Um Quarto com Vista

E. M. Forster · Capítulo 14 de 24

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Um Quarto com Vista

Capítulo 10

 

Cecil como humorista

 

A sociedade da qual Cecil pretendia resgatar Lucy não era quiçá algo esplêndido, mas era mais esplêndida àquela que os antecedentes da moça lhe arrogavam o direito de exigir. Seu pai, um próspero advogado local, construíra Windy Corner para especulação numa época em que o distrito estava sendo formado e, apaixonando-se pela própria criação, acabou ele mesmo morando ali. Logo após seu casamento, a atmosfera local começou a alterar-se. Outras casas foram construídas no alto daquela encosta íngreme do sul, e outras, de novo, em meio ao pinheiral atrás, e, mais ao norte, sobre o depósito de greda dos terrenos ondulados e cobertos de pastagens. A maioria dessas casas era maior do que Windy Corner, e foram ocupadas por habitantes que não vieram do próprio distrito, mas de Londres. Eles tomaram os Honeychurches por remanescentes de uma aristocracia nativa. O senhor Honeychurch tendia a ficar ressabiado, mas a mulher aceitou a situação sem orgulho, mas também sem humildade. “Não tenho idéia do que estão fazendo”, ela dizia, “mas é muito bom para as crianças.” Ela visitava a todos; suas visitas eram retribuídas com entusiasmo e, quando descobriam que ela não fazia exatamente parte de seu milieu, já gostavam dela, e não parecia mais ter importância. Quando o senhor Honeychurch morreu, ele teve a satisfação — que poucos advogados honestos desprezam — de deixar a família estabelecida na melhor sociedade disponível.

A melhor disponível. Decerto muitos dos imigrantes eram bastante aborrecidos, e Lucy tomou ciência disso, de modo mais vívido, após seu retorno da Itália. Até então havia aceitado seus ideais sem questioná-los — sua riqueza benigna, sua religião sem arroubos, sua desaprovação de sacolas de papel, cascas de laranjas e garrafas quebradas. Radical autêntica, havia aprendido a discorrer com horror sobre a vida suburbana. A vida, quando ela se dava ao trabalho de concebê-la, não passava de um círculo de pessoas ricas e agradáveis, com interesses idênticos e inimigos idênticos. Dentro desse círculo pensava-se, casava-se e morria-se. Do lado de fora havia pobreza e vulgaridade, sempre tentando entrar, assim como o fog londrino procurava penetrar pelo pinheiral, de permeio às aberturas das colinas ao norte. Mas na Itália, onde qualquer um, se assim o desejasse, podia aquecer-se sob a eqüidade, como que sob o sol, tal conceito de vida esmorecia. Seus sentidos se expandiram; ela sentia como que não houvesse ninguém de quem não fosse capaz de gostar, que as barreiras sociais eram sem dúvida irremovíveis, mas não particularmente altas. Podia-se saltar sobre elas da mesma forma como que se saltava o jardim de oliveiras de um camponês dos Apeninos, para ser recebido com cordialidade por ele. Ela regressou com novos pontos de vista.

Assim foi com Cecil, embora a Itália não houvesse promovido a tolerância no rapaz e sim a irritação. Ele compreendeu que a sociedade local era tacanha, mas, em vez de dizer “Será que isso importa tanto assim?”, revoltou-se e procurou substituí-la pela sociedade que cria ser mais ampla. Não percebia que Lucy havia consagrado seu ambiente com milhares de pequenos toques de urbanidade, os quais, com o tempo, promovem um abrandamento, e que, embora seus olhos enxergassem os defeitos, o coração se recusava a desprezá-los por completo. Ele outrossim deixou de perceber um ponto mais importante — o de que, se ela era grande demais para aquela sociedade, também era grande demais para qualquer sociedade, e que havia alcançado o estádio no qual apenas o intercurso pessoal podia satisfazê-la. Tratava-se decerto de uma rebelde, mas não do tipo que ele podia entender — uma rebelde que ansiava, não por um domicílio maior, mas por igualdade ao lado do homem a quem amava. Pois a Itália lhe oferecera o mais impagável de todos os bens — sua própria alma.

Jogar bumble-puppy, ou “bola louca”, com Minnie Beebe, sobrinha de treze anos do pároco — um jogo antigo e muito respeitável, que consistia em sacar bolas de tênis bem alto no ar, de forma que elas caíssem do outro lado da rede e quicassem muitas vezes; algumas atingindo a senhora Honeychurch; outras indo para fora. Embora confusa, a sentença é a que melhor explica o estado mental de Lucy, pois ela estava tentando jogar e conversar com o senhor Beebe ao mesmo tempo.

“Ah, foi uma tremenda chateação; primeiro ele, depois elas... Ninguém sabia o que queria, e todos se portaram de modo tão cansativo.”

“Mas elas realmente estão vindo agora”, disse o senhor Beebe. “Escrevi à senhorita Teresa uns dias atrás... Ela queria saber com que freqüência recebíamos a visita do açougueiro, e minha resposta de que era uma vez por mês deve tê-la alegrado. Estão vindo. Tive notícias delas esta manhã.”

“Eu hei de odiar essas senhoritas Alans!”, a senhora Honeychurch lamentou-se. “Só porque são velhas e tolas, esperam que digamos ‘Que lindinhas!’. Odeio seus maneirismos. E a pobre Lucy, que aprenda sua lição, está um caco.”

O senhor Beebe observou o caco saltar e pular na quadra de tênis. Cecil estava ausente; não se jogava bumble-puppy quando ele estava por perto.

“Bem, se elas estão vindo... Não, Minnie, não Saturno!” Saturno era uma bola de tênis cujo envoltório havia em parte descosturado. Quando posta em movimento, sua órbita vinha acompanhada de um anel de pano. “Se estão vindo, sir Harry permitirá que se mudem antes do dia 29 e abolirá a cláusula sobre caiar o telhado, pois isso as deixou nervosas, e vai inserir a justa cláusula sobre depreciação pelo uso... Ei, esta não vale. Eu disse: Saturno, não.”

“Saturno é perfeita para bumble-puppy”, gritou Freddy, unindo-se a elas. “Minnie, não dê ouvido a ela.”

“Saturno não quica.”

“Saturno quica o bastante.”

“Não, não quica.”

“Bom, quica mais do que a Bela Diaba Branca.”

“Quieto, querido”, admoestou a senhora Honeychurch.

“Mas veja só Lucy, reclamando de Saturno, enquanto está o tempo todo com a Bela Diaba Branca nas mãos, pronta para lançá-la ao jogo. Está certo, Minnie, tente acertá-la... Mire nas canelas com a raquete... Mire nas canelas.”

Lucy caiu; a Bela Diaba Branca saiu rolando de sua mão.

O senhor Beebe apanhou a bola e disse:

“O nome desta bola é Vittoria Corombona, por favor”, mas sua correção passou despercebida.

Freddy tinha grande talento para enfurecer menininhas e, em meio minuto, convertera Minnie de criança bem-educada em barulhenta selvagem. Da casa, Cecil podia ouvi-los e, embora estivesse cheio de notícias saborosas, não foi até o quintal para anunciá-las, pois não queria se machucar. Não era um covarde, e suportava a dor necessária como qualquer homem. Mas detestava a violência física dos jovens. E como estava certo! De fato, a brincadeira acabou em choro.

“Gostaria que as senhoritas Alans pudessem ver isso”, observou o senhor Beebe, ao mesmo momento em que Lucy, que estivera cuidando do ferimento de Minnie, era, por seu turno, erguida no ar pelo irmão.

“Que são as senhoritas Alans?”, Freddy perguntou, sem fôlego.

“Elas alugaram a villa Cissie.”

“Não era esse o nome...”

Nesse ponto, seu pé escorregou, e todos caíram suavemente sobre o gramado. Um intervalo passou.

“Não era que nome?”, perguntou Lucy com a cabeça do irmão no colo.

“Não era Alan. O nome das pessoas para quem sir Harry alugou a casa.”

“Bobagem, Freddy! Não sabe de nada sobre isso.”

“Bobagem é o que você está dizendo! Topei com ele um minuto atrás. Ele disse: ‘Hã-hã! Honeychurch’.” Freddy era um mímico calejado. “‘Hã-Hã! Ahem! Por fim encontrei os rebeldes per-fei-tos para locatários.’ Eu disse ‘Hurra, velhinho!’, e dei-lhe uns tapinhas nas costas.”

“Exato. As senhoritas Alans?”

“Não é bem isso. O nome soa mais com Anderson.”

“Oh, meu Deus, espero que não haja outra terrível confusão!”, exclamou a senhora Honeychurch. “Você já notou, Lucy, que sempre estou certa? Mandei que não interferisse com a villa Cissie. Eu sempre acerto. É bem desconfortável estar certa com tanta freqüência.”

“É apenas outra confusão de Freddy. Nem sabe o nome das pessoas que, segundo ele, irão alugar a casa, no lugar das duas velhinhas.”

“Sei, sim. Lembrei. Emerson.”

“Quem?”

“Emerson. Posso apostar o que quiser.”

“Que cata-vento é esse sir Harry”, Lucy disse entre os dentes. “Queria não ter perdido tempo com essa história.”

Então ela deitou-se de costas e contemplou o céu sem nuvens. Senhor Beebe, cujo conceito acerca dela subia dia a dia, sussurrou no ouvido da sobrinha que aquele era o modo apropriado de agir quando uma coisinha não dava certo.

Entrementes, o nome dos novos ocupantes distraiu a senhora Honeychurch da contemplação de suas próprias habilidades.

“Emerson, Freddy? Sabe que Emerson são esses?”

“Nem sei se eles são Emersons de fato”, volveu Freddy, que era democrático. Como a irmã, e como a maioria dos jovens, naturalmente atraía-lhe a idéia de igualdade, e o fato inegável de que havia diferentes espécies de Emersons o irritava sobremaneira.

“Tenho certeza de que são o tipo certo de gente. Muito bem, Lucy”, ela mais uma vez voltava a sentar-se. “Vejo que está pensando com seus botões que sua mãe é uma esnobe. Mas há o tipo certo e o tipo errado, e é afetação fingir que não há.”

“Emerson é um nome bastante comum”, Lucy observou.

A moça olhava para o lado. Posicionada ela mesma sobre um promontório, podia ver os promontórios cobertos de pinhais que desciam, um por um, até o Weald. Quanto mais se descia pelo jardim, mais gloriosa se tornava a vista lateral.

“Apenas quis dizer, Freddy, que acredito que não haja nenhuma relação com Emerson, o filósofo, um homem muito exasperador. Por favor, está satisfeito?”

“Oh, sim”, ele resmungou. “E a senhora também ficará satisfeita quando souber que são amigos de Cecil; assim”, com elaborada ironia, “a senhora e as outras famílias do condado poderão fazer-lhes visitas em perfeita segurança.”

“Cecil?”

“Não seja grosseira, querida”, advertiu, placidamente, a mãe. “Lucy, não dê gritinhos. É um novo mau hábito que está pegando.”

“Mas Cecil...”

“Amigos de Cecil”, ele repetiu, “‘e de fato os rebeldes per-fei-tos. Ahem! Honeychurch, acabei de lhes enviar um telegrama.’”

Ela ergueu-se da grama.

Foi duro para Lucy. O senhor Beebe ficou com pena dela. Embora ela desconfiasse que a rejeição das senhoritas Alans tivesse sido obra de sir Harry Otway, podia tolerar a atitude como uma boa moça. Mas tinha todo o direito de dar seus “gritinhos” quando ouviu que, em parte, a decisão deveu-se a seu noivo. O senhor Vyse era um provocador — bem pior que um provocador: obtinha um prazer malicioso em frustrar as pessoas. O clérigo, sabendo disso, observava a senhorita Honeychurch com uma bondade maior do que a habitual.

Quando ela exclamou, “Mas os Emersons de Cecil... Não podem ser os mesmos... é isso...”, não considerou o desabafo estranho, mas viu ali uma oportunidade de desviar a conversa enquanto a jovem recobrava a compostura. Ele a desviou da seguinte forma:

“Os Emersons de Florença, é o que quer dizer? Não, não suponho que sejam os mesmos. Há decerto uma longa distância entre eles e os amigos do senhor Vyse. Ah, senhora Honeychurch, são as pessoas mais estranhas! E como são extravagantes! Mas nós gostamos deles, não gostamos?”, requestava a aprovação de Lucy. “Houve uma grande cena por causa de umas violetas. Eles apanharam violetas e encheram todos os vasos do quarto dessas mesmas senhoritas Alans que não puderam vir à villa Cissie. Pobrezinhas! Tão chocadas e agradecidas. Costumava ser uma das histórias favoritas da senhorita Catharine. ‘Minha irmã adora flores’, começava. Elas se depararam com o quarto inteiro tomado de azul (vasos e jarras) e a história termina com ‘foram tão pouco cavalheiros e, contudo, era tão belo. Isso tudo é muito difícil’. Sim, sempre associei esses Emersons florentinos a violetas.”

“O Preterido enganou-a direitinho desta vez”, espicaçou Freddy, que não viu que o rosto da irmã estava muito vermelho. Ela não conseguia recobrar a razão. O senhor Beebe percebeu e continuou a conduzir a conversa.

“Esses Emersons, em particular, são pai e filho. O filho é bem-apessoado, talvez um bom jovem; não é tolo, creio, mas bastante imaturo... pessimista etc. Nossa alegria especial era o pai, um sujeito sentimental, e havia quem acreditasse que ele matou a esposa.”

Em seu estado normal, o senhor Beebe não teria repetido tal fofoca, mas estava tentando proteger Lucy e seu pequeno embaraço. Repetia qualquer tolice que vinha dar em sua cabeça.

“Assassinou a esposa?”, perguntou a senhora Honeychurch. “Lucy, não vá embora... Vá jogar bumble-puppy. Realmente, a pensão Bertolini deve ter sido um lugar muito peculiar. Esse é o segundo assassinato que ouço falar em referência àquele lugar.

O que Charlotte estava fazendo que não os impediu? Por falar nisso, realmente precisamos convidar Charlotte para passar uns dias conosco.”

O senhor Beebe não se lembrava de um segundo assassinato. Sugeriu que sua anfitriã estava equivocada. Diante da sutil objeção, ela animou-se. Tinha certeza absoluta de que havia um segundo turista sobre quem a mesma história fora contada. O nome lhe escapava. Qual era o nome? Qual era o nome? Apertou os joelhos para forçar a memória. Algo em Thackeray. Ela bateu em sua testa matronal.

Lucy perguntou ao irmão se Cecil estava na casa.

“Ah, não vá lá!”, ele gritou e tentou agarrá-la pelos tornozelos.

“Preciso ir”, ela declarou, séria. “Não seja bobo. Você sempre exagera quando joga.”

Quando saiu, o grito “Harris!” dado por sua mãe ecoou no ar tranqüilo, lembrando-a que contara uma mentira e que nunca se deu ao trabalho de desdizer-se. Uma mentira tola, também, mas dilacerava-lhe os nervos, e fazia-a associar esses Emersons, os amigos de Cecil, a um par de turistas indistintos. Até então a verdade lhe viera de modo natural. Percebeu que, de agora em diante, deveria ficar mais alerta e ser... Absolutamente sincera? Bem, de todo modo, não deveria contar mentiras. Atravessou correndo o jardim, ainda ruborizada pela vergonha. Uma palavra de Cecil a tranqüilizaria, com toda certeza.

“Cecil!”

“Alô!”, ele gritou, e debruçou-se à janela do salão de fumar. Parecia de bom humor. “Esperava que viesse. Ouvi todos vocês ocupados no jardim, mas há uma diversão bem maior por aqui. Eu, até eu, marquei um imenso tento para a musa da Comédia. George Meredith está certo... A causa da Comédia e a causa da Verdade são as mesmas; eu, até eu, encontrei locatários para a desafortunada villa Cissie. Não fique brava. Não fique brava! Vai me perdoar quando ouvir toda a história.”

Ele ficava muito atraente com o rosto animado, o que fez dissipar de uma vez os ridículos presságios de Lucy.

“Eu já ouvi”, ela disse. “Freddy nos contou. Que malvadeza, Cecil! Suponho que devo perdoá-lo. Mas pense em todo o trabalho que tive por nada. Decerto as senhoritas Alans são um pouco enfadonhas, e prefiro a companhia de bons amigos seus. Mas não deveria brincar assim conosco.”

“Amigos meus?”, ele riu. “Mas, Lucy, a piada toda ainda está por vir! Venha aqui”, mas ela continuou parada onde estava. “Sabe onde encontrei esses locatários ideais? Na Galeria Nacional, quando fui visitar minha mãe na semana passada.”

“Que lugar estranho para encontrar alguém!”, ela disse nervosamente. “Não entendo.”

“Na Sala Úmbria. Totalmente desconhecidos. Estavam admirando Luca Signorelli; de modo um tanto estúpido, decerto. Porém, encetamos uma conversa. Eles me interessaram sobremaneira. Estiveram na Itália.”

“Mas Cecil...”

Ele continuou, com hilaridade.

“Durante a conversa disseram que queriam uma casa de campo... O pai moraria ali e o filho o visitaria nos fins de semana. Eu pensei ‘Que oportunidade para dar uma lição em sir Harry!’. Anotei o endereço deles e uma referência e descobri que não eram patifes rematados... Foi muito divertido... Daí escrevi para ele, inventando...”

“Cecil! Não é justo. É provável que eu os conheça...”

“É perfeitamente justo. Tudo vale a pena para punir um esnobe. Aquele velho fará um enorme bem à vizinhança. Harry me dá engulhos com sua conversa sobre ‘damas decadentes’. Faz tempo que estou querendo lhe dar uma lição. Não, Lucy, as classes devem misturar-se, e logo, logo, você vai concordar comigo. Deve haver casamentos mistos... e coisas assim. Creio na democracia...”

“Não, você não crê”, ela retorquiu. “Não sabe o que essa palavra quer dizer.”

Ele fixou-a com os olhos, e mais uma vez sentiu que não havia nada de Leonardo ali.

“Não, não acredita!” Seu rosto era inartístico; o semblante de uma virago mal-humorada.

“Não é justo, Cecil. Eu o censuro. Eu o censuro muito. Não tinha nenhum direito de desfazer meus esforços em relação às senhoritas Alans e de me fazer parecer boba. Disse que era para ganhar um tento contra sir Harry, mas será que percebe que foi à minha custa? Considero sua atitude extremamente desleal.”

Ela saiu.

“Geniosa!”, ele pensou, erguendo as sobrancelhas.

Não, era pior que mau gênio — era esnobismo. Enquanto achou que eram os amigos elegantes de Cecil que substituiriam as senhoritas Alans, Lucy não se abalara. Para ele, esses novos locatários teriam um grande valor educacional. Toleraria o pai e persuadiria o filho, que era quieto, a falar. Pelos interesses das musas da Comédia e da Verdade, ele os traria a Windy Corner.