Os Vivos e os Mortos na Sociedade Medieval

Jean-Claude Schmitt · Apêndice

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Os Vivos e os Mortos na Sociedade Medieval

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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá

enfim evoluir a um novo nível."

Jean-Claude Schmitt

 

OS VIVOS E OS MORTOS

 

na sociedade medieval

 

Tradução:

MARIA LUCIA MACHADO

Copyright © 1994 by Editions Gallimard

Título original:

Les revenants

Les vivants et les morts

dans la société médiévale

Índice remissivo:

Maria Claudia Carvalho Mattos

Preparação:

Helio Ponciano da Silva

Revisão:

Isabel Jorge Curv

Beatriz de Freitas Moreira

1999

Todos os direitos desta edição reservados à

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Para Jacques Le Goff

Durante a vida, quantas pessoas conhecemos! Falamos com elas, rimos um pouco, com elas

esvaziamos uma caneca de cerveja, cantamos. Mas, uma vez deitado sob uma cruz, acabado, o homem

não existe mais. Está deitado e cala. Cala. E se ouvimos alguém responder, isso não vem do fundo da

sepultura, é apenas um sonho. Alguém por vezes vem conversar conosco. Ou passear aqui ou ali. Ou

então fica sentado. Como se não estivesse morto. Ou pega a carroça, começa mesmo um trabalho ou

outro. Inteiramente como um vivo. Como um verdadeiro vivo, não como um defunto. Porquê, não se sabe,

mas um morto, num sonho, nunca é visto em sua sepultura, nem mesmo no caixão onde se deitou durante o

ofício dos mortos. Nos sonhos, os mortos caminham, estão sentados na parte da frente de uma carroça,

fazem-nos sinais com a mão. Inteiramente como verdadeiros vivos. Talvez tenha sido por isso que o

Senhor deu o sonho ao homem, para que ele veja, como se estivessem realmente vivos, os que não mais

estão mas que ele tem tanta vontade de rever um pouco.

 

Youozas Baltouchis,

A saga de Youza (Vilnius, 1979),

traduzido do lituano para o francês

por D. Yoccoz-Neugnot

(Paris, Alinéa, 1990), pp. 303-4

AGRADECIMENTOS

 

Ao longo dos anos, este livro foi pouco a pouco enriquecido pelas sugestões de incontáveis

colegas, estudantes e amigos, na França e fora da França. Saibam todos eles que é grande a minha

gratidão. Meus pensamentos se dirigem muito particularmente a Pauline Schmitt-Pantel e Jérôme Baschet,

por sua leitura sem complacência; a Jean-Claude Bonne e Michel Pastoureau, pelo que me ensinaram das

imagens medievais; a Danièle Alexandre-Bidon, pelos documentos ilustrados que me ajudou a encontrar;

a Daniel Fabre e aos etnólogos de Toulouse, por sua escuta generosa e por nossa velha amizade na frente

de batalha da antropologia histórica. Enfim, gostaria de agradecer a Pierre Nora, mais uma vez, por sua

confiança.

Sumário

INTRODUÇÃO

1

2

3

4

5

6

7

8

9

CONCLUSÃO