Product Backlog Building: Um guia prático para criação e refinamento de backlog para produtos de sucesso

História de usuário

As histórias de usuário nasceram com o propósito de que a própria pessoa afetada escrevesse. Porém, com o decorrer dos anos, a Product Owner virou a principal responsável por escrever histórias de usuário e organizá-las em um backlog de produto. Em outros contextos, qualquer um pode escrever uma história de usuário. Geralmente, uma funcionalidade com granularidade maior é desmembrada em algumas histórias.

 

História de usuário é um formato textual para a descrição concisa de um requisito que busca responder às três indagações básicas do acrônimo que representa os 3Ws: Who – quem? What – o quê? E why – por quê?

William C. Wake, em seu livro Extreme Programming Explored,16 criou o acrônimo INVEST, que define um conjunto simples de regras usadas na criação adequada de histórias de usuário. Cada letra do acrônimo representa uma das seis características importantes de uma história de usuário: independente, negociável, valiosa, estimável, small (pequena) e testável.

Alguns anos após a criação do acrônimo, Mike Cohn,17 um dos grandes autores sobre histórias de usuário, renomeou a letra S, de small, para sized appropriately (sob medida), refletindo que algumas pessoas criavam histórias um pouco maiores, mas adequadas ao seu contexto.

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• INDEPENDENTE: Uma história não depende de outra.

• NEGOCIÁVEL: Uma história captura a essência do que é desejado.

Não é um contrato fechado, conversas e negociação são bem-vindas.

• VALIOSA: Uma história descreve, claramente, o valor para o cliente.

• ESTIMÁVEL: Uma história fornece informações suficientes para o

time elaborar uma estimativa de alto nível.

• SOB MEDIDA: Uma boa história deve ser relativamente pequena

em tamanho para ser concluída no menor tempo possível e caber em uma iteração, considerando o contexto do time.

• TESTÁVEL: Uma história deve estar clara o suficiente para que

testes possam ser definidos para ela.

O acrônimo INVEST ajuda a escrever boas histórias: ela é independente? Negociável? Valiosa para o negócio? Estimável? Sob medida? Testável?

Além do INVEST, uma boa história de usuário consiste em três elementos, comumente chamados de 3Cs:

CARTÃO: A descrição da história de usuário deve caber em um cartão

índice, contendo o suficiente para identificá-la. O formato mais comum é:

CONVERSA: A principal intenção de colocar as histórias de usuário em

um formato de cartão de índice é que não há espaço para escrever muito. Logo, muita conversa é necessária para esclarecer as dúvidas e detalhar o trabalho necessário para implementar a mesma. Trabalhar com histórias de usuário significa aceitar que as conversas sobre o trabalho serão contínuas, não somente no início quando o requisito é inicialmente definido. Os melhores documentos nos ajudam a recordar nossas conversas, não as substituem.

CONFIRMAÇÃO: É nessa etapa que determinamos se o objetivo da

história de usuário é alcançado. Para tanto, os critérios de aceitação confirmam que a história de usuário foi implementada corretamente e entregue com êxito. Os critérios de aceitação devem ser definidos para cada história antes que o time comece a implementá-la. Dessa forma, não há surpresas no momento de verificar a entrega da mesma.

Esses são os três aspectos críticos que as histórias de usuário devem ter. A partir disso, teremos conversas colaborativas para melhor entender e detalhar a história até que, quando pronta, receberemos a confirmação, geralmente pela PO.

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