O Morgado de Fafe Amoroso
Cena V
OS MESMOS, PÔNCIA
PÔNCIA
Deus lhe dê bons dias.
MORGADO, alegre
Olha a Pôncia! Já sabia que está cá o teu amo. Como vai ele?
PÔNCIA
Anda encatarrado; mas, se Deus quiser, não há de ser nada; e v. S.A. como lhe vai?
MORGADO
Rijo como aço. Esta boa velha é a governanta do meu amigo João Alvares de Freixedo, do concelho vizinho lá do meu. Aquilo é que é um romântico, como lá dizem em Lisboa! Ele agora tem mais juízo, Pôncia?
PÔNCIA
Deus louvado tem que farte para se governar.
MORGADO
Aquilo com senhoras é um doido da primeira ordem. Se ele visse uma senhora que eu cá sei... (Relanceai os olhos a D. Vicência). Ficava logo sem saber de que freguesia era. Onde está ele?
PÔNCIA
Está lá no seu quarto.
MORGADO
Deixa-me ir vê-lo.
HEITOR
Nós vamos almoçar também. Anda daí, Hermenegilda.