Visões da Morte

Gary Braver · Capítulo 5 de 10 · parte 2/3

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Visões da Morte

Zack acordou cuspindo areia.

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

retornar. Você vai se lem brar da fam ília, dos am igos, de seu próprio nom e,

seu idiom a. Sua capacidade cognitiva será norm al. Pense nisso com o um a

dose de Novocaína. Um a hora depois, todas as sensações estarão de volta.

– Mas, enquanto isso, eu terei m orte cerebral.

– Não. Enquanto isso, você poderá passar por m orte cerebral. Suas

células cerebrais ainda estarão saudáveis e vivas, apenas em silêncio.

– E depois?

– Então, vam os acordá-lo e perguntar sobre qualquer experiência que

você possa ter tido.

– Quer dizer: cam inhar por um túnel em direção a um a luz, anj os ou

qualquer outra coisa assim .

– Essa é a noção generalizada, m as a experiência pode ser

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

com pletam ente diferente.

– Mas, estando m orto, com o poderei m e lem brar de ter

experim entado algum a coisa?

– Excelente pergunta – disse a doutora Luria. – Se você tem um a

EQM[14], essas áreas do cérebro onde a atividade neuroelétrica ocorre inform arão outras áreas do seu cérebro quando você estiver acordado. Em

outras palavras, sua experiência será um a espécie de m em ória residual,

assim que todo o seu cérebro estiver em sincronia novam ente.

[14]. Experiência de quase m orte. (N. da T.)

Se não fosse o com portam ento deles, tão sóbrio e sério, Zack teria

pensado que estavam brincando.

– Isso nem parece com algo que cientistas investiguem .

– Você está certo – disse Luria. – Apesar de todos os fascinantes

testem unhos em livros e na im prensa popular, ninguém j am ais

dem onstrou que o fenôm eno é real ou fantasia. E um a das razões para isso

é que todos esses testem unhos de EQM não puderam ser testados ou

com provados, são apenas relatos de pessoas que sobreviveram a ataques

cardíacos e acidentes et cetera. Mas aqui realizam os experim entos de

EQM em condições científicas controladas.

– Claro que – Stern interveio – podem os acabar descobrindo que tudo

se passa apenas na cabeça, com o alguns de nós acreditam os.

– Ou que a m orte não existe – disse Luria, com os olhos brilhando. –

É apenas um a m udança no estado, do físico para o espiritual, por falta de

um term o m elhor. Pense em com o isso seria extraordinário.

A m ente de Zack estava girando.

– Ok. Digam os que eu concorde e vá para um túnel ou sej a lá o que

for. Com o vocês saberão que é realm ente vida após a m orte e não um

sonho?

– Porque, quando você estiver anestesiado, as células do seu cérebro

não poderão produzir a atividade elétrica necessária. Em resum o, você não

será capaz de sonhar.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Então, o que vocês vão procurar?

– Atividade neuroelétrica anôm ala – disse Stern. – A principal razão

para isso não ter sido feito antes é que o diagnóstico não existia. O

aparelho de ressonância m agnética que utilizam os em você no outro dia é

o único do gênero. Seu poder de resolução pode distinguir células

cerebrais individuais.

– Tem os tam bém o software para fazer sofisticadas análises

m atem áticas de qualquer atividade elétrica – Cates acrescentou.

– Mas eu ainda não entendo com o pode haver qualquer atividade

elétrica se eu estarei anestesiado.

– O que o anestésico faz é desligar a atividade intercelular, as

conexões longas entre os axônios – disse a doutora Luria. – Entretanto,

ainda pode haver atividade m icroelétrica nos canais entre as células

individuais, a que nos referim os com o com unicação analógica,

im pulsionada pelas propriedades do próprio corpo das células. Isso é o que nós vam os procurar. E se houver, vam os precisar analisar e explicar essa

estim ulação.

– Com o o quê?

– Com o a consciência hum ana separada do cérebro – respondeu

Luria. – A m ente transcendendo o corpo. Para alguns, seria um a evidência

de que a vida após a m orte é real.

Zack ficou quieto por um m om ento enquanto tentava processar o que

eles estavam dizendo.

– E o que seria prova disso?

– Essa é a pergunta de 64 m ilhões de dólares – disse Luria. – Acho

que a prova inquestionável seria alguém voltar de um a EQM com segredos

que só os m ortos possuem .

– No entanto – Stern acrescentou –, as pessoas m ais céticas, grupo no

qual m e incluo, acreditam que o fenôm eno é pura neurobiologia, isto é, o

cérebro criando reações eletroquím icas para im pedir a m orte.

– Religião versus ciência – disse Zack.

– Sim – confirm ou o doutor Stern. – Há evidências de que o cérebro

hum ano é propenso a incentivar crenças religiosas, alguns m ais do que

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

outros. Os céticos afirm am que é só biologia. Outros dizem que Deus nos fez assim , para que o descobríssem os.

– É por isso que o questionário perguntava sobre crenças religiosas ou

ocultism o.

– Sim – disse Luria. – Não querem os indivíduos que sej am suscetíveis

a fenôm enos paranorm ais, porque estão propensos a confabular sobre

EQMs de algo que leram em um livro.

Ou pessoas que pensam que leem m entes ao j ogar Texas Hold’em . E o

que dizer de citar Jesus na própria língua de Jesus, em com a?

– Se eu concordar – disse Zack –, quanto tem po ficarei ‚m orto'?

– Não m ais do que três m inutos.

– E aí vocês m e revivem .

– Sim , desligando a infusão – disse Sarah. – Além dis- so, vam os lhe

dar um a pequena inj eção de norepinefrina, que instantaneam ente

aum enta a frequência cardíaca e a pressão arterial.

– Quais são os riscos de algo dar errado?

– Nenhum . Zero.

– Com quantos vocês j á fizeram isso?

– Com m uitos – Luria disse.

– E todos eles foram revividos – Cates acrescentou.

– E voltaram a ser exatam ente com o eles eram antes de ‚m orrer'?

– Sim , sem problem as ou efeitos colaterais – respondeu Luria.

Zack ficou em silêncio por um m om ento, enquanto processava tudo.

Então, perguntou:

– Por que eu e não o m eu am igo Dam ian?

A m arca de nascença da doutora Luria escureceu.

– Bem , com o Morris disse, algum as pessoas são geneticam ente

predispostas a EQM, e é por isso que fizem os aquele teste do capacete em

você. Seu lobo tem poral é altam ente sensível a experiências dissociativas.

Dam ian não era. Na verdade, a m aioria das pessoas não é.

Experiências dissociativas. Foi isso o que aconteceu naquela m esa de

j ogo?

– Posso perguntar com o vocês estão sendo financiados?

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Pela iniciativa privada.

Mas ela não entrou em detalhes. E aquilo com certeza não era o tipo

de pesquisa patrocinado por universidades ou pelo governo.

– Há a possibilidade de eu checar referências... sabe? Conversar com

outros voluntários que passaram pelo teste?

– Não, por causa dos acordos de confidencialidade – Luria disse. –

Mas, para tranquilizá-lo, tem os alguns vídeos de EQM de outros

indivíduos em suspensão e depois sendo reavivados.

Ela virou o m onitor e clicou em um vídeo, que durou cerca de m eia

hora. Havia três experiências separadas, dois hom ens e um a m ulher. Seus

rostos haviam sido borrados, m as Luria afirm ou que todos estavam na casa dos 20 ou 30 anos e eram saudáveis. Separadam ente, apareciam deitados

em um a m aca e falavam com Luria e os outros, enquanto técnicos

aplicavam o acesso intravenoso e os eletrodos em sua cabeça e no peito.

Quando eles diziam que estavam prontos, um técnico adm inistrava algo

pelo acesso intravenoso e, quase instantaneam ente, eles m ergulhavam em

sono profundo. Dava para ver claram ente um desfibrilador elétrico. O

vídeo correu por alguns m inutos, m ostrando Luria e outros observando os

m onitores. Em seguida, os participantes eram despertados, parecendo

m uito grogues. Um hom em pareceu ter um a recaída e foi-lhe dada um a

segunda inj eção de norepinefrina. Então, após um salto no tem po, a

doutora Luria era m ostrada entrevistando cada um deles, perguntando

com o se sentiam . Todos diziam se sentir norm ais. Em seguida, um a

pequena lista de perguntas para avaliar a m em ória: em que data eles

estavam , qual era o atual presidente, em que estado se encontravam e qual

a sua capital, e assim por diante. Luria desligou o som , enquanto a

entrevista continuava.

– O restante envolve as experiências de cada um , que estam os

m antendo em sigilo. Tam bém não querem os prej udicar suas próprias

respostas, no caso de você concordar. Algum a pergunta?

Ele não acreditava seriam ente naquela história de EQM. Sua

principal preocupação era voltar do coquetel quím ico.

– Qual é a droga, a propósito?

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Ela é cham ada tetrodotoxina.

Zack continuou na m esm a.

– É um ingrediente natural e perfeitam ente seguro – disse Sarah. Ela

lhe deu um tapinha no braço. – Eu prom eto que você vai ficar bem .

– Devo acrescentar que, se você concordar em ser voluntário, será

pago um adicional de 250 dólares pela sessão, perfazendo um total de 500

dólares.

Zack podia sentir linhas de expectativa convergindo para ele. Olhou

para os term os de confidencialidade e consentim ento. Então, seus olhos

voltaram para a im agem do com putador dos voluntários anteriores,

congelados no ponto em que diziam que se sentiam perfeitam ente bem .

– Vocês estão m e pedindo para que eu os autorize a m e enviar às

portas da m orte, então, eu gostaria de pensar m elhor sobre isso, se não se

im portam .

A intensidade no rosto de Luria afrouxou.

– Claro, m as é perfeitam ente seguro.

Ele fez um m ovim ento em direção à porta.

– Tenho certeza que sim , m as não posso sim plesm ente assinar um

docum ento arriscando a m inha vida.

– Mas não estaria arriscando – disse ela, lutando para não ser

insistente dem ais.

– Voltarei a entrar em contato com vocês.

– Ótim o. Esperam os que você nos inform e sua decisão em breve. –

Luria foi até a m esa e cham ou Bruce. Quando term inou, puxou Zack de

lado e, em voz baixa, disse: – Enquanto você pensa a respeito, saiba que

este proj eto está à beira de um a grande descoberta científica. Talvez a

m aior. E você pode ser parte dela.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

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Dois dias depois, eles começaram a pressionar Zack. A doutora Luria enviou a

ele um a carta agradecendo sua participação inicial nos ‚testes' e afirm ando

que ela entendia a sua preocupação. Sarah tam bém lhe enviou um bilhete

dizendo que esperava que eles pudessem continuar trabalhando j untos.

Para tranquilizá-lo, enviou-lhe tam bém um link para um site seguro em

que havia m ais entrevistas em vídeo de voluntários que tinham retornado

da EQM. Suas identidades tinham sido bloqueadas, os rostos foram

borrados, m as, com toda certeza, estavam no laboratório do proj eto Proteu,

sendo entrevistados pela doutora Luria e por Sarah Wy m an.

Todos eles se identificaram com o estudantes universitários ou j ovens

profissionais, na casa dos 20 ou 30 anos. Não obstante a seleção dos

vídeos, a m eia dúzia de cobaias foi unânim e em afirm ar que não experim entaram efeitos colaterais, fora um a ligeira lerdeza. Depois que

passava com pletam ente o efeito do sedativo, eles alegavam se sentir

perfeitam ente norm ais. Dois lam entaram a volta ao m undo real. Um deles

chegou a com parar o retorno com a volta de Dorothy ao preto e branco do

Kansas após deixar a deslum brante terra de Oz.

O que interessou particularm ente Zack foram suas descrições do

estado anestésico real. Enquanto um não se lem brava de coisa algum a, a

m aioria dos outros afirm ou que em suas EQMs havia experim entado

sentim entos m arcantes de paz, unidade e am or incondicional:

– Eu vi um a luz, não ofuscante, m as m aravilhosam ente reconfortante

e tranquila.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Não m e lem bro exatam ente do am biente, m as recordo-m e que era

m uito pacífico e belo. Estava ciente das cores, m ais puras do que todas as

cores que eu j á tinha visto na vida. Tam bém senti que em anava um a luz de

m im , um a luz quente e brilhante que acom panhava um profundo

sentim ento de paz, segurança e am or.

– Eu tive um a grande sensação de unidade com todas as coisas. Além

disso, eu m e lem bro de um a presença m uito forte e profunda.

No dia seguinte, Luria ligou para perguntar se ele tinha visto os

vídeos.

– Sim , são fascinantes – disse ele.

– E todos os relatos são m uito positivos, com o você deve ter reparado.

– Sim .

– E tudo m uito seguro, obviam ente.

– Ao que parece, sim . – Ele sabia que estava bancando o tím ido.

– Então – disse ela –, espero que você concorde em passar pela

experiência conosco.

– Eu ainda estou pensando sobre isso – respondeu Zack.

– Bem , saiba que eu m e reuni com os outros e que foi aprovada, por

unanim idade, um a elevação da sua rem uneração para 750 dólares.

Um aum ento de 250 dólares.

– Isso é ótim o – disse ele. – Mas por qual razão?

– Bem , para ser franca, porque, em term os neurológicos, você é m uito

especial. Com o eu disse no outro dia, a estrutura de atividade de seu

cérebro parece ser especialm ente sensível.

Zack se perguntou se era o caso de se sentir lisonj eado ou apreensivo.

– Só um a pergunta – disse ele. – Com o é que ninguém em nenhum dos

vídeos alegou ter encontrado parentes m ortos?

– Bem , quem sabe se você não será o prim eiro?

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a 35

Zack tentou reprimir a ansiedade enquanto Bruce o levava para o laboratório,

na noite de terça-feira. Tentou perder-se no CD com m úsica de Vivaldi,

pensando naquelas pessoas que tinham passado pela EQM e

testem unharam sobre transportes espirituais de luz reconfortante e

tranquilidade.

Quando chegou, a equipe principal o recebeu, e Sarah lhe deu um

caloroso abraço, desej ando-lhe um feliz aniversário atrasado. No dia

anterior, ele havia com pletado 25 anos. Aquilo fez com que ele se sentisse

m elhor. Zack assinou os term os de confidencialidade e consentim ento.

Então, eles o levaram para a sala de ressonância m agnética, onde ele vestiu

a calça do pij am a e deitou-se na m aca. Colocaram nele o acesso

intravenoso e vários dispositivos eletrônicos de m onitoram ento. Ao longo

de um a parede havia um a j anela de observação, atrás da qual estavam os

com putadores nos quais as varreduras de seu cérebro seriam proj etadas.

Sarah posicionou um a câm era de vídeo em um tripé.

– Mais um a vez, irem os gravar todo o processo e capturar quaisquer

m ovim entos.

– Se eu com eçar a cantar ‚Aleluia'. Entendi.

Ela riu.

– Isso seria algo relevante, sem dúvida. – Então, ela colocou um a

m áscara em sua testa, que depois seria baixada para os olhos, quando tudo

estivesse pronto. Ele sentiu um a onda de nervosism o percorrer o seu peito.

Quando term inaram , a doutora Luria foi falar com ele. Estava radiante com a expectativa.

– Preparado?

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Acho que sim .

– Com o você se sente? – Sarah perguntou.

Ele olhou para os rostos, as luzes, o acesso intravenoso, os fios ligados

a ele, pensando que só o que o separava da m orte era um a inj eção.

– Nervoso.

Ela deu um tapinha em seu braço.

– Claro, m as você estará perfeitam ente seguro. Você só vai dorm ir.

– Para você é fácil dizer.

– Vou m onitorar cada segundo de sua EQM. Então, em um a hora,

vam os trazer você de volta.

– Você j á fez isso antes?

– Sim , claro.

– E todo m undo voltou?

– Claro, todo m undo.

– E norm ais?

– Norm ais e com saúde. – Ela bateu em seu braço de novo. – Tudo

pronto?

– Quer vir com igo? Eu posso estar indo para o paraíso.

Ela riu.

– Adoraria, m as eu não tenho o seu cérebro.

Ela baixou a m áscara e aj ustou os tam pões de ouvido com o

silenciador, isolando-o do m undo exterior. A m aca deslizou para dentro do

tubo, a cabeça em prim eiro lugar, e ele sentiu um a pontada de

claustrofobia.

– Quanto tem po vai levar para eu cair no sono? – Se alguém

respondeu, ele nem ouviu. Seu cérebro apagou im ediatam ente.

– Ei, Zack, você está acordando.

Um a voz fem inina.

– Zack, consegue m e ouvir?

Ele resm ungou. Fragm entos de sono iam caindo enquanto a

consciência retornava gradualm ente.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Ele está acordando.

Um a voz m asculina.

– Vam os, Zack, acorde.

Ele se esforçou para abrir um olho.

– É isso aí, Zack, abra os olhos.

Em seguida, o outro.

– Bem -vindo de volta. Com o você se sente? – perguntou um a m ulher

bonita com cabelo curto.

Ele lam beu os lábios.

– Se sua boca e sua língua estiverem form igando, isso é norm al. Você

consegue m e dizer o seu nom e?

Olhou para ela com ar apalerm ado, sem responder.

– Ok, você ainda está um pouco confuso.

– Você pode nos dizer o seu nom e? – um a m ulher m ais velha

perguntou.

Ele balançou a cabeça.

– Não? Claro que pode. É Zack. Qual é o seu sobrenom e?

Ele hesitou por um m om ento. Em seguida, m urm urou:

– Kashian.

– O quê?

– Kashian.

– Certo. Muito bem . E você sabe onde está?

– Magog Woods?

– Onde?

– Magog Woods.

– A voz dele está diferente – disse alguém .

– Onde é Magog Woods?

– Onde eu m oro.

– E onde é isso?

– No Maine.

– Maine? Não, você está em Massachusetts. Você se lem bra.

Zack balançou a cabeça.

– Sim , você está em Massachusetts, não no Maine. E você vive em

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

Boston.

Ele olhou ao redor atordoado. Então, sua m ente lentam ente com eçou

a desanuviar, e as árvores desapareceram ; tudo clareou, e ele viu pessoas

ao seu redor, em um a grande sala branca, e todos os equipam entos

eletrônicos e tubos e fios ligados à sua cabeça e aos seus braços.

– Você sabe por que está aqui?

– Huum . Acho que eu estava sonhando. Para um teste de sono.

– Ótim o. Você pode m e dizer seu nom e?

– Zack Kashian.

– Ótim o. E que dia é hoj e?

Ele pensou por um m om ento e, então, lem brou-se da data.

– Muito bom . E em que Estado estam os?

– Massachusetts.

– Assim é m elhor. E a capital?

– Boston.

– Você se lem bra do m eu nom e? – perguntou um a j ovem bonita.

Então ele sentiu que estava voltando para o presente. Sarah Wy m an, a

neurocientista de rosto bonito e cabelo curto.

– Joana d’Arc.

– Joana d’Arc?

– Parece com ela. Do pintor Paul Delaroche.

– Uau. Você estudou história da arte.

– História da França. – Ele falou pausadam ente, tentando clarear as

ideias. Sua boca estava seca.

– Onde? – Ela ainda o estava testando.

– Na Northeastern University .

– Acho que ele está bem . Zack, sou eu, a doutora Luria. – Ela se

sentou ao lado dele com um a prancheta, havia um a câm era de vídeo

focada nele. – Eu gostaria de lhe fazer algum as perguntas sobre a sua

experiência. Você se lem bra de algum a coisa de quando esteve dorm indo?

Pessoas, lugares, atividades de qualquer tipo?

– Não, nada. Apenas um branco.

– Nenhum a lem brança de onde você estava? Não se lem bra com

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

quem você estava ou se estava com alguém ?

Zack balançou a cabeça.

– Quaisquer sensações residuais ou em oções?

– Apenas um branco.

– Noção do seu eu físico?

– Não.

A doutora Luria fez m ais algum as perguntas e, em seguida, desistiu,

parecendo desapontada por ele não conseguir se lem brar de coisa algum a.

Eles o aj udaram a ir até o biom bo, onde Zack vestiu suas roupas.

– Que tal um café para aj udar você a acordar? – Sarah perguntou.

– Algo gelado. Minha boca está seca – disse ele, por trás do biom bo.

– Tem os água m ineral na geladeira.

Ele puxou as calças e colocou a cam isa. – Tem m ais algu- m a coisa?

– Com o o quê?

– Um a root beer[15]. ..

[15]. Cervej a de raiz: é um a bebida gaseificada e doce, de origem norte-am ericana, com sabor que lem bra cânfora e m entol, com ercializada

com o refrigerante, m as tam bém em um a versão levem ente alcoólica. (N.

da T.)

– Um a root beer?

Ele calçou os sapatos e, em seguida, saiu de trás do biom bo. Estavam

todos olhando para ele.

– Você disse root beer? – Sarah parecia congelada no lugar.

– Se vocês tiverem ...

– Algum a m arca em particular? – a doutora Luria perguntou.

Por quê? Será que eles estocavam um a grande variedade na geladeira?

– Não sei... A& W.

– Você costum a beber root beer A& W?

– Não. Qualquer m arca para m im está bom . Qual é o problem a?

Luria aproxim ou-se dele.

– Zack, por favor, tenha paciência com igo. Quando foi a últim a vez

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

que você bebeu um a root beer A& W?

A cabeça de Zack ainda estava um pouco confusa, com o se insetos

infestassem seu crânio.

– Hein?

– Por favor, basta responder à pergunta. Quando foi a últim a vez que

você tom ou um a root beer A& W?

– Não sei... – Zack com eçou a dizer. – Não consigo m e lem brar de

quando foi a últim a vez. Talvez quando eu era criança... Há quinze anos...

ou pode ser que eu nunca tenha tom ado. Por quê? O que significa isso?

– Você m ora perto de loj as, outdoors, lanchonetes com cartazes

visíveis da A& W?

– Não.

– Você consegue se lem brar de alguém , num passado recente, que tenha m encionado a root beer A& W ou encom endado um a em qualquer

lugar?

– Não.

Luria virou o laptop em sua direção.

– O logotipo da A& W é um a im agem fam iliar para você?

– Acho que sim , m as não consigo descrever exatam ente com o é.

– Mas provavelm ente você o reconheceria, certo?

– Acho que sim .

– Mas não está fresco na sua cabeça.

– Não. – A som bria expectativa nos olhos de Luria deixou Zack um

pouco desconfiado. – O que significa isso tudo?

Luria acenou para Sarah. Mas, em vez de ir buscar a bebida, ela

apareceu com um a escada e deslocou-a para um arm ário alto que cobria

um a parede. Ela subiu e puxou de cim a dele um laptop com pletam ente

aberto, com o um livro. Quando ela desceu, virou a tela para ele, que

m ostrava a foto de um a caneca espum ante de root beer A& W.

– Eu não entendo – disse Zack.

Todos ainda estavam olhando para ele. Então, a doutora Luria disse:

– Eu acho, m eu am igo, que você teve um a experiência extracorpórea.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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– Uma o quê?

– Um a experiência extracorpórea. Sabe o que é isso?

– Com o quando as pessoas sofrem acidentes e assistem do alto os

param édicos executarem as m anobras de ressuscitam ento em seu corpo?

– Precisam ente. Ou quando, em um a sala de cirurgia, alguns

pacientes relatam que flutuaram sobre a cena.

– O que isso tem a ver com a root beer?

– Fizem os um teste enquanto você estava sedado – disse Luria. –

Você não podia ver o laptop de onde estava, nem nós podíam os. Mas nós o

colocam os em cim a do arm ário, com a tela aberta para o teto. Nele havia

um a im agem selecionada aleatoriam ente dentre centenas. Não tínham os

ideia do que era até você acordar. Seu prim eiro pedido foi um a root beer,

de preferência, A& W... Precisam ente a im agem que o com putador havia

selecionado, visível som ente de cim a.

O arm ário tinha cerca de 2m 15 de altura, e não era possível ver o que

havia em cim a dele de onde estavam . O teto, cerca de noventa centím etros

acim a do topo do arm ário, era feito de painéis não refletores; então, não

havia m aneira de ele ter visto o que havia lá, m esm o se enfiasse a cabeça

para fora do tubo de ressonância m agnética.

– Não poderia ser apenas um a coincidência?

– Estatisticam ente, m uito im provável, j á que você disse que não

consegue se lem brar de quando foi a últim a vez em que tom ou um a bebida

dessa m arca – disse Luria.

– E aquelas im agens do outro dia? Talvez essa fosse um a delas e tenha

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

ficado registrado em m eu cérebro. Eu acordei com sede, e foi a prim eira

coisa que m e veio à m ente.

– Só que, sedado com o você estava, as células do cérebro ficaram

im pedidas de se com unicar um as com as outras. Seu banco de m em ória

estava adorm ecido.

– Você quer dizer que, m esm o que o logo estivesse na m inha cabeça,

eu não teria m e lem brado dele?

– Isso m esm o.

A pele no couro cabeludo de Zack se contraiu.

– Outra coisa – disse Luria. – O poder de resolução desta m áquina

pode registrar m inúsculas variações no padrão de atividade das células a

partir de estím ulos visuais. Aquela varredura cerebral que fizem os no outro

dia nos perm itiu identificar neuropadrões distintos com im agens

específicas. Você está conseguindo m e acom panhar?

– Mais ou m enos.

– Em outras palavras, a m áquina correlacionou determ inadas im agens:

de gatinhos, crepúsculos, carros exóticos, logotipos de root beer, fotos de

fam ília, com atividade neuroelétrica no nível celular.

– Pense nisso com o um a im pressão digital neurostática – disse Sarah.

– O que vim os em seus padrões de atividade cerebral se correlaciona

especificam ente com o padrão de quando o logotipo da A& W foi m ostrado

para você no outro dia.

– Então, vocês podem reconhecer determ inados estados em ocionais

das pessoas?

– Sim , estados de alegria, raiva, tristeza, todo um espectro de estados

em ocionais.

– Mas as im agens de aves ou crepúsculos não criam variações

em ocionais.

– Você pensaria que não – disse Stern –, m as, na verdade, criam , só

que em um nível m icro. O cérebro cria diferenças m uito sutis, reações

m icroem ocionais a estím ulos específicos. Com im agens m ais pessoais,

com o a do seu anim al de estim ação, de sua nam orada, de um m em bro da

fam ília ou do seu local de férias favorito, há neurorreações m ais

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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pronunciadas. Com o tem po, podem os desenvolver assinaturas

neuroelétricas com pletas dos vários estados dos voluntários do teste, e que

nos aj udam a interpretar o que se passa durante um a EQM.

– Além disso, alguns desses padrões de assinaturas individuais coincidem com os de outros voluntários do teste. Na verdade, alguns

desses padrões são típicos e nos dão um código-clichê.

– Mas, pelo que vocês disseram , eu achei que o anestésico houvesse

interrom pido a atividade elétrica no m eu cérebro.

– É isso m esm o.

– Então, com o vocês detectaram padrões elétricos nos exam es?

– Essa é a pergunta-chave – disse Stern. – Há um a explicação

bioquím ica. Parte de seu cérebro não respondeu ao anestésico.

Possivelm ente, há um canal de sódio desconhecido que não reagiu à

tetrodotoxina, m as, ainda assim , m anteve-o em estado de quase m orte.

– Eu não estou conseguindo acom panhar você.

– Bem , esse padrão neuroelétrico específico, relativo ao logotipo

da root beer, só poderia estar lá se você tivesse acordado, e saído da

ressonância m agnética e subido na escada para espiar em cim a do arm ário.

– Mas isso não aconteceu – disse Zack.

– Com certeza, não – disse a doutora Luria. – A outra explicação é

que, no estado de quase m orte, a sua consciência transcendeu seu

cérebro. Ou, se preferir, seu espírito deixou o seu corpo.

Zack sentiu-se atordoado.

– Mas com o...?

Sarah aproxim ou-se dele com um a garrafa de água.

– Você está bem ?

– Eu não sei. Estou tendo problem as com o que vocês estão m e

dizendo.

– Claro. É um pouco incrível para m im tam bém .

– Mas com o vocês explicam isso?

O rosto da doutora Luria parecia um a m açã polida, reluzente com a

em polgação que ela estava tentando conter.

– É o que nós tam bém estam os tentando determ inar e, por essa razão,

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

Continuar: parte 3 de 3