para muitas vezes
intensificar as cores perdidas durante o processamento dos alimentos, melhorando sua aparência e sua
aceitação no mercado.
Que mal pode causar à nossa saúde: Foram encontradas evidências de que esse corante (aditivo
alimentar) atua como potente inibidor da dopamina, um neurotransmissor que será bastante discutido
no próximo capítulo sobre o cérebro..
Em outubro de 2012, foi publicado na revista Food and Chemical Toxicology13 um artigo sobre a possível toxicidade desse corante para o nosso DNA. Os autores descrevem que, embora a utilização nos Estados Unidos seja autorizada pelo – Food and Drug Administration FDA (é o único dessa classe que foi autorizado), esse corante já foi descrito em publicações anteriores como podendo comprometer a saúde humana. Silbergeld e Anderson 14, em 1982, já tinham associado a eritrosina à mudança de comportamento em crianças.
No artigo de 2012, esse corante é descrito como inibidor de enzimas e responsável por interações entre proteínas, mostrando-se tóxico para a glândula pituitária e para a espermatogênese (fabricação de espermatozoides). Os autores terminam esse artigo dizendo: “Apesar de aprovada para uso em alimentos, cosméticos e pela indústria farmacêutica, a eritrosina (E127) pode causar riscos à saúde e deve ser utilizada com cautela”.
Ainda na classe dos corantes, temos mais dois muito discutidos:
AMARELO CREPÚSCULO (E110) e TARTRAZINA (E102)
O que são: São amplamente utilizados pela indústria alimentícia, obtidos de derivados do petróleo. Onde encontramos: Podem ser encontrados em refrigerantes de sabor laranja, geleias de damasco
ou doces de frutas do gênero, assim como em pós para bebidas e sopas, margarina, pós para produção
de sobremesas de creme, gelatinas sabor limão ou cítricas, salgadinhos de pacotes na cor dourada,
macarrão instantâneo embalado, misturas de molhos de queijo, sorvetes; enfim, em todos os produtos
que têm a cor amarela, laranja ou vermelha.
Que mal podem causar à nossa saúde: A hipersensibilidade a alguns corantes sintéticos tem sido
descrita pela literatura científica com certa frequência. Os corantes Bordeau S (amaranto), amarelo
crepúsculo e tartrazina, bastante utilizados pela indústria alimentícia, têm provocado alergias como
urticária, asma, podendo chegar até a anafilaxia (asfixia) em pessoas previamente sensibilizadas.
Muitas evidências têm sugerido haver uma sensibilização cruzada da tartrazina com o ácido acetilsalicílico (Aspirina®). Recomenda-se que pessoas sensíveis imunologicamente a esse medicamento não consumam alimentos com a coloração artificial amarela (e vice-versa). Alguns estudos são contraditórios sobre se o corante amaranto pode causar câncer. Mas, por medida de segurança, seu uso está proibido nos Estados Unidos desde 1976.
Para encerrar esse tema sobre os corantes, gostaria que se lembrasse de que são aditivos alimentares sem valor nutritivo, introduzidos nos alimentos e bebidas com o único objetivo de conferir cor, tornando-os mais atrativos.
Por esse motivo, do ponto de vista da saúde, os corantes artificiais, em geral, não são recomendados, justificando-se seu uso, quase exclusivamente, do ponto de vista comercial e tecnológico.
BHA (E320) e BHT (E321)
O que são: São conservantes utilizados principalmente para evitar a rancificação das gorduras. O nome
real deles é Hidroxianisol butilado – BHA (E320) – e Butil-hidroxitolueno – BHT (E321). Isso é nome
de comida? Por isso aviso a todos os pacientes que, quando encontrarem nomes estranhos entre os
ingredientes descritos nas embalagens, por favor, devolvam para a prateleira. Mas é claro que eles têm
um código, que é esse com a letra “E” na frente.
Onde encontramos: A princípio em produtos alimentícios que contêm gordura, como sopas prontas e
queijos, por exemplo.
Que mal podem causar à nossa saúde: Por serem substâncias lipossolúveis (dissolvem-se em gordura),
quando as ingerimos, elas começam a ficar estocadas no nosso tecido gorduroso (se lembra da
inflamação subclínica de que falei e expliquei exaustivamente no livro Tudo posso, mas nem tudo me
convém?).
E onde ele está presente no seu dia a dia? Naquele peito de peru que você acha que é um grande aliado da sua dieta!
Glutamato Monossódico (MSG)
Esse é um dos aditivos quase que universalmente utilizados pela indústria para melhorar o paladar dos produtos. Ele estimula receptores específicos na língua, produzindo um gosto conhecido pelo nome de umami, que em japonês significa “saboroso” ou “delicioso”. Os quatro gostos básicos são: doce, salgado, ácido e amargo. O umami corresponde ao quinto gosto.
Apenas para esclarecer: muitas pessoas utilizam a palavra sabor quando querem se referir ao gosto, mas a palavra correta para definir as sensações percebidas por algo que toca nossa língua é gosto. Sabor é a definição para a associação do gosto com o aroma.
Esse tipo de aditivo acaba “anestesiando” nosso paladar, fazendo com que queiramos cada vez mais produtos alimentícios que o contenham, criando assim uma espécie de vício. Quanto mais comemos, mais queremos comer. Não é à toa que precisamos de um tempo para despertar nossas papilas gustativas, para que as coitadinhas voltem a perceber o sutil gosto doce naturalmente presente nas frutas. Costumo pedir aos pacientes um “voto de confiança” de quinze dias, pois é o tempo que o organismo leva para regenerá-las.
Mas um dos grandes problemas é que, entre esses aditivos alimentares, existem substâncias neurotóxicas, chamadas excitotoxinas, das quais o glutamato monossódico faz parte. A palavra estranha é a associação de outras duas: excitatórias + toxinas. Exatamente: elas excitam, estimulam de forma negativa o nosso cérebro, causando verdadeiros estragos ao nosso emocional.
Existe no cérebro um receptor para o glutamato, com uma importante função para a manutenção de nossas células cerebrais (os neurônios). Ele deve estar dentro de limites muito tênues, nem a mais nem a menos, pois se trata de uma substância excitatória.
A alteração das concentrações de glutamato está correlacionada com patologias como depressão, epilepsia e esquizofrenia. Estudos mostraram que pacientes com depressão têm aumento dos níveis de glutamato. O excesso de glutamato é um dos fatores que podem estimular a morte de células cerebrais (neurônios) por um mecanismo chamado de excitotoxicidade glutamatérgica.
O consumo excessivo de glutamato monossódico causa vários problemas, afetando memória, concentração, toda a parte cognitiva, habilidades motoras, sensação de tempo e espaço. Os efeitos são cumulativos ao longo dos anos, sendo piores nos dois extremos da população: as crianças, que ainda não têm uma barreira de proteção no cérebro totalmente formada, e os idosos, pois o acúmulo dessas excitotoxinas pode causar muitas doenças neurológicas.
Aspartame
Outro vilão presente no nosso dia a dia é o aspartame, um adoçante artificial formado por dois aminoácidos (50% fenilalanina e 40% ácido aspártico) e 10% de metanol. Esses dois aminoácidos (fenilalanina e ácido aspártico) existem normalmente no nosso corpo, no sistema nervoso central – SNC (cérebro e medula espinhal) –, mas também em quantidades controladas. Da mesma forma que o glutamato, têm função excitatória e de regulação.
Aminoácidos são as menores porções que formam as proteínas. Uso muito a imagem de um colar de pérolas, que seria a proteína, com as pérolas representando os aminoácidos. Somente nessa forma pequena é que eles conseguem ser absorvidos. E, para isso, necessitam ser quebrados pelas nossas enzimas digestivas. A fenilalanina e o ácido aspártico são, portanto, dois aminoácidos ingeridos a partir de proteínas que fazem parte da nossa alimentação.
Ao comermos proteínas, geralmente nas refeições principais, nosso corpo tem que as digerir, ou seja, quebrar o colar, que depois, na forma de pérolas, serão absorvidas pelo intestino e distribuídas para o corpo pela corrente sanguínea. Isso é feito de maneira lenta. Imagine que o tempo médio de digestão da proteína pode variar, dependendo da composição do prato, de três a quatro horas. Isso é feito de maneira lenta e gradativa, de modo que o organismo tem como controlar suas concentrações no SNC. Quando, portanto, tomamos nossos vinte cafezinhos por dia (“Mas com adoçante, doutora!”) temos, a todo instante, por conta do adoçante aspartame, esses aminoácidos, que estarão livres para ser absorvidos, chegando ao SNC de forma muito rápida.
A consequência disso é uma superestimulação, que provoca desequilíbrios nas células cerebrais – as quais, demasiadamente excitadas, podem ser destruídas. E, para piorar um pouco mais, isso ocasiona também um aumento na produção de radicais livres, que são substâncias oxidantes. Costumo dizer que o ferro enferruja, e nós oxidamos! E o mais recente que coloquei na nossa “listinha” é:
Dióxido de Titânio
Sobre esse aditivo que serve para deixar o produto mais branco para assim quando for utilizado o corante, sua cor ficar mais intensa, faço que você assista o programa 16 Mais Saúde , com o Prof. Murilo Pereira, acessando o link :
https://www.youtube.com/watch?v=dfG5PwUNj6g
E mais uma coisa: repararam que todos os aditivos alimentares tem um número? Pois bem, o desse dióxido de titânio é 171.