Maigret e o Finado Sr. Gallet

Georges Simenon · Capítulo 4 de 13

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Maigret e o Finado Sr. Gallet

Dois

 

Um Moço de Óculos

 

APENAS dois ou três grupos se dem oravam à m esa. Dos quartos do prim eiro

andar se ouviam os protestos de crianças forçadas a ir para a cam a. Um a voz de m ulher falou, atrás de um a j anela aberta:

— Viu aquele senhor forte? É um agente de polícia! Se não se com portar, ele leva você para a prisão... Enquanto com ia e deixava seu olhar vagar ao redor, Maigret ouvia um zum bido constante. Era o inspetor Grenier, de Nevers, que falava pelo prazer de falar.

— Ah! Se lhe tivessem roubado algum a coisa! Tudo seria de um a sim plicidade infantil. Hoj e é segunda-feira... O crim e foi com etido na noite de sábado para dom ingo... Havia festa... Nesses dias, além dos vendedores am bulantes, dos quais desconfio por princípio, vem os gente de todo tipo andando à toa... O senhor não conhece o cam po, com issário! Talvez aqui se encontrem indivíduos piores do que no bas-fond da sua Paris...

— Ou sej a, interrom peu Maigret, — Se não fosse a festa, o crim e teria sido descoberto em seguida.

— O que está querendo dizer?

— Que foi graças ao tiro ao alvo e aos roj ões que ninguém ouviu o disparo... Não m e disse que Gallet não m orreu em consequência do ferim ento na cabeça?

— É o que o m édico afirm a. A autópsia confirm ará essa hipótese. Prim eiro o hom em levou um tiro na cabeça. Mas parece que poderia ainda viver duas ou três horas. Logo em seguida, recebeu um a facada em cheio no coração, e a m orte foi instantânea... A faca foi encontrada.

— E o revólver?

— Não o encontram os.

— A faca estava no quarto?

— A poucos centím etros do cadáver... E há equim oses no punho esquerdo de Gallet. Certam ente foi ele que, ferido, brandiu a arm a contra o agressor... Mas estava enfraquecido. O assassino lhe segurou o punho, virou-o e fez a lâm ina penetrar no peito... Essa é não apenas m inha opinião, m as a do doutor.

— Então, sem a festa, Gallet certam ente não seria m orto!

Maigret não queria se lançar em deduções engenhosas nem espantar seu colega da província. Essa ideia o im pressionava, e ele apenas a seguia, curioso para ver onde ia dar. Sem o barulho dos cavalinhos de m adeira, do tiro ao alvo e dos roj ões, a detonação teria sido ouvida. Pessoas do hotel teriam se precipitado, talvez intervindo antes da facada.

Anoitecera. Viam -se apenas alguns reflexos da lua sobre o rio e os dois lam piões em cada extrem idade da ponte. No interior do café, clientes j ogavam bilhar.

— Um a história estranha! Concluiu o inspetor Grenier. — Diga, por favor, j á são onze horas? Meu trem sai às 23h32 e tenho quinze m inutos para chegar à estação. Eu dizia que se algum a coisa tivesse desaparecido...

— A que horas fecham as barracas da feira?

— À m eia-noite. É o regulam ento!

— Assim , o crim e foi com etido antes da m eia-noite, e, portanto, nem todos no hotel deviam estar deitados.

Cada um dos dois hom ens seguia o curso dos seus pensam entos, e a conversa prosseguia por intervalos.

— E há ainda esse nom e de Sr. Clém ent que ele se dava... O dono do hotel pode lhe inform ar. Ele vinha de vez em quando, m ais ou m enos a cada seis m eses. E faz uns dez anos que veio até aqui pela prim eira vez. Sem pre com o nom e de Sr. Clém ent, investidor em Orléans...

— Ele tinha um a m aleta com o as que costum am transportar os viaj antes de com ércio?

— Não observei nada de sem elhante no quarto. Mas o dono do hotel lhe dirá... Sr. Tardivon!... Ei!... Pode vir até aqui um instante?... Este é o com issário Maigret, de Paris, que gostaria de lhe fazer um a pergunta... Por acaso o Sr. Clém ent costum ava vir com um a m aleta de viaj ante de com ércio?

— Contendo obj etos de prata! Precisou o com issário.

— Não. Trazia sem pre um a sacola de viagem com obj etos de uso pessoal. Era m uito cuidadoso com a aparência. Olhe, nunca o vi duas vezes com um sim ples terno. Na m aior parte do tem po, vestia um a casaca preta ou cinza-escura...

— Eu lhe agradeço.

E Maigret pensou na casa Niel et Cie., da qual o Sr. Gallet era o representante na Norm andia. Essa casa era especializada em obj etos para presentes: taças, talheres de prata, cestas de frutas, trinchantes, pás de bolo... Engoliu o m inúsculo doce de am êndoa que um a atendente havia colocado na m esa, encheu o cachim bo.

— Um conhaque? Perguntou o Sr. Tardivon.

— Se tiver... O dono do hotel foi buscar a garrafa e se sentou à m esa dos dois policiais.

— Então é o senhor, com issário, que prosseguirá o inquérito? Que história, hein? E isso no m om ento em que com eça a tem porada de férias! Acreditará se eu lhe disser que sete clientes deixaram esta m anhã m eu hotel para se instalar no Com m erce?... Um brinde, senhores... Quanto a esse Sr. Clém ent... Estou acostum ado a cham á-lo assim ... Aliás, quem teria duvidado de que não era o seu verdadeiro nom e?

O terraço estava cada vez m ais deserto. Um garçom colocava j unto à parede os vasos de louro que ficavam entre as m esas. Um trem de carga passou na outra m argem , e os três hom ens seguiram m aquinalm ente com os olhos a fum aça averm elhada que se m ovia ao pé da colina. O Sr. Tardivon havia com eçado sua carreira com o cozinheiro de fam ília nobre e conservara um a certa solenidade, um a m aneira um tanto condescendente de falar ao se inclinar para o interlocutor.

— O m ais extraordinário, ele disse, aquecendo seu copo de conhaque na palm a da m ão, — É que por m uito pouco o crim e não teria acontecido...

— A feira na praça! Apressou-se a dizer Grenier, lançando um rápido olhar ao com issário.

— Não sei o que está querendo dizer... Não!... Quando o Sr. Clém ent chegou, no sábado de m anhã, eu lhe ofereci o quarto azul, que dá para o cam inho das urtigas, com o dizem os... É o cam inho que podem ver ali à esquerda... Cham am os assim porque, não sendo m ais utilizado, foi invadido pelas urtigas.

— Por que não é m ais utilizado? Perguntou Maigret.

— Está vendo aquela parede, logo no final do cam inho? É a casa do Sr. de Saint-Hilaire. Aqui ela é m ais costum eiram ente cham ada de pequeno castelo, para distinguir do grande, o antigo castelo de Sancerre, localizado m ais no alto da encosta... Daqui se pode avistar as torrezinhas... Há um belo j ardim interno... Antigam ente, quando o Hotel de la Loire não existia, esse j ardim vinha até aqui, e a entrada principal, com portão em ferro forj ado, ficava no fundo do cam inho das urtigas... O portão ainda existe, m as não é m ais usado; um a outra entrada foi aberta m ais adiante j unto ao rio, a uns quinhentos m etros... Enfim , dei ao Sr. Clém ent o quarto azul, cuj a j anela se abre para esse lado. Ali é calm o, nunca passa ninguém , pois o cam inho não leva a parte algum a. Não sei por que, à tarde, quando voltou, ele m e perguntou se eu não tinha um outro quarto, com vista para o pátio. Eu não tinha nada livre. No inverno se pode escolher, há poucos hóspedes, apenas viaj antes de com ércio que fazem visitas em data fixa... Mas no verão... Acredita que a m aioria dos m eus hóspedes são parisienses? Nada m elhor do que a vista do Loire... Assim , eu disse ao Sr. Clém ent que era im possível e observei que o quarto dele era o m ais agradável... No pátio há galinhas e gansos... A todo m om ento vão tirar água do poço, e a corrente, m esm o lubrificada, range, faz barulho. Ele não insistiu. Mas suponha que eu tivesse um quarto voltado para o pátio... Ele não teria m orrido!

— Por quê? Murm urou Maigret.

— Não lhe disseram que o tiro foi dado a m ais de seis m etros de distância?... O quarto só tem cinco. Portanto, o assassino estava do lado de fora. Ele se aproveitou de que o cam inho das urtigas é deserto. E não poderia ter penetrado no pátio para dar o tiro. Ali o teriam ouvido... Mais um conhaque, senhores? Claro que é por m inha conta.

— Dois! Pediu o com issário.

— Dois o quê? Perguntou Grenier.

— Dois acasos! Prim eiro o de haver festa na praça para abafar a detonação; depois, todos os quartos que dão para o pátio estarem ocupados... Ele se virou para o Sr. Tardivon, que term inava de encher os copos. — Quantos hóspedes tem no m om ento?

— São 34, incluindo as crianças.

— Ninguém foi em bora, depois do crim e?

— Sete pessoas, com o eu lhe disse. Um a fam ília do subúrbio de Paris, de Saint-Denis, eu acho... Um a espécie de m ecânico, com a m ulher, a sogra, a cunhada e os filhos pequenos... Pessoas m al-educadas, se diga de passagem , que não m e im portei de ver se m udarem para o Com m erce... Cada hotel com sua clientela. Aqui, todos lhe dirão, só há gente fina.

— Com o o Sr. Clém ent ocupava seus dias?

— Seria difícil lhe dizer... Saía andando a pé. Cheguei a pensar que tivesse nos arredores um filho natural. Sim ples suposição, porque, sem querer, buscam os fazer um a ideia das coisas. Era um hom em m uito cortês, sem pre com um a aparência triste. Nunca o vi com er na m esa redonda do restaurante, que usam os no inverno. Preferia se instalar num canto, sozinho.

Maigret tirou do bolso um a caderneta de apontam entos vulgar, coberta de um a lona preta. Anotou a lápis:

1. Telegrafar Rouen;

2. Telegrafar casa Niel;

3. Visitar o pátio;

4. Tomar informações sobre propriedade Saint-Hilaire;

5. Impressões digitais faca;

6. Lista de locatários;

7. Família mecânico Hotel du Commerce;

8. Pessoas que deixaram Sancerre domingo, 26;

9. Anunciar pelo pregoeiro da cidade recompensa aos que tiverem visto o Sr. Gallet no sábado, 25.

Seu colega de Nevers, com um sorriso forçado nos lábios, seguia com os olhos seus m enores m ovim entos.

— Então? Já tem um a ideia?

— De m odo algum ! Dois telegram as a enviar e vou dorm ir.

No café não havia m ais ninguém senão hom ens do vilarej o que term inavam um a partida de bilhar. Maigret foi dar um a espiada no cam inho das urtigas, que havia sido a entrada de um a propriedade da nobreza e conservara duas fileiras de belos carvalhos. Um a espessa vegetação cobria agora tudo e, àquela hora, nada se enxergava. Grenier estava de saída rum o à estação, e Maigret retornou para se despedir.

— Boa sorte!... Mas, cá entre nós, é um a história sem interesse, não? Nada de sensacional, nada a que se prender!... Na verdade, desej o boa sorte tanto para o senhor quanto para m im .

O com issário foi conduzido até um quarto do prim eiro andar onde os m osquitos logo com eçaram a zum bir em volta de sua cabeça. Ele estava de m au hum or. A tarefa que tinha em vista era aborrecida, vulgar, pouco apaixonante. No entanto, ao se deitar, em vez de dorm ir, se pôs a evocar os traços de Gallet, do qual via apenas um a face ou então a parte inferior do rosto.

Virou-se um as dez vezes de um lado a outro nos lençóis úm idos. Podia ouvir o m urm úrio do rio, se arrastando ao longo dos bancos de areia. Cada caso crim inal tem sua característica, que se percebe m ais ou m enos depressa e em geral fornece a chave do m istério. Não seria a característica desse caso a m ediocridade? Mediocridade em Saint-Fargeau! Casa de loteam ento m edíocre! Am biente tacanho, com o retrato do garoto na prim eira com unhão e do pai com um a casaca m uito apertada, sobre o piano! Mediocridade ainda em Sancerre, local de veraneio barato! Hotel de segunda classe! Todos os detalhes vinham intensificar esse quadro m onótono. Representante da casa Niel: falsa prataria, falso luxo, falso estilo! Um a festa na praça, tiro ao alvo e roj ões ainda por cim a... Até m esm o a distinção afetada da Sra. Gallet, o chapéu ornado por um falso brilhante, caíra na poeira do pátio da escola!

Foi um alívio para Maigret ficar sabendo, de m anhã, que a viúva havia tom ado o prim eiro trem para Saint-Fargeau e que o caixão contendo os restos m ortais de Ém ile Gallet se dirigia num a cam inhonete alugada para Les Marguerites. Ele tinha pressa de term inar. Todos haviam partido: o j uiz, o m édico dos sete convidados e o inspetor Grenier. Assim , estava sozinho e com tarefas precisas. Prim eiro, esperar a resposta dos telegram as expedidos na véspera à noite. Depois, exam inar o quarto onde o crim e fora com etido. Por fim , se ocupar de todos os que poderiam ter com etido o crim e e que, portanto, eram suspeitos. A resposta de Rouen não tardou. Vinha da polícia dessa cidade:

Interrogado pessoal Hotel de la Poste. Empregada recepção, Irma Strauss, declarou um certo Émile Gallet lhe enviava envelope com cartões-postais a expedir. Recebia cem francos por mês. Fazia essa operação há cinco anos e acredita empregada anterior também o fizesse.

Meia hora m ais tarde, isto é, às dez da m anhã, chegava um telegram a da casa Niel:

Émile Gallet não mais pertence à casa desde 1912.

Era o m om ento em que o pregoeiro com eçava a percorrer a cidade. Maigret, que term inara o desj ej um , exam inava o pátio do hotel onde nada havia de especial quando vieram lhe anunciar que um operário da conservação de estradas queria falar com ele.

— Eu estava na estrada que conduz a Saint-Thibaut, explicou, — Quando vi esse Sr. Clém ent, que eu conhecia por tê-lo encontrado algum as vezes e principalm ente por causa da casaca. Um m oço acabava de descer o cam inho da encosta, e eles se viram frente a frente. Eu estava a uns cem m etros deles, m as percebi que discutiam ...

— Eles se separaram em seguida?

— Não. Subiram j untos um trecho da encosta. Depois o velho reapareceu, sozinho. Meia hora m ais tarde, na praça, voltei a ver o m oço no Hotel du Com m erce.

— Com o ele era?

— Alto e m agro... Com um rosto com prido e óculos...

— Que roupas usava?

— Não sei dizer. Mas pareciam da cor cinza, ou pretas... Então, tenho direito aos cinquenta francos?

Maigret pagou a recom pensa e se dirigiu ao Hotel du Com m erce onde, na véspera, ao anoitecer, havia tom ado o aperitivo. O m oço havia alm oçado ali no sábado, 25 de j unho, m as o garçom que o servira estava de folga em Pouilly, a uns vinte quilôm etros.

— Tem certeza de que ele não dorm iu aqui?

— Seu nom e estaria em nosso registro...

— Ninguém m ais se lem bra dele? A m oça do caixa lem brava que alguém pedira m assa sem m anteiga e que fora preciso prepará-la especialm ente.

— Um m oço que estava sentado ali, à esquerda do pilar, e que tinha um aspecto doentio.

Com eçava a fazer calor e Maigret j á não sentia m ais a indolência aborrecida da m anhã.

— Um a cabeça com prida?... Lábios finos?

— Sim , um certo desdém na boca... Não quis tom ar café nem licor... Há clientes assim , o senhor sabe... Por que Maigret acabava de evocar o retrato do j ovem na prim eira com unhão?

O com issário tinha 45 anos. Havia passado a m etade da vida nos serviços m ais diversos da polícia: costum es, via pública, estações, casas de j ogos... Era o suficiente para m atar qualquer veleidade de m isticism o e para perder a fé na intuição. Mesm o assim , os dois retratos, o do pai e o do filho, o perseguiam havia m ais de 24 horas, j untam ente com um a frase banal da Sra. Gallet: “Ele estava de regim e...”. Foi sem um a ideia bem -definida que ele se dirigiu à agência dos Correios e pediu um a ligação telefônica para a prefeitura de Saint-Fargeau.

— Alô! Aqui é da Polícia Judiciária. Poderia dizer quando será o enterro do Sr. Gallet?

— Am anhã às oito horas.

— Em Saint-Fargeau?

— Sim , aqui.

— Mais um a pergunta. Quem está no aparelho?

— O professor m unicipal...

— Por acaso conhece o Sr. Gallet, filho?

— Já o vi algum as vezes. Ele com pareceu esta m anhã para tratar dos papéis.

— Com o é a aparência dele?

— O que está querendo saber?

— Ele é alto, m agro?

— Sim , um pouco.

— Usa óculos?

— Deixe ver se m e lem bro... Óculos de aro de tartaruga!

— Sabe se ele está doente?

— Com o eu poderia saber? É um suj eito pálido, é verdade...

— Eu lhe agradeço. Dez m inutos m ais tarde, o com issário entrava de novo no Hotel du Com m erce.

— Diga-m e, senhora, o seu cliente do sábado usava óculos? A em pregada do caixa fez um esforço para lem brar, acabou por sacudir a cabeça.

— Sim ... Não... Não sei m ais... No verão vem tanta gente!... Foi sobretudo a boca que m e im pressionou. Cheguei a dizer ao garçom que ele tinha um a boca de sapo...

Dem orou um pouco m ais para reencontrar o operário da conservação de estradas, que gastava em bebida seus cinquenta francos com colegas num pequeno boteco atrás da igrej a.

— Você m e disse que seu hom em usava óculos.

— O m oço. O velho, não.

— Que tipo de óculos?

— Aqueles redondos, o senhor sabe, grossos e pretos.

Ao se levantar de m anhã, Maigret ficara contente de saber que o m orto havia partido, assim com o a Sra. Gallet, o j uiz, o m édico e os policiais. Esperava enfim lidar com um problem a obj etivo, não tendo m ais que evocar a estranha cabeça do velho de barbicha. Às três da tarde, tom ava o trem para Saint-Fargeau. Logo de início, vira apenas um a fotografia de Ém ile Gallet. Depois se defrontara com a m etade do rosto. Agora não encontraria m ais do que um caixão definitivam ente fechado. No entanto, quando o trem se pôs em m archa, ele teve um pouco a im pressão incôm oda de correr atrás do m orto. Em Sancerre, o Sr. Tardivon, decepcionado, confiava a seus m elhores clientes, enquanto lhes oferecia um copo de conhaque:

— Um hom em que parecia tão sério, um hom em da nossa idade!... E foi em bora sem ter sequer entrado no quarto!... Não quis ver o lugar onde o hom em m orreu... Foram só os policiais de Nevers que fizeram isso. Ao levarem o corpo, eles desenharam com giz seu contorno no chão. Disseram para não tocarm os em nada!... A gente nunca sabe aonde esses casos podem levar.

* * *