Nós Queremos Que Você Fique Rico

Donald J. Trump e Robert T. Kiyosaki · Capítulo 6 de 37

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Nós Queremos Que Você Fique Rico

Capítulo 3: O encolhimento da classe média

O ENCOLHIMENTO DA CLASSE MÉDIA

 

A visão de Robert

Como aumentar seu QI financeiro Existem muitas definições para inteligência. Aprendi uma das mais práticas delas com meu pai rico: “Inteligência é a capacidade de solucionar problemas.” Por exemplo, na escola, se você é capaz de resolver problemas matemáticos, é considerado inteligente. Fora da escola, se você é capaz de consertar um carro, as pessoas consideram que você tem inteligência automotiva. Quando se trata de dinheiro, quanto maiores forem os problemas financeiros que você é capaz de resolver, maior será sua inteligência financeira.

Hoje nosso mundo enfrenta alguns graves problemas financeiros. Muitos problemas estão inter-relacionados, e um gera o outro. Alguns dos mais urgentes são:

 

1. Desvalorização do dólar

2. Aumento da longevidade

3. Aumento dos preços do petróleo

4. Aumento da distância existente entre os ricos e todas as outras classes

sociais

5. Redução dos salários

6. Exportação de empregos

7. Falência das previdências sociais

8. Eliminação das poupanças individuais

9. Falta de ensino voltado à educação financeira

Eis as perguntas urgentes:

 

1. O que podemos fazer?

2. Quais são as soluções para esses problemas?

3. Nosso QI financeiro é suficientemente alto para resolver os problemas?

4. Como podemos evitar ser vítimas dessas dificuldades?

5. Como podemos evitar que nossas famílias sejam vítimas desses

problemas?

Muitos dos atuais problemas financeiros existem porque não os resolvemos assim que surgiram. Em vez de tornar mais alto o QI financeiro da população, nós a ensinamos a esperar que o governo resolva seus problemas financeiros pessoais. Essa é a razão pela qual nenhum político se atreve a mexer com a Previdência Social e com a Saúde Pública, embora muitos saibam que esses programas estão fadados ao fracasso.

Agora posso ouvir alguns de vocês, leitores, dizendo: “Precisamos cuidar daqueles que não têm condições de se cuidar.” E concordo com isso. Nós, como sociedade civilizada, deveríamos cuidar daqueles que não podem cuidar de si mesmos. Contudo, a maioria de nós pode se cuidar, se isso for necessário e se tivermos sido treinados para tal.

É hora de aumentar nosso QI financeiro.

A mudança demográfica

Devido às ineficazes soluções adotadas no passado para aumentar o QI financeiro, hoje a população está sofrendo uma transformação – conforme mostra o diagrama, os ricos estão ficando cada vez mais ricos, e os demais estão ficando cada vez mais pobres, embora muitos indivíduos estejam ganhando mais dinheiro.

 

Muitas economias mundiais estão se tornando sociedades compostas de duas classes: os ricos e os pobres – classes ou massas.

A edição do The New York Times de 16 de abril de 2006 (um domingo) publicou na primeira página um artigo sob o seguinte título:

“O Renascimento do Japão Amplia a Lacuna Econômica.”

O segundo parágrafo do artigo afirma:

“Um país cuja autoimagem já foi sintetizada no slogan ‘100 milhões, todos pertencentes a uma sociedade de classe média’, hoje capciosa e impiedosamente classifica os indivíduos como ‘vencedores’ e ‘perdedores’, e descreveo Japão como uma ‘sociedade com crescentes disparidades’.”

Em outras palavras, a classe média está desaparecendo. Hoje, no Japão, ou você é rico ou é pobre – em termos financeiros, um vencedor ou um perdedor. O mesmo está ocorrendo na América, na Europa e em muitos outros lugares do mundo.

O preço de um baixo QI financeiro Em minhas conversas com Donald Trump, concordamos em que não podemos resolver os complexos desafios financeiros de hoje com a inteligência financeira de ontem. Se tentarmos resolver as dificuldades da previdência pública concedendo às pessoas mais direitos a pagamentos e benefícios, estaremos matando a galinha dos ovos de ouro.

Falamos, escrevemos e criamos jogos e outros produtos educativos sobre finanças porque queremos que as pessoas enriqueçam e resolvam seus próprios problemas financeiros, em vez de esperar que outros os resolvam. Ambos pensamos que, se dermos dinheiro às pessoas, apenas tornaremos o problema maior, mais difícil de resolver e mais perigoso.

Em termos simples, a América está a caminho de se tornar uma nação culta, composta de pessoas ricas e pessoas pobres. A classe média está se extinguindo. O problema é que ainda há muitas pessoas como meu pai pobre – um homem bom, culto, trabalhador que, no entanto, esperava que o governo tomasse conta dele depois da aposentadoria.

 

Existem muitas definições para a inteligência. Aprendi uma

das mais práticas delas com meu pai rico: “Inteligência é

a capacidade de resolver problemas.”

– Robert T. Kiyosaki

 

Na Escola Dominical, aprendi o seguinte: dê um peixe a alguém e ele terá alimento por um dia.Eé isso que nós temos feito. Essa é a mentalidade de “ter direitos” cultivada pela previdência social.

Ensine alguém a pescar e ele terá alimento para a vida toda.É isso que Donald e eu temos feito. Queremos que os indivíduos aprendam a enriquecer e ensinem outros a fazerem o mesmo, mas algumas pessoas não querem dar peixe a outras nem ensiná-las a pescar – na verdade, querem lhes vender peixe.

Muitos desses vendedores de peixe são corretores de bolsas de valores, corretores de imóveis, planejadores financeiros, bancos e agentes de seguros. Estão no negócio de vender... não necessariamente no de ensinar ou dar. Em inglês, quando você junta as duas palavras, sell (vender) e fish (peixe), cria a palavra selfish (egoísta). E embora a maioria das pessoas do ramo de negócios não seja egoísta, um número suficiente o é, e isso faz com que a palavra soe verdadeira. Eu a uso aqui para enfatizar a importância de estar prevenido, de estar consciente da diferença entre aqueles que dão – os professores – e aqueles que vendem.

Donald e eu estamos preocupados com o fato de que a maioria das pessoas prefere não aprender a administrar ou a investir seu próprio dinheiro. Em vez de aprenderem, elas simplesmente entregam seu dinheiro a especialistas, e esperam e rezam para que eles sejam, de fato, especialistas.

Em Como Ficar Rico, Donald Trump diz que os consultores financeiros são vendedores de peixe. O título do pertinente capítulo diz tudo:

Seja Seu Próprio Consultor Financeiro

O capítulo começa assim:

“Muitas pessoas contratam consultores financeiros, mas já vi inúmeros consultores levarem seus clientes à falência. Os atletas, particularmente, ganham muito dinheiro na juventude. Com bastante frequência, um gerente dilapida a fortuna do atleta e, quando ele chega aos 30 anos, tudo que lhe resta são as glórias do passado – e ele é obrigado a trabalhar para sobreviver.”

Queremos ensiná-lo a pescar

Donald Trump e eu não vendemos peixe. Não vendemos conselhos sobre investimentos nem dizemos às pessoas no que investir. Somos professores. Queremos que você aprenda a enriquecer, invista seu próprio dinheiro e se torne seu próprio consultor financeiro. Queremos ensiná-lo a pescar seu próprio peixe.

O segredo do Pai Rico

Conforme mencionei antes, muitos ricos são reservados. Não percebi a que ponto isso é verdade até que os parentes de meu pai rico me pediram para não mencionar o nome da família no livro Pai Rico, Pai Pobre. Muitos ricos preferem permanecer no anonimato. Não querem se tornar conhecidos e/ou não querem compartilhar seus segredos financeiros. Por isso, tive uma grata surpresa ao descobrir que Donald Trump é muito sincero em relação à sua fortuna e deseja tornar público o segredo de seu êxito financeiro.

Em seu livro Buffettology, Mary Buffett escreve:

“F. Scott Fitzgerald diz em um de seus livros que os milionários são diferentes de você ou de mim. E ele estava certo. Mas eles são diferentes das formas mais estranhas – a mais estranha de todas é o código de silêncio que exigem da família e dos amigos. Enquanto estive casada com Peter (filho de Warren Buffett), mais de uma vez ouvi a recomendação de não comentar com ninguém que não pertencesse à família sobre Warren e seus investimentos. Escrever este livro era algo simplesmente fora de cogitação.”

Depois de se divorciar de Peter, Mary Buffett rompeu o código de silêncio e decidiu explicar, em detalhes, como Warren Buffett age, revelando os segredos do ex-marido. É um excelente livro, e muito bem escrito. E realmente revela os segredos de Buffett. É um livro sobre a maneira de agir de Warren Buffett, embora ele não o tenha autorizado. Contudo, explica como Warren Buffett conduz seus negócios. Isso não significa que você ou eu, ou mesmo Donald Trump, usemos a mesma fórmula. Tampouco que queremos fazê-lo. De muitas formas, que serão explicadas mais à frente neste livro, tanto Donald como eu podemos superar as taxas de retorno do investimento de Warren. Ele talvez seja rico, mas podemos enriquecer mais rapidamente adotando nossos próprios métodos e usando uma quantidade menor de dinheiro.

Você precisa descobrir o estilo e o método que lhe sejam mais adequados. Embora seja importante aprender com pessoas como Warren e Donald, também é fundamental encontrar sua própria fórmula.

Muitos anos atrás, assisti a um sermão do Reverendo Vernon Ashe, em Atlanta, que abordava essa questão. Sua mensagem era a de que as pessoas precisam elaborar seus próprios processos para que seja atribuído valor a seus objetivos.

E sob a perspectiva inversa, sem um processo não existe um valor a ser atribuído ao objetivo.

Por que enriquecer?

Queremos estimulá-lo a enriquecer porque a América e muitos outros países estão se transformando em sociedades compostas de duas classes – rica ou pobre, classes ou massas. Apontamos uma razão para isso: se você não se decidir a ficar rico, a probabilidade é que fique pobre. Nos países ocidentais, a classe média está sendo extinta – lenta, inexorável e catastroficamente. Se você deseja continuar a pertencer à classe média, talvez deva pensar em morar na China ou na Índia. Em vez de achatarem a classe média, a China e a Índia estão fazendo com que essa classe se expanda. Na América e em outros países ocidentais, contudo, as opções estão se limitando a... ser rico ou ser pobre. A classe média está desaparecendo, da mesma forma que as calotas polares – lenta, inexorável e catastroficamente. Entretanto, na China e na Índia a classe média não tem um padrão de vida melhor que muitos norte-americanos pertencentes à classe pobre. Sendo assim, você também poderia decidir enriquecer nos Estados Unidos.

 

A visão de Donald

O encolhimento da classe média

Certa vez, quando Robert e eu conversávamos sobre o encolhimento da classe média, dei-me conta de que algumas coisas podem ser explicadas. É como uma ampulheta, na qual a classe média representa a parte apertada, ou como alguém com uma cintura muito fina.

AMANHÃ

RICOS

CLASSE

MÉDIA

POBRES

O que acontece quando você vira a ampulheta? Independentemente do movimento que você faça, terá apenas duas opções: os pobres alimentando os ricos ou os ricos alimentando os pobres. Não existe outra escolha. Não gosto dessa visão porque me lembra o Velho Mundo e seus costumes aristocráticos contra os quais a América se revoltou. Estaremos retrocedendo a esse ponto? Para começar, os colonizadores eram idealistas equivocados?

Tenho lido alguns jornais durante minhas viagens, e algumas histórias publicadas no The Wall Street Journal me fizeram pensar sobre riscos. Ontem ouvimos a história de três alpinistas que morreram durante a descida do Monte Everest, obviamente vitimados pela exaustão, após terem atingido o objetivo. Hoje temos um artigo sobre o grande cavalo Barbaro e seu grave acidente; temos também a tragédia da Volvo Ocean Race, na qual um jovem holandês foi varrido do iate por uma grande onda. A seguir, a tripulação de outro iate precisou abandonar a embarcação durante uma violenta tempestade, e foi resgatada pela embarcação que havia perdido um de seus tripulantes. Todos eram exímios navegadores, e suas habilidades náuticas eram incontestáveis.

 

Não existem garantias, mas estar preparado com certeza é

melhor do que ser pego

de surpresa.

– Donald J. Trump

 

Às vezes as expectativas levam a resultados surpreendentes. Frequentemente existe uma tênue linha entre a vitória e a derrota, e eu me sinto um pouco filosófico ao refletir sobre isso. Às vezes os planos mais bem elaborados malogram devido a eventos incontroláveis, como condições climáticas, incidentes inesperados ou talvez excesso de confiança (se é que isso existe). A filosofia é uma forma de tentar entender coisas e eventos inexplicáveis com os quais nos deparamos no decorrer da vida.

Como disse antes, é importante que permaneçamos ilesos; do contrário, nos tornaremos um alvo. Um pequeno vazamento pode provocar o naufrágio de uma embarcação, ou uma grande onda pode destruí-la, conforme comprovado pelos velejadores da Volvo Race. De uma forma ou de outra, a instabilidade pode criar situações que nos fazem balançar e colocam nosso equilíbrio fora de controle.

Se analisarmos a história do mundo, não faz muito tempo os Estados Unidos conquistaram a posição de superpotência. O maior risco que o país corre agora é não estar preparado para o futuro. Conforme constatamos, não existem garantias, mas, com certeza, estar preparado é melhor do que ser pego de surpresa. Na batalha de Gallipoli, na Primeira Guerra Mundial, ninguém esperava que 250 mil soldados fossem mortos, ou que as forças aliadas da Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e França fossem rechaçadas e derrotadas pelos turcos. Elas foram pegas de surpresa, pois não sabiam no que estavam se metendo.

A China hoje

A globalização é um fato real hoje. Quando Robert descreveu a China ea Índia como economias em desenvolvimento às quais precisamos prestar atenção, eu simplesmente sorri — uma vez mais nosso modo de pensar coincidia. Muitos acham que serão necessários anos para que a China

e/ou a Índia cheguem perto da posição da América como a maior economia mundial. Mas isso pode ser outro exemplo do pensamento grupal que hoje reina. Tanto Robert como eu já presenciamos o impacto global.

Pouco tempo atrás, eu conversava com um amigo que mora na Europa e ele mencionou a grande cobertura da imprensa à China naquele continente, comparada à vigente nos Estados Unidos. É um tópico muito discutido na Europa. Existem dois fatos isolados sobre a China que indicam como esse país está agindo e em que direção está caminhando:

 

1. A primeira filial da Starbucks foi inaugurada na China dois anos atrás.

Hoje existe um número maior de Starbucks na China do que nos Estados

Unidos.

2. Na década de 1970, Xangai tinha apenas um arranha-céu. Hoje tem

cerca de 800.

Como construtor de arranha-céus e sabendo que existe uma filial da Starbucks no Trump Tower, fico pasmo com essas duas constatações. Esses dois exemplos mostram claramente que a China representa uma grande força. Sua população é tão grande que um em cada cinco habitantes de nosso planeta é chinês. O país tem uma economia e uma força de trabalho vibrantes, e já se adaptou muito bem às novas tecnologias. Os chineses são trabalhadores e disciplinados. O que isso quer dizer? Podemos fechar os olhos e ser definitivamente derrotados ou podemos analisar a China e tomar um posicionamento para que possamos nos beneficiar das mudanças.

A Índia hoje

Já que meus dois filhos mais velhos, Don Jr. e Ivanka, que trabalham na Trump Organization, recentemente visitaram a Índia, decidi fazer algumas pesquisas por conta própria. Mas primeiro quero contar uma história recente que ocorreu no Trump Tower.

No ano passado, um de meus funcionários estava indo para o aeroporto e pegou um táxi perto do Trump Tower. O motorista era um jovem indiano, e aquela era sua primeira viagem para o aeroporto, mas ele estava mais interessado em saber se seu passageiro já vira o Sr. Donald Trump. Meu funcionário respondeu: “Sim, há cinco minutos.”

O motorista ficou muito impressionadoe perguntou: “O senhor viu Donald Trump há cinco minutos? No Trump Tower?”

“Sim, seu escritório fica no prédio e eu trabalho lá.”

O jovem ficou ainda mais impressionado, e perguntou: “O senhor quer dizer que Donald Trump trabalha?!” Ele não podia acreditar no que acabara de ouvir. E meu funcionário continuou a explicar a realidade de minha vida, o que significa passar longas horas no escritório, e que usamos post-its, lápis, copiadoras e tudo mais que você encontra em um local de trabalho.

O motorista continuava impressionado, e decidiu contar certos fatos sobre seu país durante o trajeto para o aeroporto. Ele resumiu a história da Índia em alguns minutos. Explicou também que em seu país eram falados centenas de idiomas e dialetos, e que o sotaque se modificava a cada 70km, mas, independentemente de você estar em alguma província ou em Punjab, havia três palavras que todos conheciam.

Foi a vez de meu funcionário ficar curioso e perguntar: “Quais?”

O motorista tirou as mãos do volante para ilustraro que ia dizer e, com grande exultação, disse: “Você está demitido!”

Meu funcionário deu uma boa risada e a seguir perguntou gentilmente se ele sabia o caminho para o aeroporto; o motorista respondeu que ele não devia se preocupar, que ele tentaria descobrir. E descobriu, sem nenhum problema. Sem dúvida, ele tinha um ótimo senso de direção, e também uma grande vontade de falar sobre seu país.

Temos alguma ideia sobre a direção em que a Índia está caminhando? Sabemos alguma coisa sobre a Índia?

Para começar, eis alguns fatos:

 

A Índia é a maior e mais antiga civilização existente no mundo.

Nos últimos 10 mil anos, a Índia nunca invadiu outro país.

A Índia é a maior democracia do mundo.

A Índia é um dos poucos países do mundo que conquistoua

independência sem violência.

A arte da navegação nasceu no rio Sindh, há6 mil anos. (Talvez essa

fosse a terra natal daquele jovem motorista.)

Todas as línguas europeias derivam do sânscrito.

A Índia erao país mais rico do mundo até o século XVII, quando foi

invadida pelos britânicos.

O xadrez foi inventado na Índia.

A Índia inventou o sistema numérico. Albert Einstein declarou:

“Devemos muito aos indianos, que nos ensinaram a contar; sem isso,

nenhuma descoberta científica teria sido feita.”

A álgebra, a trigonometriae o sistema de cálculos originaram-se na

Índia.

O valor de “pi” foi calculado pela primeira vez pelo matemático

Budhayana. Foi ele também quem explicou o conceito do que hoje é

conhecido como Teorema de Pitágoras. Budhayana o descobriu no

século VI, muito antes dos matemáticos europeus.

A Índia é a maior nação de língua inglesa do mundo.

Quero mostrar que vale a pena prestar atenção na Índia e aprender alguma coisa sobre esse país. Além do mais, 38% dos médicos nos Estados Unidos são de ascendência indiana, e 12% dos cientistas também. Os indianos representam o mais rico de todos os grupos étnicos dos Estados Unidos e do mundo. Os indianos dão muito valor à educação, e muitos dirigem grandes corporações norte-americanas e mundiais.

A Índia tornou-se uma grande potência econômica por conta própria e, mais uma vez repito que merece nossa atenção, não apenas como alvo turístico ou como parte da história. A Índia é importante para nosso futuro e, como cidadãos cônscios do mundo como um todo, precisamos despender um pouco de tempo aprendendo sobre esse fascinante e dinâmico país.

Definitivamente, o mundo enfrenta uma concorrência bastante viável, em particular por parte da China e da Índia. E isso é bom. Sempre acreditei que a concorrência pode se livrar da fatuidade, e muito rapidamente. Mark Twain disse: “Não fique repetindo que o mundo lhe deve uma vida decente. O mundo não lhe deve nada. Ele chegou primeiro.” Isso se aplica a uma série de coisas. Façamos uma análise. Como você pode tirar vantagem dessas informações? Os ricos identificam as oportunidades, enquanto os pobres não querem vê-las e fingem que nada está acontecendo.

Você consegue identificar as oportunidades que poderão surgir dessas mudanças econômicas?

CAPÍTULO QUATRO