O Morgado de Fafe Amoroso
Heitor
Não digo você, é ele.
PÔNCIA
Ah! O namorado da senhora sua filha? É o meu amo.
HEITOR, erguendo-se
Quem? O João Alvares de Freixedo?! Acho que bebeu de mais ao almoço, ó mulher!
PÔNCIA
Não bebi; estou muito no meu juízo.
HEITOR
Pois o seu amo, que não tem coisa que valha duas juntas de bois, e que é um troca-tintas, atreveu-se a olhar para a minha filha?
PÔNCIA
Sr. Heitor, o meu amo não é troca-tintas, e tem uma casa que lhe dá para comer e beber à farta. O fidalgo está enganado com ele. Em quanto a sangue olhe que é do melhor de Cabeceiras de Basto, e, se não é rico, também não pede nada a ninguém.
HEITOR
Não me conte lérias. Não quero, não quero, não quero semelhante genro!
PÔNCIA
Pois não queira, Sr. Heitor; mas olhe bem o que eu lhe digo... A sua filha está ali está acolá nas ondas do mar.