O Morgado de Fafe Amoroso

Camilo Castelo Branco · Capítulo 7 de 75

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O Morgado de Fafe Amoroso

Cena V

OS MESMOS, PÔNCIA

 

PÔNCIA

Deus lhe dê bons dias.

 

MORGADO, alegre

Olha a Pôncia! Já sabia que está cá o teu amo. Como vai ele?

 

PÔNCIA

Anda encatarrado; mas, se Deus quiser, não há de ser nada; e v. S.A. como lhe vai?

 

MORGADO

Rijo como aço. Esta boa velha é a governanta do meu amigo João Alvares de Freixedo, do concelho vizinho lá do meu. Aquilo é que é um romântico, como lá dizem em Lisboa! Ele agora tem mais juízo, Pôncia?

 

PÔNCIA

Deus louvado tem que farte para se governar.

 

MORGADO

Aquilo com senhoras é um doido da primeira ordem. Se ele visse uma senhora que eu cá sei... (Relanceai os olhos a D. Vicência). Ficava logo sem saber de que freguesia era. Onde está ele?

 

PÔNCIA

Está lá no seu quarto.

 

MORGADO

Deixa-me ir vê-lo.

 

HEITOR

Nós vamos almoçar também. Anda daí, Hermenegilda.