Visões da Morte

Gary Braver · Capítulo 5 de 10 · parte 3/3

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Visões da Morte

Zack acordou cuspindo areia.

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.

a

gostaríam os de executar outro teste em você, se você não se im portar.

– Querem m e deixar quase m orto outra vez?

– Em outra ocasião. Você precisa descansar e esperar que o sedativo

sej a elim inado do seu organism o. Nós tam bém precisam os de um tem po

para analisar todos os dados. Mas, se você estiver disposto a fazer outra

sessão, nós lhe pagarem os m ais 750 dólares.

Os cientistas olharam para ele cheios de expectativa. Ele sentiu o gene

de com erciante arm ênio dentro dele tom ar as rédeas.

– Que tal um bônus por bom com portam ento?

Luria sorriu.

– Será que oitocentos fariam você se sentir m elhor?

– Não tanto quanto m il. – Ele prendeu a respiração enquanto a

doutora Luria pensava no assunto.

– Você sabe negociar – disse Luria. – Ok, m il. E nós vam os com binar um a data conveniente para todos.

Sim !

Então, Luria pegou o braço de Zack.

– Zack, eu quero lem brá-lo de que nada do que aconteceu aqui esta

noite pode ser com partilhado com ninguém . Isso tudo é ainda m uito

confidencial.

– É claro – disse Zack, im aginando com o e quando eles revelariam

seus resultados. – Com o exatam ente as experiências extracorpóreas se

relacionam com as experiências de quase m orte?

– Mais de cinquenta por cento daqueles que têm EQMs afirm am ter

experiências extracorpóreas. As duas fazem parte do m esm o fenôm eno.

– E se isso acontecer na próxim a vez?

– Então, concluirem os que pode ser tudo, m enos coincidência – disse

ela. – E isso confirm aria que você adquiriu inform ações enquanto estava

quase m orto, e que sua m ente inconsciente deixou seu corpo.

Zack fez um m ovim ento para seguir Sarah até a saída. Mas Luria o

deteve:

– Zack, você pode se interessar em saber que a neuroatividade

aum entada que registram os está localizada em um setor m uito associado a

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

experiências espirituais e religiosas. É conhecido com o o lobo de Deus.

– O lobo de Deus? Mas eu nem sou religioso.

– E é isso que é tão interessante.

Zack j untou suas coisas. Então, Sarah acom panhou-o até a porta.

– Com o você está? – Os olhos dela brilhavam de form a calorosa, e ele

gostava da sensação de sua m ão conduzindo-o até a porta. Ele ainda estava

com as pernas um pouco bam bas.

– Um tanto m aravilhado.

– Claro. É m uito em ocionante – disse ela. – Oh, ia m e esquecendo...

– acrescentou ela, e entregou-lhe um cheque.

Ele o m eteu no bolso e seguiu Bruce até o carro. O m otorista sentou-

se no banco da frente e fechou a porta. Antes de Zack entrar, ele se virou

para Sarah:

– Quando você não está pesquisando sobre vida após a m orte, você

costum a sair para beber um a cervej a e com er um a pizza?

– Você está m e convidando?

– Sim .

– Eu adoraria.

– Que tal sexta à noite?

– Para m im está ótim o.

Ele entrou no carro. Se aquela era a sua ultravida pós-com a, estava

com eçando a gostar dela.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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Roman entrou no restaurante La Dolce Vita sentindo-se um pouco tonto.

Pelo que supunha, Cola, Pom eroy e com panhia estavam conduzindo

experiências pelas quais os teriam condenado à m orte na fogueira, alguns

séculos atrás. Hoj e, contrataram Rom an.

Ele pediu um risoto de frutos do m ar e um copo de Chianti. Sua

próxim a m issão era elim inar um tal de Roger Devereux, pesquisador e

neurocientista da Escola de Medicina da Boston University . De acordo

com a escassa inform ação sobre ele, o hom em tam bém era um cliente

habitual daquele restaurante; aparecia por lá um as duas noites por m ês,

sem pre às segundas-feiras. Geralm ente, reservava um a m esa para as sete

da noite, ao lado da j anela. Eram 18h45, e Rom an ocupava um a m esa nos

fundos do salão principal, de onde podia ver perfeitam ente a m esa

reservada pelo cientista, ainda vazia.

Quando olhou pelas j anelas, seu olhar se dirigiu à grande igrej a gótica

em tij olo verm elho do outro lado da avenida. Que diferença da acanhada

estrutura de tij olo am arelo da Igrej a de São Lucas, em um a transversal da

Franklin Avenue, em Hartford. Ele ainda se lem brava dos violentos

serm ões do padre Infantino sobre o que aconteceria com os pecadores

quando m orressem : ressuscitariam em corpo e alm a e seriam lançados ao

inferno, para sofrerem o terrível castigo para sem pre, sem o alívio da m orte. O bom padre afirm ava que havia um castigo feito na m edida certa

para cada tipo de pecador. Aqueles que blasfem assem contra Deus seriam

enforcados por suas línguas. Os adúlteros teriam ferro derretido derram ado

sobre seus genitais. Os m entirosos seriam obrigados a m astigar a própria

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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língua enquanto abutres bicariam os seus olhos. As m ulheres que

praticassem abortos seriam obrigadas a chafurdar em excrem entos até o

queixo. Os assassinos seriam j ogados em poços de cobras venenosas.

Aqueles que virassem as costas para Deus seriam em palados em espetos e

assados em fogueiras ardentes. E esses torm entos durariam toda a

eternidade.

– E quanto tem po dura a eternidade? – padre Infantino uivava. –

Im aginem um a m ontanha de 10 m il m etros de altura e que, a cada 10 m il

anos, um pássaro gigante voasse até o topo dela e raspasse seu bico, um a

única vez, no pico rochoso. Quanto tem po levaria até que desbastasse a

m ontanha até a base? Isso não seria sequer um bilionésim o do tem po que

você queim ará no inferno. E a terrível m agia do inferno é que você não

m orre. Você não se queim a, apenas sofre para sem pre e sem pre, num

torm ento sem fim .

Mesm o quando era m enino, Rom an não entendia com o alguém poderia acreditar em um Deus que torturava seus filhos desobedientes por

toda a eternidade. Deus não deveria ser bom , am oroso e todo

m isericordioso? Ou seria ele um sádico furioso? Se assim fosse, seria difícil

não questionar sua integridade m oral. Além do m ais, com o o padre

Infantino sabia que o inferno era assim ? Aquelas coisas estavam realm ente

na Bíblia? E a Bíblia não havia sido escrita por um bando de velhos,

m ilhares de anos atrás? Mesm o que o inferno fosse realm ente assim , para

que se preocupar? Por que não acabar com tudo isso? Tudo m uito

com plicado. Se você está m orto, está m orto. Nada de segunda chance,

nada de fogo do inferno. O inferno era só não ir para o céu, para onde iam

os bons.

Alguns anos m ais tarde, Rom an disse a si m esm o que aqueles

discursos inflam ados do padre Infantino eram produto de um cara de

m eia-idade frustrado sexualm ente, que não conseguira encontrar um

em prego de verdade e saía assustando criancinhas. E, provavelm ente,

‚faturava' algum as atrás do altar.

Mas, ao longo das últim as sem anas, Rom an com eçara a reexam inar as

possibilidades por trás de toda aquela cólera. E o que ele concluiu foi que

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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havia um Deus, afinal. Não tinha certeza de que no céu havia um a cidade de ouro e pedras preciosas, ou de que Deus assentava-se em um trono de

luz, ou de que terem os de passar toda a eternidade ao lado dos parentes

m ortos, dos santos e do próprio Jesus. Mas ele passou a acreditar que a

vida continua. E, por algum a razão, aqueles cientistas estavam em aliança

com Satanás. Então, o que ele tinha a perder elim inando-os? Nada. E

talvez tivesse um a eternidade a ganhar.

Um pouco antes das sete horas, entrou no restaurante um suj eito que

se parecia com o da foto de celular de Roger Devereux. Parecia m enos um

professor de neurologia da Boston University do que alguém por trás do

balcão em um a loj a de m aterial de construção e bricolagem . Era baixo,

gordinho e careca e estava esprem ido em um blazer azul m uito apertado

com um a cam isa tam bém azul. Entrou sozinho e foi conduzido à m esa ao

lado da j anela. Cerca de dez m inutos depois, um a m ulher apareceu na

entrada do restaurante e j untou-se a ele. A esposa de Devereux, que

tam bém j á havia trabalhado no laboratório.

Rom an estava em um a m esa onde não podia ser visto pelo casal

Devereux, que nem ficava próxim a aos banheiros, caso eles precisassem de

um . Ele com eu lentam ente e tom ou um a segunda xícara de café

descafeinado, enquanto o casal term inava sua refeição e saía. Rom an

pagou a conta e seguiu os Devereux, que m oravam em um condom ínio de

prédios altos, a poucos quarteirões do restaurante. Manteve distância e

esperou que eles tom assem o elevador até o 14o andar. Então, quinze

m inutos depois, tocou o interfone para o apartam ento 1404. Quando um a

voz m asculina respondeu, ele disse:

– Doutor Devereux?

– Sim .

– Meu nom e é John Farley . Sou do escritório do FBI de Boston, e eu

gostaria de lhe fazer algum as perguntas.

– FBI? Do que se trata?

– Bem , prefiro explicar pessoalm ente. Se o senhor qui- ser, podem os

conversar aqui ou ir para outro lugar, ou eu poderia subir.

– Estou descendo.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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– Ótim o. – O cara era inteligente. Um m inuto depois, ele desceu,

ainda vestido com calças cáqui e cam isa azul. Abriu a porta de segurança e

entrou no saguão. Rom an sorriu e m ostrou um crachá falso usado alguns

anos antes, em outro serviço. – Sinto m uito incom odá-lo, m as gostaríam os

de falar com o senhor sobre um a ex-colega sua, LeAnn Cola.

– LeAnn? O que tem ela?

Rom an olhou ao redor do saguão escuro.

– É um a questão bastante delicada, e eu prefiro não conversar aqui.

Nós poderíam os procurar um a cafeteria, se quiser.

Devereux estudou os sinceros olhos azuis de Rom an.

– Não, vam os subir.

– De fato, não há nenhum a necessidade de perturbarm os a sua

fam ília.

– Não, tudo bem – E ele destrancou a porta de segurança e cam inhou

com Rom an até o elevador.

Anzol, linha e chum bada, pensou Rom an, enquanto eles entravam no

elevador.

Nada foi dito até chegarem ao andar de Devereux, que destrancou sua

porta:

– Ruth, tem os visita! – ele gritou.

A m ulher apareceu, e Devereux apresentou Rom an, que m ostrou o

crachá de novo e pediu desculpas pela invasão.

– Nosso escritório está investigando a m orte da doutora LeAnn Cola –

disse Rom an, e então prestou condolências pela m orte da am iga deles.

A senhora Devereux perguntou se ele gostaria de tom ar um café ou

outra coisa, e Rom an, polidam ente, recusou. Então, ela desapareceu no

interior do apartam ento, deixando Rom an e o m arido sentados nas

poltronas, um de frente para o outro. À direita de Rom an havia um a

estante em butida, de m adeira escura, com livros e fotografias, incluindo

um a grande, que m ostrava um a m ulher e dois filhos pequenos. Rom an

apontou para a foto:

– Crianças bonitas.

– Obrigado. É a m inha filha e os filhos dela.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Mais um a vez, queria dizer que sinto m uito pela m orte de sua

colega. – Devereux agradeceu, e Rom an rem exeu na pasta a seus pés e

tirou dali um a prancheta acolchoada. – O nom e de Thom as Pom eroy

significa algum a coisa para o senhor?

O rosto de Devereux nublou-se.

– Sim , Tom era um am igo e um colega.

– O senhor sabe que ele m orreu recentem ente, tam bém .

– Sim .

– Com o os conhecia?

Devereux hesitou por um m om ento.

– Eu trabalhei com eles.

– Bem , tem os razões para acreditar que seus colegas não m orreram

por acidente ou de causas naturais, conform e relatado, m as foram

assassinados.

– Assassinados?

– Sim . E que suas m ortes foram encenadas para parecerem um ataque

cardíaco e um vazam ento de gás.

– Isso é terrível. Quem faria um a coisa dessas? E por quê?

– Isso é o que esperam os descobrir – Então, com um a expressão

com pungida, Rom an acrescentou: – Acham os que as m ortes estão ligadas

a algum a pesquisa em que estavam envolvidos. Lam ento dizer que descobrim os que a sua cabeça tam bém está a prêm io.

– O quê?

– Sim , alguém o quer m orto, e espero que o senhor m e forneça

inform ações que possam nos aj udar a evitar isso.

Devereux estava boquiaberto.

– O quê?

– Nossas fontes nos dizem que essas m ortes foram encom endadas por

alguém de dentro da Igrej a Católica, acredite ou não.

– Da Igrej a Católica?

Ouvindo o tom espantado na voz de Devereux, a m ulher dele surgiu

na sala m etida em um roupão de banho.

– Está tudo bem ?

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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– Tom Pom eroy e LeAnn Cola foram assassinados – anunciou

Devereux.

– O quê?

– Senhora Devereux, receio que isso sej a verdade e que a vida de seu

m arido estej a em perigo, talvez tam bém a sua. E acham os que tem a ver

com a pesquisa em que todos vocês trabalharam . – Antes que qualquer

dos dois pudesse recuperar o fôlego, Rom an virou-se para Devereux e disse: – Estou querendo saber se o senhor poderia m e falar a respeito

desse proj eto, porque acho que isso aj udaria a evitar m ais m ortes. – Então,

virou-se para a esposa. – E, senhora Devereux, por favor, j unte-se a nós, j á

que a senhora colaborou na pesquisa.

Em estado de choque, a m ulher sentou-se devagar no sofá.

– Nós estávam os fazendo um a pesquisa sobre o sono, a respeito do

que acontece no cérebro em vários estados – disse Devereux.

– Sono?

– O proj eto era confidencial por contrato, m as nós trabalham os em

um software de im agem .

– Você pode m e dizer um pouco m ais? Por exem plo, qual seria o

m otivo que levaria alguém a querer detê-lo?

Devereux fitou-o por um longo m om ento.

– Eu acho que pode ser um a boa ideia eu entrar em contato com m eu

advogado antes de continuar. Estam os entrando em áreas delicadas. E

tam bém gostaria de avisar a polícia local, se for verdade que m inha vida

está em perigo.

– Você não precisa da polícia. Você tem o FBI. Estam os trabalhando

para protegê-lo.

– Você continua dizendo nós, m as só você está aqui.

– Não estou gostando disso – disse a senhora Devereux. – Eu estou

com m edo. – Ela se levantou do sofá e com eçou a se afastar.

– Aonde vai? – Rom an perguntou.

– Cham ar a polícia. – E dirigiu-se ao telefone sobre um a m esinha de canto.

– Isso não é um a boa ideia – disse Rom an. Mas ela não parou. Então,

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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Rom an puxou um a pistola com silenciador de sua pasta e atirou duas vezes

nas costas da m ulher. Ela desabou no m esm o lugar. Mas, antes que o

m arido pudesse se m over, Rom an baixou a arm a para o rosto dele.

– Mexa-se e você m orre.

Um ganido de dor subiu de sua garganta, enquanto olhava para o

corpo da esposa.

– Diga-m e o que vocês estavam fazendo nesse proj eto.

Por um longo m om ento, Devereux lutou para se controlar, olhando de

Rom an para a esposa, e da esposa para a arm a apontada para a sua cabeça.

– Quem ... Quem é você? Por que você a m atou? – sua voz trem ia de

horror e incredulidade.

Ele com eçou a se levantar, m as Rom an agitou a arm a na direção dele:

– Eu vou m atar você.

Devereux sossegou no lugar.

– Diga-m e no que você, Cola e Pom eroy estavam trabalhando, e não

m e venha m ais com essa baboseira de pesquisa do sono, porque eu sei

onde sua filha e seus netos m oram . E, se você m e der qualquer evasiva, vou m atá-lo e visitá-los, capice?

Devereux balançou a cabeça, seu rosto parecia um saco vazio de pele

flácida e sem sangue. Sua voz ficou em bargada quando olhou para o corpo

sem vida de sua esposa; o sangue se espalhava pelo roupão.

– Experiências de quase m orte.

– Experiências de quase m orte?

– Eles estavam levando pessoas ao estado de quase m orte, de parada

cardíaca, para detectar atividade elétrica.

– Continue.

– Para ver se há algum a verdade nas afirm ações de que ocorrem

encontros com parentes m ortos, de que existe o céu, sej a o que for.

Caram ba, Rom an pensou.

Devereux continuou ofegante:

– Ou se isso pode ser explicado sim plesm ente pela neurobiologia.

– O que isso tem a ver com Satanás?

– Satanás? N… não sei do que você está falando.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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– Por que a Igrej a é contra a sua pesquisa?

– A Igrej a? Eu não sabia que era.

– Vocês estavam tentando descobrir se a vida após a m orte é real ou se ocorre apenas no cérebro, não é?

Devereux assentiu.

– E o que vocês concluíram ?

– Eu não sei. A pesquisa ainda está em curso.

– Onde a pesquisa é feita?

– Eu não sei. Era tudo serviço freelance. Não sei m ais nada sobre isso,

j uro pela m inha vida.

– Quanto eles lhe pagam pelo seu trabalho?

– Cinco m il.

– Eles ainda estão fazendo os experim entos?

– Acho que sim .

Rom an observou Devereux se contorcendo na cadeira. Parecia que ele

estava dizendo a verdade.

– Por que a Igrej a Católica quer você m orto?

Por reflexo, Devereux respirou fundo.

– Eu não sei. Por favor, m e deixe em paz.

– Pense.

– Eu não sei. Talvez porque estávam os tentando provar que a

experiência religiosa é apenas a quím ica do cérebro.

Rom an sentiu com o se houvesse levado um pequeno m urro em seu

plexo solar.

– Você acha que eles conseguiram algum a coisa?

– Eu não sei. Por favor, não m e m ate.

– O que m ais você sabe? Quem m ais trabalhou com você?

– Tudo que sei é que eles estão com um voluntário com resultados

positivos.

– O que quer dizer?

– Ele é neurossensível. Eu não sei. Eu só trabalhei no software de

im agem . O nom e dele estava no j ornal, um tem po atrás. Ele acordou de

um com a e as pessoas pensavam que Jesus estava falando por interm édio

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

dele ou algo assim .

– Você sabe o nom e dele?

– Não. Um garoto de faculdade. Isso é tudo que eu sei.

– O que aconteceu com ele? – Rom an aj oelhou-se e aproxim ou o

silenciador da boca de Devereux. – Fale a verdade. Diga-m e o nom e dos

outros ou onde posso encontrá-los, e eu deixo você viver.

– N… não sei o nom e dos outros. Eu trabalhei isoladam ente e

entreguei os resultados ao Morris.

– Que Morris?

– Morris Stern. Isso é tudo que eu sei. Juro que não sei m ais nada.

Juro.

– Mais algum a coisa sobre esse garoto?

– Não.

Rom an analisou-o por um m om ento, enquanto Devereux trem ia

sentado na poltrona, com o rosto descorado, a boca ofegante, esprem endo

os olhos. Depois, Rom an m eteu o silenciador na boca de Devereux e

puxou o gatilho. A bala saiu pela parte de trás do crânio, espirrando sangue

e m assa encefálica por todo o encosto da poltrona e na parede atrás dela.

Rom an teve o cuidado de não tocar em nada. Calçou um par de luvas

cirúrgicas, retirou o silenciador e lim pou suas im pressões digitais na

pistola. Então, apertou a arm a na m ão de Devereux e deixou-a cair, com o

se ele tivesse com etido suicídio depois de atirar na esposa.

Antes de sair do apartam ento e descer pelas escadas de em ergência e

ganhar as ruas, olhou a cena do casal Devereux m orto.

Mais perto de ti, m eu Deus, pensou ele, e fugiu.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

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38

– Está indo bem. Eu durmo e eles pagam o meu cartão de crédito, graças a

você.

– Ainda bem que está funcionando – disse Dam ian.

– Então, a boa notícia é que este j antar é por m inha conta.

Dam ian olhou para o seu burrito de frango.

– Que droga, se eu soubesse disso, poderíam os ter ido ao Davio’s.

– Fica pra próxim a.

Zack tinha ido se encontrar com Dam ian no Qdoba, um restaurante

m exicano perto do cam pus da Northeastern University , na m esm a esquina

da Huntington Avenue onde, cinco m eses antes, ele passara com a

bicicleta por um buraco, caíra e entrara em com a.

– Então, o que eles estão testando? – Dam ian perguntou.

– Eles conectam m inha cabeça a m onitores e m edem a atividade

enquanto estou sonhando. – Zack não apreciava o fato de estar sendo vago,

especialm ente porque fora Dam ian que tinha arranj ado aquele lance para

ele. Mas ele havia assinado os term os de confidencialidade, e a doutora

Luria insistiu em afirm ar que o que eles faziam no laboratório tinha de

perm anecer no laboratório.

– E tem tido algum sonho interessante?

Sim , sem conseguir respirar e m astigando areia.

– Apenas fantasias com um a atraente neurobióloga do proj eto.

– Isso lhe dá m otivação para continuar voltando lá.

– Sim – Zack disse, pensando no turbilhão de em oções que rodopiara

nele desde o episódio do capacete. Sem dúvida, pela sequela da

estim ulação, lem branças doces e adorm ecidas de seu pai em ergiram por

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

m eio das cam adas de ressentim ento que se acum ularam ao longo dos

anos. Com o naquela m anhã em que ele estava na biblioteca. Trabalhava

na dissertação quando sua m ente ‚clicou' de volta a um a brincadeira boba

que costum avam fazer quando tinha cerca de 4 anos. Ele se escondia

debaixo de seu cobertor infantil, decorado com figuras de gatos patetas, e

quando dizia ‚Pronto!' seu pai entrava no quarto: ‚Onde está o Zack? Oh,

onde pode estar o pequeno Zack?' E ele ouvia o pai abrindo o arm ário,

olhando debaixo da cam a, procurando dentro das gavetas e repetindo

enquanto isso ‚Onde está o m eu Zack? Ele tem de estar aqui em algum

lugar'. E aquilo prosseguia até Zack j á não conseguir segurar as risadas,

afastar o cobertor e anunciar: ‚Aqui está o seu Zack!' E seu pai batia no

peito dem onstrando surpresa e dizia: ‚Aí está o m eu Zack!' E pulava na

cam a, sufocando-o com beij os que se transform avam em um ataque de

cócegas, que deixava Zack tonto de tanto rir. A m em ória era tão nítida que

parecia que aquilo havia acontecido no dia anterior, deixando-o com um a

sensação de vazio e um a enorm e saudade.

Quando acabaram de com er, Dam ian se ofereceu para dar um a carona

a Zack até em casa.

– Obrigado, de qualquer m aneira. Vão m e buscar de carro daqui a

pouco.

– Mais testes de sono?

– Algo do gênero. Por falar nisso, você pode m e em prestar seu carro

neste fim de sem ana?

– Um encontro com a neurobióloga atraente?

– Se Deus existe...

– Ele existe – disse Dam ian, e sorriu beatificam ente. – Infelizm ente,

eu vou usar o carro, irei para um retiro em Verm ont. Mas, em qualquer

outra ocasião, sem problem as. A previsão é de que terá um clim a

m aravilhoso neste fim de sem ana, então, dê um a cam inhada com ela. –

Depois, ele acrescentou: – Viva na luz e vá com fé.

Era um a de suas pequenas saudações, nascidas m ais do hábito do que

das teim osas tentativas de convertê-lo.

– Obrigado, vou tentar.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

Às seis horas, Bruce apareceu e levou-o para o laboratório, ao som da

Terceira Sinfonia de Beethoven. Lá pelas sete e m eia, ele j á havia trocado

de roupa, estava na m aca, com o escalpe e ligado aos m onitores. Em

seguida, deslizaram -no para o interior da m áquina de IRMf. Quando Sarah

perguntou se ele estava pronto, Zack fez que sim com a cabeça. E a últim a

coisa da qual teve consciência foi a im agem de Sarah inj etando-lhe o

anestésico pelo escalpe.

– Zack, você consegue m e ouvir? – Um a voz fem inina.

Ele acordou com a boca cheia de areia.

– Está recobrando a consciência.

Ele não conseguia recuperar o fôlego. Sua garganta estava entupida.

Os pulm ões eram sacos de concreto.

– Vam os, Zack, acorde.

Lutou para se desvencilhar daquele peso, tentando libertar as m ãos.

Com m uito esforço, soltou-as e escavou seu cam inho para fora. O frio da

noite castigava a sua pele. Rolou sobre os j oelhos, com seu diafragm a

desesperado por ar, babando areia.

– É isso aí, abra os olhos.

Os olhos. Eram fendas inchadas e forradas com areia. A boca, as

narinas e os ouvidos estavam obstruídos. Seu cabelo, areia pura. E

pequenos parasitas o devoravam vivo.

– Força, Zack. Você consegue.

Através da escuridão, ele podia adivinhar a linha d’água – negras ondas

castigando a costa. Com o um caranguej o, rastej ou em direção ao

m urm úrio do m ar e m ergulhou. A água salgada ardeu-lhe os olhos e a pele,

m as ele se forçou a ficar ali im erso até lavar todos os insetos e a areia.

Então, lá estava ele, deitado de costas, enchendo seus pulm ões com ar

doce e fresco.

– É isso aí. Esforce-se um pouco m ais. Abra os olhos.

Luz. A Lua havia rom pido o véu de nuvens e colocara o céu em

m ovim ento.

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

– Com o você está? – Um a m ulher olhava para ele.

Depois, outros.

Não tinha ideia de quem eles eram . Seu corpo trem ia. Não tinha ideia

de quem ele era.

– Bem -vindo de volta.

Seus lábios e sua língua estavam dorm entes. Seus olhos queim avam .

Aqueles rostos debruçados sobre ele eram borrões m al percebidos por seus

olhos lacrim ej antes.

– Zack? Você está bem ?

– O que vocês estão fazendo? – O m edo sacudia seu corpo. Tentou se

levantar, m as seus m em bros eram blocos de m adeira. E os braços e o peito

estavam presos em algum a coisa.

– Não tenha m edo – disse a m ulher m ais j ovem . – Você está indo

bem .

– Quem é você?

– Zack, sou eu, Sarah Wy m an. – A m ulher aproxim ou o rosto. – Você

se lem bra de m im . E estes são a doutora Luria e o doutor Cates.

Ele tentou se sentar, m as estava pesado com tanta areia m olhada e

algas. E a sua cabeça estava pesada com o se estivesse cheia de lam a. Caiu

para trás na areia e olhou para as pessoas. Aquela m ulher e dois hom ens,

um m ais velho, o outro, um j ovem negro. Não tinha ideia de quem eles

eram . Não sabia por que eles o estavam cham ando de Zack.

Com a aj uda da m ulher m ais j ovem , ele se sentou e o sangue escoou

de sua cabeça.

– Não se lem bra? – a m ulher m ais velha perguntou.

Ele balançou a cabeça. Não se lem brava de coisa algum a.

– Diga-m e o seu nom e – disse ela, o rosto parecendo firm e e pálido,

m enos no trecho cor de sangue em sua bochecha. Ela lhe pareceu

vagam ente fam iliar.

Por um longo m om ento, ele olhou nos olhos dela. Seu nom e. Seu

nom e.

– Eu não sei. – Ele olhou ao redor, m as não viu a praia nem a água. E

o céu tinha sido substituído por um teto, e a Lua era um painel de luzes

Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.

a

fluorescentes.

Seu nom e. Ele sabia que tinha um . Um a história. Um a presença. No

entanto, isso tudo se encontrava um pouco além do seu alcance.

– Você dorm iu por um a hora, não se lem bra? Estes são Elizabeth

Luria, Morris Stern e Cates By ron. E eu, Sarah. Estávam os fazendo testes

em você.

A praia noturna havia se transform ado em um a grande sala branca

com equipam entos eletrônicos ligados à sua cabeça e aos seus braços por fios, onde antes estavam as algas. Atrás dele havia um a grande m áquina

com um a abertura circular. E três pessoas. Então, com o um a im agem de

Polaroid vai sendo revelada, tudo voltou para ele. – Zack... Kashian.

– Muito bem – disse Sarah, parecendo aliviada. – Você sabe por que

está aqui?

– Sim . – E fizeram -lhe as perguntas habituais para testar o estado de

sua m em ória.

Em seguida, a doutora Luria com eçou um a bateria de outras questões:

– Você se lem bra de algum a coisa que tenha acontecido enquanto

estava apagado? Im agens, experiências, lugares, outras pessoas?

Apagado? Ele não estava apagado. Não estava dorm indo.

– Eu acho que estava em um a praia.

– Um a praia? – repetiu Luria.

A m ente dele estava confusa, e a recordação desvaneceu-se

rapidam ente.

– Tinha areia no m eu rosto.

– Você estava tentando cuspir quando acordou – disse Sarah.

– Você se lem bra do que estava fazendo na praia? – Luria perguntou;

seu rosto estava rígido de preocupação.