Visões da Morte
– Qualquer m ovim ento de qualquer…
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
a
Eles continuaram a entrevistá-lo, repisando o m esm o terreno. Dava
para ver a decepção neles, especialm ente na doutora Luria.
– O que a varredura cerebral e o sangue m ostraram ? – perguntou ele.
– Ainda tem os de analisá-los – disse Stern, de seu com putador. – Mas
as secreções m ostram que você teve um a experiência agradável, ao
contrário da últim a vez.
– Se estiver tudo bem para você – Luria disse –, gostaríam os de fazer
outra sessão na próxim a sexta-feira, se você puder.
A ideia ainda o enchia de enorm e ansiedade, m as ele concordou.
Contudo, dessa vez, não foi pela rem uneração de m il dólares. Sentia um
desej o atroz de voltar àquele banco de areia com o pai.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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42
Warren G ladstone amava o Senhor. Ele amava o Senhor com toda a sua alma,
seu coração e sua m ente. Am ava o Senhor m ais do que tudo em sua vida,
porque sabia que Deus o am ava. E com o am or de Deus todas as coisas
eram possíveis.
Warren orou ao Senhor Deus por água, e o Senhor Deus lhe deu um
rio. Ele orou ao Senhor Deus por luz, e o Senhor Deus lhe deu o Sol. Ele
orou ao Senhor Deus por um a flor, e o Senhor Deus lhe deu um j ardim .
Ele orou ao Senhor Deus para lhe m ostrar o cam inho para derrotar o
inim igo da ciência ateísta, e o Senhor lhe m andou aquele vídeo.
– Quem é ele?
– Seu nom e é Zachary Kashian – disse Elizabeth. – Ele é estudante de
pós-graduação na Northeastern University , aqui na cidade.
– Bem , isso certam ente é m uito m elhor do que um bando de viciados em drogas e im igrantes ilegais.
– Tínham os de com eçar por algum lugar – disse Elizabeth Luria.
– Só que eles encontraram o inferno em vez do paraíso.
Estavam em um a elegante suíte no décim o andar do Taj Boston, na
esquina da Arlington com Newbury . Em virtude da im pressionante vista,
aquele era o local preferido de Warren para as reuniões em que Elizabeth
e Morris Stern inform avam -no de seu progresso. Por m uito tem po, falar
em progresso havia sido um exagero, pois obtinham resultados no m áxim o
m edíocres, às vezes, com falhas escandalosas, com o deficiência m ental ou
m orte das cobaias hum anas. Algum as haviam com etido suicídio, outras
sofreram recaídas e voltaram a ‚apagar' por causa de dosagens excessivas
de tetrodotoxina. Som ente nos últim os m eses um verdadeiro progresso
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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havia sido conseguido, e Elizabeth convocara aquela reunião para
recapitular a reviravolta.
– Então, expliquem -m e o que estou vendo. – Stern e By ron Cates
haviam levado seus laptops.
– Estam os olhando para as im agens da m áquina de ressonância
m agnética funcional cuj o poder de resolução é diferente de qualquer outra
m áquina no planeta, graças à sua generosidade, reverendo.
Warren se encolheu quando Morris Stern se dirigiu a ele com o
‚reverendo', porque tudo o que ele ouviu foi sarcasm o. Stern era um
cientista obstinado que só integrara o proj eto graças à sua enorm e
experiência. Não tinha crenças espirituais: vivia em um universo no qual
nada era sagrado. Costum ava dizer que a religião era inim iga da liberdade
de pensam ento, e que girava m ais em torno da m orte do que da paz.
Afirm ou certa vez que todo conflito religioso poderia ser resum ido assim :
‚Meu am igo im aginário é m elhor do que o seu am igo im aginário'. Sua
postura antirreligiosa era enraizada em sua criação secular j udaica. Assim
sendo, colocá-lo para fazer os diagnósticos era com o contratar um cego
para inventar um a lâm pada m elhor. Mas ele sabia que Stern em breve
teria a com provação de estar com pletam ente errado e que acabaria
cantando Am azing Grace[18]. Warren só vivia para ver esse dia chegar.
[18]. Tradicional hino protestante. (N. da T.) Stern exibiu im agens em dois m onitores separadam ente.
– À esquerda, tem os a atividade interaxonal do cérebro de Zack
enquanto se encontra em situação de quase m orte. À direita, im agens do
cérebro de outras pessoas durante o m esm o estado. Você pode perceber as
diferenças claras. – Ele m ostrou várias im agens diferentes. – Todos esses
indivíduos realizaram tal teste. Quando acordaram , afirm aram não ter tido
experiências de quase m orte.
– Você está dizendo que nenhum dos outros teve experiências de
quase m orte?
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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– Correto – disse Elizabeth. – Este é especial. Muito. A eletricidade
em seu cérebro é extraordinária. – Fez um sinal com a cabeça para Morris
Stern continuar.
– A prim eira vez que o subm etem os ao teste, ele afirm ou não ter tido
um a EQM distinta. Stern m oveu o m ouse, e um a im agem de vídeo da
ressonância m agnética do cérebro de Zack Kashian apareceu com
m anchas em m ovim ento. – Poucos dias depois, repetim os o teste, e você
pode perceber os diferentes padrões ao passar da inatividade a um a
com pleta experiência extracorpórea. O que quer que estivesse
acontecendo, sua m ente parecia estar funcionando independentem ente de
seu cérebro. Claro, precisam os trabalhar m ais com ele, antes de poderm os
tirar quaisquer conclusões.
Warren assentiu. O filho da m ãe sem Deus não cedera um centím etro
sequer. Procurou Elizabeth com os olhos, para um a interpretação m ais
esclarecida.
– Warren, as novidades que tem os para você são ótim as. Zack teve
três experiências diferentes ao passar pelo teste. E a últim a, a m ais
coerente até agora, parece indicar a presença de outra m ente,
independente da sua própria. Tem os apenas dados exteriores esparsos, e
ainda precisam os fazer m ais análises. Mas é a prim eira vez que vem os algo que se aproxim e de um a senciência externa.
– A-le-lui-a! – disse Warren, prolongando as sílabas com alegria.
– Sim , aleluia – repetiu Elizabeth, com o se fizesse um j uram ento. –
Nesta fase, ele ainda não tem lem branças nítidas de suas EQMs, m as os
diagnósticos indicam grande intensidade.
– E ainda tem os um m onte de cálculos a fazer antes de tirarm os
qualquer conclusão – m urm urou Stern, para ninguém em particular.
Warren ignorou-o com o um m osquito e olhou para as m anchas
coloridas no esquem a do cérebro de Zack Kashian.
– Esse rapaz pode ser um a dádiva de Deus... literalm ente.
– Sim – disse Elizabeth. – Ele tem o lobo de Deus m ais ativo que j á
vim os. Na sem ana passada, identificou positivam ente um logotipo de
cervej a que estava fora de seu cam po de visão. Depois, teve m ais duas
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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EQMs que não conseguiu recordar, m as que m ostrou alta atividade. O
que distinguiu a últim a foi o perfil em ocional. A análise de seu sangue
revelou secreções de substâncias quím icas associadas ao m edo, seguindo-
se tranquilidade provocada por serotonina.
– Seria m uito audacioso sugerir que ele cruzou as portas do céu? –
Warren podia ver Stern esfregar o nariz com desdém pela sugestão. O hom em era um ateu tolo, trancado em seu próprio túnel revestido de aço,
com a fria luz da razão queim ando num a extrem idade e um túm ulo selado
na outra.
– Um pensam ento lindo – Elizabeth disse – e talvez verdadeiro. Mas
ele não relatou nenhum a das experiências clássicas: nada de túnel, nada
de luzes brilhantes, nenhum a sensação de tranquilidade. Só j ogou bola
com o pai.
– E o pai dele está m orto, certo?
– Está – respondeu Elizabeth.
– Então, talvez ele estivesse interagindo com o espírito de seu pai.
Antes que ela pudesse responder, Stern se m eteu:
– Ou talvez fosse um sonho-relâm pago pouco antes de ele acordar.
Warren quase cuspiu em Stern.
– Nós ainda tem os m ais testes a fazer antes que possam os tirar
conclusões – disse Elizabeth.
Stern continuou:
– A questão é que não tem os dados suficientes para determ inar se
sentir um ente querido m orto é um a experiência espiritual ou um a
m em ória de longo prazo provocada pela estim ulação do lobo tem poral, que
é o m ais provável.
– Você não cede um centím etro, não é?
– Se eu visse a prova, cederia.
– Ainda assim , é m uito encoraj ador – disse Elizabeth, tentando acabar
com aquilo.
Warren assentiu.
– Ok, então, o que sabem os sobre ele?
– Ele precisa do dinheiro.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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– Isso dificilm ente o distingue – disse Warren.
– Não, m as o pai abandonou a ele e a m ãe quando ele tinha uns 10
anos, e o rapaz afirm a ter percebido a sua presença no teste da cabine.
Não disse isso em m uitas palavras, m as acho que quer fazer contato.
– Não querem os todos? – disse Warren.
– Elizabeth quis dizer que ele quer entrar em contato com o pai
biológico – disse Stern.
– Todos nós faríam os bem em buscar nosso Pai Celestial, incluindo
você – disse Warren. Depois, virou-se para Elizabeth: – Então, qual é o
próxim o passo?
– Repetir a experiência. Está program ada para a próxim a sexta-feira.
– Eu gostaria de conhecer esse j ovem . – Warren consultou o relógio.
Tinha um a reunião com seu contador em um a hora. Mas havia algo no
rosto de Elizabeth.
– Odeio ser portadora de m ás notícias – disse ela –, m as perdem os um
dos nossos colegas, Roger Devereux. Ele e sua esposa, Ruth, foram encontrados m ortos a tiros: um caso de assassinato seguido de suicídio, de
acordo com a polícia.
– Santo Deus, que horror!
– Sim . Desconhecíam os qualquer problem a entre o casal – disse
Elizabeth.
– Roger era um hom em bom – Stern interveio. – Ele aj udou a proj etar
o software de im agem . Sua esposa tam bém era neurologista e trabalhava
com ele. É um a terrível perda.
– A polícia não encontrou a m otivação para a tragédia até agora. Não
sabem os o que deu errado – disse Elizabeth.
– É a terceira pessoa associada ao proj eto que m orreu no m ês passado.
– Receio que sim .
Apesar de ter financiado o proj eto e reunir-se regularm ente com os
diretores, Warren não conhecia os outros, que haviam sido contratados
apenas para executar tarefas específicas. E apenas os diretores e uns
poucos técnicos conheciam o obj etivo final da coisa toda. Era a m aneira
que tinham de m anter a segurança até que tivessem provas conclusivas,
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
que ele pudesse anunciar para o m undo.
– Pode ser um a infeliz coincidência – disse Warren. – Mas vocês ainda podem continuar sem ele, certo?
– Sim , claro – disse Stern. – Sarah Wy m an é m uito com petente.
– A outra possibilidade é de que essas m ortes tenham sido
encom endadas – disse Warren.
– Encom endadas? Tom Pom eroy m orreu de um ataque cardíaco, e
LeAnn Cola, por causa de um vazam ento de gás.
– Sim , m as tais m ortes poderiam ter sido habilm ente encenadas,
com o essas últim as.
– Mas por quê?
– Avisos, para que desistam os.
– Mas quem faria isso?
– Eu não tenho certeza – disse Warren. – Mas há m alucos
fundam entalistas suficientes lá fora, que se opõem ao que estam os
fazendo. – Com o todos os televangelistas, vez ou outra ele recebia um a
carta desagradável, cham adas telefônicas e e-m ails; em sua m aioria, de
ignorantes que se queixavam de que haviam contribuído e que suas vidas
continuavam m iseráveis. Mas, desde que Warren com eçou a transm itir
sua m ensagem sobre o Dia do Júbilo, ele havia recebido m ensagens
contundentes que sugeriam o conhecim ento do teor de sua pesquisa.
Possivelm ente, alguns haviam tirado conclusões das exortações on-line de
Warren para que os cristãos abraçassem a ciência, em vez de tem ê-la; que,
enquanto os ateus olham para o universo racional e enxergam o acaso, o
olhar ilum inado enxerga no universo a obra de um criador racional. Talvez
alguém tivesse ligado os apelos aos seus livros sobre EQM.
– Apenas por precaução, acho que devem os tom ar providências em
relação à segurança. Não preciso lem brá-los de quanto está em j ogo.
– Tem os câm eras em todo o com plexo. E ninguém pode entrar sem se
identificar.
– Então, talvez sej a hora de contratarm os um serviço de segurança...
guardas arm ados, o que for necessário.
– Ok.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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– Se essas m ortes são avisos deliberados – disse Stern –, é
aconselhável interrom per as transm issões. Mais serm ões sobre o Dia do
Júbilo poderiam alim entar o fogo.
Warren olhou para Stern, im aginando que o hom em era um lobo em
pele de cordeiro. Ele fingia ser um j udeu racionalista, m as poderia ser um
daqueles m alucos da Opus Dei ou da Fraternidade de Jesus que
m antinham blogs am eaçadores e veem entes contra seus livros sobre EQM.
A verdadeira questão era: com o eles sabiam ?
– Isso, provavelm ente, faz sentido. Quando alcançarm os o nosso
obj etivo, seguirem os em frente com pleno vigor.
– Enquanto isso, vam os contratar seguranças – disse Elizabeth.
– Ótim o – disse Warren, percebendo que Elizabeth com eçara a ficar
preocupada.
– Claro que isso significa que vam os precisar de m ais recursos – disse
ela.
– Você é tão sutil quanto um acidente de trem , Elizabeth. Mande a
conta para m im . Em troca, quero saber quem vazou inform ações sobre o
proj eto.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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43
Zack estava novamente de volta àquela praia, mas a maré havia subido, o ar
estava frio e havia um nevoeiro cerrado. Além disso, a perspectiva estava
errada. Em vez de passear pelo banco de areia, ele olhava para baixo do
alto de um a escadaria de m adeira, na outra extrem idade da praia, que ia
dar no topo do penhasco. Conhecia a área, m as a escadaria parecia m uito
m ais alta do que ele se lem brava. E a praia era tão com prida que parecia
não ter fim . Em algum lugar ao longe estava a casa de veraneio alugada por
seus pais, m as não conseguia enxergá-la naquele m om ento. E m ais longe
ainda avistava os vagos contornos do canal. Através da névoa, dava para
ouvir o gem ido abafado da sirene de alerta de neblina e ver o olho
verm elho piscante da boia do canal. Logo abaixo, a baía se esparram ava
sob o nevoeiro com o um a chapa ondulada de ferro.
– Quase lá.
Ele olhou para cim a. Seu pai. Estava cerca de dez degraus acim a dele,
subindo até o topo.
– Papai, espere.
Mas o pai continuou subindo sem olhar para trás.
– Venha, por aqui.
As pernas de Zack estavam cansadas, m as ele tinha de continuar
subindo, porque o pai queria lhe dizer algum a coisa.
– Mais devagar, papai.
Mas seu pai não parecia ouvi-lo. Ou talvez fosse a brisa do m ar em
seus ouvidos. Sem fôlego, Zack lutava contra o peso nas pernas e fazia
força para continuar subindo. Quando olhou para cim a novam ente, só
faltava um a dúzia de degraus até o topo. Mas algo estava diferente. As
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
roupas de seu pai haviam m udado: em vez de estar com calção de banho e
as costas nuas, estava usando um a veste m arrom . De onde teria vindo
aquilo?
Mais estranho ainda, o topo não era um a clareira com casas com vista
para o m ar, com o ele se lem brava das falésias Manom et, m as um a floresta
densa. A cabeça de seu pai estava coberta com um capuz, que lhe dava um a aparência perturbadora. Ele se virou, m as seu rosto estava
obscurecido pelas som bras.
– Venha, por aqui. – E se em brenhou por entre as árvores.
Zack não ouvia de fato a voz do pai, apenas na sua cabeça. Mas estava
sem fôlego em consequência da longa subida e parou por um m om ento:
– Espere!
Mas o pai continuou adentrando a vegetação escura.
– Papai, espere, eu vou m e perder de você. – Ofegante, saiu
tropeçando atrás dele, tentando não perder de vista a figura, tentando não
enroscar os pés no m ato.
– Papai, não m e deixe.
Mas o pai continuou desaparecendo na floresta.
– Papai? Sou eu, Zack.
A figura m arrom desaparecia por trás das árvores, depois, surgia
novam ente, em brenhando-se m ais fundo. Chocado, Zack se perguntou se
o seu pai não o ouvia de propósito. Se, na verdade, não queria dizer-lhe
algo, m as, sim , tentar fazê-lo se perder.
– Eu sou seu filho, tam bém ! – De repente, ele se encheu de ardente
raiva. Eles haviam m atado Jake e transform ado seu pai em um a casca
vazia, sem am or. – Por que você não espera por m im ?
Deslocava-se o m elhor que podia por sobre galhos caídos e tocos de
árvores, tentando acom panhá-lo, sem saber onde estavam e com o aquela
floresta sem fim se erguera nas falésias Manom et e onde tinham ido parar
todas as casas de luxo. Ele continuava a perder de vista a figura que se m ovia silenciosam ente por entre as árvores.
Zack cham ou por ele várias vezes, m as o pai não parou nem
respondeu. E o horror tom ou conta de Zack; j am ais o alcançaria nem
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
acharia o cam inho para fora da floresta com o céu escurecendo.
Então, Zack perdeu o pai de vista definitivam ente. Ele parou; não
ouvia coisa algum a além da própria respiração ofegante. Nenhum som de
pássaros ou de insetos. Nada além da agitação do vento na copa das
árvores.
Por um longo tem po ele ficou parado ali, esfregando os braços para se
proteger do ar gelado.
De repente, um grande pássaro arrem eteu do alto, por entre as
árvores. Algum tipo de falcão. Zack o seguiu até um a pequena clareira,
onde ele avistou a figura encapuzada. Ele estava im óvel, com o rosto
escondido na som bra opaca, os braços cruzados por baixo das m angas.
Atrás dele, um alto afloram ento de granito.
– Papai?
– Com o você está?
– O quê?
– Com o você se sente?
Zack esprem eu os olhos contra as brilhantes luzes do laboratório de
ressonância m agnética. De um a distância abafada, Sarah falava algum a
coisa. Ele tentou sentar-se, m as sua cabeça latej ou dolorosam ente.
– Não se m ova até o efeito sedativo dim inuir um pouco – disse ela,
descolando os eletrodos do seu peito. Os doutores Stern e Cates estavam
diante dos term inais de com putador, próxim os a eles.
– Bem -vindo de volta. – O rosto da doutora Luria apareceu acim a de
Zack. Atrás dela, um a câm era de vídeo sobre um tripé gravava tudo.
Depois de alguns instantes, a cabeça dele clareou um pouco e ela
com eçou a fazer as perguntas habituais, para lhe testar a consciência: qual
o nom e dele, onde estava. Ele respondeu a tudo, o que os deixou
satisfeitos.
Então, ela disse:
– Nós registram os algum a atividade neural enquanto você estava
apagado. Lem bra-se de algum a coisa?
– Eu estava em um a escadaria de m adeira. – Ele queria fazer o
registro enquanto a lem brança ainda estava fresca em sua m ente.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
– Você reconheceu o local?
– Sagam ore Beach. A escadaria no final da praia, que leva às falésias
Manom et.
– Você estava sozinho? – Luria perguntou.
– Não. Meu pai estava lá. Estava à m inha frente, subindo. – Sarah
term inou de rem over os contatos e afastou o cabelo dos olhos de Zack. Ele
gostou da sensação de sua m ão quente. – Então, tudo m udou.
– Mudou? Com o assim ?
– O topo da falésia virou um a floresta densa. – Ele descreveu a área o
m elhor que podia.
– Você reconheceu o lugar?
– Não, era apenas m ata fechada. Mas não há um a floresta nos
penhascos.
– Então, não era um lugar que você reconheceu.
– Não sei, m as não era a falésia.
– Pareceu-lhe um a experiência extracorpórea?
– Não, via tudo do m eu ponto de vista norm al. Mas não parecia um
sonho, sabe? As coisas não eram fragm entadas nem desordenadas. Parecia
real, com o se eu estivesse naquela floresta.
– Seguindo o seu pai.
– Sim .
– Ele disse algum a coisa?
– Não, m as eu acho que ele queria que eu o seguisse.
– Com o você sabe? – Luria perguntou.
– Não sei com o eu sei. É apenas um a sensação. – Então, Zack virou-
se para o doutor Stern, que estava no seu term i- nal de com putador, ouvindo-o atentam ente. – Foi um a verdadeira EQM?
– Não sei ao certo – disse Stern. – Houve atividade nos lobos
tem poral e parietal, sugerindo estím ulo de fora.
– Então, foi um a EQM? Nada daquilo de sonho-relâm pago?
– Neste ponto, parece que você não estava sonhando – disse a doutora
Luria. – Os centros de sonho de seu cérebro estavam adorm ecidos,
em bora houvesse estím ulos elétricos que pareciam vir de fora de seu
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
cérebro.
– Com licença, m as eu discordo – disse Stern. – Pode m uito bem ter
sido um sonho-relâm pago, com o quando você estava para acordar. A m aior
parte da atividade ocorreu bem no finalzinho da sessão.
Zack pôde perceber Luria fulm inando Stern com os olhos.
– Vam os ter de fazer outra sessão.
– Vão m e apagar outra vez? – Zack perguntou.
– Sim . Mas em outra ocasião. Leva 24 horas para o sedativo ser
elim inado do organism o. Você estaria disposto a repetir a experiência
daqui a poucos dias?
Se houvesse algum fluxo narrativo naquelas visões, elas estavam se
tornando m ais som brias. Zack podia sentir a própria hesitação, apesar de estarem em j ogo outros m il dólares.
– Acho que sim .
– Ótim o. Assim que fizerm os a análise, nós o cham arem os.
Depois que ele se vestiu, Sarah o acom panhou até o carro. Enquanto
subiam as escadas, Zack parou e disse:
– Eu estava lá, Sarah. Aquilo não foi um sonho-relâm pago, nem nada
parecido.
– Tenho certeza de que a sensação é m esm o essa.
– Só que os sonhos reais sem pre têm algum a m argem de consciência.
Não aquilo. Eu podia sentir o cheiro dos pinheiros, podia sentir a areia nos
m eus pés. E ainda estou gelado de frio. Era um a coisa totalm ente
sensorial, não um sonho.
– Os dados prelim inares m ostram um a grande quantidade de atividade
sensorial.
– Mas?
– Mas a m esm a coisa aconteceu com outros voluntários, e depois de
todas as análises chegam os à conclusão de que foram m esm o sonhos-
relâm pago.
– Então, quando saberão?
– Em um ou dois dias.
Bruce estava no carro, esperando por ele no estacionam ento ao lado
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
do prédio.
– Ela fica m e perguntando se eu estava sozinho nessas visões de sonho
ou sej a lá o que forem . É algo que vocês podem determ inar?
– Isso é o que esperam os. O que significa separar a assinatura
neuroelétrica de sua própria m ente de outros dados que recolhem os. Se os
outros neurodados puderem ser identificados com o um a senciência
externa, será um grande salto. Você está bem para outra sessão?
Ele realm ente não sabia. Estar naquela floresta diante daquela figura
encapuzada e m uda não era algo que ele estivesse ansioso para repetir.
Entretanto, sentia-se com pelido pela estranha sensação de que aquelas
sessões haviam produzido um a narrativa, m as que pareciam estar se
desenvolvendo para algo m ais obscuro, m ais secreto.
Segredos do túm ulo. As palavras de Luria arrem eteram em sua m ente
com o aquele falcão.
– Acho que sim .
– Vej o você em breve. – Ela lhe deu um abraço, e ele foi em bora com
o m otorista.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a 44
A arma preferida de Roman para executar os serviços era a Beretta 92FS
Parabellum 9m m . Seu nom e deriva do latim , Si vis pacem , para bellum ,
que significa ‚Se procura a paz, prepare-se para a guerra' – que poderia
bem ser o lem a do próprio Rom an naqueles dias.
O que ele apreciava na Beretta era sua precisão em grandes
distâncias. O fabricante garantia um a traj etória plana em um a centena de
m etros, m as Rom an não precisava de tudo isso em seu ram o de negócios,
um a vez que a m aioria das execuções era à queim a-roupa. E a 9m m tem
poder de parada[19] letal. O cano longo é especialm ente im portante, o que aum enta a supressão de ruído que um silenciador pode proporcionar.
Silenciadores na verdade não silenciam da m aneira que é m ostrada nos
film es, eles apenas reduzem o barulho do tiro em cerca de cem decibéis.
Com o o silencioso do carro, eles retêm e dissipam os gases quentes dos
propulsores explodindo, suprim indo um a explosão de escape m uito m ais
alta. Portanto, quanto m aior o cano da arm a, m elhor a supressão.
[19]. Capacidade que um a arm a de fogo tem de tirar de com bate um oponente com apenas um disparo. (N. da T.)
A cada duas sem anas, Rom an levava sua Beretta para o Clube
Pawtucket de Rifle e Pistola para um as rodadas de tiro. Fazia isso havia
anos, m esm o depois de se aposentar oficialm ente. Adoraria poder usar um
de seus silenciadores na arm a, só que a posse deles por civis era ilegal em
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
Rhode Island ou Massachusetts. Som ente m ilitares ou policiais podiam
usá-los. Então, ele usava seus protetores de ouvido e disparava a todo
vapor a várias distâncias. Ele, entretanto, levava os seus próprios alvos de
papel, encom endados especialm ente, que vinham em grande variedade, de
alvo de dardos a silhuetas de veado ou hum anas. Naquele dia, estava
atirando em um crânio enegrecido ligeiram ente dem oníaco, com a ‚m osca'
bem no m eio da testa. Gostava de atirar naquele m odelo porque lhe fazia
lem brar o diabo. Não im portava o alvo, um a sessão de tiros era um a grande
terapia: pura coordenação olho-m ão e um a chance de esvaziar sua m ente
das preocupações costum eiras.
Mas seus pensam entos naquele dia teim avam em voltar para aquele
m aldito garoto Kashian.
O que ele descobrira o confundiu. O tal garoto citava o pai-nosso no
original enquanto estava m eio m orto. Um m onte de pessoas acorre a ele
em busca de m ilagres, alguns sentem a presença de Jesus no quarto,
outros, o cheiro das rosas da Virgem Maria. No entanto, Devereux afirm ou
que eles o estavam testando, esperando confirm ar que o m undo espiritual
era real – e talvez essa fosse a razão pela qual Rom an havia sido contratado
para liquidar os cientistas. Não fazia sentido.
Ele entrou na Internet e pesquisou ‚experiência de quase m orte', e
encontrou centenas de relatos. A m aioria deles era de depoim entos em prim eira m ão de pessoas que quase m orreram em hospitais ou em
acidentes e, depois, atravessaram túneis para um paraíso brilhante e feliz
onde se encontraram com os espíritos dos entes queridos falecidos e as
santas alm as.
Tam bém descobriu sites cristãos que tratam das EQMs – websites
que decididam ente condenam tentativas de contato com fam iliares m ortos
ou santos, afirm ando que grandes perigos espirituais aguardavam aqueles
que fizessem tentativas nesse sentido. Aparentem ente, essas interações
não ocorriam com entes queridos falecidos ou Jesus, m as, sim , com
dem ônios – ou com o próprio Satanás, esperando levar as vítim as para
longe da dependência de Deus. Os piores delinquentes eram os charlatães
que usavam a EQM para explorar o sofrim ento das vítim as. Um blogueiro
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
a
afirm ava que a m orte de um ente querido deve conduzir-nos aos braços
am orosos de Deus, e não aos livros da Nova Era, cheios de m entiras e
falsas esperanças.
A com pleta disparidade entre as afirm ações não apenas aguçou a
curiosidade de Rom an, com o turvou sua m issão teológica. Ele m irou o alvo
e fez cinco buracos na testa da caveira, pensando que era m elhor checar
aquele garoto de perto.
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.
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45
– Temos uma pequena surpresa para você – disse a doutora Luria por telefone
na terça-feira seguinte. – Nada de sessões esta noite, e, por favor, venha
bem arrum ado.
Isso foi tudo o que ela adiantou a Zack, além de lhe dizer que
esperasse para ser apanhado no local de costum e, perto do Sy m phony
Hall.
O ‚guarda-roupa elegante' de Zack consistia unicam ente em
um blazer azul, um par de calças cáqui e um a cam isa azul. A solitária
gravata estava enrolada j unto a um par de m eias sociais. Ele a passou a
ferro e, às seis em ponto, estava na esquina das avenidas Huntington e
Massachusetts, onde um Lincoln Town Car o apanhou, não Bruce no
SUV. E o m otorista tinha personalidade.
– Para onde estam os indo? – Zack disse, entrando no carro.
– Para o Taj Boston.
Já tinha ouvido falar dele e sabia que não era exatam ente um ponto de
encontro de estudantes de pós-graduação.
– Parece legal.
– Acho que você não é daqui.
Não queria parecer idiota, j á que nascera e fora criado a apenas
dezesseis quilôm etros da cidade.
– Não, acabei de chegar.
– De onde você é?
– Do Maine. – Nem sabia por que havia dito aquilo.
Poucos m inutos depois, o m otorista estacionou na esquina da
Arlington com Newbury , diante do hotel m ais elegante em que Zack j á
Karen Wells e stava no com utador atrás do bal cão do pr onto -socorro do Jorda n Hospital qua ndo atende u à cham a da de um a a m bulâ ncia. Era m qua se três horas da m adruga da e os param é dicos estavam traz endo um hom e m nã o identi ficado de cerca de 50 a nos de idade, com si nais vitais m íni m os e possível parada car díaca. Ela alertou a s outras enferm eiras, o m édico de plantão, o doutor Brian Ken nedy e dois residentes. Ele s preparara m um cubí culo vazi o espe cialm ente eq uipado para pa cientes cardíacos.