O Morgado de Fafe Amoroso

Camilo Castelo Branco · Capítulo 70 de 75

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O Morgado de Fafe Amoroso

Heitor

Não digo você, é ele.

 

PÔNCIA

Ah! O namorado da senhora sua filha? É o meu amo.

 

HEITOR, erguendo-se

Quem? O João Alvares de Freixedo?! Acho que bebeu de mais ao almoço, ó mulher!

 

PÔNCIA

Não bebi; estou muito no meu juízo.

 

HEITOR

Pois o seu amo, que não tem coisa que valha duas juntas de bois, e que é um troca-tintas, atreveu-se a olhar para a minha filha?

 

PÔNCIA

Sr. Heitor, o meu amo não é troca-tintas, e tem uma casa que lhe dá para comer e beber à farta. O fidalgo está enganado com ele. Em quanto a sangue olhe que é do melhor de Cabeceiras de Basto, e, se não é rico, também não pede nada a ninguém.

 

HEITOR

Não me conte lérias. Não quero, não quero, não quero semelhante genro!

 

PÔNCIA

Pois não queira, Sr. Heitor; mas olhe bem o que eu lhe digo... A sua filha está ali está acolá nas ondas do mar.