Lira da Mocidade: Primeiros Versos

Faustino Fonseca Júnior · Capítulo 15 de 27

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Lira da Mocidade: Primeiros Versos

+Tempestade e Bonança+

 

Soprava rijamente o vento Norte

E caía um terrivel aguaceiro;

Enorme escuridão, lembrava a morte…

Mas não descria o rude marinheiro!

 

Rugia o mar e ao soffrer o corte

Da prôa revoltava-se altaneiro,

Varria o tombadilho. Sempre forte

Ia o vapor correndo audaz, ligeiro.

 

Echoava o trovão. Mas de repente

Ao vendaval succede-se a bonança,

O nevoeiro esvae-se lentamente,

 

A chuva pára, o oceano amansa;

O sol mostra seu disco reluzente,

Nos rostos pairam os sorrires d'esp'rança.

 

Lisboa 1891.