Nós Queremos Que Você Fique Rico
Capítulo 18: Que lição definitiva você aprendeu nos esportes?
QUE LIÇÃO DEFINITIVA VOCÊ APRENDEU NOS
ESPORTES?
A resposta de Robert
Quando criança, jogava beisebol na liga juvenil e futebol. Aos 12 anos, comecei a jogar golfe. Aos 15, desisti do golfe e comecei a praticar o surfe. Depois, joguei futebol.
Na academia, era capitão da equipe de remo e jogava futebol. Quando estava na escola de voo, fui apresentado ao jogo de rúgbi. Rúgbi éo meu jogo. Foi o único jogo pelo qual me apaixonei. Viajei o mundo praticando o esporte e, quando fiquei velho demais para jogar, comecei a viajar pelo mundo para assistir às partidas das grandes equipes. Assisti a jogos na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Escócia, Irlanda e Inglaterra.
Aprendi algo diferente em cada esporte, algo importante que influenciou minha vida.
1. Na liga juvenil, aprendi a jogar duro mesmo quando estava perdendo.
Na maior parte da temporada, não vencíamos nunca, mas jogávamos
duro, e melhorávamos a cada jogo. Finalmente, no fim da temporada,
vencíamos uma das melhores equipes da liga. Vencíamos porque eles
ficavam arrogantes e, nós, cada vez melhores.
2. No golfe, aprendi a controlar minhas emoções, minhas ideias e meu
corpo. O jogo de golfe é simples em tese, mas um dos mais difíceis de
jogar. Nos negócios, muitas vezes uso o mesmo tipo de autocontrole que
utilizo no golfe.
3. Adoro surfar. No surfe aprendi a sentir o ciclo das ondas. Hoje, como
investidor, costumo usar a intuição que adquiri como surfista para saber
quando entrar no mercado e, o mais importante, quando sair dele.
4. Na Academia da Marinha Mercante, eu remava porque esse foi o esporte
mais penoso que pude encontrar. Era um desafio e eu precisava de um
esporte difícil o bastante para afastar minha cabeça das pressões da vida
militar e acadêmica que tinha de enfrentar. Com o remo, aprendi a
importância do trabalho em equipe voltado à precisão. Remar é um
esporte de sincronicidade precisa. O desafio de remar é que, durante
uma regata, quase toda a energia armazenada é queimada nos primeiros
minutos. Para que a canoa vença, é importante que cada um dê tudo de
si, com precisão, mesmo que esteja fisicamente exausto. Se uma pessoa
pensar em desistir, é bem provável que seu remo bata com o do colega e
a regata estará perdida.
5. No futebol, aprendi a importância de cada jogador não apenas saber sua
atribuição, mas, acima de tudo, desempenhar bem o seu papel. Também
aprendi a importância de conviver bem com pessoas de quem não gosto
e de respeitá-las por suas habilidades, e não por suas personalidades.
6. Rúgbi é um esporte muito dinâmico. Embora o rúgbi seja o pai do
futebol americano, tamanho não importa nesse esporte, em que vemos
gigantes jogando contra nanicos. No futebol americano, estima-se que os
participantes joguem no máximo dez minutos corridos por jogo. O
restante do tempo é gasto na preparação das jogadas e em outras
atividades que não consistem no jogo propriamente dito. No rúgbi, como
o jogo raramente para, os jogadores correm a maior parte do tempo. Não
importa o cansaço, o jogador precisa continuar correndo para ajudar o
jogo e a equipe.
7. Também sou faixa preta em tae kwon do. Nesse esporte, aprendi a
importância do chi – a força interior que flui por nosso corpo.
Embora tenha aprendido muitas lições importantes nos esportes, há uma especial que aprendi jogando futebol no colégio. Quando estava na categoria júnior, nosso colégio tinha um time de futebol sensacional. Como havia muitos jogadores excelentes, eu ficava no banco em quase todos os jogos.
Era realmente constrangedor no fim do jogo sair de campo com um uniforme perfeitamente limpo. Meus colegas de banco e eu costumávamos nos jogar de joelhos na lama de propósito só para sujar um pouco nossos uniformes imaculados. Lá pela metade da temporada, só nos restava sujar os uniformes de lama.
A temporada seguia, eu continuava no banco e comecei a achar que meu treinador tinha alguma prevenção a meu respeito. Acreditava que não me escalava porque não gostava de mim. Em meados da temporada, comecei a pensar em desistir. Meu orgulho estava ferido. Certa noite, depois de um treino muito duro, o treinador assistente andou em minha direção, colocou a mão em meu ombro e disse: “Quero falar com você.”
O nome dele era Herman Clark. Ex-jogador da NFL, era realmente um grande homem. Trabalhava como voluntário porque amava demais o jogo. Com seu jeito calmo e gentil, ele disse:
– Você sabe por que o treinador não escala você para os jogos?
– Não – eu disse. – Não sei. Faço tudo certo. Compareço aos treinos. Dou voltas extras na corrida. Sou tão bom quanto Jesse. – Jesse era o titular de minha posição.
– Sim. É verdade – comentou o sr. Clark. – Você também tem mais talento e velocidade que Jesse.
– Então por que ele é o titular e não eu?
– Porque Jesse joga mais com o coração. Jesse quer a posição mais do que você. Na vida, talento não é suficiente. Se quiser ser o titular, terá de colocar-se em um patamar totalmente diferente. Você tem o corpo, mas lhe falta o espírito.
Embora ainda quisesse desistir, levei a sério as palavras do sr. Clark. Nas duas semanas seguintes, treinei como se nunca tivesse feito isso antes. Fui intenso. Focado. Furei mais bloqueios e interceptei dois passes no treino, tarefa difícil para um atacante. Embora ainda não tivesse sido convocado e continuasse no banco, sentia-me melhor comigo mesmo.
Um dia, durante um jogo em outro colégio, Jesse quebrou o braço. O treinador olhou para o banco, olhou para os reservas e, finalmente, olhou para mim e disse: “Você vai jogar.”
Esse foi um momento breve, porém decisivo. Hoje, entendo que o que quero na vida depende de mim. Não há ninguém em meu caminho. Se quero algo, sei que desejar não é o bastante. Preciso fazer o que for preciso para poder vencer. Vivo repetindo a mim mesmo: “A vida é uma imitação barata quando você espera conseguir o que quer.” Há enorme diferença entre querer ser o jogador titular e ser o titular.
No fim deste livro, escrevo sobre o seguinte processo:
A lição que aprendi como sr. Clark foi que, para mudar os resultados, tinha de redefinir meu compromisso em participar do jogo. Quando mudei minha mentalidade e postura, minhas atitudes mudaram e, consequentemente, os resultados foram outros.
Hoje, sempre que me sinto fraco e acho que o mundo não é justo, ou que não está reconhecendo os meus talentos, ou que os outros estão contra mim, simplesmente me lembro de minha conversa com o sr. Clark. Então, esforço-me para melhorar minhas ideias, atitudes e meus resultados.
Princípios vencedores
Joe Montana, um dos maiores jogadores de futebol da história, enviou-me uma cópia autografada de seu livro The Winning Spirit: 16 Timeless Principles That Drive Performance Excellence. É um livro excelente para todos que têm o compromisso de vencer.
Para quem não conhece Joe Montana, ele foi o zagueiro de um time de futebol profissional americano, o San Francisco 49ers. Ele levou sua equipe a quatro vitórias no Super Bowl (final do campeonato de futebol americano) e foi eleito para o Hall da Fama do futebol americano profissional e nomeado pela Sports Illustrated como o maior jogador de futebol dos últimos 50 anos. Seguem alguns trechos de seu livro:
“Quando vi meus próprios filhos competindo em esportes juvenis, percebi uma tendência cada vez maior de dar tapinhas nas costas e dizer ‘bom trabalho, todos venceram hoje’, e distribuir medalhas de participação para todos os que saíssem da cama e participassem do jogo. Mas foi assim que cresci e não dispenso essa mensagem em meu papel de pai.
Acho injusto um pai não ser um observador crítico de um jovem que deseja melhorar e jogar em um nível mais elevado. Como pai, preciso ser mais do que um torcedor entusiasmado: tenho de ser um treinador. Acredito que é errado dizer para a próxima geração que eles serão parabenizados pelo simples fato de comparecerem ao jogo.”
“Os esportes competitivos consistem em uma das melhores preparações para a vida, pois refletem a natureza mais competitiva do mundo ao nosso redor. Nunca quis ninguém em minha equipe,
nos esportes ou nos negócios, que não quisesse, com todo o fervor, se destacar dos demais e vencer.”
“Se vencer não fosse importante, as pessoas não manteriam os placares.”
“Goste ou não, você vive em um mundo que marca pontos.”
Veja o que ele diz sobre vencer Super Bowls:
“Recentemente, depois de dar um discurso, alguém na plateia perguntou-me qual era a minha idade quando venci o primeiro Super Bowl.” “‘Doze anos e venci milhares deles desde então. Com exceção de quatro finais’, expliquei, ‘venci vários Super Bowls no quintal de minha casa em Monongahela, na Pensilvânia, a alguns quilômetros da estrada de Pittsburg.’”
Em resumo, em seu quintal, ele ensaiou milhares de vezes como seriam suas vitórias no Super Bowl.
Isso é o que ele diz sobre preparação individual:
“As pessoas se preparam de maneiras diferentes. O que funciona para um não funciona para o outro: alguns esperam o último instante. Outros precisam de um certo medo como motivação. Há ainda quem queira eliminar todas as distrações, ter completo silêncio e isolar-se do mundo. Há quem se prepare ouvindo música ao fundo ou na companhia de outras pessoas. Alguns precisam ensaiar inúmeras vezes até adquirirem confiança. Seja qual for o método, o objetivo da boa preparação é o mesmo: estar pronto para o desempenho ideal, para jogar e trabalhar da melhor forma.”
Por fim, veja o que ele diz sobre o segredo da boa preparação:
“Acredito piamente e ensino que a repetição é a rainha do mundo da preparação. Seja nos esportes, praticando os mesmos exercícios repetidamente, ou nos negócios, ensaiando um roteiro de vendas ou aprimorando uma apresentação, a preparação nos traz um senso de domínio e autoconfiança que podemos levar para o verdadeiro
jogo.”
O que Joe Montana diz é uma das lições mais importantes que aprendi nos esportes. Conheço pessoas que dizem: “Joguei o seu jogo de tabuleiro uma vez. O que você me recomenda agora?”
Você consegue imaginar isso? Jogaram uma vez e acham que conhecem o jogo. Quando recomendo que joguem pelo menos dez vezes mais e ensinem o jogo para outras dez pessoas, olham para mim de modo estranho. Sempre que vejo esse olhar, sei que a pessoa, provavelmente, não entende o que é necessário para vencer. Como diz Joe Montana: “A repetição é a rainha.”
É por isso que não diversifico muito meus investimentos ou minhas empresas. Em vez disso, uso a tática do FOCUS (Siga um só caminho para o sucesso) – e pratico, pratico, pratico.
Uma última palavra de Joe Montana:
“Todos que querem alcançar o sucesso na área que escolherem entendem a importância da prática e da preparação. Para tornar-se excepcional em determinada área, é preciso aprender a treinar com concentração e foco. A prática é nossa chance de trabalhar os pontos fracos e melhorar. Quando nos esforçamos para nos superar em alguma coisa, não basta fazer o que é esperado. Precisamos lutar constantemente para superar nossas próprias expectativas. Também não devemos iniciar e interromper um esquema de treino. Quando praticamos, devemos ser constantes.”
Foi por isso que meu pai rico fez com que eu jogasse Banco Imobiliário inúmeras vezes até que um dia eu vi um relance do meu futuro. Hoje, jogo Banco Imobiliário para valer. Não importa o tamanho de minha riqueza, sempre sei que posso melhorar. Para mim, melhorar em meu jogo é muito mais importante do que o dinheiro.
A importância do jogo de golfe
Embora não seja um grande jogador de golfe, aprendi muito sobre os negócios e a natureza humana no curso de golfe.
Minha carreira no golfe começou quando eu tinha 8 anos. Minha mãe e meu pai nos levavam de carro para Big Island, uma remota cidade no interior do Havaí, para visitar um velho amigo deles. Como a maioria das crianças não gostava de ficar sentada na sala de estar com um bando de adultos chatos, então saía para encontrar algo para fazer. Na varanda da casa do amigo de meus pais havia um jogo de tacos de golfe. Peguei um taco de madeira e segui pela estrada de terra dando tacadas nas pedras. Depois de estragar o taco de madeira, peguei um dos tacos de ferro e comecei a bater nas pedras pela estradinha em frente à casa.
Não preciso dizer que o amigo de meus pais não ficou impressionado com minha estreia no golfe.
Aos 12 anos, retomei o jogo. Como no ensino fundamental estudava em uma escola cheia de crianças ricas, a maioria dos pais de meus colegas fazia parte do Country Club local. Meu pai e meu pai rico não eram sócios porque, na época, nenhum deles era rico. O único jeito de Mike, filho de meu pai rico, e eu entrarmos no campo era “ir na cola” de nossos amigos ricos cujos pais eram sócios.
Isso foi bem antes de o encarregado do Country Club deixar claro para Mike e para mim que estávamos abusando da hospitalidade. Ele nos disse que, se nossos pais não fossem membros do clube, nós não poderíamos jogar. Naquele instante, Mike e eu começamos a primeira negociação importante de nossas vidas. De algum modo, conseguimos que o encarregado nos deixasse ingressar como sócios do Country Club. Em troca da qualidade de membro, tínhamos de trabalhar como caddie (rapaz que carrega os tacos e outros objetos no jogo de golfe) algumas rodadas de golfe por mês. Nossos pais ficaram um tanto perplexos quando contamos que havíamos nos tornado sócios do Country Club aos 12 anos – um clube cuja titularidade eles não podiam pagar.
Dos 12 aos 15 anos, Mike e eu jogávamos golfe e servíamos de caddie sempre que podíamos. Muitos dias, depois da escola, Mike e eu pegávamos carona para o Country Club. No fim, trabalhar de caddie se tornou uma ótima fonte de renda. Ganhávamos US$1 por saco para nove buracos. Em pouco tempo, cada um de nós carregava dois sacos para 18 buracos e ganhava US$4 por dia. Era um bom dinheiro na época. Aos 15 anos, Mike e eu tínhamos ganhado dinheiro suficiente para comprar pranchas de surfe e suspendemos os jogos de golfe por um tempo.
Dois motivos para jogar golfe
Atualmente, jogo golfe de vez em quando. Jogo, principalmente, porque Kim
é apaixonada pelo jogo. Na verdade, ela joga dos 1 tees masculinos e me supera nas tacadas, o que não é bom para o meu ego masculino. Sou um golfista abaixo da média, minha pontuação fica entre 85 e 95 quando jogo bem e abaixo disso quando jogo mal. Não pratico como deveria.
Estes são os dois motivos:
Quando mudei minha mentalidade e postura, minhas atitudes
mudaram e, consequentemente, os resultados foram outros.
– Robert T. Kiyosaki
Embora não seja apaixonado por golfe, há duas razões pelas quais o golfe é essencial para as pessoas que querem ser ricas.
1. Os jogos refletem o comportamento. A maioria dos golfistas concorda
que a beleza do golfe é que o jogo é como um espelho, um reflexo dos
verdadeiros padrões de comportamento da pessoa. Muitas vezes, quando
quero conhecer alguém com quem estou fazendo negócios, eu o convido
para uma partida de golfe. Duranteo jogo, não me preocupo muito com a
pontuação e, sim, com a maneira como o adversário joga.
Uma das coisas que se percebe é como as pessoas acertam a bola.
Elas batem forte para jogar a bola longe ou buscam o controle? Elas
trapaceiam? Elas mentem sobre a pontuação ou movem a bola sem dar a
tacada?
Certo tempo atrás, meu amigo contou-me de um amigo seu que
queria investir em sua empresa. Depois de analisar os relatórios
financeiros, perguntei se ele gostaria de jogar uma partida de golfe. O
rapaz aceitou prontamente e logo nos encontramos no Country Club.
Naquele sábado, não estava preocupado com a pontuação; estava lá para
observá-lo jogar. Era um excelente jogador que atingia a bola com
tacadas longas e retas. Estava indo bem até que bateu a bola dentro do
rough (região de grama alta, onde é difícil bater a bola). Pensou que eu
não estava olhando, mas o vi movendo a bola. Como a grama estava
alta, precisou de dois golpes para sair do rough e voltar parao green
(término de cada buraco). Quando perguntei-lhe qual a sua pontuação,
ele disse que estava apenas um acima do par. Perguntei se ele contara
sua segunda tacada no rough. Em vez de esclarecer o assunto, negou ter
usado a tacada extra. Naquele instante, fiquei em dúvida quanto aos
números de seus demonstrativos financeiros.
Já vi Donald Trump jogar golfe. Ele joga golfe do mesmo modo
como faz negócios. Suas tacadas são retas, muito precisas e de longa
distância.
Atinjo a bola de modo irregular. É por isso que acredito ser melhor
em jogos de equipe do que no golfe. Adoro remar, jogar futebol e rúgbi
porque me saio melhor em grupo.O mesmo acontece nos negócios e, por
isso, sou muito cuidadoso ao escolher as pessoas de minha equipe.
2. Muitos negócios são feitos em campos de golfe. Meus dois pais
jogavam golfe. Ambos eram bons jogadores. Meu pai pobre jogava
golfe com os amigos, seus colegas professores, por diversão. Meu pai
rico jogava para ficar rico. Ele dizia: “Mais negócios são fechados no
campo de golfe do que em salas de reunião.” E continuava explicando:
“Quanto mais difícil a negociação, mais relaxante o ambiente precisa
ser.”
Levei vários anos para crescer e amadurecer até entender
totalmente a sabedoria de suas palavras. Hoje, se uma negociação está
complicada, convido a pessoa para jogar golfe e, então, podemos
conversar sobre o contrato. No ambiente relaxante do campo de golfe,
temos mais tempo para desenvolver a negociação e, graças ao local
tranquilo, temos mais flexibilidade para pensar. Parece que o espaço
aberto do campo de golfe abre a mente para pensarmos com mais
liberdade.
Conclusão
Mesmo não sendo um golfista dedicado, sou devotado a vencer no jogo dos negócios. O golfe é o jogo dos negócios. Ainda não me dedico tanto ao golfe quanto vários jogadores, mas levo o jogo dos negócios muito a sério. É por isso que sou sócio de três Country Clubs. O campo de golfe costuma ser o melhor lugar para se fecharem negócios e descobrir com quem estamos negociando.
PS: Quando Donald e eu resolvemos escrever este livro juntos, como um grande homem de negócios, ele me convidou para um de seus campos de golfe, o Trump National Golf Club, em Los
Angeles.
A resposta de Donald
Os esportes que mais pratiquei na vida são beisebol, tênis e golfe. São jogos que exigem astúcia, um forte senso de ritmo e concentração. Até hoje, gosto de assistir a partidas de beisebol e tênis, mas sou apaixonado pelo golfe. Construí campos de golfe fantásticos por causa dessa paixão.
A lição que aprendi nos esportes é a importância dos instintos. Energia, resistência e técnica são requisitos necessários, mas a verdadeira excelência geralmente implica “instinto”, algo que não pode ser explicado. Pensem na famosa explicação de Wayne Gretsky para seu sucesso no hóquei — ele simplesmente deslizava aonde ia o puck (disco de borracha vulcanizada, usado no hóquei sobre gelo). Essa é uma excelente imagem para entender o instinto.
Parece tão simples, não é? Sim... até que se pare para pensar no assunto. Como Gretsky sabia aonde o puck estava indo? Como todos os outros rapazes não sabiam aonde o pequeno disco iria? Bem, porque ele tinha algo especial — o instinto.
Tenho visto pessoas que trabalham com mais afinco do que os demais e ainda permanecem em segundo plano como atletas. São qualificados, dedicados e competentes, mas simplesmente não têm um diferencial. Eu era um excelente jogador de beisebol e percebi que tinha um senso natural de oportunidade. Jamais seria um Babe Ruth, mas sabia o que era preciso para ser excelente nesse jogo.
Precisão, instinto e ritmo são os elementos necessários para se
tornar extraordinário.
– Donald J. Trump
Com o tênis, como um jogo individual, descobri que a ideia era eliminar o oponente. Há apenas um vencedor, não dois. É um jogo agressivo. Você já assistiu a alguma partida do famoso jogador suíço de tênis Roger Federer? Ele tem o instinto do qual estou falando. Como Andre Agassi disse a respeito dele: “Ele é o melhor adversário que já tive. Não há como escapar. Não há
nada a fazer a não ser bater 2 3 fairways , greens e putts . Cada saque tem um tipo de urgência em si. Para qualquer coisa que você tente fazer, ele tem uma resposta, e é apenas questão de quando ele começa a puxar os gatilhos necessários para fazer com que você mude de ideia.”
É interessante que Andre Agassi use termos do golfe para explicar o jogo de Roger Federer, pois o golfe é conhecido como um jogo de inteligência. O golfe requer técnica e, acima de tudo, requer intenso uso da inteligência. Roger Federer controla o jogo e sabe instintivamente como lidar com os oponentes. Ele é tão agressivo quanto gracioso, e desejo boa sorte a qualquer que seja seu oponente na quadra. No tênis, é muito importante conhecer seu oponente e a si mesmo. Esse é outro ponto forte de Federer.
Jogar golfe é uma forma de diversão para mim, do mesmo modo como acho divertido fechar contratos. O campeão de golfe Phil Michelson diz que o melhor conselho que já recebeu sobre golfe veio de seu pai, que sempre dizia para ele se divertir. Phil se diverte mesmo durante os treinos. Comigo acontece o mesmo, e esse conselho vale para qualquer coisa que você faça.
Aprendi muito sobre a integridade das pessoas ao jogar golfe com elas. É por isso que tantos negócios surgem durante e depois de partidas de golfe. Determinada conduta é necessária no golfe e as pessoas que a mantêm geralmente serão boas parceiras de negócios. Alguns chamam isso de etiqueta; eu chamo de honestidade. Um jogo de golfe pode ser um bom indicador dessa virtude.
O golfe também requer flexibilidade. Manter o equilíbrio pode fazer a diferença entre um jogo excelente e um ruim — e o mesmo se aplica aos negócios. Mantenha-se flexível. Não se fixe em padrões rígidos. Cada jogo, cada contrato, será diferente. Pratique, esteja em boa forma, preparado e ciente de que haverá variáveis pela frente.
Nick Faldo, um dos maiores jogadores de golfe de todos os tempos, diz algo absolutamente certo: “Não importa se você atinge a bola de maneira lenta, rápida ou pesada, o que importa é o ritmo. O ritmo é a cola que mantém grudados todos os elementos do swing do golfe.” Sempre tive um ritmo excelente nos negócios, na vida e no golfe, e todos devem seguir esse conselho sobre a importância do ritmo, não importa em que setor você atue ou qual seja o seu esporte favorito.
Há três esportes que me dão insights nos negócios e na vida, tanto como jogador quanto como expectador. A lição número um que aprendi com todos eles é que essa precisão, instintos e ritmo são elementos necessários para ser alguém extraordinário.
Sua resposta
Quais foram as lições decisivas que você aprendeu como
praticante ou expectador de esportes?
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1 Nota da Tradutora: Tee é o local de saída em cada buraco (tee box) e, por associação, o nome dado ao pino que pode ser usado sob a bola apenas na tacada inicial ou em condições extraordinárias de jogo (tee up).
2 Nota da Tradutora: Parte central do campo, com grama bem aparada, onde a bola deverá aterrar; é o “corredor” que vai do green ao tee.
3 Nota da Tradutora: Taco utilizado no green para finalizar cada buraco, colocando a bola dentro do pin.
CAPÍTULO DEZENOVE