Nós Queremos Que Você Fique Rico
Capítulo 19: O que você aprendeu nos negócios?
O QUE VOCÊ APRENDEU NOS NEGÓCIOS?
A resposta de Robert
Não se aprende a andar de bicicleta lendo um livro. O mesmo se aplica aos negócios. Livros e aulas são bons como fontes de novas ideias, mas, como andar de bicicleta, aprender sobre o mundo dos negócios é um processo prático.
Você já deve ter ouvido o ditado que diz: “Quanto maior a altura, maior a queda.” Donald e eu já caímos. Sua queda foi bem maior e notória. A minha foi grande, não tão grande nem tão pública quanto a de Donald, mas machucou mesmo assim.
Depois que recebi meu treinamento da Xerox em vendas, uni-me a dois amigos e abrimos a empresa de carteiras de velcro para surfistas. Infelizmente, o negócio foi um estrondoso sucesso. Digo infelizmente porque o sucesso subiu-nos à cabeça. Lá estávamos nós, três rapazes solteiros de vinte e poucos anos com um grande sucesso nas mãos. Nossos produtos tiveram destaque em revistas como a Runners World, a GQ e mesmo a Playboy.
Certo dia, um de meus parceiros comprou uma Mercedes 450 SL nova. Perguntamos por que ele comprou o carro e sua resposta foi “porque somos ricos. Por que vocês não compram os carros de seus sonhos?”. E assim o fizemos. Larry também comprou uma 450 SL e eu comprei um Porsche Targa prateado com frisos pretos.
Você provavelmente conhece o resto da história. Guiávamos carros velozes, saíamos com mulheres mais velozes ainda. A empresa cresceu rápido e caiu mais rápido ainda. Em menos de três anos, passamos de pobresa ricos, e a mais pobres do que antes. Fomos bem-sucedidos, mas contraímos inúmeras dívidas por causa dos prejuízos. (Se quiser saber mais sobre minhas diversas lições sobre empreen dedorismo, leia o livro Empreendedor Rico. Há uma enormidade de informações para empreendedores nesse livro, que, além de instrutivo, é divertido.) Como digo, pensamos que nosso quociente financeiro aumentou na mesma medida de nossa renda. O problema foi que a única coisa que aumentou além de nosso dinheiro foi nossa estupidez.
Depois de um fracasso aos trinta e poucos anos, descobri que
estava atrasado na curva de aprendizagem. Vi pessoas de
minha idade muito mais adiantadas na vida, simplesmente
porque levaram os estudos e a vida profissional a sério. Esse fracasso fez com que eu percebesse que precisava me tornar
um estudante e estudar como jamais havia feito antes.
– Robert T. Kiyosaki
Esse fracasso comercial foi um dos vários momentos decisivos que tive nos negócios. O fracasso e o prejuízo de quase US$1 milhão foram um verdadeiro alerta.
Na época, eu não era ferrenho defensor da educação como sou hoje. Não pensava que a educação era importante. Na escola, fazia apenas o necessário para ser aprovado. Ficava feliz em ser um aluno com notas C. Como meu pai pobre costumava dizer: “Você leva os estudos aos trancos e barrancos.”
Depois de um fracasso aos trinta e poucos anos, descobri que estava atrasado na curva de aprendizagem. Vi pessoas de minha idade muito mais adiantadas na vida, simplesmente porque levaram os estudos e a vida profissional a sério. Esse fracasso fez com que eu percebesse que precisava me tornar um estudante e estudar como jamais havia feito antes.
Durante anos, em vez de fugir do meu fracasso, trabalhei para reconstruir a empresa. Queria fazer isso para descobrir o que não sabia: o que eu havia negligenciado? O que não havia visto? Dizem que a percepção tardia é 20/20. Para mim, muito além disso, foi uma experiência dolorosa. Tive de enfrentar todas as mentiras que contei a mim mesmo e aos outros. Depois de alguns anos de humilhação, a empresa de carteiras de náilon se reergueu e voltou a ser bem-sucedida e lucrativa. Foia melhor lição nos negóciosea maior dose de humildade que jamais tive.
Em 1980, durante o processo, participei de um seminário com o dr. Buckminster Fuller. Minha vida mudou novamente. Em 1984, embora minha empresa fosse bem-sucedida e rentável, abri mão dela e voltei para o Havaí com Kim. Tornei-me professor, profissão que não respeitava e que jurei jamais exercer. De 1984 a 1994, Kim e eu viajamos pelo mundo ensinando empreendedorismo e investimentos. Em 1994, aposentamo-nos com independência financeira, colocando em prática tudo o que havíamos ensinado. Kim tinha 37, e eu, 47.
Durante dois anos, fiquei isolado nas montanhas do sul do Arizona, perto de uma cidadezinha chamada Bisbee, onde desenvolvi o jogo de tabuleiro CASHFLOW e escrevi o livro Pai Rico, Pai Pobre. Em 1996, foio lançamento comercial do CASHFLOW e, no dia 8 de abril de 1997, no meu 50o aniversário, o Pai Rico, Pai Pobre foi lançado em uma festinha na casa de Sharon e Michael Lechter. Em meados do ano 2000, recebi um telefonema de um produtor do programa de Oprah Winfrey. Subi no palco para cumprimentar Oprah e o resto você já sabe.
Então, perder a empresa de carteiras de velcro para surfistas foi um momento decisivo em minha vida. Se não fosse essa perda, talvez eu nunca tivesse me tornado aluno ou professor.
A resposta de Donald
Ser visionário
Gostaria de contar um de meus sucessos empresariais que demorou trinta anos para vingar.
Do mesmo modo como analisamos o futuro do ponto de vista financeiro, tentando cobrir as bases, a edição de junho de 2006 da revista New York trouxe na capa a manchete “2016 Tomorrowland”, com a projeção de como será Nova York daqui a dez anos. Lembro-me do tumulto que causei por querer construir o Trump Place em Upper West Side de Manhattan, ao longo do Rio Hudson, poucos anos atrás. Trata-se de um lindo complexo de 16 edifícios residenciais com um parque, que deverá ficar pronto em breve. Bem, hoje, projetamos que West Side abaixo do Javits Center será um bairro maior do que a cidade de Minneapolis em 2016, então acho que eu não estava errado em oferecer opções de moradia àquela região da cidade. Ser um visionário pode valer a pena de vez em quando, em especial depois de encontrar oposição, e foi isso o que aconteceu nesse episódio.
A visão não passa de visão até você se concentrar, colocar a
mão na massa e trazê-la à realidade onde ela será útil.
– Donald J. Trump
Robert e eu ressaltamos determinadas coisas porque as vemos no horizonte. Como disse antes, não queremos fazer terrorismo financeiro. Queremos apenas conduzir as pessoas na direção correta — antes que seja tarde demais e você diga: “Por que não vimos isso antes?!” Felizmente, estamos em uma posição, por causa de nosso histórico de sucesso individual, em que podemos dar algumas indicações do que poderá acontecer no futuro. Tive de ser muito teimoso no episódio do desenvolvimento de West Side que acabei de mencionar. Na verdade, esperei trinta anos para ver isso acontecer. Mas, desde aquela época, eu sabia que seria um empreendimento importante para o futuro da cidade de Nova York. Conheço a cidade e eu estava certo.
Às vezes, é difícil definir o que é visão. Geralmente, ela se baseia em estudar a história de algo e prever como serão as coisas daqui a dez, vinte anos ou mais. Sim, há riscos envolvidos, mas pessoas que pensam no futuro costumam estar certas. Outro excelente exemplo é Leonardo da Vinci. Ele estava séculos à frente de seu tempo em suas invenções e ideias. Foram necessários séculos para o esclarecimento e a confirmação de seus dons visionários. Thoreau disse: “Se você construiu castelos no ar, não pense que desperdiçou seu trabalho; eles estão onde deveriam estar. Agora construa os alicerces.” A visão não passa de visão até você se concentrar, colocar a mão na massa e trazê-la à realidade onde ela será útil.
Lembro-me da frustração de Robert ao ver tantas coisas que eram claras para ele, mas que os outros não conseguiam enxergar. Ele disse que a pior parte era perceber que as pessoas pareciam não querer ouvir a respeito! Preferiam continuar ignorantes— ou pelo menos desavisadas — a se tornarem pessoas informadas. Ficamos pensando: Será que as pessoas não conseguem lidar com isso?
Não perderíamos nosso tempo escrevendo sobre isso se pensássemos desse modo. Temos razões para o que fazemos. Você já pensou em como serão as coisas em 2016? Nós já pensamos. Fique ligado. Como Henry Kissinger disse: “A história não conhece lugares tranquilos nem platôs.”
Sua resposta
O que você aprendeu com os seus erros ou com os de
outras pessoas nos negócios?
O que você aprendeu com os seus sucessos ou com os de outras pessoas nos negócios?
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Você é dono de seu próprio negócio? Se não for, gostaria de ser? Quais são os ingredientes que você acha mais importantes para o sucesso de um negócio?
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O que você admira nos donos de empresas de sucesso que você conhece?
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CAPÍTULO VINTE