O Primeiro de Maio

S. de Magalhães Lima · Capítulo 32 de 49

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O Primeiro de Maio

V a Mulher

Os individuos que escolhem esta profissão, fazem-n'o levados pelo seu interesse pessoal. Taes individuos sentem-se predispostos para a violencia pela sua organisação psychica, resultante do seu organismo physiologico, pelo meio em que vivem e pela sua educação profissional.

O livro de A. Hamon é a justificação da Delenda Caserna do capitão Siccardi. Estabelece a superioridade moral dos exercitos nacionaes sobre os exercitos profissionaes. Nos primeiros encontra-se maior respeito pela dignidade humana, e isto basta para que se não registem os actos de grosseria, de brutalidade e de violencia, que se registam ordinariamente nos segundos.

«O militarismo é a escola do crime!»—tal é a conclusão a que chega Hamon no seu bello estudo de psychologia social.

Quando é, porém, que os povos poderão celebrar, no mundo, o supremo beneficio da paz, do amor e da concordia?!{136}

Quando é que o homem se libertará, por completo, dos velhos prejuizos selvagens e das antigas e barbaras tradições?

Quando soará a hora da completa maioridade e da completa emancipação?

A humanidade caminha,—lentamente, é certo!—mas caminha...

Confiemos no futuro!{137}

 

V

 

A MULHER