Lira da Mocidade: Primeiros Versos

Faustino Fonseca Júnior · Capítulo 5 de 27

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Lira da Mocidade: Primeiros Versos

+O Guerrilheir0+

 

Excerpto

 

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Na lucta, sim! Na lucta! Ella ha-de ser perigosa,

Tem força o estrangeiro e nós desamparados,

Na lucta, sim, na lucta! Antes a morte honrosa

E contra o invasor todos somos soldados.

Na lucta, sim, na lucta! A patria tão querida

Não querem ambições estranhas respeitar;

Não sabem que pr'a nós ella é santa guarida

Onde temos familia, a mãe, a esposa, o lar!

A patria! O berço querido aonde nós brincámos,

As doces illusões, formoso eden de amores,

O prado onde corremos, onde balbuciámos,

Onde tudo são risos, onde tudo são flôres.

Imaginar alguem que pode impunemente

Roubar, acommetter a nossa boa terra!

Á lucta havemos de ir desassombradamente,

E por todos os meios lhe faremos a guerra!

Á lucta! Hão-de correr os rudes camponezes,

Á lucta! Hão-de chegar os destros marinheiros,

Á lucta! Hão-de accudir todos os portuguezes,

Á lucta! Havemos de ir contra esses estrangeiros! Os rios, a montanha, as selvas, o arvoredo,

As pedras da calçada, os vagalhões do mar,

O solo, o proprio solo! A voz do fragoedo,

Tudo isso contra elles se ha-de levantar. Á lucta! Ha-de echoar n'um gigantesco brado

Da extensa planicie ao recondito val,

O povo ha-de accudir. Um homem um soldado,

Um soldado um heroe pr'a salvar Portugal!

 

Acto I Scena final